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Mentira à Déspota

Bancos garantem não necessitar de reforçar capital. Moody’s e Fitch alertam sobre bancos portugueses. Portugal é o terceiro país da UE com mais precários. Conheça os novos pobres: Jovens desempregados e mal pagos. Despedir para gerar trabalho, indemnizar com dinheiros públicos. UE gasta milhões de euros em abundante repasto para debater a pobreza. China impulsiona cobre e fragiliza o ouro. Joseph Stiglitz: O QE2 americano é consideravelmente perigoso para a economia. China ordena aos bancos que aumentem as reservas de forma a combater a inflação.

Hoje vou escrever sobre os mentirosos… quer dizer, sobre eles já escrevo quase todos os dias… por isso hoje, para variar, vou escrever sobre os déspotas mentirosos.
Antes demais… Despotismo é:

O Despotismo é uma forma de governo em que o poder se encontra nas mãos de apenas um governante. Nesta, os súbditos são tratados como escravos. Diferentemente da ditadura ou da tirania, este não depende de o governante ter condições de se sobrepor ao povo, mas sim de o povo não ter condições de se expressar e auto-governar, deixando o poder nas mãos de apenas um, por medo e/ou por não saber o que fazer. No Despotismo, segundo Montesquieu, apenas um só governa, sem leis e sem regras, arrebata tudo sob a sua vontade e seu capricho.

In Wikipédia

Hoje, os nossos bancos dizem não necessitar de reforçar o seu capital e que estão preparados para enfrentar o agravamento da conjectura económica em Portugal.
Sim senhor, uns verdadeiros valentões de pêlo no peito e tatuagem no braço esquerdo a dizer “Amo-te Ultramar”.
Cá por mim vai ser por eles e por causa deles que vamos bater no fundo… não é que esta seja uma convicção lá muito original, principalmente quando a Moodys, a Fitch e a Standard & Poor’s (as três!!!) dizem que a probabilidade do Estado ter de vir a APOIAR os nossos “casineiros” ser muito bem provável.
Portanto, um destes déspotas mente… seguramente, tal a contradição de posições.
Em jeito de micro conclusão:
Sendo eu um déspota – banca – quero é que me paguem a mim por gastar aquilo que não é meu… não quero ter de poupar aquilo que é meu para assegurar o futuro de todos… a verdadeira lógica de um déspota que vive sem escrutínio e faz aquilo que bem entende.
Lá vamos nós uma vez mais ficar a assistir ao destronar da democracia em prol de uns quantos déspotas sem que estes sejam OBRIGADOS a respeitar a conduta de vivência numa sociedade democrática – igualdade de direitos e igualdade de responsabilidades…

E como vivemos numa sociedade que pratica a igualdade de direitos e responsabilidades(?), ficámos hoje a saber que Portugal é o terceiro país da UE com o maior número de trabalhadores precários, 22%.
Depois desta informação, restam poucas dúvidas que Portugal necessita mesmo de liberalizar e flexibilizar o mercado de trabalho, para facilitar o despedimento.
Esta é mais uma mentira de um Estado déspota, que vive e sobrevive quase sem escrutínio das suas acções, tal o estado de ignorância em que é mantido o Zé Povinho que lhe pede: “Por favor tomem conta de nós!
… e eles… aí não que não tomam… tomem lá mais trabalho precário!
Em jeito de mini conclusão:
Portugal necessita mesmo de aligeirar as suas leis laborais… talvez assim ajude a baixar a (falsa) taxa de desemprego, pois como já todos devem saber, um trabalhador temporário, vulgo, a recibo verdes, não tem direito a fundo de desemprego, e como se trabalhar 15 dias num ano não é considerado desempregado…
É só benefícios para este Estado déspota!

E o resultado deste despotismo indecente e leviano, com a conivência de um Zé Povinho amorfo e muitíssimo mal informado, ao contrário daquilo que o quadradinho mágico o faz crer, é que os nossos pobres, aqueles que passam fome, são agora predominantemente os jovens desempregados e mal pagos.
Desempregados? Não, pois não entram nas estatísticas, pois quase todos trabalham a recibos verdes – dois três meses por ano -, e com salários abaixo e por vezes bem abaixo do salário mínimo nacional, que já é uma vergonha.
Mais uma mentira de um Estado déspota, que vive longe, afastado, desligado, desprendido, desconexo da realidade do Zé Povinho que inutilmente continua a colocá-los na cadeirinha do poder… Hoje votam azul, amanhã amarelo, depois azul, e a seguir amarelo… amarelo, azul, amarelo, amarelo, azul… e vamos ver a cor é a cor do despotismo, seja qual for a escolhida, mesmo que um dia acabem por preferir o lilás…

Neste Estado déspota, a última ideia brilhante dos nossos “bananas”, que são os mais ferrenhos impulsionadores desta falsa democracia, é criar um fundo para ajudar as empresas nos despedimentos colectivos…
MONUMENTAL! INACREDITÁVEL! QUASE SOBRE-HUMANO!
Ora vejamos…
Criam um fundo, comparticipado pelas empresas e por DINHEIROS DO ESTADO, para facilitar os despedimentos de forma a não sobrecarregar monetariamente as entidades patronais PRIVADAS!
DÉSPOTAS!!!! MENTIROSOS!!!!
Uma vez mais – estou farto de escrever esta sequência de palavras – os nossos “bananas” dão a cara pelo despotismo e propõem algo que tenderá a aumentar o desemprego, os custos com subsídios de desemprego e gastos do Estado, o trabalho precário e os baixos salários… Verdadeiramente excepcional esta visão do mundo! Verdadeiramente desconectada da realidade da vida do Zé Povinho… muito bom, sem dúvida alguma!
DÉSPOTAS!!!

E como nós temos tendência a deixar isto passar porque pensamos que é a comunidade internacional que assim o exige – quer dizer… somos um Estado independente deste os tempos de Dom Afonso Henriques… ou se calhar… já éramos -, nada melhor que verificar então qual é a postura dos que dão a cara pela comunidade internacional.
Reza a história que a a União Europeia gastou TRÊS MILHÔES de euros na organização de uma conferência para se debater os problemas da pobreza. Belo repasto!… … … … … … … … … … … déspotas… … … … … … … … … déspotas.
Portanto, tentar defender os nossos déspotas dizendo que eles seguem instruções de outros déspotas é o mesmo que, como há una anos Paulo Futre disse: “A minha vida deu uma volta de 360º
… ou seja, é o mesmo que defender o despotismo condenando apenas caras, que podem mudar consoante a situação… e é o mesmo de ter comichão e coçar a borbulha de outra pessoa… e também poderá ser o mesmo de olhar para um poço e saltar logo lá para dentro…

E já que estou nos saltos, saltemos para outro tipo de déspotas, aqueles que o são e dizem não ser e aqueles a quem apontam ser e que dizem que não o são…
Para não variar, o Jornal de Negócios lá deu lugar de destaque a uma notícia com uma parangona verdadeiramente escabrosa, tal a inversão de factos que suscita:
China impulsiona cobre e fragiliza ouro
Uma mentira descarada e uma inverdade… ou duas mentiras… ou duas inverdades… escolham o que melhor vos convier…
Isto é notícia para defender déspotas acusando outros déspotas…
e aí vem Paulo Futre: “A minha vida deu uma volta de 360º“.
A China poderá estar a impulsionar o preço do cobre sim senhor, mas desta vez um negociante misterioso – mais tarde soube-se quem foi – comprou 80% do cobre no mercado de Londres… 80% de todo o cobre!
Essa acção, que alguns chamam especulativa, – eu chamo-lhe a anuência social perante o despotismo -, é a razão efectiva do aumento exponencial do preço do cobre nestas últimas semanas, não a China!
E para ficarmos a saber o nome do déspota… foi a JP Morgan. (São sempre os mesmos, com as cores azul e amarela…)
Pela primeira vez vou fazer uma citação de mim próprio… minhamosca:

Lá vamos nós uma vez mais ficar a assistir ao destronar da democracia em prol de uns quantos déspotas sem que estes sejam OBRIGADOS a respeitar a conduta de vivência numa sociedade democrática – igualdade de direitos e igualdade de responsabilidades…

In minha mOsca

Portanto senhores do Jornal de Negócios, que já mais parece o Jornal O Crime, a verdade é substancialmente diferente da representada nas vossas linhas, tão substancialmente diferente que posso dizer que mentem quando escrevem que o outro déspota é que é o mau… ainda para mais quando a defendida pela inversão é a JP Morgan, um dos maiores “casinos” do mundo, onde os déspotas se banham nas desgraças alheias!

Em relação ao segundo assunto, o preço do ouro, vou pegar nas palavras de Joseph Stiglitz, que por sinal é um déspota que defende déspotas, que ontem nos disse:

“Toda esta liquidez que estão a criar não está a fazer crescer a economia americana mas sim a ir parar à Ásia e a outros mercados emergentes onde não é desejada.
A maioria dos países afectados já começaram a reagir. Criaram controlos de capital, intervieram na cotação da moeda, criaram novas taxas para os fluxos de capital – uma multiplicidade de intervenções.”

In The Telegraph

Senhores do Jornal de Negócios, pelo menos aprendam a mentir porque o que está a levar à desvalorização do ouro é o aumento da procura de dólares por parte dos bancos chineses depois da obrigatoriedade, imposta pelos déspotas no poder central na China, de terem de aumentar o seu capital de reserva para 18,5% de forma a combater a inflação, inflação gerada pelo excesso de dólares em circulação nas economias emergentes, porque é por lá que estão a ser realizados os maiores investimentos. O mesmo se passa no Brasil, na Índia, etc., em todos os mercados emergentes… Inflação!
A desvalorização do ouro deve-se apenas à noção do dólar vir a perder parte da liquidez, assim como o preço actual do ouro se deve quase exclusivamente à desvalorização do valor do dólar devido a excessiva liquidez.

Dei esta volta toda para retornar ao ponto de abertura deste texto… os nossos bancos déspotas que não precisam de aumentar o capital porque são uns “machos latinos”.
Esta onda inflacionária que está a aparecer em todas as economias mundiais emergentes, causa do excesso de dólares em circulação, mais cedo ou mais tarde, vai chegar à nossa costa – é inevitável, ao contrário daquilo que nos andam a querer vender -, e quando chegar, os nossos bancos vão ser varridos como castelos de areia à beira-mar construídos, porque as suas reservas vão-se evaporar sobre a pressão inflacionária do dólar… num instante…

Conclusão:
Num mundo de déspotas, com um Zé Povinho amorfo e pseudo informado, os déspotas reinam e reinam a seu belo prazer, destruindo aos poucos o pouco que ainda sobra de uma sociedade que se começou a desenvolver como Portugal desde tempos já quase imemoriais, alimentando-se, tipo canibais, do sangue e sofrimento de quem lhes dá poiso e comércio – lucro… apoiados por uma comunicação (anti)social que defende déspotas de déspotas falseando informação para pintalgar mentiras com a verdade de outras histórias… esta é uma imagem daquilo a que chamo de mentiras à déspota para Zé Povinho amorfo!

Notícia do Diário Económico – Bancos garantem que não precisam de reforçar capital
Notícia do Diário de Notícias – Moody’s e Fitch lançam alerta sobre bancos portugueses
Notícia do Sol – Portugal é ó terceiro país da UE com mais precários
Notícia do Jornal I – Conheça os novos pobres: jovens desempregados e mal pagos
Notícia do Jornal I – Emprego. Despedir para gerar trabalho, indemnizar com dinheiros públicos
Notícia do The Telegraph – EU wastes millions of euros on lavish anti-poverty meeting
Notícia do Jornal de Negócios – China impulsiona cobre e fragiliza ouro
Notícia do The Telegraph – Mystery trader captures 80pc of London’s copper market
Notícia do The Telegraph – JP Morgan revealed as mystery trader that bought £1bn-worth of copper on LME
Notícia do The Telegraph – Joseph Stiglitz: America’s QE2 poses ‘considerable’ risks
Notícia do The Telegraph – China orders banks to raise reserves to fight inflation

As Curvas do Ouro

Ouro renova máximos históricos. Bancos centrais europeus suspendem a venda de ouro.

Há notícias que nos dizem muito mais do que aparentam dizer… e esta é uma delas…
Explica-nos imenso sobre a visão do futuro mais próximo que os bancos centrais europeus têm da economia…

Ora vejamos…
O ouro tem vindo a bater todos os recordes nos mercados internacionais, chegando hoje aos 1.300,15 dólares a onça.
Hoje também ficámos a saber que os bancos centrais europeus vão começar a deixar de vender ouro… hmmm… Não notam que há algo aqui que não bate lá muito bem… tipo… um contra-senso?
Nada?

Ora vejamos… em média, na última década, os bancos centrais europeus têm vendido conjuntamente mais de 300 toneladas de ouro por ano, ouro que chegou a estar abaixo dos 300 dólares a onça.
Digam-me então qual é a lógica de agora, quando o ouro está ao preço mais elevado já registado, os bancos centrais europeus deixarem de o vender, logo agora que podiam capitalizar muito dinheiro com a sua venda? Por que não o fazem?

Pois… as perguntas acima são mesmo o busílis desta questão…

O ouro para a banca serve de substancia de retaguarda contra a fragilidade das moedas de papel, usada apenas em última instância.
Quando a banca nos diz que vai deixar de vender ouro diz-nos indirectamente que o investimento em moedas de papel já não compensa.
Se o investimento em moedas de papel já não compensa, o que acham que isso significa?
Significa que as moedas de papel irão provavelmente perder valor.
E qual a palavra económica usada para definir essa perda de valor?
Inflação!

É por uma questão de bom senso económico que os bancos centrais vão contrair as suas vendas de ouro, pois num universo económico de inflação significativa o valor do ouro irá atingir valores de mercado muito superiores aos actuais… mesmo muito superiores… e é isso que os bancos centrais nos estão a dizer nas entrelinhas quando somamos o valor do ouro actual e a sua súbita mudança de estratégia.

Isto também não é apenas uma coincidência com as notícias que nos chegam dos Estados Unidos, principalmente sobre o dólar e a desvalorização “controlada” do seu valor…
Sabem… o mundo deles (banca) é por norma muito mais simples do que aquilo que nos fazem crer e onde quase sempre as pequenas opções estratégicas definem o futuro que eles nos reservam…

Já poucas dúvidas tinha em relação a uma onda de inflação que está prestes a atingir-nos, e poucas dúvidas tinha que investir em ouro e em prata eram um excelente negócio para os próximos anos, mas hoje quase deixei de ter dúvidas em relação a isso, porque é o que os bancos centrais europeus vão fazer…
Quem seguir as curvas do ouro nos próximos tempos poderá vir a ser muito bem sucedido…

Aconselho a leitura do artigo: Aquela Coisa Chamada Inflação

Notícia do Diário Económico – Ouro renova máximo histórico
Notícia da CNBC – European Central Banks Halt Gold Sales

Aquela Coisa Chamada Inflação

Apostem que o bancos centrais nem vão dar por ela. Mudança da Reserva Federal conduz ao enfraquecer do dólar. Sinai diz que a mensagem da Reserva Federal de 21 de Setembro significa “Temos de comprar ouro”. Ouro atinge preço recorde e prata o máximo de trinta anos.

Ainda se lembram daquela coisa chamada inflação?
Para quem não se lembra, está na hora de voltar a pensar um pouco nela… e seriamente…

O sinal de mudança dado pela Reserva Federal americana em relação à inflação é provavelmente a última carta que ainda tem no baralho de forma a espicaçar a economia interna.
Como? Porquê?
É verdade, como as medidas que têm sido tomadas para que o consumo interno americano cresça pouco têm surtido o efeito desejado, até pelo contrário porque têm continuado em contracção, a Reserva Federal americana vai começar a apostar na inflação (des)controlada do dólar.
Como? Porquê?
Pois é estranho para quem não percebe um pouco mais profundamente as (i)lógicas da economia, mas o conceito é muito simples.
Ao avisar com antecedência os mercados que espera que a inflação venha a crescer, a Reserva Federal americana está a dizer aos consumidores que os preços dos bens irão em breve subir, levando dessa forma os consumidores a comprar já antes que os preços aumentem. (A lógica do vivam tudo já e nem pensem no futuro)
Para além disso a inflação ajuda a reduzir o défice – assunto já abordado no artigo: O Parasita Morre com o Hóspede

Este “jogo” aparentemente simples para fazer crescer o consumo, contornar a deflação e reduzir o défice acarreta riscos sérios para a economia americana e por inerência para toda a economia mundial.
O dólar é a moeda de reserva do mundo e a inflação por influxo de liquidez no mercado representa directamente a desvalorização do dólar, e isso representa a redução do valor que os bancos centrais do mundo detêm em dólares, podendo isto conduzir a algo ainda mais grave, que tentarei explicar abaixo.

Esta introdução à noção de inflação do dólar obriga a uma explicação sumária da sua envolvência e interdependência com o mundo.

Os Estados unidos já não são uma nação produtora nem exportadora, a sua (quase) única grande marca de exportação, que mantém viva a economia dos Estados unidos, é o dólar, porque é a moeda usada para as transacções de petróleo e outros bens um pouco por todo o mundo. Esta é a principal razão do sistema económico americano ainda não ter colapsado até hoje, quando o seu défice já ultrapassa bastante a lógica de sustentabilidade do sistema económico actual. A economia americana vive dependente da venda de dólares, mas…

Até mesmo a noção do dólar enquanto moeda universal começa a mudar com, por exemplo, o caso de países árabes reunirem-se com chineses e japoneses de modo a terminarem com a “obrigatoriedade” das transacções de petróleo terem de ser em dólares e querendo transaccioná-lo numa multiplicidade de outras moedas.
Para além disso, a China tem estado vendedora dos títulos obrigacionistas americanos, reduzindo a sua exposição ao dólar em cerca de 2% em menos de um ano. Assim como recentemente a inversão do sentido do investimento dos bancos centrais ao colocar grande parte das suas reservas monetárias, mais de 60%, em euros e em ienes e não em dólares, no último ano.
O dólar ainda representa mais de 60% das reservas monetários do mundo, mas durante quanto tempo mais?

Voltando à inflação…

O ouro, no espaço de pouco mais de um ano, passou de 925 dólares para mais de 1300 dólares a onça. A prata, no mesmo período de tempo, passou de 14 para 21,45 dólares por onça. O aumento do preço do ouro e da prata é resultado directo do influxo de dólares no mercado por parte da Reserva Federal americana e do aumento da aquisição de ouro e de prata por parte dos investidores internacionais em desfavor do dólar, assim como de outras moedas, mas mais significativamente do dólar.
Este crescimento exponencial do preço do ouro e da prata é um profundo sinal de que o dólar já está a inflacionar há muito tempo. Dificilmente é e será controlável pela Reserva Federal americana, porque grande parte dos factores estão fora das suas mãos. Podemos até especular que esta mudança de estratégia da Reserva Federal americana possa apenas ser uma forma de mascarar inflação descontrolada – é melhor esperar que esta especulação esteja totalmente errada…

Tenho de concordar com Allen Sinai que diz que a mudança de estratégia da Reserva Federal americana é um aviso para se comprar ouro porque a inflação é o erodir das poupanças em papel moeda.

E agora umas perguntas:
O euro tem subido em relação à acentuada descida do dólar?
Quase nada.
Haverá diferenças na noção de inflação entre os Estados Unidos e a Europa do euro?
Para mim apresentam basicamente os mesmo sintomas, tanto mais que o ouro e a prata também têm subido dramaticamente em relação ao euro.
Que cenário poderemos ter de enfrentar num futuro bem próximo?
A erosão do valor das moedas papel (FIAT), se entrarem em espiral descontrolada – como os sinais que começam a apoquentar o dólar, poderá conduzir a hiperinflação.

Hiperinflação?
Bem… a hiperinflação criará dois novos tipos sociais – os que investiram em ouro ou em prata, e os que acreditaram que o sistema (FIAT) não lhes pregaria uma partida dessas…

Bem agora é esperar que daqui a uns tempos não tenhamos de dizer: Lembram-se da altura em que vivíamos quase sem inflação? (Noção que está pouco correcta mas que irei certamente  abordar mais à frente, assim como aprofundarei as explicações e os detalhes da inflação e da hiperinflação… principalmente irei tornando mais simples a explicação desta injecção de conceitos inflacionários)

Notícia da Forbes – Fed shift leads to dollar drubbing
Notícia do Wall Street Journal – Bet That Central Bankers Get It Wrong
Notícia da Bloomberg – Sinai Says Fed’s Sept. 21 Statement Means `Gotta Buy Gold’
notícia da Reuters – Gold hits record as silver reaches 30-year peak
Notícias de apoio:
The American Dollar and the World Economy
Notícia da MSNBC – U.S. trade deficit surges to $40.18 billion
US Debt Clock
Notícia da Bloomberg – Dollar Falls on Report Gulf States May Stop Using Greenback
Notícia da NuWire – China Selling US Treasuries: May Find Replacement In Gold And Silver
Notícia da Fortune – Central banks start to abandon the U.S. dollar

Hiperinflação e o Fim de um Ciclo

As economias ocidentais enfrentam uma era de hiperinflação.

Egon von Greyerz, fundador do intermediário de ouro Goldswitzerland.com, diz que o declínio do modelo económico ocidental irá conduzir à hiperinflação.

Antes de aprofundar um pouco mais a questão quero deixar a ressalva que como intermediário de ouro este senhor tem a ganhar com a hiperinflação que está a defender.

Hiperinflação.
Quem em Portugal vivenciou as décadas de 70 e 80 sabe muito bem o que significa taxas elevadas de inflação e quais as suas consequências no poder compra e nas poupanças. Mas Portugal nunca passou por uma época de hiperinflação, mesmo que o tecto do valor para definir hiperinflação seja algo puramente académico e varie consoante o analista e a análise.

Verdadeiros exemplos de hiperinflação são:
Outubro de 1923 – Alemanha. A inflação registou um valor de 20.9 % de inflação ao dia. (3,7 dias até os preços duplicarem)
Julho de 1946 – Hungria. A inflação registou um valor de 207 % de inflação ao dia. (15 horas até os preços duplicarem)
Novembro de 2008 – Zimbabué. A inflação registou um valor de 98 % ao dia. (24,7 horas até os preços duplicarem)
Janeiro de 1994 – Jugoslávia. A inflação registou um valor de 64.6% ao dia. (1,4 dias até os preços duplicarem)
In Wikipédia

Podia ficar aqui o dia todo a colocar exemplos atrás de exemplos, mas destaquei apenas os mais extremados. Hiperinflação também já foi mato que ardeu a moeda na Argentina, Áustria, Brasil, Grécia, Israel, Japão, Rússia, Turquia, Estados Unidos, etc, etc, etc…

Portanto a hiperinflação não é algo saído da cabeça de algum iluminado negativista, a hiperinflação é algo cíclico nas economias mundiais.

A hiperinflação mesmo sendo o aumentar exponencial dos preços, na sua base não está directamente o encarecimento dos bens mas sim a desvalorização da moeda que os adquire, principalmente devido a uma excessiva presença de moeda em circulação.

Umas perguntas:
Já fez as contas ao total de todos os pacotes de estímulos que foram injectados nas economias mundiais?
Sabe que isso representou um aumento da moeda em circulação?
Sabe que os efeitos de tais medidas demoram anos até chegar à base da economia – consumidores/preços?
Sabe que a forma como os Estados financiam o pagamento da dívida pública é através da emissão de moeda nova – aquilo a que agora se chama “emissão de obrigações” e que é simplesmente mais moeda em circulação?
Sabe que os Estados do mundo irão precisar de criar 5 biliões de nova moeda este ano apenas para pagar a dívida que expira?

Um Armagedão económico é algo inevitável num sistema que baseia as sua fundações na criação de dívida (moeda) para saldar dívida. Isto é um sistema exponencial, em que cada vez mais dívida (moeda) terá de ser criada para saldar a cada vez maior dívida. Isto é um sistema em pirâmide.

Há uns dias um amigo meu disse-me:
“Os mercados conseguem controlar isso. Eu ainda acredito no sistema financeiro.”
Eu respondi:
“Tu e a grande maioria das pessoas. Infelizmente só irás deixar de acreditar depois de já não haver volta a dar. Esperar pelo ponto sem retorno para tomar uma real opção para o teu futuro é o mesmo de meteres a tua cabeça na boca de um tubarão branco e esperar que ele nunca a feche.”

P.S: A verdadeira informação está na entrevista de Egon von Greyerz à CNBC:

Vodpod videos no longer available.

Notícia da CNBC – Western Economies Face Hyperinflation: Gold Bull

Ouro à Venda… Era o FMI, ou Não… Era Portugal, ou não…

Uma venda secreta de ouro assustou o mercado.

Ora, já se apanhou o gato com o rabo de fora? Ainda não totalmente mas…

Com que então não foi o BIS que vendeu ouro mas sim o FMI, ou não, que vendeu ao BIS o correspondente a 20% da produção anual mundial de ouro, o que são umas valentes toneladas. (eles dizem que é um leasing – lol – mesmo depois de terem desmentido isso)
O mais engraçado desta investigação (forma como é descrito na notícia) é que um dos principais suspeitos é Portugal, sim Portugal. Nem que seja por apenas ser suspeito, revela a confiança que os mercados internacionais têm na economia portuguesa, e mais, a desconfiança que as finanças em Portugal estejam num estado dantesco.

Mesmo tendo sido o FMI é caso para alarme, mesmo que as reservas de dinheiro do FMI sejam quase sempre curtas.
Ultimamente a lume vieram apenas as ajudas à Grécia e à Ucrânia. O dinheiro emprestado à Ucrânia não foi significativo, e o emprestado à Grécia foram “apenas” 30 mil milhões de euros, nesta primeira fase. Esta violenta recapitalização do FMI, ou não, acima do que normalmente costuma ter em reserva, poderá indicar, ou não, capital para salvar umas quantas economias…
Espero ardentemente que isto não seja mais uma coincidência com o stress teste aos bancos europeus, mas…

O ouro foi vendido acima dos 1000 euros a onça (31 gramas), preço de mercado na altura. Se pegarmos nas quantidades apresentadas na notícia, 380 toneladas (Portugal). A mil euros cada 31 gramas, dá algo como 32,258…(onças)x31(gramas) = 1Kg, ou 32 mil euros por kg, ou 3.200.000 euros por cada tonelada, ou 320 milhões de euros por cada 100 toneladas… ui,ui…

Mas depois a notícia (investigação) volta a virar agulhas para um estado europeu -lá voltam eles para Portugal- afirmando que esta transacção só pode ter sido uma transacção tripartida, de um estado para um banco comercial, e depois do banco comercial para o BIS…

Isto ainda vai dar muito que falar, mesmo muito…

Este post é o desenvolvimento do post Ouro à Venda.

Notícia do Telegraph – Secret gold swap has spooked the market

Vendam as Acções (Só Boas Notícias)

Jim Rodgers, um dos investidores mais conceituados do mercado, aconselha a venda de acções e a compra de metais preciosos e arroz.

Aqui estão expostas duas tendências que o mercado vai adoptar nos próximos tempos. Em relação aos metais preciosos, é apenas e só o continuar do desinvestimento nos mercados de papel em direcção os mercados de bens físicos. Em relação ao arroz é um indicador de que os especuladores poderão estar a virar novamente agulhas para os mercados dos alimentos – quantos mais irão morrer à fome?

Algumas das suas frases:
“Ouro irá subir acima dos 2.000 dólares a onça”
“A prata é melhor investimento que o ouro” (tem tendência a subir mais)
e a que mais danos poderá causar ao mundo:
“Ainda assim os bens agrícolas são melhor investimento que os metais porque os preços estão muito «deprimidos»”(…)”poucas coisas estão 75% mais baratas que há 36 anos, mas isso é verdade em relação ao açúcar”

Os “Mogul” das finanças, vulgo especuladores, vão recomeçar a brincar com os alimentos… maus ventos…

Notícia da Bloomberg – Sell Bonds, Buy Precious Metals, Rice on Supply Shortages, Jim Rogers Says

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