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Este Mundo é Uma Mentira Inundada de Mentiras

Seis tabelas que demonstram que os bancos centrais pelo mundo estão a imprimir dinheiro de forma imprudente. Bernanke pede para que as regras do jogo sejam clarificadas. Como os biocombustíveis fazem aumentar o preço dos alimentos pelo mundo. Exportações de petróleo da OPEP caiem 2% empurradas pelo declínio na Arábia Saudita. Portugal endivida-se cada vez mais para comer. Portugal vive numa democracia podre. Nicolas Sarkozy diz que é necessário agir contra a grande ameaça da inflação. Economia americana: um grande esquema em pirâmide. Barclays pagou apenas 1% em impostos.

Inflação… o mundo bananeiro e casineiro está a começar a acordar (nas palavras) para o que se tem vindo a amontoar há pelo menos três décadas, desde quando o dólar deixou de ser resgatável em ouro, e exacerbado pela crise financeira de 2008 – excesso de liquidez nos mercados, vulgo, inflação.

Uma excelente compilação de dados no Business Insider ajuda-nos a compreender melhor a extensão da loucura desenfreada de um pseudo crescimento económico sustentado no numerário, quase afastado do real, conduzido por uma classe de Homens verdadeiramente, ou quase, dementes e diminutos na sua forma de analisar este mundo que devia ser de todos e para todos.

Se o dólar americano está a ser desvalorizado de forma tão intensa, então quais os porquês de por vezes ganhar valor a outras moedas do mundo? Bem, é porque actualmente estão todos a imprimir dinheiro de forma imprudente.
In Business Insider

Este tema devia ser uma preocupação central faz muito tempo… mas não… a mesma pandilha de bananas e casineiros que estão por detrás desta loucura monumental, apoiados por um silêncio ensurdecedor dos meios de comunicação generalistas e seus pseudo especialistas, são os mesmos que agora se dizem preocupados com o problema que eles conscientemente e ardentemente criaram.
Vejamos:

Estados Unidos

Fonte: Reserva Federal de Saint Louis

Um crescimento aproximado de 500% dos dólares em circulação no espaço de 30 anos!!!!! Aproximadamente 16% de aumento ao ano da moeda em circulação!!!!!

Europa


Um crescimento aproximado de 950%, ou 31,6% ao ano!!!!! (comparando com 1980)

Inglaterra


Fonte: Banco de Inglaterra

Um crescimento aproximado de 800%, ou aproximadamente 26% ao ano!!!!! (comparando com 1980)

China


Fonte: Banco Central da China

Um crescimento aproximado de 600%, ou aproximadamente 20% ao ano!!!! (comparando com 1980)
(Mais tabelas e exemplos estão presentes na notícia original – 6 Charts Which Prove That Central Banks All Over The Globe Are Recklessly Printing Money )

As conclusões a retirar destas tabelas são verdadeiramente simples: Um dia, este sistema que nos (des)governa irá deixar de conseguir absorver o excesso de dinheiro em circulação.
Acho que os sinais são mais que óbvios que estamos quase a lá chegar, se é que não estamos já por lá, mesmo que os insanos que nos conduziram até aqui consigam encontrar mais um coelho na cartola… mesmo assim é quase uma impossibilidade matemática o dinheiro fiat em circulação continuar a crescer a estes níveis…
Acho que já todos estão cientes que uma contracção do dinheiro em circulação é igual a recessão… por isso… que soluções existem para contornar isto?
Nenhuma que seja exequível dentro deste sistema que nos (des)governa sem que tal não exija taxas de crescimento negativo pelo mundo fora, ou seja, uma longa e continuada recessão durante décadas de forma a absorver gradualmente o dinheiro em excesso.
Qual o caminho que está a ser adoptado?
O da constante e contínua desvalorização das moedas em circulação, vulgo inflação, solução que é um imposto indirecto sobre os poupados e principalmente sobre as classes média e pobre.

Escrito isto, voltemos ao mundo da realidade pintada pelos meios de comunicação social para as massas…

O presidente da Reserva Federal dos EUA alertou hoje que os capitais que inundam os países emergentes ameaçam a estabilidade económica global, pedindo aos parceiros do G20, reunidos em Paris, que tomem medidas para resolver o problema.
“Os fluxos de capital estão, outra vez, a levantar desafios notáveis à estabilidade financeira e macroeconómica”, disse Bernanke, à margem da reunião dos ministros das Finanças e governadores de bancos centrais das 20 maiores economias desenvolvidas e emergentes.
In OJE

Depois de verem as tabelas expostas acima, o que me dizem de tais afirmações e vindo de um dos maiores impulsionadores da criação de moeda para impulsionar o (pseudo) crescimento (numerário)?
Pois é verdade, este é o mundo deles que infelizmente também é o nosso por ignorância da grande maioria dos Zé Povinhos deste mundo!

E então se analisarmos as pressões inflacionárias causadas pelo excesso de moeda fiat em circulação e o que está à acontecer com o sangue que tem sustentado esse crescimento do numerário, as energias?

As exportações de petróleo da OPEP caíram 2% em Dezembro, comparando com Novembro, com a Arábia Saudita, o maior exportador mundial, a reportar um declínio de 4,9%.
As exportações sauditas caíram para 6,05 milhões de barris por dia em Dezembro , quando comparado com Novembro, mesmo que a sua produção tenha aumentado para um máximo de dois anos de 8,37 milhões de barris por dia.
“Esta é uma diferença significativa,” disse John Sfakianakis, economista Chefe do banco com sede em Riade, Saudi Fransi, sinalizando a diferença de 2,32 milhões de barris por dia entre o que produz e o que exporta.
“Não é claro que a Arábia Saudita tenha consumido os 2,32 milhões de barris durante esse mês, mas é evidente que um aumento do consumo interno está eminente”, disse.
O total de exportações no mundo caiu 14% em Dezembro, comparando com o mês anterior, para 55,5 milhões de barris por dia, o valor mais baixo desde 2002, principalmente nos produtores não alinhados com a OPEP, especialmente os da América Latina.
In The Washington Post

Um declínio da produção na Arábia Saudita, um declínio na produção dos membros da OPEP, um declínio da produção na América Latina, um declínio monumental na produção do mundo e o constante crescimento das moedas fiat no mercado… Isto é verdadeiramente explosivo, digo eu, porque o petróleo é o principal motor gerador de riqueza neste mundo, e se ele está em contracção e as moedas continuam a ser imprimidas como se não houvesse amanhã, então a riqueza estará a ser delapidada em duas frentes, inflação e contracção do petróleo, que a continuar assim só trilham um caminho para este sistema económico: Hiperinflação!

E o que anda este mundo a tentar fazer para combater o declínio na produção de petróleo?
Anda a investir nos biocombustíveis.
Qual a influência destas medidas para tentar amenizar as quebras de oferta de petróleo no mundo?

O investigador de Princeton, Tim Searchinger, na semana passada numa coluna no The Washington Post, afirmou que os biocombustíveis estão a contribuir para a crise no preço dos alimentos. Constatou que os biocombustíveis – tanto o etanol de milho nos Estados Unidos como os biocombustíveis, que dependem do óleo de palma – consomem actualmente mais de 6,5% da produção mundial de grãos e 8% do óleo vegetal. Em 2004, estava entre os 2% e virtualmente nada. Num pressionado mercado de alimentos mundial, constrangido pelas condições atmosféricas, onde a dispersão de óleos e grãos é sentida no seu preço, especialmente nos países em desenvolvimento onde o aumento nos artigos de consumo é passado directamente para os consumidores. (Nos países desenvolvidos, o marketing e embalamento são os responsáveis pela fatia de leão no preço dos artigos o que amortece o aumento do preço dos artigos aos consumidores.) “Hoje em dia, o mercado está desequilibrado, escreveu Searchinger.
In Time Magazine

Em que ficamos?
Inflação gerada por excesso de moeda em circulação, mais inflação gerada por uma contracção na oferta de petróleo e mais inflação gerada pelas soluções desenvolvidas para controlar a inflação gerada pelo aperto nas exportações de petróleo!
Inflação + inflação + inflação!!!!!!!

Será diferente em Portugal?

As primeiras previsões agrícolas do ano, feitas pelo Instituto Nacional de Estatística não deixam margem para dúvidas: “as elevadas precipitações ocorridas até meados de Janeiro impediram a realização das sementeiras, levando inclusivamente à diminuição generalizada das superfícies semeada”.
O ano passado Portugal importou 80% das suas necessidades de cereais. Este ano será seguramente pior. Ou seja, o desequilíbrio da balança de pagamentos agrícola irá aumentar.
In Expresso

Obviamente que não! Já sabemos que os euros andam a inundar o mercado, que o petróleo não está a baixar e que este ano ainda irá ser o pior de sempre em termos de importação de alimentos.
Que podemos esperar deste ano?
Inflação!

E serei apenas eu que ando para aqui neste blogue a escrever recorrentemente sobre a inflação, tentando chamar à atenção de quem por aqui passa? Serei eu apenas um pessimista, um pseudo divulgador das histórias mais negras?
Joe Berardo:

Numa entrevista à agência Lusa, o empresário disse estar “muito preocupado com o aumento do custo de vida em Portugal” e elegeu o desemprego entre os jovens como “o problema mais grave a nível mundial” porque “vai resultar em revoluções”, como as da Tunísia e Egipto.
Sustentou que os aumentos do petróleo, IVA, impostos, redução dos ordenados na função pública, ou a duplicação do preço do trigo em menos de um ano são situações que vão provocar “uma inflação incontrolável daqui a pouco tempo”.
In Diário Económico

Nicolas Sarkozy:

A inflação coloca uma significativa ameaça ao crescimento global, arriscando o surgimento de sublevações perigosas se os preços dos alimentos crescerem para lá das possibilidades das pessoas”, Nicolas Sarkozy, o Presidente francês, em forma de aviso aos ministros das finanças do mundo.
“Um mercado sem regras é um mercado que será controlado pela especulação,” disse Sarkozy. “Mercados têm de ter, A market without rules is a market which is governed by speculation,” Mr Sarzoky said. “Markets have to have, tecidos neles, regras.”
In The Telegraph

Não, não sou apenas eu! Este é o problema do momento e o momento actual já poderá ser tarde demais para a controlar… digo eu… ate´pode ser que os bananas consigam desencantar mais um coelho da cartola para adiar esta conclusão.
Portanto… inflação causada pelo excesso de moeda em circulação, mais inflação gerada pela redução das exportações de petróleo, mais inflação causada pelas medidas tomadas para amenizar a redução nas exportações de petróleo, mais inflação causada por especuladores…
Onde irá isto parar?
Quase certamente, tal a pressão generalizada, à hiperinflação!!!

E pegando numa das últimas frase que expus de Sarkozy, “um mercado sem regras é um mercado que será controlado pela especulação”, o que nos contam as acções dos mesmos bananas que agora se mostram tão preocupados com a inflação?
Danny Schechter:

Economia americana: um grande esquema em pirâmide.
Enquanto Bernie Madoff desvanece na prisão, os banqueiros continuam a lucrar enquanto os pobres perdem a esperança e as suas casas.
O melhor relato sobre esta matéria não está nos meios de comunicação generalistas mas numa revista de música, na Rolling Stone, onde Matt Taibbi investiga o porquê de todos em Wall Street não estarem ainda na cadeia: “Financeiros desonestos colocaram a economia mundial de gatas – mas o Fed faz mais para os proteger do que para os processar,” escreveu.
Agora os republicanos querem diminuir as regulações sobre o mercado de derivados presentes na legislação financeira Dodd-Frank, afirmando que as regulações irão conduzir a um aumento do desemprego. Isto era previsível: todos os esforços para defender os grandes interesses económicos são sempre apresentados como medidas para ajudar o público.
O The New York Times reportou: “O representante Stephen Lynch, democrata de Massachusetts, avisou: “Acham que a regulamentação é dispendiosa? Então o que me dizem dos 7 biliões que perdemos por não haver regulação no mercado de derivados?
Não obteve resposta.
A passividade do público é em parte resultado da inundação de meios de informação que não aprofundam as questões e de uma eficiente privação de informação.
In Aljazeera

Pois… a verdade é que os bananas que (des)governam este mundo, que já por si é (des)governado por este sistema económico que é gerido por casineiros desgovernados, não fazem nada de nada, ou quase nada, para que o descontrolado comboio das economias mundiais consiga retornar aos seus carris.

E como ainda poderá haver por aí alguém que diga: Ah, isso é o Danny Schechter que está sempre a falar mal – para mim uma das vozes mais lúcidas no jornalismo mundial -, ou isso é da Aljazeera que está sempre contra o mundo ocidental:

O facto de o Barclays, terceiro maior banco britânico, ter pago apenas 113 milhões de libras (134,3 milhões de euros) de impostos no Reino Unido em 2009, o que equivale a cerca de um por cento dos lucros (11,6 mil milhões de libras), gerou hoje vários protestos de indignação.
In Público

Pois… a verdade é que não são os Danny Schechter’s e Aljazeeras deste mundo que estão a falar mal, a verdade é que a verdade é a vida sumptuosa cheia de benefícios de uns quantos muitos poucos, e a vida cada vez mais complicada de muitíssimos mais que são os penalizados.
E também poderá haver ainda alguém que pense que o que aconteceu com o Barclays em Inglaterra se cinge a Inglaterra… e para isso basta ver e saberem o que aconteceu em Portugal com o valor dos impostos pagos pela banca. Este é um sintoma generalizado neste mundo ocidental intitulado de desenvolvido. Desenvolvido? Sim… desenvolvido pela ganância, pelo engano, pela mentira, pelo abuso, pela traição, pela indecência, por desavergonhados indecorosos!

Conclusão:
Uma maré de papel fictício inundou a nossa vida… tal como inundada está de falsos profetas que se escondem debaixo de um manto de virtuosismo técnico… E as soluções (des)encontradas para suster parte da maré que aí vem mais não são que água que está ajudar a transbordar ainda mais o dique da desgraça… Enquanto isso, é bombeado cada vez mais de menos do sangue vital para o sistema mundial… E assim a fome é agua que paulatinamente inunda o nosso mundo… E por vezes: Verdade! A verdade! Alguém fala da verdade com verdades! Homens que sugaram e sugam o tutano deste mundo começam agora a abrir as goelas em terror… AHHHHHHH!!!!!!… Este mundo é uma mentira inundada de mentiras!!! Este mundo é como o Egipto, uma pirâmide construída acima dos Homens e só para alguns homens…

Notícia do Business Insider – 6 Charts Which Prove That Central Banks All Over The Globe Are Recklessly Printing Money
Notícia do Oje – Ben Bernanke pede controlo nos fluxos de capitais
Notícia do The Washington Post – OPEC Oil Exports Fall 2% as Saudi Shipments Decline
Notícia da Time – Why Biofuels Help Push Up World Food Prices
Notícia do Expresso – Portugal endivida-se mais para comer
Notícia do Diário Económico – Portugal vive uma “democracia podre”
Notícia do The Telegraph – G20 Paris: Nicolas Sarkozy calls for action against inflation’s ‘great threat’
Notícia da Aljazeera – US economics: One big Ponzi scheme
Notícia do Público – Notícia de que Barclays pagou impostos equivalentes a 1% dos lucros gera protestos

E a Montanha Pariu um Rato, ou o Rato Escondia a Montanha?

Líderes dizem que a recessão ainda não terminou. Congresso reverte parte das reformas sobre Wall Street. Os americanos ricos estão ainda mais ricos.

O nosso mundo é feito e desfeito de verdades, meias-verdades, inverdades, mentiras e mentiras descaradas, talvez por isso seja tão complicado conseguir entender as nuances que definem tendências.

Há dias fomos “bombardeados” por uma parangona copy\paste que me apanhou de surpresa, a mim e à generalidade dos agentes financeiros, tal a sua disfuncionalidade lógica: O fim oficial da maior recessão em 70 anos.

O The National Bureau of Economic Research redigiu um estudo em que afirma que os Estados Unidos saíram da recessão em 2009… Acho que é tão fácil rebater esse estudo usando apenas os números do desemprego, do crescimento do PIB, do mercado imobiliário, etc, que no próprio dia em que saiu a notícia fui conduzido em direcção à criação de um paralelismo entre a data da sua apresentação pública, a revelação das preocupações da economia americana com a inflação e o início das discussões sobre quem fica com o poder nas Nações Unidas – foi tudo de seguida. (Coincidências que me fazem cócegas…)
Então fiquei pacientemente à espera das reacções dos senhores da economia…

Hoje, finalmente, alguém veio contrapor essa lógica, concretamente dois elefantes brancos do mundo das finanças: Timothy Geithner e Warren Buffett, que afirmam que a noção do fim da recessão é apenas na sua substância uma questão de semântica… Semântica? Está tudo doido?
Obviamente que não, é apenas a resposta politicamente correcta a um estudo politicamente correcto, ou seja, é mais um daqueles estudos para ler e deitar fora o quanto antes, pois por norma ponto a ponto os próximos tempos tenderão a rebater todas as afirmações que por lá estão…

Talvez mais abaixo neste texto se consiga compreender melhor esta aventada noção do fim da recessão…

Entretanto, entre os quilos de notícias sobre a reunião nas Nações Unidos e as dores da economia um pouco por todo o mundo, no Congresso americano já se debate e aprova adendas à nova lei de regulação dos mercados.
Surpresa?
Para quem anda distraído será indubitavelmente uma surpresa, para mim é apenas o início da desregulamentação das regulações de mercado, acção recorrente e usual nos meandros políticos dos “bananas”. Aprovam leis todas pomposas e depois lenta e gradualmente vão adicionado adendas de forma a tornar essa lei uma mera questão “artística”…
Ora então a primeira adenda – que temos conhecimento – é a que elimina a obrigatoriedade dos reguladores divulgarem (determinada) informação ao público.
Uma pergunta: Mas que “raio” de controlo faz uma entidade reguladora se não for obrigada a revelar os dados?
Todas as entidades reguladoras trabalham para o Estado e por inerência, porque o Estado é do Zé Povinho, para as pessoas.
Porque fica o público “proibido” de ver o que por lá se passa?
Sabem uma coisa, dinheiro compra muita coisa… O que acham que irá acontecer aos reguladores desta entidade reguladora, regulando ela um dos meandros em que circula mais dinheiro?

Um parágrafo exemplificativo do embrulho político que os “bananas” usam para justificar este tipo de actos injustificáveis:

“Ao revogar esta secção, reafirmamos o nosso empenho para assegurar que o SEC será transparente e responsável.” (Darrell Issa)

In CNBC

Brilhante esta frase, não é verdade?

O que acham que irá acontecer cá deste lado do oceano?
Esperem uns mesitos até começarem a surgir os toques de Midas nas leis de regulamentação de mercados…

E já que estou a falar em dinheiro, nada melhor do que sabermos que os ricos enriqueceram ainda mais durante o ano de 2010.
Enquanto todos os indicadores de riqueza entraram em colapso o 1% da população mais rico ficou.
Serão as crises más?
Para alguns não…
Haverá quem ganhe com estas crises financeiras?
Os mesmos do costume…

Sabem, apenas 217 pessoas representam 2,6% da riqueza existente nos Estados Unidos – até acho que este número está muuuuuiiiiiitttttoooo minguado.

Agora já consigo fazer outro paralelismo… entre o estudo que afirma que a recessão terminou em 2009 e os dados da riqueza do 1% – neste caso do 0,000001%.
Em 2009, “apenas” 86 dos 400 mais ricos nos Estados Unidos viram a sua fortuna pessoal aumentar, mas em 2010 já estão com saldo positivo…
Ah… já compreendi!!!! A recessão já terminou para 0,000001% da população! É isso!

Concluindo, o mundo é “medido”, gerido, jogado e manipulado pelos interesses de 0,000001% da população, até os estudos…
Podemos então afirmar que vivemos num mundo de justiça “paralela”, onde o que é justo para muito poucos se torna a injustiça para a maioria.
A face desta demo-cracia é realmente asquerosa e desvirtuada dos seus princípios basilares, onde a mentira é a verdade vendida ao público, onde as necessidades de 0,000001% da população são mais importantes que a dos restantes 99%, onde ser-se independente está dependente de um silêncio obrigatório, onde caminhamos a passo de corrida para o fim do mundo do Estado Social de forma a que os interesses de 0,000001% da população nunca venham a ser colocados em causa. Talvez por isso em Portugal o português comum tenha de vir a pagar ainda mais de IVA, de IRC, perder o 13º mês e ter de arranjar dois e três trabalhos para conseguir pagar a casa, alimentar a família e viver um pouco acima do limiar da pobreza.

Acho que é caso para dizer que a crise que passámos – nas palavras dos outros -, a crise que estamos a enfrentar – na realidade do dia-a-dia – e a crise que ainda teremos de aguentar durante mais não sei quanto tempo – digo eu -, é na sua essência uma montanha que pariu um rato, pois para 0,000001% da população a vida vai de vento em popa, caso para perguntar: Será que o rato é que escondia a montanha?

Notícia da CNBC – Leaders Say Recession Not Over, Despite Report
Notícia da CNBC – Congress Rolls Back Part of Wall Street Reform Bill
Notícia do The Telegraph – Forbes list: America’s super-rich get richer
Notícias de apoio:
Notícia do Público – O fim oficial da maior recessão em 70 anos
Notícia da RTP1 – Cimeira nas Nações Unidas para repensar estratégia

O Lixo Político e o Jogo do “Lobby” na Regulamentação dos Mercados

A nova regulamentação de mercados “Dodd-Frank” é puro marketing político.

Que grande reportagem publicada hoje pelo expresso. Ainda que só muito raramente os jornalistas, neste caso Jorge Nascimento Rodrigues, e os meios de comunicação façam jornalismo e utilizem a regra do contraditório, e não usem apenas o método copy/paste.

O Expresso pergunta a quatro analistas internacionais, PETER COHAN, NATHAN MARTIN, BOB EISENBEIS e DAVID CAPLOE, qual a verdadeira profundidade da legislação Dodd-Frank.

E as respostas foram:

“O marketing político apresentou a nova lei de regulação financeira(…)”

“Paul Volker, o octogenário inspirador de alguns pontos-chave da lei, confessou ao The New York Times que daria um “B” ao texto final (…) em certos aspectos podem ocorrer prolongamentos do adiamento da sua aplicação…até 2022!”

“Alguns «buracos» são tão largos que dariam para que «um Boeing 747 passasse por eles» (…) Os próximos anos vão assistir a uma luta renhida dos lóbis junto dos «concretizadores» das disposições da lei, explorando os «buracos» e «alçapões».”

“(…)Deixa aos seus emissores a liberdade de pagar às agências de rating. Não há mudança no sistema que corrompe as agências de notação.(…)”

“Falha completamente em atacar o problema da dívida dos cidadãos e dos governos e a questão dos derivados financeiros.(…)”

“Dificilmente toca no problema, e onde toca ao de leve é, no melhor dos casos, incompleta e depende de regulação futura.”

“(…)Requer uma montanha de interpretações pelos reguladores. O que abre as portas para igual montanha de movimentos dos lóbis. E falha em exigir a transparência para todas – e sublinho, todas – as transacções de derivados.”

“(…)Para os banqueiros centrais, o ponto mais forte é dar-lhes, ainda, mais poder discricionário.(…)”

“(…)Mantém o esquema de compensações que premeia os banqueiros por gerarem operações e empurra quaisquer perdas consequentes para os contribuintes americanos (…) Cria uma dinâmica para o surgimento de instituições financeiras ainda maiores, que, se falirem, acabarão por ser salvas pelos contribuintes. E deixa os CEO e os gestores de fundos escrever os seus próprios relatórios de avaliação.”

“(…)o facto de dar mais poder aos banqueiros centrais. (…)”

“(…)expande o poder da FED (Reserva Federal) e com o abuso de colocar a agência de protecção do consumidor financeiro no universo da FED.(…)”

“(…)A dependência ainda maior no “julgamento” (subjectivo) dos reguladores. Quase tudo foi deixado para eles.”

“Os lóbis de Walt Street trabalharão atrás do cenário para conseguir que os reguladores fabriquem detalhes que ajudarão Walt Street a contorna-la.”

in Expresso

Antes de mais, por favor leiam a totalidade da notícia no seu formato original no Expresso, tanto por respeito ao raro acto de jornalismo de Jorge Nascimento Rodrigues – não do jornalista, mas do jornalismo em Portugal -, e porque o que aqui está são apenas e só excertos de um texto que vale muito, mas muito mais do que aquilo que está citado aqui.

Agora, gostava de realçar os paralelismos entre a lei Dodd-Frank e a recente regulamentação aprovada pelo Comité de Basileia para a regulamentação dos mercados financeiros europeus.
Como escrevi quarta feira no post Comité de Basileia Deixa Bancos em Estado Eufórico, podemos deduzir que grande parte dos defeitos e virtudes serão os mesmos, pois os lobbies financeiros são exactamente os mesmos e até mesmo o facto das leis terem saído na mesma altura – separadas por semanas – faz pensar numa negociação conjunta para os dois textos.
A gravidade destes actos políticos quase não tem direito a adjectivação para além da criação de uma palavra nova – Estrafulhice. “Estrafulhice” é uma trafulhice estratosférica.

O lixo político, os lobbies, o poder das instituições financeiras sobre as reguladoras e políticas, conduzem-nos a alta velocidade para um acidente em que quando o Zé Povinho acordar estará enfiado num tal imbróglio que a única via de salvação será estender a mão a pedir salvação àqueles que lhes retiraram tudo!

Está mais do que na hora de acordar e ver que o maior mal do mundo não é o aquecimento global, não são as dívidas públicas, não são os salários dos “bananas”, etc, mas sim esta corja de “casineiros” e os seus sistemas de moedas FIAT que induzem o vício e a corrupção na sociedade e na alma destes narcisistas afogados em numerário, como se isso fosse sinónimo de felicidade. Eles não têm mais nada do que numerário e bens, são seres vazios e pobres…

Para fechar, só relembrar o número em dívida que estes narcisistas terão de saldar até 2012 – no post A Dor de Cabeça dos 30 Triliões – 30 biliões de euros, ou seja, 30 com 12 zeros à frente, 30.000.000.000.000, o correspondente à quase totalidade do PIB da Zona Euro para os próximos dois anos!

Por favor leiam a totalidade do texto desta notícia na sua fonte original…

Notícia do Expresso – Reforma de Wall Street soube a pouco

Comité de Basileia Deixa Bancos em Estado Eufórico

Os bancos elogiam o compromisso com as novas regras de capitais.

Na sequência do post “Foram Aprovadas as Novas Regulamentações dos Mercados de Capital… Para 2018” o regozijo das instituições financeiras é por demais contagiante:

Algumas das suas frases:

“Na sua grande maioria, o comité levou em consideração as preocupações da economia” – Charles Dallara, Institute of International Finance

“A maioria das concessões que foram adoptadas serão na sua generalidade positivas para nós” – John Cryan, UBS

“Aplaudimos as mudanças anunciadas” – Stefan Krause, Deutsche Bank

“(…)esta confirmação ajuda a estabelecer um melhor pano de fundo para os bancos europeus (…)” – Huw van Steenis, Morgan Stanley

Esta substancial mudança de 90º do comité reduz as necessidades futuras de capitalização” – Relatório de analistas financeiros

“O reconhecimento da necessidade de pragmatismo em comparação com regras ideais” – Pierre Flabbee, Kepler Capital Markets

“O comité levou em consideração as preocupações da industria financeira sobre as propostas de capital” – BBA (British Bankers’ Association)

In Bloomberg

Enfim, mais do mesmo, do mesmo e do mesmo…

Assusta-me ver os “casineiros” em estado de tão exuberante de felicidade. Isto poderá querer dizer que as coisas vão piorar e muito para o lado dos Zés Povinhos do mundo e que ainda estarão por vir mais não-sei-quantas bolhas especulativas e mais não-sei-quantas crises artificialmente geradas por estes viciados.

Quero aqui deixar uma vez mais os meus aplausos a todos os “bananas” que trabalham sempre em prol dos grandes carteis financeiros, onde a única diferença que existe em relação aos carteis de droga é o produto, porque as acções são quase idênticas: o constante fornecimento de produto para todos os “agarrados” conseguirem saciar o seu vício – uns para a veia e outros para o bolso…

Notícia da Bloomberg – Banks Laud Basel Compromise on Capital Rules as Stocks Surge

Foram Aprovadas as Novas Regulamentações dos Mercados de Capital… Para 2018

Novas regras bancárias para evitar que se repita o que se passou na actual crise financeira foram aprovada pelo Comité de Basileia.

Boas notícias. Todas as notícias que apresentem um pouco de restrições ao vício dos “casineiros” é sempre bom sinal… mas…

mas…

mas…

…só estarão plenamente em vigor em 2018!!! E só começam a ser micro-aplicadas em 2013!!!!!

Hmmm…

Estão até lá os “casineiros” podem continuar a fazer o que bem entender. Isto parece-me muito bem, além de lhes dar tempo para organizar as suas tropas de “lobistas” e começar a comprar o voto dos políticos de forma a começarem a aprovar adendas a este novo regulamento.
Prevejo que por 2013 as adendas a acrescentar a este documento já sejam tantas que a sua real aplicação será quase totalmente inviabilizada…

Gostei especialmente da frase “aos bancos será concedido um «período de graças» de forma a se adaptar aos novos regulamentos”.
Pergunto:
Foi, ou vai ser dado algum “período de graças” para o Zé Povinho se ambientar aos novos impostos?

Mas será que estes gajos (os «bananas») não fazem mais nada do que agraciar as grandes instituições financeiras?!?!

Porra, até cansa… é todos os dias mais do mesmo…

Frase para o futuro: (Jean-Claude Trichet, Presidente do Banco Central Europeu)
“as reformas são rigorosas e promovem a estabilidade a longo prazo do sistema bancário”

E sem esquecer os paralelismos que devem ser feitos em relação ao que ontem escrevi no post Quando Se Vê o Que Está Por Detrás da Máscara…

Notícia do The Telegraph – Basel committee agrees new bank capital rules

Quando Se Vê o Que Está Por Detrás da Máscara…

Obama assinou legislação que deixa uma vez mais os bancos no controlo.

A semana passada foi aprovada legislação que foi dito ser uma marca na regulamentação dos mercados financeiros… e hoje?

Uma vez mais, é nos detalhes que estão os segredos…
Uma vez mais a classe política a trabalhar em prol de interesses que não os do Zé Povinho.
No mesmo dia em que ouvimos falar da intensa pressão que os “lobistas” do mundo financeiro estão a fazer sobre os políticos europeus, vem à tona a verdadeira realidade das leis aprovadas nos Estados Unidos…

“(…) Dodd-Frank (Nome dado à lei) falha na abordagem ao problema fundamental que resultou no fiasco do “sub-prime” e nos problemas que causou, não só à América mas a toda a economia global.” (…) “Esta lei é como ser convidado para jantar e servirem fotografias de comida.” (Laurence Kotlikoff, professor de economia na Universidade de Boston) (…)

“O poder dos “lobbys” de Wall Street é tal que não só foram os causadores de uma crise económica global, como depois forçaram o governo americano a tapar o buraco financeiro, e ainda usaram parte do dinheiro (pacotes de estímulo) para subornar políticos com donativos para as suas campanhas de forma a bloquear regras que pudessem impedir um repetir da mesma situação.” “Isto deixa felizes os políticos e os extravagantemente ambiciosos banqueiros, pois claro, enquanto os comuns dos cidadãos – e os seus filhos e netos – arcam com a conta de milhares de milhões de dólares.”

In The Telegraph

No post imediatamente abaixo já tinha feito uma aposta…

Acho que não é preciso escrever mais nada, está tudo dito… de qualquer forma a leitura da notícia original neste post, ou noutro qualquer, tem uma importância “vital” para a verdadeira criação de uma opinião própria…

Só um vídeo que já por aqui tinha postado mas que neste post cai que nem “ginjas”:

Notícia do The Telegraph – Obama signs a bill that lets banks have US over a barrel once more
Notícia do Spiegel – The Triumph of the Financial World’s Lobbyists

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