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O Carnaval no Cortejo dos Loucos

Uma conspiração com um revestimento de prata. A secreta “rede de especialistas” de Wall Street. BPN: Governo tentou esconder perdas mas a UE não permitiu. Censos “escondem” os falsos recibos verdes. Banco Central Europeu quer “despachar” as obrigações dos PIIGS. Subida dos juros castiga ainda mais as famílias. Tudo somado, há 70% das famílias portuguesas em risco.

Lembro-me de há cinco anos ter começado a afirmar que estava na altura de se  começar a investir no ouro. Na época, o seu preço estava aproximadamente nos 750 dólares a onça e hoje está aproximadamente a 1.450 dólares a onça. Poucos investimentos, em tão pouco tempo, teriam duplicado em lucro… (digo eu)
Desde meados do ano passado comecei a aconselhar (aos amigos) a compra de prata, porque (finalmente) foi intentada uma acção judicial por manipulação contra a JPMorgan, e a sua cotação começou a disparar, e digo mesmo que poderá crescer até níveis “do outro mundo”…

Eis os porquês de tal estar a acontecer pelas palavras de um meio de comunicação generalista… situação extremamente rara porque aborda o tema de modo fracturante para os meios casineiro e bananeiro…:

(…)como explicar o preço da prata? Nos últimos seis meses, o preço da prata aumentou quase 80%, até mais de 34 dólares a onça de aproximadamente 19 dólares a onça. Apenas no mês passado, o seu preço aumentou quase 23%.
In The New York Times

Portanto, a prata está a “estoirar”. Em seis meses, quem investiu em prata, viu o valor do seu investimento quase duplicar.
Venham de lá os certificados de aforro, as contas a prazo, os investimentos na bolsas… venha o que vier, os lucros comparados com o investimento na prata serão “peanuts”…

E porque está a prata a “estoirar”?

(…)o preço da prata disparou depois de um delator ter exposto uma alegada conspiração para manter os preços artificialmente baixos, mesmo com as pressões inflacionárias do dinheiro barato da Reserva Federal. (Alguns suspeitam até que a própria Reserva Federal esteve por trás da tentativa de manter baixos os preços da prata, como medida para sustentar um valor do dólar artificialmente mais elevado.) (…)
No entanto, o mais intrigante é que grande parte desta especulação se apresenta como altamente plausível.
In The New York Times

O que começou como uma dita teoria da conspiração está a ganhar contornos de realidade no preço da prata, e de forma mais mais significativa, digo eu, está a ganhar contornos de realidade nas análises dos analistas que têm direito a ter voz nos meios de comunicação para as massas.

Só o facto de estes analistas, ou pseudo analistas, consoante a análise que cada um faça das suas palavras, estarem a colocar em causa a idoneidade de uma instituição que quase podemos intitular de “a casa mãe da banca mundial”, é algo quase verdadeiramente inusitado.

Mas que especulação é essa que está a impulsionar o preço da prata?

Quando a JPMorgan Chase comprou a Bear Stearns em Março de 2008, herdou a enormíssima aposta da Bear Stearns de que o preço da prata iria cair. Com o passar do tempo, foi aumentando a aposta, e depois no mercado entrou o banco internacional HSBC  com o mesmo estilo de aposta. Estas acções “depreciaram significativamente o preço da prata.”(…)
In The New York Times

Antes de mais, gostava de salientar o uso da palavra “aposta”… Aposta é, infelizmente, a vida da banca nesta sociedade pseudo liberalizada para lucro de uns quantos loucos perversos… (digo eu)…
Portanto, dois dos maiores bancos, ou centro de casineiros, conforme os desejem catalogar, andaram a “brincar” com a prata… assim como “brincam” com quase todos os outros veículos de dinheiro neste mundo…  mesmo com alimentos… e se “bricam” com alimentos é então é quase certo que andem a “brincar” com a prata.

Esta manipulação foi posta a nu com uma acção judicial movida contra a JP Morgan, facto digno de registo porque foi intentada por um “insider”, um dos seus:

“A conspiração e o esquema foram altamente bem sucedidos, providenciando aos réus substanciais lucros ilegais”, em torno de milhares de milhões de dólares, entre Junho de 2008 e Março de 2010, de acordo com o processo crime. O processo afirma que em conjunto a JPMorgan e o HSBC “controlavam mais de 85% das posições comerciais de “short position” em contratos de futuros da prata na Comex, (…) e uma “quota de mercado de 90% de todos os contractos de derivados de metais preciosos, excluindo os do ouro.”
In The New York Times

Será coincidência terem sido estes dos bancos que maior crescimento nos lucros apresentaram no mundo?
Terão estado apenas distraídas as instituições que deviam controlar(?) os mercados e que existem para evitar(?) abuso na acumulação de matérias-primase manipulação dos mercados?
Estas são daquelas coincidências, não é verdade, e daquelas distrações, não é? Pronto… coincidências apenas… distracções… apenas… apenas palheta…

E como funciona\funcionava essa manipulação?

A JPMorgan andava a gabar-se do dinheiro que estava a ganhar “como resultado da manipulação”, que exigia “o inundar do mercado” com “short positions” sempre que o preço da prata começava a subir. (…) Os negociantes da JPMorgan’s mantinham dessa forma o preço da prata artificialmente mais baixo.
In The New York Times

Manipulação… o mesmo que cria as bolhas da loucura financeira que acabam invariavelmente por rebentar no colo dos Zé Povinhos deste mundo! Enquanto eles… vão de iate passar férias na sua ilha grega…

Estarão os poderres bananeiro e judicial a fazer alguma coisa em relação a este tipo de conduta?

Passados dois anos e meio, a investigação da Comissão Futurs Trading ainda não chegou a uma conclusão, e pelo menos um dos comissários – Bart Childon – pensa que depois de entrevistar mais de 32 pessoas e rever mais de 40.000 documentos, diz já ter havido investigação a mais e acusações a menos.
In The New York times

Sim estão a fazer algo… o mesmo que se vê quase sempre em relação aos crimes de colarinho branco… estão a fazê-lo desvanecer no tempo da memória, com acções que raramente conduzem a algo mais que apenas comissões para investigar o que não desejam que seja realmente investigado… quase um jogo de “faz-de-conta que estamos a investigá-los”…
(Muito mais informação há no artigo do New York Times)

E das poucas vezes em que o mundo bananeiro e judicial aprofundam realmente um pouco mais os meandros da vida dos casineiros, e isso chega ao conhecimento do Zé Povinho, acabamos (todos) por ter de mergulhar dentro da lama deles, na porcaria e na insanidade das suas acções, na demência e no seu incontrolável vício!

Talvez as palavras de Danielle Chiesi nos ajudem a compreender um pouco melhor o seu mundo, o mundo dos “eles”:

A antiga analista de fundos de investimento, comparou o insider trading a ter um orgasmo, admitindo ter lucrado pessoalmente quatro milhões com as transacções ilícitas.
In The Guardian

O vício… o descontrolo… a loucura… a insanidade, tudo isto de mãos dadas com os poderes banananeiro e judicial que cada vez mais aparentam andar de caso na cama do casino das loucuras. E enquanto se deleitam na cama dos prazeres, o mundo vai sendo corroído no seu âmago…

Será diferente no bananal de Portugal?

O governo tentou diluir em vários anos as perdas para o Estado resultantes da nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN), soube o i. E chegou a conversar com o Eurostat, o organismo da União Europeia (UE) que fiscaliza as contas dos estados-membros sobre esta hipótese.
A estratégia permitiria suavizar o impacto nas contas do Estado e ganhar tempo para recuperar perdas potenciais e reduzir o prejuízo. No entanto, o cenário acabou por não passar nas conversas com o Eurostat.
In Jornal I

As mesmas jogadas, os mesmos estratagemas, as mesmas ilusões para tentar alterar o numerário para que este fique mais de acordo com as suas pretensões, desvirtuando a realidade e criando bolhas que mais tarde ou mais cedo irão estoirar invariavelmente no colo do Zé Povinho. O mesmo tipo de manipulações… o mesmo tipo de vícios!!!
Isto dá aso a uma questão: Porque hão-de os bananas querer julgar as acções dos casineiros se eles próprios assumem o mesmo tipo de forma de estar na vida?
Massa do mesmo pão, farinha do mesmo saco!

“É esconder completamente e impedir que se saiba a realidade dos falsos recibos verdes. Quando saírem os resultados dos censos vai dizer-se que existem x trabalhadores por conta de outrem, quando o que sabemos, à partida, é que neste miolo estarão milhares de falsos recibos verdes identificados como trabalhadores por conta de outrem”
In Jornal I

Mais um exemplo de como a verdade é constantemente escondida debaixo do tapete da vergonha, pois a saber-se a verdade vir-se-ia a saber que seria o Estado o maior prevericador. Defender o Zé Povinho é que não, certamente… digo eu… e isto é apenas mais uma gota no oceano de pequenas e grandes injustiças a favor de uns muitos poucos e a desfavor de muitíssimos mais!
Será na defesa dos seus “mais que tudo”, dos seus queridinhos?

Talvez por isso, e não só, ficámos a saber que o Banco Central Europeu quer ver-se livre dos 77 mil milhões de dívida que comprou, em menos de um ano, aos PIIGS – Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha – e passá-los para o fundo de apoio ao euro.
Sabem quem paga o fundo de apoio ao euro?
Os Zé Povinhos da Europa.
Portanto, será o bolso dos Zé Povinhos da Europa a ter de pagar MAIS 77 mil milhões de euros de algo que, digo eu, de ajuda irá ter muito pouco, para que dessa forma os casineiros que andaram a brincar às dívidas dos Estados não venham a ter prejuízos directos…
Mais uma vez a natureza simplesmente anti-social desta raça de homens predadores e sanguinários… e a verdadeiramente bajuladoura e subserviente dos bananas…
Como acham que irá terminar esta história dos 77 mil milhões?
Para mim, e com muito poucas dúvidas em relação a isso… com o Zé Povinho a arcar com o fardo…

O mesmo Banco Central europeu que diz agora ter de subir as taxas de juro para controlar a inflação.
Ora bem, nem mais, um dos principais responsáveis pelo ecolodir desta inflação no mundo, através dos milhares de milhões injectados em forma de pacote de ajuda à banca, e não só, vem agora dizer que irá ajudar a controlar essa mesma inflação por si gerada. Inflação que tem ajudado a tirar o pão da boca de muitos, irá agora ser combatida com acções que irão ajudar a tirar ainda mais pão da boca de muitos mais.
Pode parecer mentira, ou um contra-senso, mas infelizmente:

Se o Banco Central Europeu (BCE) aumentar a taxa de juros de referência para a Zona Euro já em Abril, como sugeriu Jean-Claude Trichet na semana passada, as famílias e as empresas portuguesas vão ser das mais castigadas da União Europeia (UE).
In Correio da Manhã

Portanto, arranjam soluções para controlar os danos das suas próprias acções, como salvadores chegados num cavalo branco…. isto só é possível num mundo a viver num carnaval…
Merece uma pergunta.
Sabiam eles que isto caminhava para aí?
Desengane-se quem pensar o contrário…
Lucraram com a crise e irão continuar a lucrar com a crise!

E quem paga?

As premissas são simples, mas negras. 1. Em Portugal praticam-se salários baixos face aos pares europeus, num fosso que não pára de crescer. Segundo dados da Direcção-Geral dos Impostos, preenchem-se em Portugal 4,7 milhões de declarações de rendimentos por ano. Segundo esta fotografia global de “quem ganha quanto”, os desequilíbrios são evidentes: há 3,3 milhões de agregados (70% do total) que declaram um ganho médio mensal bruto igual ou inferior a 1200 euros e, nestes, há 2,7 milhões de famílias com rendimentos brutos mensais inferiores a 800 euros – ver gráfico nas páginas anteriores. Tudo isto atira para um ganho médio bruto anual de 18 mil euros por agregado em Portugal – daí os 1200 euros brutos/mês considerados neste trabalho -, contra os 21,5 mil euros de média em Espanha e os 27 mil euros médios na Europa (segundo estudo da Addeco de 2010). E nestes números não está reflectido o impacto de qualquer medida de austeridade europeia ou portuguesa.
Não fosse esta disparidade salarial um desequilíbrio suficiente, 2. os portugueses têm às costas uma carga fiscal que de ano para ano fica mais pesada e distante da praticada na Europa, tendo ainda 3. de “aturar” custos obrigatórios – luz, por exemplo – acima da média europeia e 4. apoios sociais agora em mínimos históricos.
In Jornal I

Os mesmo de sempre! O Zé Povinho!

Conclusão:
A prata da casa dos casineiros está a soldo por preços bem inferiores aos de mercado… mercado que é regado por um bando de bananas que está a soldo da prata da casa dos outros… por isso escondem as mentiras das suas verdades em papelinhos de cor de carnaval… e no carnaval do casino ocidental, o BCE procura desesperadamente passar a outros os papelinhos com as cores dos “porcos”… e aos olhos deles, casineiros e bananas, os “porcos” somos nós, os párias somos nós, mas a verdade é que as máscaras são eles… e por causa das máscaras, mais de 2\3 do Zé povinho português está bem perto de dar o passo em frente na direcção do cortejo dos pobres… e por isso mesmo… pode ser dito que esta é quase apenas uma vida vivida no cortejo de carnaval dos loucos…

Notícia do The New York Times – A Conspiracy With a Silver Lining
Notícia do The Guardian – Wall Street’s secretive ‘expert networks’
Notícia do Jornal I – BPN. Governo tentou esconder perdas, mas UE não aceitou
Notícia do Jornal I – Censos “escondem” falsos recibos verdes
Notícia do Der Spiegel – European Central Bank Wants to Unload PIIGS Bonds
Notícia do Correio da Manhã – Subida de juros castiga famílias
Notícia do Jornal I – Crises. Tudo somado, há 70% de lares portugueses em risco

A Sopa… da Pedra na Cabeça do Zé Povinho

China volta a subir os rácios de reserva para tentar controlar o excesso de liquidez no mercado. Economia chinesa começa a mostrar sinais de abrandamento. FMI avisa sobre os riscos para o crescimento, mas defende a desvalorização do dólar. O uso do crédito de emergência do BCE continua hoje em alta. Um futuro sombrio, para os bancos alemães. Bruxelas prevê resgate de Portugal em Abril. Estado reduz défice com venda de imóveis a si próprio. Portugal cada vez mais longe dos rendimentos dos países mais ricos.

O que vou escrever é quase uma continuação dos artigos de dia 15 (A inflação e os Homens da Lua) e do de ontem, tantos foram os indicadores e indicações que emergiram hoje nos meios de comunicação generalistas.

Passados apenas 10 dias de ter tomado a última medida para tentar controlar a descontrolada inflação que grassa em chamas na economia chinesa, eis que a autoridade monetária da China obriga, uma vez mais, os bancos sediados no seu território a aumentar o rácio de reserva para 19%… 19%!!!!
Escrito por eles o porquê (meios de informação generalistas):

“O mercado está inundado em dinheiro e é improvável que o Banco Central fique a assistir a isso como um mero espectador”, disse um negociante de um dos bancos estatais sediado em Beijing. “Será apenas a questão de saber que ferramentas irá utilizar (…)”
In CNBC

Desta fez a ferramenta é o aumento das reservas de capital. Há 10 dias foi o aumento das taxas de juro – preço do dinheiro.
Mas antes de continuar…O que é o rácio de reserva?
Explicando de forma simples… é o dinheiro (vivo) que os bancos têm de ter nos seus cofres.
Explicando um pouco tecnicamente… quer dizer que têm de ter em reserva no mínimo 19% do valor total do dinheiro “emprestado”.
Existem muitas formas da banca contornar isso, mas nem me vou alongar por aí porque senão não escreveria sobre mais nada…
Qual o rácio de reserva (capital) exigido na Europa à banca?
É de 4,5% é terá de ser de 6% em 2019.
Na Europa, sistema que melhor conheço, está envolto em tantas artimanhas que me arrisco a escrever que é quase apenas e só um organigrama funcional do que uma acção real.

Como resultado das medidas que estão a ser aplicadas na china, para salvar uma economia em chamas, o motor do mundo a nível de crescimento económico começa a mostrar os primeiros sinais de fadiga… começa a perder velocidade:

O indicador económico que mede a situação futura da economia chinesa deu sinais de queda pela primeira vez desde 2008, destacando assim que a economia de mais rápido crescimento mundial pode estar a dar sinais de abrandamento.
In Jornal de Negócios

Esta é explicação simplista fornecida pelos meios de comunicação para as massas, aquilo que não explicam (nunca) é que o crescimento económico está intimamente interligado com a criação de nova dívida, e que sempre que são tomadas medidas de controlo à circulação de moeda o resultado subsequente é invariavelmente uma contracção do investimento, o que depois se transforma numa contracção do crescimento.
Dívida = Crescimento = Mais moeda = Inflação… pum, pum, pum, pum… um, dois, três, quatro, tudo ligado!
Ah… e não se esqueçam, se a China começar a desacelerar o mundo poderá facilmente entrar em contracção económica…

Enquanto isso, o FMI:

O Fundo Monetário Internacional vai avisar os ministros das finanças do G20, que irá decorrer este fim de semana, dos riscos com que se depara a economia mundial devido ao aumento dos preços dos alimentos e do desequilibrio das finanças públicas, enquanto também irá defender um dólar um pouco mais fraco.
In Buenos Aires Herald

Não se esqueçam que há dias esta mesma instituição aconselhou os países asiáticos, onde se inclui a China, a não controlarem artificialmente o valor das suas moedas, deixando-as valorizar, afirmação que intitulei de dúbia e tendenciosa em favor do dólar americano e das economias ocidentais, e eis que hoje záasss… aí está ela da boca deles: Desvalorizem o dólar!!!! Dólar que é responsável por grande parte da inflação que está a queimar o mundo!
Ao mesmo tempo diz estar preocupada com a inflação que está a escaldar o mesmo mundo… Hmmm… verdadeiramente especial esta instituição… instituição de logros, mentiras e virtudes desvirtuadas… quase única, não fosse ela apenas uma das várias caras da demo-cracia…
Aconselho todos a não ouvirem o que eles dizem e a evitar fazer o que eles desejam!

Continuando… tal como ontem, hoje continuou uma correria desenfreada da banca aos empréstimos do BCE.
Já ontem deixei a pergunta no ar: O que se estará a passar?
Hoje começamos a ter direito a algumas sugestões em formato de resposta:

A concessão emergencial de crédito pelo Banco Central Europeu (BCE) se manteve excepcionalmente elevada pelo segundo dia seguido nesta sexta-feira, aumentando o temor de que um banco da zona do euro possa estar enfrentando sérios problemas de financiamento.
In Reuters

Hmmm… estará algum dos banquinhos queridos dos nossos bananas europeus agarrado à máquina de sobrevivência do Banco dos Endividados?
Hmmmm…
Será que poderá ser um banquinho alemão? (sou eu a mandar massa ao ar…)

Muitos dos maiores bancos alemães continuam com a apoio vital do governo, depois de terem efectuado más apostas durante os anos de desenvolvimento da bolha.
E com o acesso a capital barato há muito perdido, as perspectivas de se tornarem uma vez mais rentáveis são cada vez mais dúbias.
“A fragilidade do sector bancário alemão coloca uma ameaça substancial à sustentação económica da Alemanha”(…)
As autoridade europeias, abertamente frustradas com a falta de celeridade com que a Alemanha tem lidado com estas instituições, avisou que está a chegar o dia do juízo final.
“Não podemos simplesmente adiar este assunto para outro dia”, disse Joaquín Almunia, o vice presidente da Comissão Europeia responsável pelas políticas de competitividade. (…)
In CNBC

Hmmmm… a forte e imperturbável Alemanha poderá ao fim ao cabo andar de rastos… hmmm…
Os próximos tempos irão fornecer as respostas a estas perguntas… talvez…

E agora virando o bico ao pato para Portugal:

“Portugal está a afundar-se e não será capaz de aguentar após Março”, afirma fonte europeia, citada pela Reuters.
In Expresso

Já foram aventadas tantas datas que esta é apenas mais uma… ou… ou não?
Desta vez quem afirma isso não é um banco, um ministro, um economista ou um outro qualquer, quem o disse foi um elemento da estrutura da Comissão Europeia, não foi um qualquer!
Quer dizer que temos aproximadamente mais um mesito de acalmia antes de entrarmos no carrossel das loucuras do FMI e da UE… Aproveitem bem o tempo que resta…

E talvez já em desespero, quem sabe, o Estado volta uma vez mais a copiar as artimanhas financeiras tão queridas e amadas pelos casineiros.
Não é que o Estado teve o descaramento de:

O Estado diminuiu o défice com a venda de imóveis a si mesmo. A empresa pública comprou 393 imóveis cujo valor total ascendeu aos 290 milhões de euros, o equivalente a 0,2% do PIB. Segundo avança o Jornal de Negócios, a Estamo, empresa pública que apoia o Estado na gestão do património imobiliário terá sido fundamental na operação.
In Jornal I

Nem me vou dar ao trabalho de retractar tal inusitada operação, vou apenas tentar passar para a realidade do Zé Povinho o mesmo tipo de acção.
Imaginem que, em caso de aperto financeiro, pegavam , por exemplo, no vosso carro próprio e o vendiam a vocês próprios de forma a cobrir as dificuldades financeiras impostas pelos bananas e casineiros nesta economia… não seria tal solução tão boa e agradável?
Agora na realidade… acham que o Estado iria permitir tal coisa? Se calhar iam parar à prisão por terem cometido um crime de colarinho branco, não é verdade?
E agora imaginem que o Estado volta a vender os mesmos imóveis novamente à Estamo… Não seria esse dinheiro uma vez mais contabilizado como proveitos que iriam ajudar a reduzir o défice? E depois a Estamo voltava a vender ao Estado… e faziam isto vezes sem parar até colocar o défice em -20% do PIB… Descobrimos a pólvora!!! Portugal está salvo!!!!
Enfim… só possível num mundo de faz de conta que infelizmente é cada vez mais real para a vida de alguns e de algumas instituições que influenciam directamente a nossa vida… o mundo pintado ao tom que eles desejam que nós vejamos…

E é um tom tão ilusório que:

PIB per capita português cai nove posições no ranking mundial das economias mais ricas entre 2000 e 2015.
No início dos anos 80, os portugueses estavam na 39ª posição a nível mundial. Conseguiram subir até ao 34º lugar em 1990 onde ficaram até ao ano 2000. A partir daí tem sido sempre a descer. Se as projeções do FMI para 2015 se confirmarem, Portugal será ‘apenas’ o 43º numa tabela liderada pelo Qatar.
In Expresso

Esta é a realidade, infelizmente… esta é a verdade que os bananas andam sempre a tentar pintar em tons mais suaves… e mesmo depois de terem lido o artigo publicado no Expresso, não se esqueçam disto: os valores apresentados não foram ajustados à inflação, porque se o forem, quase aposto, até o numerário per capita é inferior ao da década de 1980… igual ou similar ao que aconteceu nos Estados unidos e reportado no artigo que antecede este.

Conclusão:
Em chamas, a China está em chamas!!!… E os bombeiros estatais despejam toda a água que têm para as tentar apaziguar… E o FMI, que se apresenta sempre como o bombeiro que salva o mundo, é ele próprio mais um dos incendiários… E o BCE lança mais palha para as chamas da vaidade da banca… banca que poderá estar a dançar a última valsa alemã na Alemanha… enquanto isso: Portugal! Portugal! Portugal! As couves de Bruxelas já preparam em lume brando a refeição a ser servida em Março… enquanto por cá se prepara a sopa com batatas que não chegaram a ser colhidas; a chamada sopa da pedrada na cabeça do Zé Povinho…

Notícia do Jornal de Negócios – China volta a subir rácios de reservas dos bancos para refrear inflação
Notícia da CNBC – Window Open for More PBOC Liquidity Tightening
Notícia do Jornal de Negócios – Economia Chinesa dá sinais de abrandamento
Notícia do Buenos Aires Herald – IMF warns of growing risks, would welcome weaker dollar
Notícia da Reuters – Uso de crédito emergencial do BCE tem alta inesperada
Notícia da CNBC – For Germany’s Banks, a Grim Future
Notícia do Expresso – Bruxelas prevê resgate a Portugal em abril
Notícia do Jornal I – Estado reduz défice em 300 milhões com venda de imóveis a si próprio
Notícia do Expresso – Portugal cada vez mais longe dos países mais ricos
Notícia de Apoio:
Notícia da Agência Financeira – Novas regras: bancos nacionais cumprem rácios de capital mínimos

O Santo Graal das Mentiras

Leilão foi um sucesso e 80% da procura foi do exterior. Chineses ajudam Portugal com mil milhões. BCE ajuda Portugal a manter acesso ao mercado. Alemanha em ano de crise com o maior crescimento desde 1992. Bruxelas prepara ajuda de 100 mil milhões a Portugal. Cada português deve 15 mil euros aos 10 maiores credores. QE2 está a levar os Estados Unidos para águas bravas.

Hoje o nosso absolutamente brilhante Ministro das Finanças e de Estado, provavelmente uma das maiores “bananas” que Portugal conheceu na sua história, veio todo pomposo afirmar que a emissão de dívida de hoje foi um valente sucesso e que cerca de 80% da procura veio do exterior.

“A China já comprou este ano cerca de 1,1 mil milhões de euros de dívida de longo prazo da República Portuguesa, apurou o CM.”
In Correio da Manhã

Terá antes sido um sucesso para a China? Terá sido um negócio da China?
Convém salientar que os 1,1 mil milhões já adquiridos pela China este ano (até ao dia 10 deste mês), não estão incluídos nos 1.249 mil milhões emitidos hoje. Podemos então especular um pouco e dizer que a China deverá representar a grossa fatia desses 80% de investimento estrangeiro…
Também podemos afirmar que em 12 dias de 2011 Portugal já se endividou, no mínimo dos mínimos, em 2,9 mil milhões de euros. Estamos mesmo a caminhar na direcção contrária à tão propalada redução do défice… mas isto sou eu apenas a mandar bitaites, ou não?

Para além das ajudas chinesas, o Banco Central Europeu tem andado a comprar que nem doido dívida soberana nacional de forma a tentar manter os juros abaixo dos 7%.

Portugal poderá ainda não estar a ser resgatado pelo FMI-UE, mas certamente já está a ser parcialmente vendido à China e ao BCE, pois nenhuma destas instituições é uma instituição de caridade, ambas buscam o lucro e primazia nos sectores lucrativos nacionais. Esta parceria concertada entre China e o BCE é quase o mesmo de estar a ser resgatado oficialmente, apenas diverge no facto do Zé Povinho julgar que não se passa nada e que Portugal está a conseguir conter a força da tempestade… nada mais enganador!

E em contraciclo eis que a Alemanha atinge uma marca histórica no ano de 2010. 2010 que foi o ano da desgraça para a Grécia e Irlanda e muito outros países ocidentais, incluindo Portugal, é ano das maravilhas na economia alemã… com um crescimento de 3,6%, valor sem paralelo desde 1992.
Esta situação deixa uma pergunta no ar:
Será a economia alemã um abutre que se alimenta dos restos putrefactos das economias que a rodeiam. Seremos nós alimento para o crescimento alemão?
Este é um mundo de fracos e fortes, onde o forte consome o mais fraco, por isso…

Enquanto assistimos impávidos e alguns serenamente o desenrolar das situações, eis que Bruxelas já alinhavou 100 mil milhões  para INVESTIR em Portugal. Não escrevi sem querer a palavra INVESTIR. Bruxelas é mais um dos predadores que está sentadinho à espera do momento mais oportuno para caçar mais um vítima e depois tipo abutre alimentar-se do sangue e restos por si espoliados.
Mas há mais… 100 mil milhões é mais do que a ajuda providenciada à Grécia e à Irlanda!
100 mil milhões significa que Portugal, que tem uma economia inferior à grega e à irlandesa, está em pior estado que os países que já foram INVESTIDOS pela UE.

Para se ter uma noção mais aprofundada do nível dívida criado pelas elites que nos (des)governaram nas últimas décadas, nada melhor que analisar os números avançados nas informações que os bancos deram em Março do ano passado ao Comité das Autoridades Europeias de Supervisão Bancária. (Valores avançados durante o pseudo teste de stress aos bancos)
Cada português, 10,6 milhões, deve 15 mil euros aos 10 maiores credores da dívida soberana nacional- 15 MIL EUROS.
Quantos portugueses ganham 15 mil euros por ano???
A resposta a esta pergunta responde ao nível insustentável que estão as finanças de um país que está a ser consumido pelas ânsias de ganância das elites bananeiras e casineiras que nos (des)governam e (des)governaram nas últimas décadas!
Já poucos se devem lembrar que os impostos que pagamos são para termos acesso GRÁTIS à saúde, às estradas, a transportes públicos acessíveis, a serviços públicos para todos… Já pouco se devem lembrar que não pagamos impostos para sustentar casineiros, nem que temos de pagar ainda mais que os impostos que já pagamos para termos acesso a serviços básicos… Já poucos se recordam que os impostos são para nós e não deles!
Escrito isto, convém fazer as contas e apresentar o número da vergonha nacional: 157.440 milhões de euros de dívida acumulada aos 10 maiores credores de Portugal! Apenas aos 10 maiores! Podemos estimar que outro tanto, ou mais, estará disperso pelos restantes!
Quanto mais que 15 mil euros estará cada português a dever?
Apresenta-se excelente o nosso futuro, verdade?
É uma bela imagem das qualidades dos “bananas”, verdade?
Podemos todos estar descansados que a nossa banca é inabalável, verdade?
A verdade é que a verdade é substancialmente diferente daquela que os mestres da mentira e ilusão nos contam… os bananas e seus compinchas os casineiros.

Por vezes, para se conseguir compreender melhor o verdadeiro sentido das coisas, temos de sair do nosso espaço físico e entrar noutras fronteiras para se entender a verdadeira extensão das tomadas de opção dos  bananas e dos casineiros.
Hoje vou-nos transportar até aos Estados Unidos e analisar o QE2 – pacote de ajuda Nº2 – na economia americana e as suas similaridades com os pacotes de ajuda aplicados em Portugal e na Europa.

“Os Estados Unidos estão a trocar uma crise financeira por uma insidiosa crise social.”
“Há um detalhe significativo na informação das vendas a retalho de Dezembro nos Estado Unidos.(…) As lojas de venda de produtos de luxo registaram um crescimento de 8,1%, mas as lojas de retalho de produtos para a classe média\pobre cresceu apenas 1,2%.”
“Este é o fruto caduco das políticas da Reserva Federal. O Fed já nem se dá ao trabalho de negar que o propósito do QE2 é fazer crescer Wall Street.  A ardilosa estratégia de Ben Bernanke arrisca corroer a solidariedade americana muito antes de conseguir fazer algo pelos pobres da América.”
In WA Today – Ambrose Evans-Pritchard

Uma vez mais pela voz de Evans-Pritchard temos acesso a uma visão mais profunda do real significado das coisas.
Agora já é mais entendível o porquê da Alemanha estar a crescer enquanto os países mais pobres da Europa ficam ainda mais pobres. A lógica é a mesma, todo o dinheiro criado e injectado na Europa está a ir parar às mãos daqueles que menos necessitam dele, agudizando e enfatizando as diferenças que já existiam.
Neste mundo não cabe Portugal, nem a Grécia, nem Irlanda, nem nenhum país que não seja rico. Este mundo é um mundo para quem já tem demais, onde as políticas servem apenas para lhes dar ainda mais, deixando sempre à margem, ou à espera que os que têm demais cedam um pouco para que os pobres consigam sobreviver:

“O número de pessoas que subsistem a senhas de ração – no valor de 140 dólares cada – chegou aos 43,2 milhões, um recorde de 14% da população.”
In WA Today

Portugal e os portugueses irão em breve fazer parte dos 14% da Europa que irão sobreviver a senhas de ração dadas pelo FMI e pela UE…

Conclusão:
Uma vez mais os “bananas” fazem uma festa porque conseguiram adiar para mais tarde a verdadeira profundidade dos problemas que têm vindo a criar faz décadas… adiam os problemas vendendo ao desbarato aquilo que não é deles mas sim nosso, aos chineses e ao Banco Central Europeu (predadores)… criando no Zé Povinho a falsa ilusão de resolução dos problemas… enquanto isso os ricos da Europa atingem marcos históricos, só possível porque já não usam o marco como moeda e se alimentam tipo abutre dos restos putrefactos dos países mais pobres… e para conseguirmos ver a real efectividade dos problemas temos de ir até ao centro da falsa democracia que nos (des)governa, até aos Estados Unidos, para se perceber que todas, ou quase todas as medidas tomadas para salvar a economia mundial não mais foram que medidas para ajudar quem não necessitava de ajuda, e ficarmos a saber que por terras do Tio Sam, a dita terra sagrada da democracia, não ser rico é ser-se um pária que conta apenas para as estatísticas das senhas de ração que já representam 1\6 de todos os que por lá vivem…
Digam lá que não é bom saber que o Santo Graal das mentiras se aninha nos seios que dão de comer aos bananas e aos casineiros… os seios somos todos nós que não fazemos parte do grupo dos ricos, parte do 1%… nós somos a vaca leiteira que dá de mamar aos insaciáveis predadores…

Notícia do Diário Económico – Leilão foi “um sucesso” e 80% da procura veio do exterior
Notícia do Correio da Manhã – Chineses ajudam Portugal com mil milhões
Notícia do Diário Económico – BCE ajuda Portugal a manter acesso ao mercado no leilão de hoje
Notícia do Diário Económico – Alemanha fecha ano de ‘crise’ com maior crescimento desde 1992
Notícia do Jornal de Negócios – Bruxelas prepara ajuda de 100 mil milhões a Portugal (act.)
Notícia do Sol – Cada português deve 15 mil euros aos dez maiores credores
Notícia do WA Today – QE2 is sailing the US into stormy waters

A Confluência é a Regra

Espanha deve reformar o sistema fiscal para poder crescer, diz OCDE. Alívio da dívida da Guiné-Bissau é positivo para doadores e investidores, diz o FMI. Estado tem que deixar privados ocupar o seu lugar em determinados sectores.

Por vezes temos de sair um pouco de Portugal para se conseguir compreender melhor a lógica funcional das coisas… desta vez quais as noções da OCDE e do FMI sobre as suas políticas e as suas directrizes.

Começando pela OCDE e a sua visão do que há para fazer em Espanha.
Antes de mais, gostava de salientar que estas visões das entidades internacionais para a Espanha divergem no seu âmago muito pouco daquilo que preconizam para Portugal, por isso…
Primeira grande visão da OCDE:

“O sistema fiscal espanhol deve ser reformado para facilitar o crescimento, transferindo o impacto dos impostos do trabalho para o consumo e para o imobiliário.”
In Oje

Descodificando o que por aqui é dito…
O que isto quer dizer é que a OCDE defende que os impostos cobrados às empresas sejam reduzidos e  o seu peso transferido para o consumo e para a compra de habitação. Ou seja, que os impostos para os patrões sejam diminuídos e que os impostos para os restante 99% da população suportem o nível de redução fiscal efectuado nos impostos do 1%… tudo isto em defesa da competitividade da economia… deles(?)
Uma medida extremamente justa e social, sim senhor! Tirem ainda mais ao 99% e reduzam ainda mais a carga sobre o 1%!!!!

Depois a mesma OCDE – por vezes fico confuso com as inversões destes organizações – diz que a crise em Espanha está a ser mais aguda devido a um aumento insustentável do consumo privado, que conduziu ao aumento da dívida privada. (Mas o problema não é a dívida pública????)
Sim senhor… então aumenta-se os impostos sobre o consumo para reduzir o consumo que é insustentável?
Mas tais medidas não costumam levar à contracção económica dos mercados internos em que são adoptadas?
Muito bem, primeiro reduz-se os impostos sobre o 1% e aumenta-se os impostos sobre o consumo para fazer a economia crescer, sabendo-se de antemão que um aumento dos impostos sobre o consumo conduz sempre a uma contracção do mesmo, o que leva invariavelmente a uma menor recolha de impostos por parte do Estado e à deflação dos preços… deflação dos preços que conduz a mais despedimentos… mais despedimentos a mais gastos sociais, e mais gastos sociais a mais gastos do Estado… e a OCDE diz que o fortalecimento das contas públicas é essencial… e como podemos todos constatar, se forem adoptadas as medidas por si defendidas será isso mesmo o que não irá acontecer…
Bela volta esta…

Mas há mais… a OCDE defende a reforma do sistema de pensões, através do aumento da idade da reforma, dos 65 para os 67 anos, e a diminuição das reformas antecipadas – facto defendido também pela UE.
Portanto, o aumento da idade da reforma irá fazer a economia crescer?
Ajudará a reduzir as despesas do Estado?
De certeza que crescimento não gerará! É certinho como o destino!
Reduzir as despesas do Estado… talvez, numa primeira fase, mas pouco tempo depois não reduzirá, pois se mais tempo um trabalhador terá de trabalhar para ter direito à reforma menos postos de trabalho irão estar disponíveis para os jovens que entram no mercado de trabalho… e isso é igual a mais desemprego… sempre… e mais desemprego é igual… à catrefada de coisas que já escrevi acima…
Portanto… medidas que só eles entendem o porquê… por vezes também entendo, não quero é entrar em especulação, porque é garantido como o destino que eles próprios se irão dar ao trabalho de dizer isso por mim!

E a OCDE aplaude as medidas tomadas pelo governo espanhol para reduzir a “excessiva protecção” dos trabalhadores com contractos permanentes, e redução dos valores pagos por despedimentos e a facilidade com que é possível chegar a acordos colectivos.
Não anda isto a tentar ser implementado cá em Portugal? Acho que já ouvi falar em qualquer coisa do género… Meus senhores e minhas senhoras, isto é sempre o mesmo em todo o lado, a uniformidade e uniformização das leis e das políticas a favor dos mesmos 1% de sempre!
Em relação aos pontos positivos(?) desta noção de crescimento económico já descrevi isso uns artigos abaixo…
Ah! Mas atenção que a OCDE também aconselha que seja melhor gerido o sistema de águas… … de forma que reflicta o verdadeiro custo da sua exploração… Ou seja: PRIVATIZEM e deixem de subsidiar as águas de modo que o mercado se torne concorrencial e assim os privados possam capitalizar sobre um dos recursos básicos e mais sensíveis do mundo moderno!
Muito bom, correcto?

E agora salto para o FMI que diz estar verdadeiramente feliz com o facto da Guiné-Bissau ter aceite um empréstimo de mil milhões de dólares, nas suas palavras: “um alívio da dívida”… (?)
Esperem lá… a Guiné-Bissau endivida-se em MAIS um milhão de dólares para pagar dívidas e isso é um alívio?????
Ah! É um alívio para os DOADORES (quem empresta) e INVESTIDORES!!!! (Nas palavras do FMI!)
Ou seja… servem os mil milhões de dólares para pagar aos credores que na sua maioria foram aqueles que deram o aval ao empréstimo do FMI à Guiné-Bissau.
Servem também para o investimento privado externo, porque com os empréstimos do FMI vêm sempre linhas directoras económicas obrigatórias para os países que os recebem, para que sejam liberalizados os sectores económicos rentáveis.
Qual a diferença entre a Guiné-Bissau, a Grécia e a Irlanda? Qual a diferença quando cá entrar em Portugal?
É tudo farinha do mesmo saco para o FMI! Dinheiro que empresta para pagar aos credores da dívida desses países, que são sempre os mesmos que dão luz verde à existência desse empréstimo por parte do FMI, e liberalização dos sectores financeiros estratégicos de cada país para que os investidores privados dos países credores da dívida possam vir explorar e canalizar essa riqueza para fora das fronteiras do país ajudado… Bela ajuda esta, hein????

E agora gostava de acabar com Horta Osório, o novo CEO – palavra “chic” para dizer Presidente – do banco inglês LLoyds:

“os Estados fizeram bem intervir na economia, face a uma crise sem precedentes, mas agora têm de baixar o seu peso na economia e deixar os privados ocuparem determinados sectores”
“O Estado não é um bom detentor de activos. O Estado não percebe de lucro”
“É o sector privado e às empresas” que cabe “criar esse valor acrescentado”, pelo que o “Estado devia baixar o peso dos gastos na economia, sair de determinados sectores e deixar os privados ocuparem esses espaços. De certeza que os privados vão fazer melhor uso desses activos”

In Jornal de Negócios

Quis fechar com este senhor, com nome de agricultura que na verdade é um campino das finanças modernas, que tenta tourear a mente do Zé Povinho com conceitos desprovidos do social e mergulhados em numerário…
1º – Sabe senhor Horta, o Estado não existe para gerar lucro, o Estado existe para gerir os impostos pagos pelo Zé Povinho e pelas empresas e aplicar o valor dos impostos em infra-estruturas e serviços que sejam necessários à sociedade que lhe paga os impostos. Apenas no seu mundo, Sr. Horta, o Estado existe para gerar e gerir lucros!
2º – Sabe senhor Horta, sem dúvida que os privados irão fazer melhor uso desses activos, não tenho a mínima dúvida em relação a isso, o Sr. Horta esqueceu-se inadvertidamente foi de mencionar que os privados irão fazer melhor uso desses activos em BENEFÍCIO e PROVEITO PRÓPRIO!!!!
3º – Sabe senhor Horta, é o seu mundinho… pequenininho e minúsculo que vê apenas numerário, que faz com que tudo o que nos rodeia seja apenas “pilim”… sabe senhor Horta Osório, há mais vida para além da sua minúscula noção de vida!!!!!!

Quis fechar com o campino com nome de agricultor como forma de mostrar que as instituições internacionais de renome, FMI, OCDE, UE, etc, vêem tudo e todos com os mesmos óculos, são verdadeiros clones uns dos outros em que a uniformização de ideias, conceitos, reformas e pensamentos são algo digno de um Óscar, pois é mesmo difícil num mundo tão diverso e distinto conseguir seguir o mesmo texto tal e qual clones!

Conclusão:
OCDE que se confunde com FMI e banca que se confunde com OCDE… e UE que se confunde com FMI que também se confunde com OCDE… é esta a imagem das nossas (?) instituições internacionais de renome… uma uniformização de pensar e agir que mais parecem clones… talvez robôs… talvez ponto do teatro… quem sabe apenas caixas de voz, gravações… ou talvez seja uma convicção universal que tem escapado ao pensar e sentir de 99% dos homens que pensam e vivem este e neste mundo…
Já viram que dentro da (falsa) confusão de opiniões das várias instituições internacionais a confluência é a regra? Bastava uma organização chamada, por exemplo: FOMCIUDEE… para nos dizer tudo no formato de nada para nós… porquê tantas a dizerem sempre tudo igualzinho?

Notícia do OJE – Espanha deve reformar o sistema fiscal para poder crescer, diz a OCDE
Notícia do OJE – Alívio da dívida da Guiné-Bissau é positivo para doadores e investidores, diz FMI
Notícia do Jornal de Negócios – Vídeo: Estados têm que deixar os privados ocuparem o seu lugar em determinados sectores

Viva a Demo-Cracia!

FMI: A Irlanda não irá conseguir o objectivo do défice para 2015, existe o risco de não conseguir pagar. FMI desembolsa mais 2,5 mil milhões para a Grécia. Economistas dizem que a Grécia só conseguirá recuperar se a sua dívida for reestruturada. FMI: Portugal é o mais exposto à Irlanda. Portugueses investem cada vez mais em derivados. França e Alemanha querem uma união fiscal. UE precisa de obrigações europeias e imposto federal. Mariano Gago critica parlamento. Só precisa de 447.000 para entrar no clube dos mais ricos. Terá havido outra época melhor para ser rico?

Mais uns dias inundados de futuro, de quais as intenções e perspectivas no passado em relação a esse futuro, e a noção de como é cada vez melhor ser-se rico neste mundo.

Começo com o FMI e a Irlanda.
Um dia passado, vinco – 1 DIA!!!, depois do parlamento irlandês ter aprovado um empréstimo de 22,5 mil milhões de euros por parte do FMI, do qual o FMI nos disse ter passado meses a preparar o cenário de salvamento da Irlanda, e agora vem a terreiro dizer que tais medidas poderão ser insuficientes e que a Irlanda, por volta de 2015, irá necessitar de ainda mais milhões.
Que raio de estudo foi esse do FMI que bastou 1 DIA!!! para se alterar o cenário no qual se baseou o empréstimo?
Será mesmo que o FMI ajuda à salvação, ou a sua mera presença numa economia faz com que os indicadores económicos entrem em vertiginosa queda?

E no mesmo dia em que o FMI diz que o seu estudo para a Irlanda já está datado e ultrapassado, desembolsa mais 2,5 mil milhões para a Grécia. Não são apenas mais 2,5 mil milhões, são  2,5 mil milhões a mais para este ano, de forma que a Grécia não estoire já.
Ou seja, seis meses passados depois do estudo de ajuda à Grécia e já são necessários mais milhares de milhões de euros para corrigir desequilíbrios?
Que raio de estudo foi esse do FMI que bastaram meses para alterar o cenário do empréstimo?
Será mesmo que o FMI ajuda à salvação, ou a sua mera presença numa economia faz com que os indicadores económicos entrem em vertiginosa queda?

Para nos responder às perguntas que dupliquei nos casos irlandês e grego, nada melhor que as palavras dos especialistas (dizem eles ser)… ou seja, nada melhor que as palavras dos auto-denominados especialistas.

“Especialistas dizem que é inevitável o incumprimento por parte da Grécia do empréstimo de 95 mil milhões concedido pelo FMI e pela UE”

Theodore Pelagidis:
“A Grécia faça o que fizer, não será suficiente.”

Empresário que quis manter o anonimato:
“Não é preciso ser-se um Einstein para ver que os números não batem certo. Como iremos pagar a nossa dívida quando está a chegar a 160% do PIB numa economia que está em contracção e não produz nada?”

In The Guardian

Portanto podemos esperar que para o final de 2011 tanto a Grécia como a Irlanda tenham de pedir ainda mais milhares de milhões de ajuda de forma a manter a cabeça à tona.
Portanto, pode ser dito que o pacote de ajuda do FMI-UE não mais é que um rebuçado amargo, que a dívida e a contracção económica nas nações ajudadas é tanta que a salvação começa a ser vista mais sem ajuda do que com ajuda. Eu chamo-lhe a pretensa ajuda que esconde um imenso lucro directo e indirecto. Lucro directo nas taxas de juro que cobram, e lucro indirecto escondido na obrigatoriedade de privatização de muitos dos sectores económicos fundamentais dessas economias para as mãos de privados apoiados pelos dois monstros das bolachas esfomeados – FMI e EU.

Enquanto isso o (mesmo) FMI diz que Portugal é o país mais exposto à dívida soberana irlandesa, em 18,8% do PIB português, ou 33 mil milhões de euros.
Sem dúvida um comentário extraordinariamente oportuno de uma instituição que tem vindo a dizer que Portugal não irá necessitar de ajuda… é mesmo este tipo de informação que acalma os mercados…
Estará o lucro directo e indirecto na queda de mais uma economia acima de qualquer boa intenção que entretanto tenham demonstrado?
Enfim…
Mas por aqui há gato! E com um rabo de fora de um tamanho de levantar pêlo!
É-nos dito que Portugal tem usado a Irlanda como forma da banca beneficiar de impostos mais reduzidos… trocando isto por miúdos… a banca nacional tem usado a Irlanda para fugir aos impostos em território nacional!
A bela cara da graciosidade financeira dos “casineiros”… o despudor com que estas coisas são feitas é algo de bradar aos céus… ora seja, um belo esquema de lavagem de dinheiro, não fosse o mesmo ser perpetrado pela banca…

“A Irlanda, a par do Luxemburgo, é um destino muito procurado pelos bancos nacionais para domiciliarem operações de titularização de créditos, sobretudo obrigações hipotecárias (empréstimos à habitação). Isto significa que, embora os fluxos financeiros passem pela Irlanda, os activos subjacentes são créditos concedidos no mercado nacional. Por outras palavras, estas aplicações estarão expostas a activos portugueses e não irlandeses” (…)
in Jornal I

Simplificando… operações de titularização de créditos, é uma bela sequência de palavras para esconder a palavra proíba do momento: DERIVADOS.
Ou seja, o que a banca nacional, e não só, anda a fazer é a vender as receitas futuras capitalizando-as no presente através de derivados…
Como acham que irão ser os seus dividendos quando tiverem hipotecado todos os seus rendimentos futuros? (Se é que já não o fizeram)
Esta é a lógica inerente e subjacente a este sistema financeiro de doidos: Consumir hoje e esperar que o amanhã traga soluções para não sermos consumidos pela dívida.

E como tal universo (derivados) pode ser inadvertidamente apontado pelos mais incautos como estando em contracção depois do susto mundial apanhado nos últimos anos com esse mercado de doidos e para doidos, eis que nos chega a bela estatística de que o investimento de entidades portuguesas em derivados aumentou este ano 54%, num total negociado de 286,8 mil milhões de euros… ATENÇÂO: Este valor é superior ao PIB de Portugal!!!!

Enquanto isso, é-nos parcialmente confirmado o real objectivo por detrás de quase todas as medidas que a Europa tem vindo a tomar para combater a crise das finanças públicas: Uma União Fiscal.
Para os mais incautos, uma união fiscal é o fim da independência de Portugal e de todos os países da Europa. É o início da fundação da União Federal da Europa, onde o voto individual de cada português passará a contar aquilo que o voto dos alemães e franceses desejarem, pois eles valem quase meia Europa.
Dom Afonso Henriques deve mesmo estar a dar voltas na campa, vendo aquilo que com suor e sangue lutou para criar… vendido para que uns quantos iluminados do 1% possam ter uma vida ainda mais desafogada e regada a pobreza dos outros 99%!

Mas mantenham a calma, pois uma uma federação europeia irá inevitavelmente significar mais impostos, principalmente impostos federais que teremos de pagar para que os alemães e franceses levem a vida que mais auguram, enquanto nós mais pobres teremos de ficar, e mais isolados nesta pontinha da Europa Federal.
Estas não são apenas palavras minhas, são também do ex-conselheiro de François Mitterrand Jacques Attali.

E como que em resposta a esta confluência de interesses pouco interessantes para o Zé Povinho português, e digo, até mesmo europeu, Mariano Gago:

“A complacência, a cedência corporativa” (…)
“O que se está a passar é uma canibalização do mercado de trabalho em torno das profissões qualificadas, em que os que estão instalados criam uma fronteira para ninguém mais entrar. Ou melhor, talvez entre o filho de um deles.”

In Sol

Esta é uma boa explicação de uns dos “bananas” que faz parte do agrupamento de “bananas” que pululam na Assembleia da República… uma boa explicação para todas as cedências perante valores que não os valores de Portugal e para Portugal… o interesse corporativo acima do interesse nacional, a imagem do verdadeiro “bananal” que nos (des)governa!

E para fechar este rol de notícias, as quais interliguei de forma a desenhar um cenário que nos é contado aos bochechos e de forma solta pelos nossos (?) meios de comunicação social, a explicação de que os ricos, nas últimas duas décadas e meia, ficaram ainda mais ricos e pagam cada vez menos impostos.
Ficámos a saber que 1% da população mundial tem 43% de toda a riqueza, ou que 8% da população mundial tem 73,3% da riqueza mundial.
Esta é a mais perfeita das imagem da justiça de um sistema que cava um fosso cada vez maior entre os “eles” que são ricos e os outros que irão por acabar por ser quase todos pobres.
Ficamos também a saber que num mundo em que os impostos têm vindo a aumentar para os 99%, os 1 % têm vindo a ter direito a uma diminuição nos impostos que no caso dos Estados Unidos chega a uns fenomenais 20% menos daquilo que pagavam há três décadas.

Conclusão:
FMI, ou o Fundo Mundial de Injustiças, apoiado pela EU abotoam as suas ânsias de ganância à custa dos Estados que entraram de cabeça neste sistema mundial de despesismo em prol da dívida para com uns quantos iluminados, primordialmente da banca… FMI e EU que fazem contas de modo que elas dêem sempre errado para o lado do pagador de forma a ter de pagar ainda mais… um mundo em que Portugal será a próxima vitima dos mesmos sanguinários insanos… Portugal que já gastou hoje grande parte dos seus recursos futuros de modo a manter a forma de vida de muito poucos… uns “bananas” que por vezes abrem bem o pio e piam desalmadamente dizendo as verdades que a tanto custo tentam esconder… num mundo para muito poucos que se alimentam das desgraças de muitíssimos mais que do mundo têm apenas direito à subserviência social e económica, porque 1% guarda, tipo cãozinho, todos os ossos que apanha…
Viva a justiça social e económica! Viva a demo-cracia! Viva o 1% que há-de ficar a viver sozinho neste mundo! Viva!

Notícia do Earth Times – IMF: Ireland will miss 2015 deficit goal, risks it can’t repay loan
Notícia do Jornal de Negócios – FMI diz que Irlanda poderá precisar de mais cortes na despesa para atingir metas orçamentais
Notícia da Reuters – IMF disbursing 2.5 billion euros more to Greece
Notícia do The Guardian – Greece can only recover if its debt is restructured, say economists
Notícia do Jornal I – FMI. Portugal é o mais exposto à Irlanda. De propósito.
Notícia do Diário Económico – Portugueses investem cada vez mais em derivados
Notícia do Jornal I – Europa. França e Alemanha querem a união fiscal. Vai ser o debate de 2011
Notícia do Diário Económico – UE precisa de Obrigações europeias e imposto federal
Notícia do Sol – Mariano Gago critica parlamento
Notícia do Diário Económico – Só precisa de 447 mil euros para entrar no clube dos mais ricos
Notícia do The Atlantic – Has There Ever Been a Better Time to Be Rich?

Mentira à Déspota

Bancos garantem não necessitar de reforçar capital. Moody’s e Fitch alertam sobre bancos portugueses. Portugal é o terceiro país da UE com mais precários. Conheça os novos pobres: Jovens desempregados e mal pagos. Despedir para gerar trabalho, indemnizar com dinheiros públicos. UE gasta milhões de euros em abundante repasto para debater a pobreza. China impulsiona cobre e fragiliza o ouro. Joseph Stiglitz: O QE2 americano é consideravelmente perigoso para a economia. China ordena aos bancos que aumentem as reservas de forma a combater a inflação.

Hoje vou escrever sobre os mentirosos… quer dizer, sobre eles já escrevo quase todos os dias… por isso hoje, para variar, vou escrever sobre os déspotas mentirosos.
Antes demais… Despotismo é:

O Despotismo é uma forma de governo em que o poder se encontra nas mãos de apenas um governante. Nesta, os súbditos são tratados como escravos. Diferentemente da ditadura ou da tirania, este não depende de o governante ter condições de se sobrepor ao povo, mas sim de o povo não ter condições de se expressar e auto-governar, deixando o poder nas mãos de apenas um, por medo e/ou por não saber o que fazer. No Despotismo, segundo Montesquieu, apenas um só governa, sem leis e sem regras, arrebata tudo sob a sua vontade e seu capricho.

In Wikipédia

Hoje, os nossos bancos dizem não necessitar de reforçar o seu capital e que estão preparados para enfrentar o agravamento da conjectura económica em Portugal.
Sim senhor, uns verdadeiros valentões de pêlo no peito e tatuagem no braço esquerdo a dizer “Amo-te Ultramar”.
Cá por mim vai ser por eles e por causa deles que vamos bater no fundo… não é que esta seja uma convicção lá muito original, principalmente quando a Moodys, a Fitch e a Standard & Poor’s (as três!!!) dizem que a probabilidade do Estado ter de vir a APOIAR os nossos “casineiros” ser muito bem provável.
Portanto, um destes déspotas mente… seguramente, tal a contradição de posições.
Em jeito de micro conclusão:
Sendo eu um déspota – banca – quero é que me paguem a mim por gastar aquilo que não é meu… não quero ter de poupar aquilo que é meu para assegurar o futuro de todos… a verdadeira lógica de um déspota que vive sem escrutínio e faz aquilo que bem entende.
Lá vamos nós uma vez mais ficar a assistir ao destronar da democracia em prol de uns quantos déspotas sem que estes sejam OBRIGADOS a respeitar a conduta de vivência numa sociedade democrática – igualdade de direitos e igualdade de responsabilidades…

E como vivemos numa sociedade que pratica a igualdade de direitos e responsabilidades(?), ficámos hoje a saber que Portugal é o terceiro país da UE com o maior número de trabalhadores precários, 22%.
Depois desta informação, restam poucas dúvidas que Portugal necessita mesmo de liberalizar e flexibilizar o mercado de trabalho, para facilitar o despedimento.
Esta é mais uma mentira de um Estado déspota, que vive e sobrevive quase sem escrutínio das suas acções, tal o estado de ignorância em que é mantido o Zé Povinho que lhe pede: “Por favor tomem conta de nós!
… e eles… aí não que não tomam… tomem lá mais trabalho precário!
Em jeito de mini conclusão:
Portugal necessita mesmo de aligeirar as suas leis laborais… talvez assim ajude a baixar a (falsa) taxa de desemprego, pois como já todos devem saber, um trabalhador temporário, vulgo, a recibo verdes, não tem direito a fundo de desemprego, e como se trabalhar 15 dias num ano não é considerado desempregado…
É só benefícios para este Estado déspota!

E o resultado deste despotismo indecente e leviano, com a conivência de um Zé Povinho amorfo e muitíssimo mal informado, ao contrário daquilo que o quadradinho mágico o faz crer, é que os nossos pobres, aqueles que passam fome, são agora predominantemente os jovens desempregados e mal pagos.
Desempregados? Não, pois não entram nas estatísticas, pois quase todos trabalham a recibos verdes – dois três meses por ano -, e com salários abaixo e por vezes bem abaixo do salário mínimo nacional, que já é uma vergonha.
Mais uma mentira de um Estado déspota, que vive longe, afastado, desligado, desprendido, desconexo da realidade do Zé Povinho que inutilmente continua a colocá-los na cadeirinha do poder… Hoje votam azul, amanhã amarelo, depois azul, e a seguir amarelo… amarelo, azul, amarelo, amarelo, azul… e vamos ver a cor é a cor do despotismo, seja qual for a escolhida, mesmo que um dia acabem por preferir o lilás…

Neste Estado déspota, a última ideia brilhante dos nossos “bananas”, que são os mais ferrenhos impulsionadores desta falsa democracia, é criar um fundo para ajudar as empresas nos despedimentos colectivos…
MONUMENTAL! INACREDITÁVEL! QUASE SOBRE-HUMANO!
Ora vejamos…
Criam um fundo, comparticipado pelas empresas e por DINHEIROS DO ESTADO, para facilitar os despedimentos de forma a não sobrecarregar monetariamente as entidades patronais PRIVADAS!
DÉSPOTAS!!!! MENTIROSOS!!!!
Uma vez mais – estou farto de escrever esta sequência de palavras – os nossos “bananas” dão a cara pelo despotismo e propõem algo que tenderá a aumentar o desemprego, os custos com subsídios de desemprego e gastos do Estado, o trabalho precário e os baixos salários… Verdadeiramente excepcional esta visão do mundo! Verdadeiramente desconectada da realidade da vida do Zé Povinho… muito bom, sem dúvida alguma!
DÉSPOTAS!!!

E como nós temos tendência a deixar isto passar porque pensamos que é a comunidade internacional que assim o exige – quer dizer… somos um Estado independente deste os tempos de Dom Afonso Henriques… ou se calhar… já éramos -, nada melhor que verificar então qual é a postura dos que dão a cara pela comunidade internacional.
Reza a história que a a União Europeia gastou TRÊS MILHÔES de euros na organização de uma conferência para se debater os problemas da pobreza. Belo repasto!… … … … … … … … … … … déspotas… … … … … … … … … déspotas.
Portanto, tentar defender os nossos déspotas dizendo que eles seguem instruções de outros déspotas é o mesmo que, como há una anos Paulo Futre disse: “A minha vida deu uma volta de 360º
… ou seja, é o mesmo que defender o despotismo condenando apenas caras, que podem mudar consoante a situação… e é o mesmo de ter comichão e coçar a borbulha de outra pessoa… e também poderá ser o mesmo de olhar para um poço e saltar logo lá para dentro…

E já que estou nos saltos, saltemos para outro tipo de déspotas, aqueles que o são e dizem não ser e aqueles a quem apontam ser e que dizem que não o são…
Para não variar, o Jornal de Negócios lá deu lugar de destaque a uma notícia com uma parangona verdadeiramente escabrosa, tal a inversão de factos que suscita:
China impulsiona cobre e fragiliza ouro
Uma mentira descarada e uma inverdade… ou duas mentiras… ou duas inverdades… escolham o que melhor vos convier…
Isto é notícia para defender déspotas acusando outros déspotas…
e aí vem Paulo Futre: “A minha vida deu uma volta de 360º“.
A China poderá estar a impulsionar o preço do cobre sim senhor, mas desta vez um negociante misterioso – mais tarde soube-se quem foi – comprou 80% do cobre no mercado de Londres… 80% de todo o cobre!
Essa acção, que alguns chamam especulativa, – eu chamo-lhe a anuência social perante o despotismo -, é a razão efectiva do aumento exponencial do preço do cobre nestas últimas semanas, não a China!
E para ficarmos a saber o nome do déspota… foi a JP Morgan. (São sempre os mesmos, com as cores azul e amarela…)
Pela primeira vez vou fazer uma citação de mim próprio… minhamosca:

Lá vamos nós uma vez mais ficar a assistir ao destronar da democracia em prol de uns quantos déspotas sem que estes sejam OBRIGADOS a respeitar a conduta de vivência numa sociedade democrática – igualdade de direitos e igualdade de responsabilidades…

In minha mOsca

Portanto senhores do Jornal de Negócios, que já mais parece o Jornal O Crime, a verdade é substancialmente diferente da representada nas vossas linhas, tão substancialmente diferente que posso dizer que mentem quando escrevem que o outro déspota é que é o mau… ainda para mais quando a defendida pela inversão é a JP Morgan, um dos maiores “casinos” do mundo, onde os déspotas se banham nas desgraças alheias!

Em relação ao segundo assunto, o preço do ouro, vou pegar nas palavras de Joseph Stiglitz, que por sinal é um déspota que defende déspotas, que ontem nos disse:

“Toda esta liquidez que estão a criar não está a fazer crescer a economia americana mas sim a ir parar à Ásia e a outros mercados emergentes onde não é desejada.
A maioria dos países afectados já começaram a reagir. Criaram controlos de capital, intervieram na cotação da moeda, criaram novas taxas para os fluxos de capital – uma multiplicidade de intervenções.”

In The Telegraph

Senhores do Jornal de Negócios, pelo menos aprendam a mentir porque o que está a levar à desvalorização do ouro é o aumento da procura de dólares por parte dos bancos chineses depois da obrigatoriedade, imposta pelos déspotas no poder central na China, de terem de aumentar o seu capital de reserva para 18,5% de forma a combater a inflação, inflação gerada pelo excesso de dólares em circulação nas economias emergentes, porque é por lá que estão a ser realizados os maiores investimentos. O mesmo se passa no Brasil, na Índia, etc., em todos os mercados emergentes… Inflação!
A desvalorização do ouro deve-se apenas à noção do dólar vir a perder parte da liquidez, assim como o preço actual do ouro se deve quase exclusivamente à desvalorização do valor do dólar devido a excessiva liquidez.

Dei esta volta toda para retornar ao ponto de abertura deste texto… os nossos bancos déspotas que não precisam de aumentar o capital porque são uns “machos latinos”.
Esta onda inflacionária que está a aparecer em todas as economias mundiais emergentes, causa do excesso de dólares em circulação, mais cedo ou mais tarde, vai chegar à nossa costa – é inevitável, ao contrário daquilo que nos andam a querer vender -, e quando chegar, os nossos bancos vão ser varridos como castelos de areia à beira-mar construídos, porque as suas reservas vão-se evaporar sobre a pressão inflacionária do dólar… num instante…

Conclusão:
Num mundo de déspotas, com um Zé Povinho amorfo e pseudo informado, os déspotas reinam e reinam a seu belo prazer, destruindo aos poucos o pouco que ainda sobra de uma sociedade que se começou a desenvolver como Portugal desde tempos já quase imemoriais, alimentando-se, tipo canibais, do sangue e sofrimento de quem lhes dá poiso e comércio – lucro… apoiados por uma comunicação (anti)social que defende déspotas de déspotas falseando informação para pintalgar mentiras com a verdade de outras histórias… esta é uma imagem daquilo a que chamo de mentiras à déspota para Zé Povinho amorfo!

Notícia do Diário Económico – Bancos garantem que não precisam de reforçar capital
Notícia do Diário de Notícias – Moody’s e Fitch lançam alerta sobre bancos portugueses
Notícia do Sol – Portugal é ó terceiro país da UE com mais precários
Notícia do Jornal I – Conheça os novos pobres: jovens desempregados e mal pagos
Notícia do Jornal I – Emprego. Despedir para gerar trabalho, indemnizar com dinheiros públicos
Notícia do The Telegraph – EU wastes millions of euros on lavish anti-poverty meeting
Notícia do Jornal de Negócios – China impulsiona cobre e fragiliza ouro
Notícia do The Telegraph – Mystery trader captures 80pc of London’s copper market
Notícia do The Telegraph – JP Morgan revealed as mystery trader that bought £1bn-worth of copper on LME
Notícia do The Telegraph – Joseph Stiglitz: America’s QE2 poses ‘considerable’ risks
Notícia do The Telegraph – China orders banks to raise reserves to fight inflation

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