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O Carnaval no Cortejo dos Loucos

Uma conspiração com um revestimento de prata. A secreta “rede de especialistas” de Wall Street. BPN: Governo tentou esconder perdas mas a UE não permitiu. Censos “escondem” os falsos recibos verdes. Banco Central Europeu quer “despachar” as obrigações dos PIIGS. Subida dos juros castiga ainda mais as famílias. Tudo somado, há 70% das famílias portuguesas em risco.

Lembro-me de há cinco anos ter começado a afirmar que estava na altura de se  começar a investir no ouro. Na época, o seu preço estava aproximadamente nos 750 dólares a onça e hoje está aproximadamente a 1.450 dólares a onça. Poucos investimentos, em tão pouco tempo, teriam duplicado em lucro… (digo eu)
Desde meados do ano passado comecei a aconselhar (aos amigos) a compra de prata, porque (finalmente) foi intentada uma acção judicial por manipulação contra a JPMorgan, e a sua cotação começou a disparar, e digo mesmo que poderá crescer até níveis “do outro mundo”…

Eis os porquês de tal estar a acontecer pelas palavras de um meio de comunicação generalista… situação extremamente rara porque aborda o tema de modo fracturante para os meios casineiro e bananeiro…:

(…)como explicar o preço da prata? Nos últimos seis meses, o preço da prata aumentou quase 80%, até mais de 34 dólares a onça de aproximadamente 19 dólares a onça. Apenas no mês passado, o seu preço aumentou quase 23%.
In The New York Times

Portanto, a prata está a “estoirar”. Em seis meses, quem investiu em prata, viu o valor do seu investimento quase duplicar.
Venham de lá os certificados de aforro, as contas a prazo, os investimentos na bolsas… venha o que vier, os lucros comparados com o investimento na prata serão “peanuts”…

E porque está a prata a “estoirar”?

(…)o preço da prata disparou depois de um delator ter exposto uma alegada conspiração para manter os preços artificialmente baixos, mesmo com as pressões inflacionárias do dinheiro barato da Reserva Federal. (Alguns suspeitam até que a própria Reserva Federal esteve por trás da tentativa de manter baixos os preços da prata, como medida para sustentar um valor do dólar artificialmente mais elevado.) (…)
No entanto, o mais intrigante é que grande parte desta especulação se apresenta como altamente plausível.
In The New York Times

O que começou como uma dita teoria da conspiração está a ganhar contornos de realidade no preço da prata, e de forma mais mais significativa, digo eu, está a ganhar contornos de realidade nas análises dos analistas que têm direito a ter voz nos meios de comunicação para as massas.

Só o facto de estes analistas, ou pseudo analistas, consoante a análise que cada um faça das suas palavras, estarem a colocar em causa a idoneidade de uma instituição que quase podemos intitular de “a casa mãe da banca mundial”, é algo quase verdadeiramente inusitado.

Mas que especulação é essa que está a impulsionar o preço da prata?

Quando a JPMorgan Chase comprou a Bear Stearns em Março de 2008, herdou a enormíssima aposta da Bear Stearns de que o preço da prata iria cair. Com o passar do tempo, foi aumentando a aposta, e depois no mercado entrou o banco internacional HSBC  com o mesmo estilo de aposta. Estas acções “depreciaram significativamente o preço da prata.”(…)
In The New York Times

Antes de mais, gostava de salientar o uso da palavra “aposta”… Aposta é, infelizmente, a vida da banca nesta sociedade pseudo liberalizada para lucro de uns quantos loucos perversos… (digo eu)…
Portanto, dois dos maiores bancos, ou centro de casineiros, conforme os desejem catalogar, andaram a “brincar” com a prata… assim como “brincam” com quase todos os outros veículos de dinheiro neste mundo…  mesmo com alimentos… e se “bricam” com alimentos é então é quase certo que andem a “brincar” com a prata.

Esta manipulação foi posta a nu com uma acção judicial movida contra a JP Morgan, facto digno de registo porque foi intentada por um “insider”, um dos seus:

“A conspiração e o esquema foram altamente bem sucedidos, providenciando aos réus substanciais lucros ilegais”, em torno de milhares de milhões de dólares, entre Junho de 2008 e Março de 2010, de acordo com o processo crime. O processo afirma que em conjunto a JPMorgan e o HSBC “controlavam mais de 85% das posições comerciais de “short position” em contratos de futuros da prata na Comex, (…) e uma “quota de mercado de 90% de todos os contractos de derivados de metais preciosos, excluindo os do ouro.”
In The New York Times

Será coincidência terem sido estes dos bancos que maior crescimento nos lucros apresentaram no mundo?
Terão estado apenas distraídas as instituições que deviam controlar(?) os mercados e que existem para evitar(?) abuso na acumulação de matérias-primase manipulação dos mercados?
Estas são daquelas coincidências, não é verdade, e daquelas distrações, não é? Pronto… coincidências apenas… distracções… apenas… apenas palheta…

E como funciona\funcionava essa manipulação?

A JPMorgan andava a gabar-se do dinheiro que estava a ganhar “como resultado da manipulação”, que exigia “o inundar do mercado” com “short positions” sempre que o preço da prata começava a subir. (…) Os negociantes da JPMorgan’s mantinham dessa forma o preço da prata artificialmente mais baixo.
In The New York Times

Manipulação… o mesmo que cria as bolhas da loucura financeira que acabam invariavelmente por rebentar no colo dos Zé Povinhos deste mundo! Enquanto eles… vão de iate passar férias na sua ilha grega…

Estarão os poderres bananeiro e judicial a fazer alguma coisa em relação a este tipo de conduta?

Passados dois anos e meio, a investigação da Comissão Futurs Trading ainda não chegou a uma conclusão, e pelo menos um dos comissários – Bart Childon – pensa que depois de entrevistar mais de 32 pessoas e rever mais de 40.000 documentos, diz já ter havido investigação a mais e acusações a menos.
In The New York times

Sim estão a fazer algo… o mesmo que se vê quase sempre em relação aos crimes de colarinho branco… estão a fazê-lo desvanecer no tempo da memória, com acções que raramente conduzem a algo mais que apenas comissões para investigar o que não desejam que seja realmente investigado… quase um jogo de “faz-de-conta que estamos a investigá-los”…
(Muito mais informação há no artigo do New York Times)

E das poucas vezes em que o mundo bananeiro e judicial aprofundam realmente um pouco mais os meandros da vida dos casineiros, e isso chega ao conhecimento do Zé Povinho, acabamos (todos) por ter de mergulhar dentro da lama deles, na porcaria e na insanidade das suas acções, na demência e no seu incontrolável vício!

Talvez as palavras de Danielle Chiesi nos ajudem a compreender um pouco melhor o seu mundo, o mundo dos “eles”:

A antiga analista de fundos de investimento, comparou o insider trading a ter um orgasmo, admitindo ter lucrado pessoalmente quatro milhões com as transacções ilícitas.
In The Guardian

O vício… o descontrolo… a loucura… a insanidade, tudo isto de mãos dadas com os poderes banananeiro e judicial que cada vez mais aparentam andar de caso na cama do casino das loucuras. E enquanto se deleitam na cama dos prazeres, o mundo vai sendo corroído no seu âmago…

Será diferente no bananal de Portugal?

O governo tentou diluir em vários anos as perdas para o Estado resultantes da nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN), soube o i. E chegou a conversar com o Eurostat, o organismo da União Europeia (UE) que fiscaliza as contas dos estados-membros sobre esta hipótese.
A estratégia permitiria suavizar o impacto nas contas do Estado e ganhar tempo para recuperar perdas potenciais e reduzir o prejuízo. No entanto, o cenário acabou por não passar nas conversas com o Eurostat.
In Jornal I

As mesmas jogadas, os mesmos estratagemas, as mesmas ilusões para tentar alterar o numerário para que este fique mais de acordo com as suas pretensões, desvirtuando a realidade e criando bolhas que mais tarde ou mais cedo irão estoirar invariavelmente no colo do Zé Povinho. O mesmo tipo de manipulações… o mesmo tipo de vícios!!!
Isto dá aso a uma questão: Porque hão-de os bananas querer julgar as acções dos casineiros se eles próprios assumem o mesmo tipo de forma de estar na vida?
Massa do mesmo pão, farinha do mesmo saco!

“É esconder completamente e impedir que se saiba a realidade dos falsos recibos verdes. Quando saírem os resultados dos censos vai dizer-se que existem x trabalhadores por conta de outrem, quando o que sabemos, à partida, é que neste miolo estarão milhares de falsos recibos verdes identificados como trabalhadores por conta de outrem”
In Jornal I

Mais um exemplo de como a verdade é constantemente escondida debaixo do tapete da vergonha, pois a saber-se a verdade vir-se-ia a saber que seria o Estado o maior prevericador. Defender o Zé Povinho é que não, certamente… digo eu… e isto é apenas mais uma gota no oceano de pequenas e grandes injustiças a favor de uns muitos poucos e a desfavor de muitíssimos mais!
Será na defesa dos seus “mais que tudo”, dos seus queridinhos?

Talvez por isso, e não só, ficámos a saber que o Banco Central Europeu quer ver-se livre dos 77 mil milhões de dívida que comprou, em menos de um ano, aos PIIGS – Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha – e passá-los para o fundo de apoio ao euro.
Sabem quem paga o fundo de apoio ao euro?
Os Zé Povinhos da Europa.
Portanto, será o bolso dos Zé Povinhos da Europa a ter de pagar MAIS 77 mil milhões de euros de algo que, digo eu, de ajuda irá ter muito pouco, para que dessa forma os casineiros que andaram a brincar às dívidas dos Estados não venham a ter prejuízos directos…
Mais uma vez a natureza simplesmente anti-social desta raça de homens predadores e sanguinários… e a verdadeiramente bajuladoura e subserviente dos bananas…
Como acham que irá terminar esta história dos 77 mil milhões?
Para mim, e com muito poucas dúvidas em relação a isso… com o Zé Povinho a arcar com o fardo…

O mesmo Banco Central europeu que diz agora ter de subir as taxas de juro para controlar a inflação.
Ora bem, nem mais, um dos principais responsáveis pelo ecolodir desta inflação no mundo, através dos milhares de milhões injectados em forma de pacote de ajuda à banca, e não só, vem agora dizer que irá ajudar a controlar essa mesma inflação por si gerada. Inflação que tem ajudado a tirar o pão da boca de muitos, irá agora ser combatida com acções que irão ajudar a tirar ainda mais pão da boca de muitos mais.
Pode parecer mentira, ou um contra-senso, mas infelizmente:

Se o Banco Central Europeu (BCE) aumentar a taxa de juros de referência para a Zona Euro já em Abril, como sugeriu Jean-Claude Trichet na semana passada, as famílias e as empresas portuguesas vão ser das mais castigadas da União Europeia (UE).
In Correio da Manhã

Portanto, arranjam soluções para controlar os danos das suas próprias acções, como salvadores chegados num cavalo branco…. isto só é possível num mundo a viver num carnaval…
Merece uma pergunta.
Sabiam eles que isto caminhava para aí?
Desengane-se quem pensar o contrário…
Lucraram com a crise e irão continuar a lucrar com a crise!

E quem paga?

As premissas são simples, mas negras. 1. Em Portugal praticam-se salários baixos face aos pares europeus, num fosso que não pára de crescer. Segundo dados da Direcção-Geral dos Impostos, preenchem-se em Portugal 4,7 milhões de declarações de rendimentos por ano. Segundo esta fotografia global de “quem ganha quanto”, os desequilíbrios são evidentes: há 3,3 milhões de agregados (70% do total) que declaram um ganho médio mensal bruto igual ou inferior a 1200 euros e, nestes, há 2,7 milhões de famílias com rendimentos brutos mensais inferiores a 800 euros – ver gráfico nas páginas anteriores. Tudo isto atira para um ganho médio bruto anual de 18 mil euros por agregado em Portugal – daí os 1200 euros brutos/mês considerados neste trabalho -, contra os 21,5 mil euros de média em Espanha e os 27 mil euros médios na Europa (segundo estudo da Addeco de 2010). E nestes números não está reflectido o impacto de qualquer medida de austeridade europeia ou portuguesa.
Não fosse esta disparidade salarial um desequilíbrio suficiente, 2. os portugueses têm às costas uma carga fiscal que de ano para ano fica mais pesada e distante da praticada na Europa, tendo ainda 3. de “aturar” custos obrigatórios – luz, por exemplo – acima da média europeia e 4. apoios sociais agora em mínimos históricos.
In Jornal I

Os mesmo de sempre! O Zé Povinho!

Conclusão:
A prata da casa dos casineiros está a soldo por preços bem inferiores aos de mercado… mercado que é regado por um bando de bananas que está a soldo da prata da casa dos outros… por isso escondem as mentiras das suas verdades em papelinhos de cor de carnaval… e no carnaval do casino ocidental, o BCE procura desesperadamente passar a outros os papelinhos com as cores dos “porcos”… e aos olhos deles, casineiros e bananas, os “porcos” somos nós, os párias somos nós, mas a verdade é que as máscaras são eles… e por causa das máscaras, mais de 2\3 do Zé povinho português está bem perto de dar o passo em frente na direcção do cortejo dos pobres… e por isso mesmo… pode ser dito que esta é quase apenas uma vida vivida no cortejo de carnaval dos loucos…

Notícia do The New York Times – A Conspiracy With a Silver Lining
Notícia do The Guardian – Wall Street’s secretive ‘expert networks’
Notícia do Jornal I – BPN. Governo tentou esconder perdas, mas UE não aceitou
Notícia do Jornal I – Censos “escondem” falsos recibos verdes
Notícia do Der Spiegel – European Central Bank Wants to Unload PIIGS Bonds
Notícia do Correio da Manhã – Subida de juros castiga famílias
Notícia do Jornal I – Crises. Tudo somado, há 70% de lares portugueses em risco

A Favor da (in)Sustentabilidade do Euro

Ernst & Young aponta para recessão em Portugal. OCDE: Corte nos salários pode ser inevitável. Forte diminuição do rendimento das famílias explica quebra no IRS. Nações periféricas enfrentam declínio acentuado na qualidade de vida. Wall Street tem lucros recorde em 2009/2010. BCE considera aumento de capital para combater crise da dívida.

Mais uns dias passados inundados em informação contraditória, muita dela puramente ilusória e outra parte verdadeiramente demagógica…

Começo pela Ernst & Young que diz que Portugal vai entrar em recessão em 2011.
Dizer o contrário é que é ser verdadeiramente radical – como alguns dos “bananas” que nos tentam governar-, pois é mais que evidente que um crescimento acima de 2%, que é o mínimo para contrabalançar a inflação estatística num ano normal na Zona Euro, é algo quase possível apenas saído de um conto de fadas.
E para juntar ao rol:

“A banca portuguesa está frágil de saúde e, caso fique pior, o Estado pode ser obrigado a intervir no sistema financeiro.”
In Diário Económico

Não andámos meses, senão mais de um ano, a ser bombardeados com a noção de que a banca nacional era sólida e resiliente? Pelos vistos foi apenas mais uma daquelas verdades mentirosas que esta demo-cracia usa para controlar o pensar do seu Zé Povinho…
Depois a noção de inevitabilidade do Estado TER de INTERVIR caso a banca passe por dificuldades.
O Estado que intervenha na salvaguarda do dinheiro dos depositantes, que deixe cair os bancos maltrapilhos – quase todos -, fazendo dessa forma um “reset” ao sistema e limpando de uma vez só o lixo que emana e vive de lá e por lá! – sonhar não faz mal… mas todos sabemos que irá ser exactamente ao contrário, a não ser que…
Gostava ainda de salientar o número 0,7% aventado pela Ernst.
Ou andam todos com a mesma máquina de calcular de bolso, ou então falam de cor… Estes 0,7% é o que a comunidade internacional de uma forma agrupada acha que Portugal irá contrair. Vindo dos mesmos locais que têm constantemente falhado com os números económicos e macroeconómicos nos últimos anos, esta convergência mais cheira a texto decorado que a contas feitas… mas “prontos”, sou eu que sou má língua…

Saindo da Ernst e entrando na OCDE:

“Apesar de «estar em curso» uma «ligeira retoma», a Zona Euro «regista desequilíbrios económicos, orçamentais e financeiros importantes». E, nos países com um défice mais acentuado, o caminho para a recuperação poderá passar «inevitavelmente» pelo corte de salários.”
In Agência Financeira

Mais uma inevitabilidade que as instituições internacionais incitam como solução para conseguir combater o excesso de endividamento do Estado causado principalmente pelo vício ao jogo da banca…
Fico sempre com a sensação de texto decorado… de todos os quadrantes, de todo o tipo de instituição internacional, de tantas mentes que dizem pensar, a única e quase exclusiva solução avançada para restabelecer a vitalidade das economias que estão agarradas à máquina é a redução dos salários e dos benefícios sociais dos Zé Povinhos… e é verdadeiramente consensual esta ideia, tão consensual que mais me parece debitar de um texto do que o explanar de verdadeiras convicções.
Quem o andará a escrever?
Isso deixo para vocês…

E como há sempre outro lado para todas as histórias:

“A crise económica ditou uma queda dos rendimentos de muitos trabalhadores, provocando uma diminuição da receita líquida que, apesar do aumento do imposto, continua no vermelho.”
In Diário Económico

Esperem lá… mas então o aumento de impostos não ia contribuir para o aumento das receitas do Estado?
Porque estamos a assistir a uma diminuição?
Qual a razão para as mesmas instituições, a par dos mesmos “bananas” de sempre, falarem de cor, seguindo a voz de comando de vá lá saber-se de quem… ?
Portanto, o aumento dos impostos levou à contenção dos gastos das famílias, que conduziu e conduzirá à redução das vendas na economia, que levou e levará a ainda mais despedimentos, o que emperrará cada vez mais acentuadamente as receitas com os impostos.
Quem andará a ganhar com isto, pois nem o Estado português nem o Zé Povinho beneficiam?
Isso deixo para vocês…

E como tal:

“As nações sobreendividadas da periferia da Europa enfrentam um declínio acentuado nos seus níveis de vida, maior que o que a Grã-Bretanha enfrentou durante a 2ª Guerra Mundial.”
“O Centro de Pesquisa Económica (CEBR) diz que para manter o euro na sua forma actual, os gastos com o consumo terão de ser diminuídos em 15%, ou mais, na Irlanda, Grécia, Espanha, Portugal e Itália. Coloca a percentagem de sobrevivência do euro em 1 para 5.”
In The Independent

Ah!!! Agora já compreendi!!!
Para salvar o euro as economias periféricas fragilizadas terão de ver o seu consumo interno cair 15% ou mais para o euro sobreviver na sua forma actual!!!!
Ah!!! Por isso é que estão a aumentar os impostos e a tomar opções económicas que são puramente recessivas e castradoras do consumo!!!!
De forma a salvar o euro… de forma a salvar os bancos europeus que se aninharam no euro, nós, os Zé Povinhos da periferia da Europa teremos de enfrentar uma contracção no nosso nível de vida provavelmente superior a 15% nos próximos anos?!?!?!?!?!?!?
Sabem uma coisa… peguemos nas bestas que nos (des)governam, construamos-lhes uma jangada e larguemo-los à deriva algures no oceano, porque é à deriva que eles nos estão a deixar…

Enquanto isso, no outro lado do oceano, Wall Street está em festa – yeahhh, Yupppiiii, AaAA -, pois os seus queridinhos, os bancos que lhe dão a alma e a côr, bateram todos os recordes já registados de lucros num só ano.
Este não é o mesmo mundo, pois não?
Terão eles viajado para a lua e por lá estendido arraial de forma a conseguirem estar tão felizes quando o resto do mundo anda a contar os tostões da crise???
Sabem, o melhor talvez seja também construir uma jangada para eles, mas nesta colocar-lhe uns foguetes e mandá-los mesmo para a lua, porque se já por lá vivem por lá podem e devem ficar!!!!
Mas como fui logo direitinho aos meios insultos (as verdades), vou agora colocar aqui sucintamente os números da alegria deles, os mesmos números que para nós são uma verdadeira desgraça de miséria…
Os queridos banquinhos de Wall Street: Goldman Sachs Group Inc., JPMorgan Chase & Co., Bank of America Corp., Citigroup Inc. e Morgan Stanley, que receberam conjuntamente 135 mil milhões do pacote de ajuda, pago pelo Zé Povinho americano, para sobreviverem, irão este ano apresentar, no mínimo, um lucro de 128 mil milhões em conjunto…
Sabem, esse lucro é do Zé Povinho americano e devia ser confiscado de forma a criar um pacote de ajuda ao americano em dificuldades… Não foi o Zé Povinho que os foi ajudar quando eles disseram estar em dificuldades?!?!?!?!? Exijam o mesmo tipo de ajuda!!!!!
E por cá também!!!!!

E para fechar, o BCE está a pensar fazer um aumento de capital para combater a crise.
Mas que crise?!!?!??!?!?
Ainda a semana passada queimaram 147 mil milhões de euros por excesso de liquidez no mercado e hoje pensam realizar um aumento de capital?!?!?!?!?!?!?
Mas estão a gozar com quem?!?!?!?!
Mais dinheiro dos Zé Povinhos da Europa??!?!?!?!?!?
Mas que grandes montes de bosta mentirosa e viscosa!!!!!

Conclusão:
A recessão de 2011 mais não será que um plano programado para ajudar à sustentabilidade de um sistema euro que em quase nada beneficia os Zé Povinhos e que tem sido ouro sobre azul para aqueles que pouco ou nada acrescentam à elevação social… as mentiras e os textos decorados continuam a ser a lógica funcional de uma classe de homens que vive lá, na lua, de tão distante que está da realidade dos Zé Povinhos…
Eles não são humanos, são verdadeiramente viscosos, pois vivem, não pela humanidade, mas a favor da (in)sustentabilidade de um meio de troca que é a mais pura das imagens da desumanidade!

Notícia do Diário Económico – Ernst & Young aponta recessão a Portugal
Notícia da Agência Financeira – OCDE: corte nos salários pode ser «inevitável»
Notícia do Diário Económico – Forte diminuição do rendimento das famílias explica quebra no IRS
Notícia do The Independent – Fringe nations face huge cuts to living standards
Notícia da Bloomberg – Wall Street Sees Record Revenue in ’09-10 Recovery From Bailout
Notícia do Yahoo Finance – Wall Street Profits, Bonuses Set to Soar: Why It’s Too Late to Turn Off the Spigots
Notícia da Reuters – BCE considera aumento de capital para combater crise de dívida
Notícias de Apoio:
Notícia do Oje – BCE retira 147 mil milhões do mercado por excesso de liquidez

Os Depositários da Dívida Nacional

BCE volta a comprar dívida portuguesa para travar juros. Risco português é o que mais baixa no mundo. Juros altos levam Governo a vender dívida no Médio Oriente.

Hoje ficamos a saber que ontem o BCE voltou a comprar dívida soberana portuguesa de modo a aliviar a pressão dos juros.
Muito bem, dirão os mais incautos. Verdadeiramente perigoso, dizem os mais atentos.
Num mundo em que somos bombardeados diariamente com a noção da livre circulação dos capitais, dos perigos que representam a manipulação dos Estados sobre essa circulação de capitais, o estrangulamento que causam à livre circulação de capitais as empresas públicas, eis que o Nosso Senhor Banco Central Europeu, centro dessas ideologias que destaquei, faz exactamente o oposto e manipula os preços de mercado.
Mas “prontos”, foi por uma boa causa: salvar Portugal da bancarrota…
Se desejarem acreditar nisso força, mas aquilo que está a ser feito é a compra às postas de Portugal que terá de pagar com contrapartidas; os sectores produtivos rentáveis ainda do Estado. Vamos aguardar, mas os sectores da energia e das águas públicas são demasiado apetecíveis para os tubarões…

Mas analisemos a forma como a notícia da participação do BCE na compra de dívida é reportada nos meios de comunicação para as massas:

O travão na escalada dos juros relacionados com as Obrigações do Tesouro a 10 anos foi dado ainda pelo BCE, que foi ontem ao mercado comprar dívida portuguesa. Ainda que tenha adquirido poucos montantes, a verdade é que essa operação ajudou a explicar o «alívio» verificado a partir da tarde de ontem e que continua esta sexta-feira.

In Agência Financeira

Certo é que a evolução intra-diária dos juros das obrigações do Tesouro português a 10 anos teve uma queda bastante significativa entre as 14h e as 15h, depois de durante a manhã terem batidos novos máximos acima dos 7,3%.

In Jornal de Negócios

Agora vou pegar em duas frases desses textos e criar um parágrafo:
Ainda que tenha adquirido poucos montantes, certo é que a evolução intra-diária dos juros das obrigações do Tesouro português a 10 anos teve uma queda bastante significativa entre as 14h e as 15h.
Curioso o resultado final deste parágrafo, não é verdade?
Pois então os baixos montantes investidos pelo BCE na compra de dívida portuguesa levaram a que os juros entrassem em retracção. Imaginemos lá então se os montantes tivessem sido elevados, podemos então especular que os juros cobrados podiam voltar quase imediatamente para valores irrisórios?

Estes nossos meios de comunicação são uma farsa pegada, uns vendedores de montes de banda da cobra. É mais que óbvio que para mexer com os valores dos juros o BCE teve de entrar e em força no mercado!
Palhaçada!

Mas agora já surgiu outra desculpa para os juros estarem a baixar: Os resultados que emanaram da reunião dos G20 (hoje!). Quanto apostam que amanhã os juros estarão a baixar apenas devido aos resultados da reunião dos G20, e que os nossos meios de comunicação social voltam uma vez mais ao silêncio sobre as manobras manipuladoras do BCE no mercado.
Portanto os juros estão a baixar porque:

E divulgaram uma declaração conjunta para tentar recuperar a confiança dos mercados, inquietos com a situação política e financeira da Irlanda, mas também de Portugal.

In Agência Financeira

Rir!

Continuando com o BCE, Jean Claude Trichet veio a terreiro dizer:

O Banco Central Europeu (BCE) quer que os bancos portugueses dependam menos dos seus empréstimos, diversificando as suas fontes de financiamento. A revelação foi feita na quarta-feira à noite pelo presidente da Caixa Geral de Depósitos, Faria de Oliveira, no discurso de encerramento da conferência promovida pelo banco público e pelo Diário Económico em Vila Nova de Gaia.

In Diário Económico

Não façam o que eu faço, façam o que eu digo.
Rir!
Para além de que, grande parte do dinheiro pedido ao BCE pela banca nacional tem servido para comprar dívida nacional.
Rir!
Portanto, o BCE manipula o mercado por dentro e por fora. Isto é que é poder de manipulação!

No sistema actual todas as manipulações de mercado acabam por sofrer correcções dolorosas, e todas estas acções não servirão para mais nada do que adiar o problema e principalmente agudizar a reacção final dos mercados ao problema das dívidas públicas. No dia em que a bomba estoirar, Portugal, Irlanda, Espanha e Grécia irão ser violentamente massacrados por causa desta acção de manipulação do mercado.

Por isso, o meu, teu e nosso querido amigo BCE será de todas as instituições mundiais aquela que mais ganhará com a nossa falência, porque todos os empréstimos e todas as manipulações no mercado, são acções executadas sob garantias dadas pelo Estado português.
Boa sorte Portugal.

E para fechar… as viagens dos nossos vendedores ambulantes de dívida.
Ficamos hoje a saber que os nossos “bananas” realmente não nos governam, são eleitos para funcionarem como vendedores ambulantes da dívida soberana nacional.

Sócrates e Vieira da Silva vão para Macau vender dívida e outra comitiva do Governo parte hoje para Arábia Saudita, Emirados Árabes e Qatar.

In Diário Económico

Isto é verdadeiramente caricato, os nossos “bananas” a venderem uma das poucas coisas que Portugal produz: Dívida, em vez de trabalharem naquilo para o qual foram eleitos: trabalhar em prol do Zé Povinho.
Cada vez que estes senhores fazem isso, quem compra essa dívida faz inevitavelmente uma pergunta:
O que nos têm para oferecer para aceitarmos essa proposta?
O que tem Portugal para oferecer ao mundo?
Tem-nos a nós… porque cada um de nós é o depositário de toda a dívida de Portugal…

Notícia do Diário Económico – BCE volta a comprar dívida portuguesa para travar juros
Notícia da Agência Financeira – Juros da dívida aliviam com G20 e BCE
Notícia do Expresso – Juros/Dívida: Risco português é o que mais alivia no mundo com taxa a baixar barreira dos 7%
Notícia do Expresso – Risco de bancarrota diminui nos ‘PIGS’
Notícia do Diário Económico – Trichet pressiona banca portuguesa
Notícia do Diário Económico – Juros altos levam Governo a vender dívida no Médio Oriente

Contornando a Esquina

Goldman Sachs diz que Portugal e Irlanda vão necessitar de recorrer ao FMI em 2011. HSBC diz que Portugal não está a reduzir o défice. Défice do Estado cresce 37 milhões por dia. Défice do Estado já supera os 9 mil milhões. Crédito malparado atinge valores históricos. Bancos avisam que vão cortar crédito à economia. Exterior fecha portas à dívida pública portuguesa. O que importa são os detalhes do orçamento, diz a S & P.

JP Morgan e HSBC apresentam Portugal como uma excepção…
Mas não é bom ser diferente?
Numa sociedade cada vez mais uniformizada até seria uma virtude, mas essa diferença é para pior, pois Portugal é o único dos países PIIGS que não está a conseguir controlar a sua dívida.
Outra das diferenças de Portugal em relação aos outros PIIGS é que os outros foram eficazes na redução da despesa do Estado e Portugal só tem sido eficaz no aumento da receita, tendo a despesa sido uma desilusão, para o HSBC, aumentando 4%.
O único ponto positivo em relação aos outros PIIGS é que Portugal registou um crescimento no PIB nominal… (A ver vamos como irá ser no final do ano…)

Para confirmar estas noções do HSBC e do JP Morgan nada melhor do que atestar a perspectiva da Goldman Sachs para o nosso futuro:
Vai ter de recorrer ao FMI mas talvez apenas em 2011… Talvez… o que nos diz que talvez possa ser antes e que talvez ainda possa ser já… talvez… (Os próximos tempos o dirão…)

37 milhões por dia…
A velocidade com que Portugal está a gerir a sua dívida é algo digno de registo: mais de 9 mil milhões de nova dívida nos primeiros oito meses do ano…
Mas existe um conceito que é importante realçar. Portugal não se endividou apenas 9 mil milhões no espaço destes oito meses, endividou-se MAIS 9 mil milhões quando comparado com igual período do ano passado… o número total da dívida de Portugal nos primeiros oito meses do ano é número “secreto”… só mesmo muito, muito, muito, esporadicamente é divulgado, e quando é sai numa notícia “pouco visível”…

Em tempos de crise um dos factores principais da vitalidade de uma economia é o volume de crédito malparado e este em Agosto chegou aos 4 mil milhões de euros…
O malparado reflecte a capacidade de consumo da economia na base da sua pirâmide, no Zé Povinho. A contracção de consumo do Zé Povinho põe em causa quase todas as medidas que uma economia possa tentar desenvolver para aumentar a receita do Estado (neste sistema económico). Um Zé Povinho que não gasta, gera menos impostos, e pior um aumento do malparado está quase sempre associado a um aumento do desemprego, o que significa uma redução dos impostos colectados e um aumento das despesas sociais do Estado.
Unimos estes três pontos e o que temos é: Redução no consumo, redução do número de tributários, aumento das despesas socais… menos dinheiro a entrar e mais dinheiro a sair dos cofres do Estado… défice na base da pirâmide…

E como ponto final para uma economia neste sistema económico, a estrangulação do acesso ao crédito…
Os bancos avisam que podem fechar a torneira do crédito.
Isto é apenas o corolário de tudo o que se está a passar com a economia portuguesa: O aumento do preço do dinheiro, o aumento do crédito malparado, etc… e este estrangular do crédito poderá conduzir ao fechar de portas de inúmeras empresas e famílias, o que levará a uma redução ainda maior das receitas do Estado… um verdadeiro processo exponencial…

E para acentuar o fechar da torneira do crédito a noção de que os investidores exteriores têm investido cada vez menos na compra de dívida soberana de Portugal, valor que já desceu até apenas 51%, quando no início do ano os bancos nacionais representavam apenas 5% desse mercado.
Quem tem andado a comprar a dívida emitida pelo Estado?
A banca nacional.
Quem tem financiado a banca nacional?
O Banco Central Europeu.
O Banco Central Europeu vai deixar de emprestar quando?
Em Janeiro do próximo ano.
Como irá a banca arranjar financiamento?
No mercado exterior a taxas de juro altíssimas…
Quem irá comprar depois a dívida nacional?
Boa pergunta…

E o ciclo volta a fechar-se na noção de que o orçamento de Estado para 2011 poderá ser a pedra de toque para que todo este imbróglio ganhe contornos de realidade, ou para a sustentabilidade, ou para um perspectiva de futuro amargamente negra…
O problema maior?
Para mim, a noção que depois de tantos anos dos nossos “bananas” a fazerem apenas politiquice rafeira terem agora de fazer política “perfeita”, não irá ser nada fácil… a ver vamos, mas acredito muito pouco nas capacidades dos nossos (ditos) representantes na Assembleia da República… talvez venhamos a pagar o preço de durante décadas os termos deixado fazer o que mais lhes convinha e não o que realmente convinha a Portugal e ao Zé Povinho português…

Esta semana iremos todos contornar uma esquina que se poderá revelar a esquina em que a realidade tomará a posição da ilusão que muitos têm vivido, especialmente a ilusão económica da República de Portugal…

Notícia do Diário Económico – HSBC diz que Portugal está a marcar passo na redução do défice
Notícia do Jornal de Negócios – Goldman Sachs diz que Portugal e Irlanda devem precisar de recorrer aos fundos da UE em 2011
Notícia do Correio da Manhã – Défice do Estado cresce por dia 37 milhões
Notícia do Diário Económico – Défice do Estado já supera os nove mil milhões
Notícia do Jornal de Negócios – Despesa do Estado sem juros cresce o dobro do orçamentado
Notícia da Visão – Crédito malparado atinge valores históricos
Notícia do Jornal de Negócios – Bancos avisam que vão cortar crédito à economia
Notícia do Jornal de Negócios – Exterior fecha portas à dívida pública portuguesa
Notícia do Diário Económico – S&P: “O que importa são os detalhes do Orçamento”

E se a Grécia for a Irlanda e Esta o Mundo?

Cerca de 36% das empresas irlandesas apresentam um “elevado risco” de colapso. Anglo Irish Bank vai ser salvo com 25 mil milhões de euros. Banco irlandês anuncia uma perda colossal de 8,2 mil milhões de euros no primeiro semestre. Divida soberana europeia:  Estará o round 2 ao virar da esquina?

36% das empresas irlandesas em risco de falência?! 38 mil empresas em risco de fechar as portas?!
Um estudo mostra que muito dificilmente as empresas supracitadas irão conseguir cumprir com as suas obrigações comerciais e financeiras.

Andávamos a olhar para a Grécia, mas o que nos chega da Irlanda é do mais explosivo que se podia imaginar.
1/3 da economia em risco iminente de colapso? Isso será bancarrota para a Irlanda, para a Grécia e para Portugal, e para… e para… … … …

Podemos sempre esperar que o pacote de ajuda da União Europeia às economias titubeantes venha a surtir efeito. Pessoalmente, não acredito que a solução para uma bolha económica seja a criação de outra bolha, tanto mais que ao contrário daquilo que se passou em 2007/2008 o Banco Central Europeu não tem muito mais espaço de manobra para reduzir as taxas de juro, que já estão apenas a 1%. Poderá sempre tentar baixá-las para zero, mas acho que será apenas uma questão de tempo até a verdadeira economia voltar para pedir dinheiro ainda mais barato…

Para juntar às dores da Irlanda e dos PIIGS o facto do Anglo Irish Bank ter apresentado uns monumentais 8,2 mil milhões de euros de prejuízo no primeiro semestre deste ano, e do Estado irlandês estar a preparar a injecção de 25 mil milhões de euros para salvar as contas desse banco. Desde 2007, o Estado irlandês, até à data, já injectou 22 mil milhões de euros!
Não sei se conseguem ver a profundidade do problema… esta instituição não está falida está mesmo completamente em ruínas e mesmo assim o Estado irlandês vai continuar a tentar salvá-la.

E o resultado imediato disto é a reacção dos mercados às dívidas soberanas dos PIIGS.
Para quem tiver estômago e coração forte aconselho a visualização dos gráficos presentes no Daily Finance. Quem não tem estômago deixo só uma dica: Portugal está muito além da linha de segurança, mas muito além… tão além que vou enviar um Email a quem escreveu o artigo a perguntar se não se enganou nos gráficos na cor atribuída a Portugal…

Um pouco de história:
Aquando do colapso da bolha dot.com de 2001 (colapso dos mercados devido à depreciação das acções ligadas à internet), a resposta dos principais bancos centrais do mundo ocidental foi a redução das taxas de juro. Esta baixa no preço do dinheiro criou uma bolha ainda maior, a bolha imobiliária, que foi alimentada por uma redução das taxas de juro dos empréstimos bancários e a uma corrida aos bancos por parte do comum dos cidadãos para comprar casa.
Em 2007/2008 assistimos ao implodir da bolha imobiliária que culminou com a falência do Lehmans Brothers e a injecção de biliões de euros na economia mundial.
Para além do dinheiro injectado, o que acham que os bancos centrais fizeram? Baixaram ainda mais as taxas de juro (o preço do dinheiro) até a um nível em que o custo do dinheiro nos Estados Unidos está apenas 0,25% acima de zero, e na Europa a 1%.
O espantoso disto é que a fórmula que foi usada para fazer crescer a economia pós 2001, e que gerou a bolha imobiliária e o colpaso de 2007/2008, foi a mesma que foi usada para fazer a economia crescer no pós 2007.
E sabem qual é a bolha que está desta vez a ser criada por essa medida? A bolha da dívida soberana, que é apenas e só a mãe de todas as bolhas!
Desta vez não será um Lehmans a cair. Desta vez os bancos centrais já não conseguem baixar mais o preço do dinheiro. Desta vez poderá ser…
Como acham que irá ser desta vez?

Notícia da CNBC – About 36% of Irish Firms at ‘High Risk’ Of Collapse
Notícia do Público – Banco irlandês anuncia perda colossal de 8200 milhões de euros no semestre
Notícia da CNBC – Anglo Irish Bank Sees $32 Billion Bailout Bill
Notícia do Daily Finance – Europe’s Sovereign Debt Crisis: Is Round Two Around the Corner?

Os Passos Estão a Ser Dados…

Alemanha acelera e PIIGS marcam passo. Os EUA são apontados como o modelo a seguir pela  Europa.

Há quase um mês escrevi no post Um Dia Portugal Será uma Província Alemã (Muito Grave) que as ideias da Alemanha e dos líderes da Comunidade Económica Europeia eram tudo menos acções com bom fundo.

Passado esse tempo os resultados das economias europeias e as pressões que se começam a fazer sentir na política da Europa são apenas confirmações dos resultados da “secreta” reunião que Alemanha e França e mais uns quantos “bananas” tiveram…

O primeiro sinal é que a Alemanha é a grande vencedora da crise europeia, tal como já era esperado, às custas das economias dos PIIGS. Começa a ser cada vez mais claro o porquê de tantos entraves dos alemães à resolução da crise europeia – levaram as economias periféricas até ao seu limite e agora estão a capitalizar isso. O maior crescimento desde a reunificação das duas Alemanhas é sinal patente de que as medidas que têm vindo a ser adoptadas no seio da Europa só beneficiam os Estados que menos benefícios precisam. É a lei do mais forte, dizem alguns… eu digo que é a lei dos “bananas” que nos governaram e governam…

Depois temos o acentuar da mirabolante e perigosa pressão sobre o federalismo europeu.
Para quem não sabe o que representa o federalismo:
– Portugal, e todos os países da Europa, deixam de ser países de direito, passando a serem geridos política e financeiramente pela elite da Comunidade Económica Europeia.
– O seu voto passará apenas a ser um pró-forma, pois as posições de verdadeira decisão na Comissão europeia não estão sujeitas a escrutínio público, são cargos ocupados por escolha entre pares.

Eu amo o meu Portugal e custa-me vê-lo a ser vendido às postas pelos “bananas” que nos governam!
Se essa venda ainda trouxesse benefícios para o país, ainda vá-lá que não vá. Agora como podemos constatar é que os países periféricos de uma Europa gerida pelo poder financeiro do bloco central, Alemanha e França, será sempre uma Europa tratada em termos depreciativos como PIIGS (Porcos), os quais na sua essência servem “apenas” para escoar os produtos que são produzidos por essas economias.

É das crises que se alimentam os perversos. É nelas que eles mais facilmente conseguem plantar as sementes da ganância e da traição. É delas que eles se empanturram. É com elas que nascem os tiranos…

Não esquecer: Federalismo é igual à perda da soberania

Eu não quero ser alemão, nem só europeu, eu sou um português da Europa!

Notícia do Diário Económico – Berlim liga o turbo e PIIGS marcam passo, zona euro cresce 1%
Notícia do Diário Económico – Orçamento federal divide União Europeia
Notícia do Diário Económico – Trichet quer federalismo orçamental na Europa

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