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Monstrosanto

Ouvimos constantemente uns quantos a falar que o mundo está cheio de “doidinhos” pelas teorias da conspiração. Que esses “doidinhos” encontram fantasmas em todo e por todo o lado. Que veem monstros em todos os recantos que as elites habitam. Portanto, talvez o texto que se segue venha a ser conotado como “doidinho” pelos mesmos que de “doidinhos” dizem nada ter. Talvez lá para o fim do texto se consiga estabelecer então quem são realmente os mais doidinhos; se os auto-intitulados sãos, ou os conotados como menos sãos.

Monstrosanto

Nos últimos tempos de notícias presentes no minha mOsca uma captou fortemente a minha atenção, uma que ao mesmo tempo senti ter passado quase sorrateiramente pela esmagadora maioria das pessoas, e uma que poderá estar a preparar o futuro para os habitantes da Europa e dos Estados Unidos, mas não só.

Na segunda feira, o Presidente Barack Obama e o primeiro ministro David Cameron comprometeram-se a perseguir um acordo de comércio alargado entre os Estados Unidos e a União Europeia
Huffington Post

Até aqui aparentemente nada de especial para talvez as pessoas comuns; um encontro para debater acordos de comércio. Mas a mim fez disparar os meus alarmes internos: “Por que raio mais um acordo de comércio entre a Europa e os Estados Unidos se já quase não existem barreiras comerciais entre os dois portentos da economia mundial?” O que estariam eles a preparar quando já quase nada mais há para harmonizar entre os blocos separados quase apenas pelo oceano Atlântico?

Como as tarifas são já baixas ou inexistentes, o acordo centrar-se-á sobre as regulações de mercado. […] a inclusão de novos poderes políticos para as empresas protegendo-as por um processo controverso conhecido por “resolução de disputas entre investidor-estado”. […] A resolução investidor-estado fornece às empresas o poder político para apelar das leis e regras de um governo num tribunal internacional.
Huffington Post

Ah, poderes políticos para que as corporações possam colocar em tribunal os países que tenham leis que coloquem em causa os seus já mais que avantajados lucros.

Os grupos de defesa do interesse público dizem estar preocupados que um sistema de resolução investidor-estado entre os Estados Unidos e a UE venha a permitir que as empresas comparem padrões regulatórios de diferentes países, e processem o país com as regras mais fortes. As leis de segurança alimentar na UE, por exemplo, são mais robustas que as dos Estados Unidos
Huffington Post

Agora, e antes de mais, é conveniente salientar que nos andam a vender – os políticos e interesses instalados – este novo acordo comercial entre os principais centros do poder democrático no mundo como uma lufada de ar fresco para a economia mundial, para a economia da Europa e para a economia dos Estados Unidos.
Acho que depois de lermos o pequeno excerto acima do texto presente no Huffington Post ficamos todos a entender o que significa essa lufada de ar fresco, ou será que ainda sobrarão uns quanto auto-intitulados sãos que não conseguem ver para além da caixinha em que alegremente colocam a sua cabecinha?
Para eles fica uma pequena explicação.
Que benefícios trará esse novo acordo a Portugal, Espanha, França, Alemanha, Estados Unidos, etecétera, se basicamente quase a única coisa que ainda é passível de harmonizar são as regras/leis independentes que cada país tem – e deve ter – para garantir a sua identidade cultural, social, económica e territorial? Que benefícios? Alguns? Algo?
Sim existem, os benefícios serão quase exclusivamente para as grandes multinacionais que poderão dessa forma colocar país a país em tribunal de forma que dentro do espaço territorial do acordo estabelecido todos os países tenham de moldar as suas leis às do país que tenha as leis que mais agradam a essas multinacionais. BINGO!!! Melhor que um jackpot num casino, talvez até mesmo melhor que dois jackpots seguidos, pois isso nem é uma aposta, é uma vitória sem risco e sem suor, dada de mão beijada pelos políticos de uma Europa que nos diz trabalhar pelos europeus e para os interesses europeus. É verdade, trabalham quase exclusivamente em defesa dos interesses das multinacionais ditas europeias, aquelas que pagam impostos, quando pagam, num qualquer paraíso fiscal, que se calhar já nem sede têm na Europa, algures numa ilhas nas Caraíbas.
Talvez esteja na altura –  se é que já não é demasiado tarde para inverter o caminho sem derramar sangue – daqueles que ainda acham ser sã a defesa deste tipo de argumentos como garantia de um futuro melhor para os seus e para todos os outros começarem no mínimo a coçar na sua consciência.

“Às empresas não deve ser permitido que processem o meu país de forma a destruírem as leis que elas não gostam”.
Huffington Post

É esta a democracia que desejam? É este o futuro que almejam para os vossos filhos e netos? É esta a justiça e equilíbrio mínimo para a vivência em sociedade? Desejam que interesses não democráticos possam decidir o que é melhor para a sociedade? Se não, então começa a ficar tarde porque estamos quase a entrar no ponto sem retorno, e continuar sentadinho à espera de milagres só vos vai trazer dissabores, e dissabores cada vez mais violentos, na verdadeira acepção da palavra.

E como iniciei este texto a escrever sobre os “doidinhos” das teorias da conspiração, quais são os interesses que com mais força estão a tentar impulsionar este acordo transatlântico?

o Departamento de Estado conduzia negociações fora das vistas que não parecem fazer avançar a democracia nem os ideais americanos – em vez disso, encontrou evidências de lóbie usado para fazer avançar a agenda de empresas norte-americanas prósperas que já compraram a aprovação de grande parte de Washington.
RT

O grande mercado que ainda está por ser amplamente aberto aos interesses das multinacionais americanas, e não só, é o da agricultura na Europa.

“Os esforços do Departamento de Estado impõem os objectivos políticos das maiores empresas de biotecnologia de sementes em governos ou públicos frequentemente cépticos ou resistentes, e exemplifica a diplomacia corporativa debaixo de um véu”
RT

E assim chegamos até ao ponto que dá título a este texto, chegamos até à Monsanto, mais concretamente até à Monstrosanto. Podia escrever um texto dedicado apenas à descrição daquilo que representa a Monsanto, mas a informação está já tão amplamente disponível que farei apenas uma breve introdução à tecnologia, porque infelizmente o mal não fica cingido apenas pela Monstrosanto, ele é encarnado também – e não só – pela Syngenta (Suíça), Bayer Crop Science (Alemanha), DuPont (EUA), Groupe Limagrain (França), Land O’ Lakes (EUA), KWS AG (Alemanha), Sakata (Japão), DLF-Trifolium (Dinamarca), Takii (Japão) [As 10 maiores empresas de sementes transgénicas no mundo].

Mais de 800 cientistas no mundo estão de acordo: As culturas transgénicas são uma guerra biológica sobre os nossos alimentos
Natural News

É este o mercado que está a impulsionar, poderei até escrever pagar aos políticos para que o acordo de comércio – quer dizer, o acordo de desregulamentação na Europa, atinja os seus desejos; igualdade de leis entre as existentes nos Estados Unidos – quer dizer, igualdade entre a não existência de leis nos Estados Unidos e nos países da Europa.

O Senado dos Estados Unidos decidiu que pura e simplesmente não quer que os Estados possam dizer às pessoas se estão ou não a comer alimentos transgénicos.
Huffington Post

É isto que está a ser cozinhado, o não direito a ter direito de democracia sobre o que cada população deseja para a sua vida, a imposição dos desejos das grandes multinacionais sobre as populações, a destruição dos estados soberanos para defesa dos lucros de uma mão cheia de indivíduos no mundo.
É isto que desejam para o vosso futuro, não “doidinhos”? Então força, a forca ser-vos-á aconchegada de mão beijada.

Outro dos pontos que gostava de aqui salientar é: “Alguém viu, leu, ouviu por aí referências nos meios de comunicação para as massas em português às manifestações que aconteceram um pouco por todo o mundo contra a Monstrosanto? Não?
Porquê tamanho silêncio? Não nos é constantemente dito que os nossos meios de informação são livres, imparciais e limpos? Silêncio pago?

Convocado pelo movimento “Marcha Contra a Monsanto”, teve uma adesão estimada de 2 milhões de pessoas que participaram no Sábado no massivo evento que se estendeu a seis continentes, 52 países e pelo menos 48 Estados norte-americanos.
RT

Como podem ver o silêncio nos meios de comunicação para as massas foi no mínimo desproporcional ao tamanho e efectividade do movimento. Foi preferível encher parangonas atrás de parangonas com a contestação ao casamento homossexual em França, como se esses movimentos tivessem tido 2 milhões de pessoas como participantes. “Como são belos os nossos meios de comunicação”!

Quase a chegar ao fim, gostava de citar uma das notícias que saiu no minha mOsca, notícia essa que os auto-intitulados sãos chamam “doidinhos” a quem já não cai na lengalenga que à força as elites nos tentam vender:

Algumas pessoas começaram a perceber que existem grandes grupos financeiros que dominam o mundo. Esqueçam as intrigas políticas, conflitos, revoluções e guerras. Eles não acontecem por acaso. Há muito que tudo está planeado. Alguns chamam a isto “Teorias da Conspiração” ou Nova Ordem Mundial. De qualquer forma, a chave para se conseguir entender os eventos políticos e económicos actuais está confinada num punhado de famílias que acumularam poder e riqueza. Estamos a falar de 6, 8 ou talvez 12 famílias que governam o mundo. […] não estaremos muito longe da verdade citando o Goldman Sachs, os Rockefellers, os Loebs Kuh e Lehmans em Nova Iorque, os Rothschilds de Paris e Londres, os Warburgs de Hamburgo, Paris e os Lazards de Israel e os Moses Seifs em Roma. […] Resumindo: as oito maiores empresas financeiras norte-americanas (JP Morgan, Wells Fargo, Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs, U.S. Bancorp, Bank of New York Mellon e o Morgan Stanley) são 100% controladas por dez accionistas e temos quatro empresas presentes em todas as tomadas de decisão: BlackRock, State Street, Vanguard and Fidelity.
Pravda

Talvez seja demasiado fechar com este tipo de informação, mas ao mesmo tempo como é que seria possível acontecer o que está uma vez mais a ser planeado num chamado acordo de comércio transatlântico sem que houvesse um poder tão forte que conseguisse impor lógicas que não têm lógica social absolutamente nenhuma?
Quem serão os donos dos fios que comandam a marionetas?
Quem serão os “doidinhos”?

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Os Limites do Crescimento

Hoje vou começar pelo fim…

Desde o final da Segunda Guerra Mundial que o mundo tem vivido sobe a égide do crescimento, do PIB. Tem sido quase uma corrida contra o tempo a ver quem conseguia crescer mais e mais depressa – uma loucura. O crescimento passou a ser sinónimo, nas folhas de cálculo dos economistas e nas análises dos políticos, de felicidade e de bem-estar, de riqueza e de prosperidade. Era muito bom que tais cálculos ou análises se baseassem num mundo sem fronteiras, sem barreiras e ilimitado. Mas não o é. O mundo em que vivemos é esférico, tem barreiras, tem fronteiras e é limitado. Logo aqui são colocados em xeque os cálculos do necessário crescimento eterno para sustentar um sistema económico que não está desenhado para encontrar limites.
O crescimento que nós como sociedade temos vivido neste mundo desde a década de 1940 – em média aproximadamente 4,5% ao ano – foi um crescimento que assenta as suas bases numa fórmula matemática que foge ao entendimento da maioria do comum dos habitantes deste planeta; O crescimento exponencial.
Vou tentar explicar isso de forma o mais simplista possível.
– Uma taxa de crescimento de 4,5% em média por década significa que a cada 15 anos o mundo está a consumir aproximadamente o dobro daquilo que consumia há 15 anos de modo a conseguir alimentar esse crescimento – mais petróleo, mais carvão, mais matérias-primas, etc.
– Agora imagine que todos os recursos disponíveis no planeta equivaliam a 100.
– Imagine que na década de 1940 o consumo de recursos no planeta equivalia a 4.
– 15 anos depois, 1955, com o mundo a crescer 4,5%, o consumo de recursos no planeta equivalia a 8.
– Passados outros 15 anos, 1970, com o mundo a crescer 4,5%, o consumo de recursos no planeta equivalia a 16.
– Mais 15 anos, 1985… equivalia a 32.
– Mais 15 anos, 2000… equivalia a 64.
– Mais 15 anos, 2015… equivalia a 128.
(P.S: Uma explicação mais aprofundada do crescimento exponencial está no artigo O Petróleo, a Economia e os 7%)
Mas se este nosso mundo “imaginário” só tem 100 para servir de recursos, como então se adaptarão os cálculos e análises do crescimento, do PIB,  a um número que devia ser 128 para sustentar o tão necessário crescimento que serve de sustento a este sistema económico?
Pois é, pois é… as fronteiras, as barreiras e as limitações existem e estão sempre presentes no nosso mundo real.
Não poderá estar já actualmente o  nosso mundo a chocar de frente com as reais fronteiras, as barreiras e as limitações de um mundo que é esférico e não ilimitado?

Richard Heinberg:

A maré do crescimento económico que nos tem banhado desde a Segunda Guerra Mundial, poderá estar finalmente a perder força. Para os políticos e para a maioria dos economistas, é o mesmo que se dizer que o céu está a cair sobre as nossas cabeças. O crescimento tornou-se o guia e o Santo Graal, o sine qua non da existência económica. (…) o crescimento do PIB é impossível de sustentar a longo prazo, porque vivemos em um planeta com recursos naturais limitados. (…) No mundo “real” da política e da economia, questionar o crescimento é como questionar a gasolina numa corrida de fórmula 1. (…) À medida que as indústrias extractoras foram consumindo o produto que estava mais à mão no mundo do petróleo, carvão, gás natural e outros minerais, e se viraram para qualidades inferiores e, consequentemente para minérios e combustíveis mais dispendiosos, os gestores da economia tentaram preservar o crescimento acumulando dívida com a enganadora crença de que é apenas o dinheiro que faz a economia carburar, não a energia e as matérias-primas. (…) Com tanto os recursos energéticos como o crédito esticados ao limite, significa que poderá simplesmente não ser possível mais crescimento económico nos Estados Unidos e na Europa, independentemente da nossa opinião sobre o assunto. Se os políticos não reconhecerem isto e continuarem a assumir que a actual crise da dívida é apenas outro ciclo normal, então poderemos perder as oportunidades que ainda nos restam para tentar evitar um crash que poderá deixar a civilização de joelhos.
In The Guardian

Neste texto é-nos dito que a nossa sociedade já chocou de frente com os limites do planeta e que esses limites têm sido “escondidos” artificialmente nas contas do crescimento do mundo, no PIB, através da injecção de mais e mais dívida no sistema de forma a tentar encontrar um caminho para uma equação matemática que não levou em consideração limites aquando da sua criação, fórmula que serve de análise à felicidade ao bem-estar, à riqueza e à prosperidade… querem-nos fazer querer, nem que seja à força da mentira.
Qual está então a ser o caminho que os economistas e os bananas [políticos] estão a defender?
Abordar o problema central que afecta o sistema económico -barreiras ao crescimento, ou injectar mais dívida no sistema?

“O Banco do Canadá, o Banco da Inglaterra, o Banco do Japão, o Banco Central Europeu, o Federal Reserve americano e o Banco Nacional Suíço anunciaram hoje medidas coordenadas para ampliar sua capacidade de proporcionar liquidez ao sistema financeiro mundial”, anunciou o BCE.
In AFP

Pois é, pois é…
E então se lermos isto?

«Hoje, o Banco do Canadá, o Banco de Inglaterra, o Banco Central Europeu, a Reserva Federal, o Banco do Japão e o Banco Nacional da Suíça vêm anunciar uma medida coordenada que intenta aliviar as continuadas e elevadas pressões sobre o dólar americano nos mercados de financiamento.»
In Independet.ie

Não, não me enganei e coloquei uma repetição da mesma informação.
Ora, leiam:

Isto foi o que os bancos centrais fizeram ontem mas o testemunho acima foi feito a 18 de Setembro de 2008. Já aqui estivemos.
In Independet.ie

Pois é, pois é… deja vu.
A solução avançada esta semana como sendo a “solução” é nada mais nada menos a mesma “solução” que foi avançada como a “solução” final há três anos. Mesmo que esta “solução” funcione, quantos mais anos acham que ela irá ser solução?

«Desta forma, tal qual viciados, só estamos a comprar tempo. E sem a essencial terapia, só estamos a tornar o tratamento e a recuperação cada vez mais difícil»
In Der Spiegel

Pois é, pois é…
“Solução”? Terapia?
Mas analisemos então a qualidade da “solução” avançada pelos casinos centrais do nosso mundo.

A liquidez do mercado interbancário secou esta madrugada e os bancos tiveram de se socorrer dos empréstimos disponibilizados pelo BCE.
In Jornal de Negócios

Dois dias depois da grande “solução”, eis que o caso se torna ainda mais grave. Estas “soluções” diabólicas avançadas pelos mestres dos casinos com o apoio cego dos bananas e a anuência pela ignorância, ou pela preferência da irrealidade, dos Zé Esquecidos do mundo [povos], faz com que estas “soluções” só agravem o problema e não resolvam absolutamente nada de nada, bem pelo contrário. E quanto mais tempo os Zé Esquecidos continuarem cegamente esquecidos, o seu futuro irá continuar, dia-após-dia, a ser-lhes roubado em virtude de tal cegueira.

O Painel de Avaliação dos Auxílios Estatais da Comissão Europeia (CE) revelou, esta quinta-feira, que “o apoio nacional a favor do sector financeiro de que os bancos efectivamente beneficiaram no período compreendido entre Outubro de 2008 e 31 de Dezembro de 2010 ascendeu, no total, a cerca de 1,6 biliões de euros”, o que corresponde a 13% do PIB comunitário.
In Jornal de Negócios

Por acaso aqueles que ainda têm preferência em acreditar na irrealidade, ou os que desejam ardentemente continuar na ignorância, já pensaram que a crise dos periféricos e as medidas de austeridade adoptadas possam ser “apenas” fruto para dar frutos para alimentar os biliões de euros que estão a ser dados aos casinos que moram na Europa? Já sequer colocaram isso em questão?
Não?

O empenho foi tão grande que o Governo conseguiu transferir o fundo de pensões da banca mais do que uma vez. Transferiu-o uma vez e meia: uma para cá, meia para lá. (…) Não perca o fio à meada: seis mil milhões dos actuais pensionistas da banca estavam aplicados, “a render”, para pagar as pensões ao longo da sua velhice. Esse valor foi transferido para o Estado, em dinheiro vivo e em títulos de dívida pública. A dívida pública eventualmente consolidará (o Estado deve a si mesmo, logo abate a dívida pública); o dinheiro… será gasto. Entra por uma porta e sai pela outra. Voltando à casa da partida: ao banco.
In Jornal de Negócios

Provavelmente esta informação ainda não chegará para que os preferencialmente irrealistas desejem avançar um pouco mais no seu entendimento. Tal como em muitas coisas da nossa vida, há os que precisam primeiro que a casa lhes cai em cima para conseguirem entender que a sua estrutura tinha sido montada sobre mentiras.
E preparem-se, porque tal como em 2008, depois dos casinos centrais do mundo terem avançado para “salvar” o mundo, o mundo dos Zé Esquecidos poderá novamente vir a ser capitulado para salvar casinos que estão a ser “salvos” pelos casinos centrais do nosso mundo. Confuso? Pois é, pois é… é que os casinos centrais do mundo não salvam absolutamente nada, quem é chamado à salvação é o dinheiro dos contribuintes, dos Zé Esquecidos!
E para que tal afirmação não passe de forma ligeira:

Os bancos britânicos poderão vir a pedir mais dinheiro aos contribuintes.
In The Telegraph

Preparem-se que em breve voltaremos a ver o filme que já vimos há uns anos atrás, com as mesmas pieguices, choradeiras e clamores de fim do mundo. Aos que desejam continuar esquecidos e como parte adormecida do Zé Esquecido, desejo um bom assalto à vossa carteira e ao vosso futuro. O problema é que sendo poucos os que já acordaram para as mentiras, também eles terão de pagar pela cegueira amada dessa maioria surda do Zé Esquecido. Enfim, é característica da nossa espécie… a estupidez…

O défice de emprego global atingiu 64 milhões este ano, e serão necessários pelo menos quatro anos para regressar às taxas de emprego pré-crise de 2008, se o crescimento económico global continuar anémico, alertou hoje a ONU. (…) “Três anos depois do desencadear da Grande Recessão, a persistência do elevado desemprego continua a ser o calcanhar de Aquiles da recuperação económica na maioria dos países desenvolvidos”, refere o relatório.
In Destak

Calcanhar de Aquiles, o desemprego. “Soluções” avançadas em 2008 que levaram ao aumento do desemprego. Desemprego que está a conduzir a economia global para a recessão. “Solução” avançada em 2011 para resolver os problemas da economia mundial? A mesma aplicada em 2008 que piorou a situação em quase todos os vectores económicos. Pois é, pois é… daqui a três anos estaremos a falar do quê?
Pois é, pois é… austeridade…

A desigualdade aumenta quando os países usam os cortes nos gastos (…)
In Huffington Post

Vem aí mais austeridade para reduzir os efeitos da massiva injecção de dinheiro fiduciário (papel) no sistema e dessa forma controlar aquilo que poderá vir a ser inflação descontrolada pelo mundo fora. A austeridade está a servir de medida de controlo da inflação e não para controlo das despesas públicas dos estados, pois austeridade conduz ao aumento dos défices…

Como podem os países esperar superar a crise quando retiram dinheiro da economia através de mais impostos, quando mais dinheiro é retirado da economia através dos cortes nos gastos públicos e ainda quando mais dinheiro é retirado da economia pela redução dos salários e dos benefícios fiscais?
In Pravda

Pois é, pois é… E os que ainda acreditam na história da carochinha de que tais medidas são vitais para a sobrevivência do seu país, gostava de os relembrar do valor já colocado neste texto – a Europa até 2010 já DEU aos casinos que moram na nossa Europa 1,6 biliões de euros. A quem andam a tirar para poderem dar aos queridos amados meninos dos bananas? A quem?
Pois é, pois é…
E para os que preferem continuar a acreditar na irrealidade, ou para os que preferem continuar mergulhados na ignorância:

Contra factos não há argumentos e nem as agências de rating conseguem ignorar os efeitos positivos das decisões políticas. «A economia da Islândia está a recuperar das falhas sistemáticas dos seus três maiores bancos e voltou a um crescimento positivo depois de dois anos de contracção severa», disse esta semana a Standard & Poor’s, depois de ter subido o rating do país para BBB/A-3 (a Fitch mantém a Islândia com rating “lixo”). Das consecutivas decisões que o país foi tomando – e que continua a tomar – desde 2008 que não há vítimas a registar, a não ser os banqueiros e políticos que levaram à crise da dívida pública.
In Jornal I

Pois é, pois é… talvez também ainda não chegue para que quem deseja continuar agarrado com unhas e dentes à irrealidade consiga ver que nem sempre o que nos dizem ser a visão perfeita o é na realidade. E para aqueles que preferem nem saber, então fiquem a saber que a vossa desconexão e afastamento consciente ou inconsciente da realidade vos torna culpados por omissão da provável morte da vossa tão amada sociedade construida de ignorância.
Pois é, pois é… e voltando ao início que foi aqui anunciado como sendo o fim…

(…) a longo prazo irá indubitavelmente existir vida depois do crescimento, e não terá de significar que se desenrolará em condições piores. Com menos energia para alimentar a globalização e a mecanização, deverá acontecer um crescendo na procura da produção local e no trabalho manual. Poderemos conseguir suprir as necessidades básicas de todos dando prioridade ao trabalho na indústria transformadora e na agricultura, enquanto diminuímos as indústrias financeira e militar. Também teremos de reduzir as desigualdades económicas e a corrupção (…) Enquanto fazemos essas coisas, teremos de reformar a economia para reflectir a realidade ecológica: a Natureza, ao fim ao cabo, não é apenas um monte de matérias-primas à espera de serem transformadas em produtos e depois em desperdício; bem pelo contrário, a integridade dos ecossistemas é uma pré-condição para a sobrevivência da sociedade. (…) Existe luz ao fim do túnel. Se nos focarmos a melhorar a qualidade de vida em vez de aumentarmos a quantidade daquilo que consumimos, poderemos vir a ser mais felizes mesmo que a nossa economia regrida até se estabilizar dentro dos limites da Natureza. Mas é improvável que transpire um futuro benigno se todos continuarmos a viver num mundo de faz-de-conta onde o crescimento não conhece limites, onde a dívida pode ser paga com mais dívida e onde se assume que os recursos naturais são eternos. Os alarmes estão a soar. Acordem para a economia do pós-crescimento.
In The Guardian

Conclusão:
O crescimento cresce de ar feito de nada… de dinheiro que é dado a uns retirando a quem menos tem… num mundo de cegos conscientes e de conscientes na ignorância… consciência de nada que não conduz a nada de bom… entre mártires da cegueira e cegos na destruição… o mundo avança imparavelmente para um momento de decisão…
Ou abrimos os olhos ou então deixaremos de ver… futuro.

Notícias do Dia 24/11/2011

* Fitch corta ‘rating’ de Portugal para ‘lixo’
* Dagong baixa rating de Portugal para BB+
* Vítor Gaspar diz ser impossível quantificar impacto das reformas no crescimento Hmmm
* Fitch corta rating português por causa do baixo crescimento (Então já sabemos o que irá acontecer para o ano… e provavelmente várias vezes…)
* Fitch diz que Portugal pode precisar de tomar medidas adicionais em 2012 (pois…)
* Crédito a Portugal é o terceiro maior ‘negócio’ mundial do FMI Hmmm
* Angola reage com cautela a pedido de ajuda de Portugal (O pedido de socorro lançado por Portugal à sua ex-colônia Angola mostra não só que a situação anda crítica para o governo português, mas também que a nação africana, rica em petróleo, tem uma chance de ampliar seus investimentos no exterior e obter prestígio a preços de ocasião.)
* Bruxelas veta acordo entre banca e Governo (Bruxelas não aceita que a dívida pública que está nos fundos de pensões dos bancos regresse ao Estado sem o reconhecimento do desconto que o mercado lhe atribui, caso contrário a transferência não vai contar para a redução do défice público, […]) (Até parece mentira!!!)
* Banca já está a arranjar alternativas ao “offshore” da Madeira ([…] a procurarem praças alternativas para gerir as relações financeiras […]) (No outro mundo, no mundo dos que podem fugir aos impostos!!!)
* A sobretaxa de IRS veio para ficar (Enquanto os casineiros fogem com a anuência da nossa demo-cracia… o Zé Esquecido perde o Natal…)

* Estrangeiros destacam calma dos grevistas portugueses
* Três repartições de Finanças atacadas com cocktails molotov
* Maioria dos tribunais encerrados
* Dezenas de trabalhadores cortaram esta tarde o trânsito automóvel numa das ponte de Coimbra
* STAL registou adesões maioritariamente de 100% na recolha do lixo em 28 municípios
* Greve Geral. Rio Tejo sem nenhuma ligação fluvial de transportes
* Sindicato dos ferroviários fala em adesão de 98 por cento
* Autoeuropa praticamente parada
* Greve geral: adesão no Grupo CGD atinge 80%
* TAP cancela 121 dos 140 voos previstos para hoje
* Sindicato acusa GNR de “agressividade” e de violar “lei da greve” em Penafiel
* Polícia intervém na saída de autocarros em Lisboa
* Adesão à greve? Sindicatos falam de 90%, Governo de 4% (As dicotomias…)

* Comércio e serviços com mais 40 mil desempregados em 2011
* Governo corta 53 mil apoios de RSI e 30 mil baixas por doença
* Rendimento Social de Inserção acaba para 80 famílias/dia
* Alunos da Universidade do Algarve “passam fome”
* Bastonários dos médicos e enfermeiros denunciam falta de material clínico
* Portugal and the drug war

* Trovoada lá fora
* Dexia bailout plan looks unworkable: report ([…] os belgas querem renegociar o acordo de bailout estabelecido em Outubro com a França e o Luxemburgo, e fazer com que os franceses assumam uma maior fatia do seu financiamento. Mas com o rating AAA já sobre pressão, os meios de informação sugerem que tais negociações poderõ colocar o rating sobre uma maior pressão.)
* European bond yields rise on Dexia worries
* BELGIUM: Things Are Getting Worse By The Minute
* Belgium under the tutelage of Brussels?
* Credit Suisse Warns of ‘Last Days’ For the Euro ([…] os mercados podem muito bem ter «entrado nos últimos dias do euro tal como o conhcemos».)
* Itália e Espanha podem precisar de 800 mil milhões
* The eurozone’s borrowing costs may stay lethally high ([…] existem – na visão de Turner – mais riscos em emprestar a eles [França e Alemanha] do que a governos de economias similares fora da Zona euro.)
* Slovenia May Sell Debt in Dollars or Yen If T-Bill Auction Fails
* Budget hole grows to 3.1 billion ([…] com as receitas nos primeiros 10 meses do ano inferiores em dois mil milhões ao objectivo delineado pelo ministro das finanças.) (Grécia – Portugal daqui a seis meses…)
* Euro zone unlikely to survive intact: Reuters poll
* Ireland demands debt relief, warns on EU treaties Hmmm
* Alemanha cresce 0,5% no terceiro trimestre (Em modo de travagem…)
* Zona euro já entrou em recessão, diz Instituto Internacional de Finanças (Buuummm…)
* EU costs Britain £50m a day, Ukip claims Hmmm
* In Europe’s squeezed middle, life gets tougher
* Striking hypocrisy: Eurocrat spat (No outro mundo…)
* Scandals Overshadow Croatia’s EU Accession (Ao nível dos que lá estão? – sarcasmo…)

* Bank Profit Highest Since 2007; Industry Still Struggles (Inglaterra – No outro mundo…)
* EU Banks Struggle to Lure Deposits
* Fitch afunda banca e coloca bolsa em mínimos de nove anos
* Fundo de pensões pode reduzir necessidades do BCP para 700 milhões (Sempre em benefício dos mesmos!!!)
* UBS: BES é o único capaz de evitar a entrada do Estado

* UK’s debts ‘biggest in the world’ ([…] no final de Março deste ano, a dívida agregada do Reino Unido – isso é a soma das dívidas dos agregados familiares, das empresas, do governo e dos bancos – chegou aos 492% do PIB, quase cinco vezes mais o valor de tudo o que produzimos em um ano.) (Buuummmm … empate técnico com o Japão…)
* Domestic flat-screen TV shipments plunge 73.7% in October (Japão – o abismo…)
* Governo de Macau prevê abrandamento do crescimento económico em 2012 (Travagem…)
* Report: 1 in 5 U.S. children at risk of hunger
* US consumer slowdown signals weaker end to 2011
* Pay gap widens between rich and poor (O 10% mais pobre viram os seus rendimentos crescer uns míseros 0,1% entre 2010 e 2011, enquanto os rendimentos dos 10% no topo cresceram 18 vezes mais rápido.) (Inglaterra – ESTE É O NOSSO MUNDO…)
* Executivo no Brasil ganha quase 2 mil salários mínimos por mês (Brasil – No outro mundo…)
* Russia Readies for Economic Deterioration
* Dubai real estate sales down 70% from peak (Buummm…)
* Rio Relying on Dubious Methods to Pacify its Slums (Brasil)
* Survival Shop Reports Jump In Sales To People Preparing For “Possible Collapse”

* Fraude eleva custo de projeto da Copa-2014 em R$ 700 mi (Brasil)
* Decline in Commodities Is ‘Artificial’: Jim Rogers (O recente declínio no preço das matérias-primas tem pouco a ver com os fundamentos e tudo a ver com o colapso da corretora MF Global, […]) (As ondas de choque vão chegar muito mais longe que apenas isso…)
* Dollar Pre-Eminence Grows as Foreign Banks Double Deposits at New York Fed (Desespero…)
* Bank of America stock near 2-year low (Aperta-se o cerco…)
* BOJ expects to post large latent losses (Banco do Japão… aperta-se o cerco…)
* Fannie, Freddie tentacles embraced many in Washington

* UK incomes fall 3.5% in real terms, ONS reveals

* Brazil ‘risks loss of forest area equal to Germany, Italy and Austria’ ([…] se o senado brasileiro aprovar novas leis sobre a desflorestação […])
* Miners encroaching on Yanomami land (Brasil)
* ‘Alarming Decline’ in European Aquatic Life
* BPA spikes 1,200 percent after eating canned soup: study (Bisfenol)
* Draft regulation allows bacteria in frozen food (China)
* Alarm as corporate giants target developing countries (Diabetes, obesidade e doenças cardíacas estão a crescer nos países em desenvolvimento, com as multinacionais a descobrirem novas formas de venderem alimentos processados para os pobres.)
* Drugmakers’ Returns on Research Fall as Pipeline Projects Fail
* Ireland Faces $26 Billion Export Headache as Drugs Stop Working
* Hanford Atomic-Waste Safety May Not Be Assured by U.S., Markey Says

* Empresário indiano prepara investimento em unidade de produção de bioetanol (EROEI = 0 – Portugal)
* Mint raises $600-million in gold fund IPO (Canadá)
* Daily Updates on Electricity Levels to be Televised (Coreia do Sul)
* Alberta truckers frustrated with diesel shortage (Canadá)
* Nigeria may never have stable power supply —Minister (Um dos maiores produtores mundiais de petróleo…)
* ’84 days of power interruptions expected by 2014′ (Filipinas)
* Malawi runs out of jet fuel, worsens aviation crisis
* Saudi Aramco Says Renewable Energy Progress Is ’Faltering’
* Chinese solar losses mount but stocks still rise
* Electric vehicles starting to lose their zip in China
* Switch-off for noisy wind farms (Depois de reclamações de habitantes sobre o ruído das suas lâminas rotativas, os operadores aceitaram desligar as máquinas ou reduzir a sua velocidade quando o vento estiver a soprar forte.)
* Insider: China to cut rare-earth quotas
* Turkey, Israel clash over gas drilling
* Norway mobilises for oil push into Arctic (A Noruega revelou um plano a 20 anos para aceder aos recursos de petróleo e gás do Ártico […]) (As últimas fronteiras…)

* Irão deteve 12 agentes da CIA
* ‘Iran strike aftermath couldn’t be as bad as nuclear Iran’
* ‘Missile shields no match for Iran’s arsenal’ (Israel)
* ‘All of Israel within Iran missile reach’
* Truth squad: Has Iran said it wants to attack Israel?
* Iran tests passive radar in aerial drill: commander
* ‘Iran backs Syria against US, Israel’ Hmmm
* Israeli security forces: Turkey nearing military intervention in Syria
* Tanques sírios bombardeiam desertores perto de cidade central
* Choques entre desertores e forças leais a Assad deixam 15 vítimas na Síria
* Israel says NO to nuclear transparency (Uma vez mais Israel recusou aceitar os pedidos internacionais por transparência sobre o seu programa nuclear secreto, durante uma reunião da Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA).) (Os reis da hipocrisia…)

* Coreia do Norte ameaça sul-coreanos com “mar de fogo”
* Leaked UN report reveals torture, lynchings and abuse in post-Gaddafi Libya
* Libyan rebels detaining thousands illegally, Ban Ki-moon reports
* Líbia: Confronto deixa 23 mortos em antigo reduto de Kadafi (Os membros da revolução não confiam mais no Conselho Militar de Bani Walid)
* Xinhua warns Philippines (Mar do Sul da China)
* China anuncia manobras navais no Pacífico após aumento de tensão com EUA
* 6 Chinese Warships Spotted Near Okinawa
* Philippines Urges Action on China’s Maritime Moves
* Philippines Asks S. Korea For Military Hardware
* India will explore oil in South China Sea: PM to Jiabao Hmmm
* Police provoke violence in UK protests (Os estados policiais…)
* G20 case reveals ‘largest ever’ police spy operation (Os estados policiais… em defesa do 0,1%)
* Malls track shoppers’ cell phones on Black Friday (Orwell)

* Why the Brutal Police Tactics at Occupy Protests?
* US protesters call for ‘End to Fed’
* Occupy Cardiff sets up new camp at Transport House

* Polícia grega entra em confronto com manifestantes em Atenas
* Storm Watch: Arab Spring (“As Primaveras Árabes” não são tão espontâneas quanto os média ocidentais nos querem fazer crer. Os seus instigadores recebem sempre “um pouco de ajuda dos seus amigos da elite gobal e dos seus mega-planos…”)
* Violence ends brief truce at Egypt protest
* Sexto dia de confrontos no Egipto
* Quatro dezenas de mortos e milhares de feridos no Egito
* Tunisian forces tear gas protesters
* Yemenis reject power transfer deal
* 1000s of Saudis rally against regime
* Dois mortos em novas manifestações xiitas na Arábia Saudita



Sarkozy: Europe’s “Liquidity Run” Has Begun Because There Is An Unsolvable $30 Trillion Problem
(O número da discórdia e do silêncio tanto dos ditos especialistas, que acabam por ser mais papistas que o papa, como dos meios de comunicação, que acabam por ser quase mais silênciosos que o vácuo. E para relembrar que este número não caiu hoje do céu, ou que tem apenas lugar na cabeça de um Sarkozy, no dia 29/07/2010 escrevi um artigo sobre este mesmo número: A Dor de Cabeça dos 30 Triliões
Vodpod videos no longer available.
Max Keiser on Europe’s Brave New Debt (O sempre excepcionalmente único Max Keiser!!!)

Daniel Ellsberg On The Occupy Movement “I’m Very Euphoric To See This Happening Now!”

French police battle anti-nuclear activists

Renováveis na Esperança

O nosso vício do petróleo está a drenar todas as gotas. A corrida para a energia verde está a levantar importantes questões financeiras na Europa. Um aumento na produção de biocombustíveis poderá seguir o aumento do preço do petróleo. O défice alimentar está a agravar-se. Mervyn King afirma que o nível de vida poderá não voltar a recuperar da crise.

A esperança… que deve ser a última a desvanecer… quando para alguém passa ser o único porto seguro deixa de ser esperança e passa a ser quase apenas puro desespero… uma ilusão…
Estará este nosso mundo agarrado à esperança de que as energias renováveis conseguem salvar este sistema económico e social?
Infelizmente tenho-me deparado com cada vez mais pessoas agarradas a essa esperança, o que em muitos casos já profundamente ultrapassou a fronteira da esperança, tal a convicção com que é defendida, que mais parece um puro desespero sustentado por vezes em meras ilusões sonhadoras desprendidas da realidade das coisas e deste sistema…

Escrito isto…

Actualmente o fornecimento de energia providencia o equivalente a 22 mil milhões de escravos, de acordo com o antigo homem do petróleo Colin Campbell.
A noção que um problema fundamental se está a avolumar, em que um aumento da procura supera uma oferta incapaz de crescer, conduzirá a uma carência na oferta do sangue que faz mover a economia global.
A descoberta de novos poços de petróleo atingiu o seu pico em meados da década de 1960, e tendo por base várias estimativas, ou estamos lá muito perto, ou então já estamos a vivenciar o pico da produção mundial de petróleo. A seguir, a disparidade entre a procura e a oferta aumentará inexoravelmente.
Hoje em dia as principais preocupações são que um aumento no preço do petróleo, impulsionado pelas sublevações no Médio Oriente, possa fazer perigar a “recuperação” económica. Mas existe uma ameaça muito maior e sistémica do pico e declínio da produção global de petróleo. O conduzir até ao supermercado, a quantidade de alimentos nas prateleiras, até mesmo como de manhã lavamos os dentes – toda a natureza da vida moderna nos países ricos está dependente da existência de petróleo barato e abundante.
In The Guardian

Abri com esta explicação de modo a contextualizar parte dos problemas que estão, ou irão em breve ser colocados à nossa forma de vida, a este sistema e a este paradigma social.
É quando confrontados com estes problemas que muitos adoptam o caminho da esperança, que pode ser ilusória, sem que para tal se baseiem em factos, apenas em desejos. Depois tomam opções de vida com base em um “quase nada”…
Eis então que surgem as renováveis que irão gradualmente substituir os 22 milhões de escravos que o petróleo providencia… a esperança de muitos… também a minha esperança mas não são certamente parte da minha certeza…

Nos últimos anos, o espectacular crescimento no número e tamanho das fontes de energia renovável na União Europeia — especialmente as solar e eólica — impulsionadas por gordos subsídios e retórica sobre as alterações climáticas, por parte dos governos, deixaram as redes de distribuição de electricidade em maus lençóis.
(…)”são necessários e urgentes avultados investimentos na rede de distribuição.”
Os custos estimados para o fortalecimento, melhoramento e eficiência das redes de distribuição chegam aos 100 mil milhões de euros, apenas para a próxima década, numa época em que os orçamentos estão estrangulados e em que os Estados impõem ou contemplam reduções nos seus esquemas de subsídios.
In Scientific American

Um dos problemas, que por norma escapa a quem se agarra intensamente à esperança das renováveis, é que uma contracção na oferta de petróleo é igual a uma redução no crescimento, o que por si conduz a uma redução da capacidade de investimento dos Estados e dos privados. Numa época de contracção não é socialmente sustentável, quanto mais aceite, que uma boa parte do excedente disponível (monetário) tenha de ser retirado aos benefícios sociais para se poder continuar a desenvolver as energias alternativas. Num mundo em contracção, um dos lados terá sempre de perder em favor do outro. Qual deles?
Estarão as pessoas dispostas a abdicar dos seus benefícios sociais?
A história diz-nos que não sem que tal não conduza a revoluções… que são, nesta altura do campeonato, do pior que pode acontecer com o excedente para o investimento.

(A Alemanha) produz usualmente pouco mais de 5 giga watts de energia eólica, e quando recentemente a produção disparou para um recorde de 20 GW num fim de semana particularmente ventoso, as ligações às redes fronteiriças dos países vizinhos tiveram de ser desligadas por não conseguirem lidar com o aumento de energia disponibilizado.
In Scientific American

Outro dos pontos usualmente negligenciado é o da volatilidade das fontes primárias de energia renovável, solar e eólica, com a sua produção a ser afectada positiva e negativamente consoante os dias, o tempo… não são estáveis. Este sistema social e económico não sustenta a instabilidade… Depois ainda não existe uma forma economicamente viável, nem mesmo exequível em larga escala, de armazenamento do excedente de energia gerado por estas fontes.
Infelizmente nenhuma das soluções eólica e solar actualmente disponíveis dispensam a existência dos combustíveis fósseis e ficar na esperança que venham a surgir os avanços tecnológicos, que na sua grande maioria só serão possíveis com a existência de um excedente de capital para investimento, quando na realidade podemos ter de vir a enfrentar uma contracção, que até pode ser extrema, pode ser apenas um pregar para o deserto… um sonho… uma ilusão…
A realidade é que o mundo está com décadas de atraso no investimento que devia ter sido feito nestas tecnologias e, dependendo que como decorrerem os próximos anos, talvez se venha a testemunhar que agora já poderá ser tarde demais…

Abordei apenas as questões sociais e de investimento com que se depara o nosso mundo para conseguir funcionar a renováveis. Unam essas questões à escassez cada vez mais pronunciada das matérias-primas que servem de base à tecnologia verde, solar e eólica — tema já abordado aqui na mOsca. O facto das energias eólica e solar serem sucedâneos de energia e não fontes de energia como o petróleo que é “moldável” em, por exemplo: pasta de dentes — como referenciado no texto de abertura. As renováveis, solar e eólica, só geram electricidade e pouco mais, e o nosso mundo necessita de muito mais que “apenas” electricidade.

Então e os biocombustíveis? (perguntarão alguns)

(…)a produção de biocombustíveis poderá enfrentar um ponto de viragem e começar a crescer exponencialmente consoante o aumento do preço do petróleo os for tornando cada vez mais rentáveis — em muitos países em desenvolvimento no mundo — os combustíveis que derivam de plantações.
(…)é provável que este crescimento na produção de biocombustíveis aconteça principalmente nos países em desenvolvimento que tenham populações em rápido crescimento e aumento da procura de bens alimentares. Isso é porque esses países, onde estão incluídas muitas nações africanas, são particularmente vulneráveis ao aumento do preço do petróleo, tanto para transporte como para a agricultura.
In The Guardian

Estará este mundo disposto a ter cada vez menos alimentos disponíveis de forma a ceder lugar a um crescendo da produção de biocombustíveis?

Os mais reduzidos inventários de milho desde há 37 anos são um sinal de que os agricultores do mundo não estão a conseguir produzir grãos suficientes para sustentar o aumento do consumo, mesmo com a expansão das plantações e com o aumento dos preços.
In Gulf News

Duvido! Porque entre a fome e a necessidade de energia, é a fome que assume o papel primordial.
Depois convém relembrar que os biocombustíveis são apenas isso… combustíveis… são também “apenas” um sucedâneo de energia e não uma energia moldável em por exemplo: pneus para o seu carro.
O futuro dos biocombustíveis está dependente da fome que existir no mundo para poder crescer, sob pena do mesmo mundo entrar em convulsões sociais. Talvez… talvez se houver um maior investimento no desenvolvimento da tecnologia se consiga descobrir uma fórmula mais eficaz, mas isso ficará dependente daquilo que já descrevi acima. Por isso os biocombustíveis irão, muito provavelmente, continuar a ser parentes pobres na produção de energia… e relembro que nem a energia eólica, nem a solar e nem os biocombustíveis ocupam o espaço usado pelo petróleo neste sistema social e económico. Energias eólica e solar: electricidade. Biocombustíveis: (pouco mais que) combustíveis.

E que futuro podemos esperar perante tal cenário de contracção do petróleo disponível e de fontes geradores de energia que estão atrasadas no seu desenvolvimento.
Ontem tivemos direito a uma frase de um dos maiores casineiros e banana deste nosso mundo que disse, o que para mim, foi algo inusitado, quase sem paralelo nos dias de hoje:

O Governador do Banco de Inglaterra alertou ontem que o nível de vida poderá não mais retornar ao que era antes da crise financeira, e que as famílias estavam apenas a começar a sentir o impacto total dos erros dos banqueiros.
“Estou surpreendido que a contestação popular tenha sido tão moderada.”
In The Independent

Sem dúvida que concordo com as suas afirmações, mas gostava de salientar que ele afirmou isso usando como base apenas a crise financeira causada pela banca no seu casino do mercado mundial. Imaginem o que teria de dizer caso juntasse a isso a mais que provável crise energética que está a aí à porta?
Revoluções… (?)
Juntem todos os factores, façam as continhas, e vejam lá bem onde poderá isto ir parar. Não usem como vosso sustento apenas as esperanças, que por muito importante que sejam para manter o ânimo, poderão não servir de sustento para uma tomada de opções para o vosso futuro e futuro dos vossos filhos que seja baseado no real.
Não se esqueçam… num mar de sonhos, por norma, afogam-se aqueles que mais sonham…

Conclusão:
Sopra uma brisa… o sol na praia… a mente que sonha em esperanças de uma vida vivida sem contratempos… enquanto isso, os bananas esticam… esticam… estiiiicam… a corda da realidade deste pesadelo tentando renovar os sonhos e esperanças daqueles que os vivenciam… e por aí fora… a fome… a fome dos combustíveis e um pesadelo que muitos perferem sonhar em esperanças profundas… mesmo que isso… seja apenas sinal de fome… e cada vez mais fome…
E entretanto, uns raros exemplares de uma espécie de sonhadores dizem… baixinho… será provavelmente o início deste FIM

Notícia do The Guardian – Our addiction to oil is draining every last drop
Notícia da Scientific American – Rush to Renewable Energy Generates Big Financial Questions in Europe
Notícia do The Guardian – Biofuel boom could follow oil price spike
Notícia do Gulf News – Worsening food deficit
Notícia do The Independent – King says living standards may never recover from the crisis

Este Mundo é Uma Mentira Inundada de Mentiras

Seis tabelas que demonstram que os bancos centrais pelo mundo estão a imprimir dinheiro de forma imprudente. Bernanke pede para que as regras do jogo sejam clarificadas. Como os biocombustíveis fazem aumentar o preço dos alimentos pelo mundo. Exportações de petróleo da OPEP caiem 2% empurradas pelo declínio na Arábia Saudita. Portugal endivida-se cada vez mais para comer. Portugal vive numa democracia podre. Nicolas Sarkozy diz que é necessário agir contra a grande ameaça da inflação. Economia americana: um grande esquema em pirâmide. Barclays pagou apenas 1% em impostos.

Inflação… o mundo bananeiro e casineiro está a começar a acordar (nas palavras) para o que se tem vindo a amontoar há pelo menos três décadas, desde quando o dólar deixou de ser resgatável em ouro, e exacerbado pela crise financeira de 2008 – excesso de liquidez nos mercados, vulgo, inflação.

Uma excelente compilação de dados no Business Insider ajuda-nos a compreender melhor a extensão da loucura desenfreada de um pseudo crescimento económico sustentado no numerário, quase afastado do real, conduzido por uma classe de Homens verdadeiramente, ou quase, dementes e diminutos na sua forma de analisar este mundo que devia ser de todos e para todos.

Se o dólar americano está a ser desvalorizado de forma tão intensa, então quais os porquês de por vezes ganhar valor a outras moedas do mundo? Bem, é porque actualmente estão todos a imprimir dinheiro de forma imprudente.
In Business Insider

Este tema devia ser uma preocupação central faz muito tempo… mas não… a mesma pandilha de bananas e casineiros que estão por detrás desta loucura monumental, apoiados por um silêncio ensurdecedor dos meios de comunicação generalistas e seus pseudo especialistas, são os mesmos que agora se dizem preocupados com o problema que eles conscientemente e ardentemente criaram.
Vejamos:

Estados Unidos

Fonte: Reserva Federal de Saint Louis

Um crescimento aproximado de 500% dos dólares em circulação no espaço de 30 anos!!!!! Aproximadamente 16% de aumento ao ano da moeda em circulação!!!!!

Europa


Um crescimento aproximado de 950%, ou 31,6% ao ano!!!!! (comparando com 1980)

Inglaterra


Fonte: Banco de Inglaterra

Um crescimento aproximado de 800%, ou aproximadamente 26% ao ano!!!!! (comparando com 1980)

China


Fonte: Banco Central da China

Um crescimento aproximado de 600%, ou aproximadamente 20% ao ano!!!! (comparando com 1980)
(Mais tabelas e exemplos estão presentes na notícia original – 6 Charts Which Prove That Central Banks All Over The Globe Are Recklessly Printing Money )

As conclusões a retirar destas tabelas são verdadeiramente simples: Um dia, este sistema que nos (des)governa irá deixar de conseguir absorver o excesso de dinheiro em circulação.
Acho que os sinais são mais que óbvios que estamos quase a lá chegar, se é que não estamos já por lá, mesmo que os insanos que nos conduziram até aqui consigam encontrar mais um coelho na cartola… mesmo assim é quase uma impossibilidade matemática o dinheiro fiat em circulação continuar a crescer a estes níveis…
Acho que já todos estão cientes que uma contracção do dinheiro em circulação é igual a recessão… por isso… que soluções existem para contornar isto?
Nenhuma que seja exequível dentro deste sistema que nos (des)governa sem que tal não exija taxas de crescimento negativo pelo mundo fora, ou seja, uma longa e continuada recessão durante décadas de forma a absorver gradualmente o dinheiro em excesso.
Qual o caminho que está a ser adoptado?
O da constante e contínua desvalorização das moedas em circulação, vulgo inflação, solução que é um imposto indirecto sobre os poupados e principalmente sobre as classes média e pobre.

Escrito isto, voltemos ao mundo da realidade pintada pelos meios de comunicação social para as massas…

O presidente da Reserva Federal dos EUA alertou hoje que os capitais que inundam os países emergentes ameaçam a estabilidade económica global, pedindo aos parceiros do G20, reunidos em Paris, que tomem medidas para resolver o problema.
“Os fluxos de capital estão, outra vez, a levantar desafios notáveis à estabilidade financeira e macroeconómica”, disse Bernanke, à margem da reunião dos ministros das Finanças e governadores de bancos centrais das 20 maiores economias desenvolvidas e emergentes.
In OJE

Depois de verem as tabelas expostas acima, o que me dizem de tais afirmações e vindo de um dos maiores impulsionadores da criação de moeda para impulsionar o (pseudo) crescimento (numerário)?
Pois é verdade, este é o mundo deles que infelizmente também é o nosso por ignorância da grande maioria dos Zé Povinhos deste mundo!

E então se analisarmos as pressões inflacionárias causadas pelo excesso de moeda fiat em circulação e o que está à acontecer com o sangue que tem sustentado esse crescimento do numerário, as energias?

As exportações de petróleo da OPEP caíram 2% em Dezembro, comparando com Novembro, com a Arábia Saudita, o maior exportador mundial, a reportar um declínio de 4,9%.
As exportações sauditas caíram para 6,05 milhões de barris por dia em Dezembro , quando comparado com Novembro, mesmo que a sua produção tenha aumentado para um máximo de dois anos de 8,37 milhões de barris por dia.
“Esta é uma diferença significativa,” disse John Sfakianakis, economista Chefe do banco com sede em Riade, Saudi Fransi, sinalizando a diferença de 2,32 milhões de barris por dia entre o que produz e o que exporta.
“Não é claro que a Arábia Saudita tenha consumido os 2,32 milhões de barris durante esse mês, mas é evidente que um aumento do consumo interno está eminente”, disse.
O total de exportações no mundo caiu 14% em Dezembro, comparando com o mês anterior, para 55,5 milhões de barris por dia, o valor mais baixo desde 2002, principalmente nos produtores não alinhados com a OPEP, especialmente os da América Latina.
In The Washington Post

Um declínio da produção na Arábia Saudita, um declínio na produção dos membros da OPEP, um declínio da produção na América Latina, um declínio monumental na produção do mundo e o constante crescimento das moedas fiat no mercado… Isto é verdadeiramente explosivo, digo eu, porque o petróleo é o principal motor gerador de riqueza neste mundo, e se ele está em contracção e as moedas continuam a ser imprimidas como se não houvesse amanhã, então a riqueza estará a ser delapidada em duas frentes, inflação e contracção do petróleo, que a continuar assim só trilham um caminho para este sistema económico: Hiperinflação!

E o que anda este mundo a tentar fazer para combater o declínio na produção de petróleo?
Anda a investir nos biocombustíveis.
Qual a influência destas medidas para tentar amenizar as quebras de oferta de petróleo no mundo?

O investigador de Princeton, Tim Searchinger, na semana passada numa coluna no The Washington Post, afirmou que os biocombustíveis estão a contribuir para a crise no preço dos alimentos. Constatou que os biocombustíveis – tanto o etanol de milho nos Estados Unidos como os biocombustíveis, que dependem do óleo de palma – consomem actualmente mais de 6,5% da produção mundial de grãos e 8% do óleo vegetal. Em 2004, estava entre os 2% e virtualmente nada. Num pressionado mercado de alimentos mundial, constrangido pelas condições atmosféricas, onde a dispersão de óleos e grãos é sentida no seu preço, especialmente nos países em desenvolvimento onde o aumento nos artigos de consumo é passado directamente para os consumidores. (Nos países desenvolvidos, o marketing e embalamento são os responsáveis pela fatia de leão no preço dos artigos o que amortece o aumento do preço dos artigos aos consumidores.) “Hoje em dia, o mercado está desequilibrado, escreveu Searchinger.
In Time Magazine

Em que ficamos?
Inflação gerada por excesso de moeda em circulação, mais inflação gerada por uma contracção na oferta de petróleo e mais inflação gerada pelas soluções desenvolvidas para controlar a inflação gerada pelo aperto nas exportações de petróleo!
Inflação + inflação + inflação!!!!!!!

Será diferente em Portugal?

As primeiras previsões agrícolas do ano, feitas pelo Instituto Nacional de Estatística não deixam margem para dúvidas: “as elevadas precipitações ocorridas até meados de Janeiro impediram a realização das sementeiras, levando inclusivamente à diminuição generalizada das superfícies semeada”.
O ano passado Portugal importou 80% das suas necessidades de cereais. Este ano será seguramente pior. Ou seja, o desequilíbrio da balança de pagamentos agrícola irá aumentar.
In Expresso

Obviamente que não! Já sabemos que os euros andam a inundar o mercado, que o petróleo não está a baixar e que este ano ainda irá ser o pior de sempre em termos de importação de alimentos.
Que podemos esperar deste ano?
Inflação!

E serei apenas eu que ando para aqui neste blogue a escrever recorrentemente sobre a inflação, tentando chamar à atenção de quem por aqui passa? Serei eu apenas um pessimista, um pseudo divulgador das histórias mais negras?
Joe Berardo:

Numa entrevista à agência Lusa, o empresário disse estar “muito preocupado com o aumento do custo de vida em Portugal” e elegeu o desemprego entre os jovens como “o problema mais grave a nível mundial” porque “vai resultar em revoluções”, como as da Tunísia e Egipto.
Sustentou que os aumentos do petróleo, IVA, impostos, redução dos ordenados na função pública, ou a duplicação do preço do trigo em menos de um ano são situações que vão provocar “uma inflação incontrolável daqui a pouco tempo”.
In Diário Económico

Nicolas Sarkozy:

A inflação coloca uma significativa ameaça ao crescimento global, arriscando o surgimento de sublevações perigosas se os preços dos alimentos crescerem para lá das possibilidades das pessoas”, Nicolas Sarkozy, o Presidente francês, em forma de aviso aos ministros das finanças do mundo.
“Um mercado sem regras é um mercado que será controlado pela especulação,” disse Sarkozy. “Mercados têm de ter, A market without rules is a market which is governed by speculation,” Mr Sarzoky said. “Markets have to have, tecidos neles, regras.”
In The Telegraph

Não, não sou apenas eu! Este é o problema do momento e o momento actual já poderá ser tarde demais para a controlar… digo eu… ate´pode ser que os bananas consigam desencantar mais um coelho da cartola para adiar esta conclusão.
Portanto… inflação causada pelo excesso de moeda em circulação, mais inflação gerada pela redução das exportações de petróleo, mais inflação causada pelas medidas tomadas para amenizar a redução nas exportações de petróleo, mais inflação causada por especuladores…
Onde irá isto parar?
Quase certamente, tal a pressão generalizada, à hiperinflação!!!

E pegando numa das últimas frase que expus de Sarkozy, “um mercado sem regras é um mercado que será controlado pela especulação”, o que nos contam as acções dos mesmos bananas que agora se mostram tão preocupados com a inflação?
Danny Schechter:

Economia americana: um grande esquema em pirâmide.
Enquanto Bernie Madoff desvanece na prisão, os banqueiros continuam a lucrar enquanto os pobres perdem a esperança e as suas casas.
O melhor relato sobre esta matéria não está nos meios de comunicação generalistas mas numa revista de música, na Rolling Stone, onde Matt Taibbi investiga o porquê de todos em Wall Street não estarem ainda na cadeia: “Financeiros desonestos colocaram a economia mundial de gatas – mas o Fed faz mais para os proteger do que para os processar,” escreveu.
Agora os republicanos querem diminuir as regulações sobre o mercado de derivados presentes na legislação financeira Dodd-Frank, afirmando que as regulações irão conduzir a um aumento do desemprego. Isto era previsível: todos os esforços para defender os grandes interesses económicos são sempre apresentados como medidas para ajudar o público.
O The New York Times reportou: “O representante Stephen Lynch, democrata de Massachusetts, avisou: “Acham que a regulamentação é dispendiosa? Então o que me dizem dos 7 biliões que perdemos por não haver regulação no mercado de derivados?
Não obteve resposta.
A passividade do público é em parte resultado da inundação de meios de informação que não aprofundam as questões e de uma eficiente privação de informação.
In Aljazeera

Pois… a verdade é que os bananas que (des)governam este mundo, que já por si é (des)governado por este sistema económico que é gerido por casineiros desgovernados, não fazem nada de nada, ou quase nada, para que o descontrolado comboio das economias mundiais consiga retornar aos seus carris.

E como ainda poderá haver por aí alguém que diga: Ah, isso é o Danny Schechter que está sempre a falar mal – para mim uma das vozes mais lúcidas no jornalismo mundial -, ou isso é da Aljazeera que está sempre contra o mundo ocidental:

O facto de o Barclays, terceiro maior banco britânico, ter pago apenas 113 milhões de libras (134,3 milhões de euros) de impostos no Reino Unido em 2009, o que equivale a cerca de um por cento dos lucros (11,6 mil milhões de libras), gerou hoje vários protestos de indignação.
In Público

Pois… a verdade é que não são os Danny Schechter’s e Aljazeeras deste mundo que estão a falar mal, a verdade é que a verdade é a vida sumptuosa cheia de benefícios de uns quantos muitos poucos, e a vida cada vez mais complicada de muitíssimos mais que são os penalizados.
E também poderá haver ainda alguém que pense que o que aconteceu com o Barclays em Inglaterra se cinge a Inglaterra… e para isso basta ver e saberem o que aconteceu em Portugal com o valor dos impostos pagos pela banca. Este é um sintoma generalizado neste mundo ocidental intitulado de desenvolvido. Desenvolvido? Sim… desenvolvido pela ganância, pelo engano, pela mentira, pelo abuso, pela traição, pela indecência, por desavergonhados indecorosos!

Conclusão:
Uma maré de papel fictício inundou a nossa vida… tal como inundada está de falsos profetas que se escondem debaixo de um manto de virtuosismo técnico… E as soluções (des)encontradas para suster parte da maré que aí vem mais não são que água que está ajudar a transbordar ainda mais o dique da desgraça… Enquanto isso, é bombeado cada vez mais de menos do sangue vital para o sistema mundial… E assim a fome é agua que paulatinamente inunda o nosso mundo… E por vezes: Verdade! A verdade! Alguém fala da verdade com verdades! Homens que sugaram e sugam o tutano deste mundo começam agora a abrir as goelas em terror… AHHHHHHH!!!!!!… Este mundo é uma mentira inundada de mentiras!!! Este mundo é como o Egipto, uma pirâmide construída acima dos Homens e só para alguns homens…

Notícia do Business Insider – 6 Charts Which Prove That Central Banks All Over The Globe Are Recklessly Printing Money
Notícia do Oje – Ben Bernanke pede controlo nos fluxos de capitais
Notícia do The Washington Post – OPEC Oil Exports Fall 2% as Saudi Shipments Decline
Notícia da Time – Why Biofuels Help Push Up World Food Prices
Notícia do Expresso – Portugal endivida-se mais para comer
Notícia do Diário Económico – Portugal vive uma “democracia podre”
Notícia do The Telegraph – G20 Paris: Nicolas Sarkozy calls for action against inflation’s ‘great threat’
Notícia da Aljazeera – US economics: One big Ponzi scheme
Notícia do Público – Notícia de que Barclays pagou impostos equivalentes a 1% dos lucros gera protestos

Mais Vale Ser São a Acreditar Piamente no Adão

O clima não está a ficar mais estranho. Nova teoria por detrás das alterações climáticas. Imposto sobre as emissões de CO2 sobre a produção de carne e leite poderá ajudar a reduzir a pegada de carbono da Europa. Presidente da Martifer defende imposto sobre as emissões de CO2. Vulcão islandês prestes a entrar em erupção.

As surpresas que o clima nos prega, o CO2, o Homem, o Sol, etc., factores presentes numa “molhada” de teorias sobre as alterações no clima. Umas têm tido direito a parangonas constantes e outras são constantemente votadas ao quase abandono.
Hoje vou escrever sobre uma das teorias que faz décadas que tem sido constantemente votada ao abandono e que só muito recentemente começou a ganha lugar de parangona, ainda um pouco a medo mas já tendo direito a linhas em forma de informação para as massas.

O clima não está a ficar mais estranho, eis o título que dá corpo a uma quase insólita notícia presente no The Wall Street Journal, e que nos apresenta um dos últimos estudos sobre o clima realizados pela NOAAThe Twentieth Century Reanalysis Project -, NOAA que tem sido, até ao momento, uma das mais intransigentes instituições na alteração do método de abordagem às alterações climáticas, e uma das mais proeminentes defensoras da TEORIA do aquecimento global = CO2.
Eis os resultados do seu último estudo:

As descobertas iniciais do projecto, publicadas no mês passado, não apresentam evidencias de uma tendência de intensificação dos padrões do clima. “Nos modelos que usamos para prever o clima, os extremos ficam mais extremados conforme avançamos para um mundo com o dobro de CO2 na atmosfera daqui a cem anos,” (…) “por isso ficámos surpreendidos que nenhum dos três índices principais da variabilidade do clima que usámos apresentasse um aumento da circulação desde 1871.”
In The Wall Street Journal

Portanto, nenhum dos modelos que são usados para analisar os efeitos do CO2 no clima conseguiram reproduzir as alterações que estamos a assistir hoje em dia… hmmm…
Serão fiáveis esses modelos?

“Ainda não temos dados para responder à questão de como a actividade humana afectou os padrões climáticos extremos.”
In The Wall Street Journal

Hmmm… não!
Onde está agora a quase certeza absoluta com que fomos bombardeados quase diariamente durante os últimos anos de que o Homem e o CO2 eram os responsáveis por tudo o que de mal estava a acontecer com o clima neste planeta? Hmmm… onde???

Sabemos que o dióxido de carbono (CO2) e outros gases aprisionam e re-irradiam calor. Também sabemos que os humanos têm emitido um volume cada vez maior desses gases desde a revolução industrial. O que não sabemos é o quão sensível é o clima ao aumento da presença desses gases versus outros possíveis factores – variações solares, correntes oceânicas, ciclos de aquecimento e arrefecimento do Pacífico, as oscilações da gravidade e de magnetismo do planeta, e por aí fora.
In The Wall Street Journal

Portanto, um centro que tem sido um dos maiores alimentadores da TEORIA clima\CO2\Homem, que, nos últimos anos, tem invariavelmente subestimado, até mesmo denegrido, outras teorias mais abrangentes, vem ela agora a público afirmar que analisar este mundo tendo por base apenas premissas básicas e simplistas centradas no Homem como o culpado de tudo, são na sua essência incapazes e provavelmente demasiado optimistas, ou pessimistas, consoante o prisma que se as leia, para prever o que será o futuro do clima.

Se analisarmos os desconhecidos, é possível que mesmo que gastemos milhares de milhões de dólares e abramos mão de mais biliões no futuro, de forma a reduzir as emissões de carbono até aos níveis anteriores aos da revolução industrial, o clima irá continuar a mudar – tal como sempre o fez.
In The Wall Street Journal

Perdoem-me o desabafo: Que lufada de ar fresco!!!!!
Raramente as respostas simplistas e facilitistas, servidas como resposta final para um problema, são na realidade uma resposta cabal, mais ainda quando o analisado é tão dinâmico e variável como o clima… e esse centrar de todos os males no Homem-CO2 de forma simplista e facilitista sempre me fez uma “comichão” dos diabos… uffff…

Uma das TEORIAS que mais tem captado a minha atenção nos últimos anos, tem sido a que baseia os seus estudos na influência e interacção do Sol com o nosso planeta, teoria que tem servido de base às constantes previsões acertadas de Piers Corbyn, acertos que sempre me causaram um pouco de “confusão” quando os comparava com a incapacidade dos modelos que estavam\estão em voga de conseguirem prever sequer com um mês de antecedência como iria estar o clima.

Mas aparenta que as coisas estão a começar a mudar na forma de como se analisa esta questão:

Começam a ganhar forma novas e assustadoras evidências sobre o ângulo de inclinação da Terra, os seus efeitos no clima e o início de uma nova idade do gelo, anunciada por uma série de tempestades monstruosas tais como as que caíram sobre a Inglaterra em finais de 2010, nos Estados Unidos antes do Natal e agora, no início de Fevereiro, no Este da Austrália, primeiro com as piores inundações de que há registo e depois com um ciclone de categoria 5.
In Pravda

Nem tanto ao mar, nem tanto à Terra… esta notícia também expôs isto numa forma simplista e facilitista de análise. O que trás de bom e vivo para o debate sobre um melhor entendimento das dinâmicas do planeta é uma não certeza sobre o que influencia o nosso clima, e essa não certeza é o principal catalisador da ciência… pois sem uma ciência dinâmica e crítica o conhecimento não avança, acabando por estagnar envolto em prosas de circunstância…

Tal como simplista e facilitista, e essencialmente oportunista, é o Homem, ou parte dele, pois consegue quase sempre desenvolver soluções mirabolantes para a resolução dos problemas com que se depara e, ainda mais, consegue encontrar forma de lucrar com eles.
Ora vejamos então:

Enquanto, por agora, na sua grande maioria, estas taxas sobre as emissões de carbono são cobradas aos sectores de transformação e dos transportes, novos estudos sugerem que também poderão ser igualmente efectivas, se não mesmo mais, se forem direccionadas às indústrias agrícola e alimentar. (…) Chegaram à conclusão que se se colocar um imposto de apenas 60 euros por tonelada de dióxido de carbono gerado pelas industrias de processamento de carne e de leite, a maioria dos países europeus conseguiria reduzir a emissão de gases de estufa em aproximadamente 7%, quase da noite para o dia.
In Earth Times

Portanto… mais uma solução mirabolante tendo por base uma TEORIA que poderá estar errada\incompleta para ajudar a reduzir as emissões de um gás que é o mesmo que nós humanos expiramos… muito bom…
Gostava de salientar que um imposto por si só não reduz directamente as emissões, por norma o que acontece é o preço dos bens produzidos reflectirem esse imposto no preço final ao consumidor.
Enfim… as soluções mirabolantes e simplistas… um “já tá resolvido”!

Mas não é só lá por fora que este tema é abordado desta forma simplista, facilitista e economicista. Por cá tivemos esta semana direito a um espaço no espaço público dos meios de comunicação generalistas dado a um Sr. Carlos Martins, Presidente da Martifer…
Pessoalmente nem fazia ideia quem era tal pessoa… talvez seja mesmo alguém com valor técnico para ter direito a espaço de destaque no Expresso… talvez, quem sabe… eu não fazia ideia… eles lá têm os seus barómetros para medir a qualidade dos interlocutores e a quem dão voz…

O presidente da Martifer, Carlos Martins, diz que o Governo português deve criar e cobrar um imposto sobre a emissão de dióxido de carbono, como parte da sua política energética.
In Expresso

Está bem… que mais se pode escrever para além de… para além de ser baseado em TEORIAS vagas e incompletas, tal solução tem o apoio de parte dos barões dos patrões, os mesmos que estão sempre contra todos os aumentos de impostos que coloquem em causa os seus lucros??? Bem, se aqui não está um contrasenso agudo, então podemos estar perante um forte ataque de histeria deste senhor… Há algo que aqui não está lá a bater muito bem… digo eu…

Como todos podem opiniar, ou pelo menos é isso que retiro dos nossos meios de informação para as massas, eu proponho o seguinte cenário como medida para salvar o planeta (caricato): Cobrar uma elevada taxa a todos os países que tenham vulcões nos seus territórios.
É óbvio que estou a brincar com a situação. Esta minha ideia descabida serve para relembrar que basta uma erupção de um vulcão (grande) no mundo para tornar todas as emissões de CO2 por parte do Homem desde a revolução industrial uma mera formiga quando comparadas as suas dimensões… tapem todos os vulcões!!!!
E para nos relembrar que esse potencial poderá estar aí mesmo à porta:

O Instituto de Meteorologia está desde Domingo a avisar sobre o crescente risco de uma erupção no lado noroeste do glaciar Vatnajökull, devido a um recrudescimento da actividade sísmica, e acrescentou: “É claro que apenas o tempo nos dirá se irá acontecer uma erupção ou não nesta área, e se já ou apenas mais tarde.”
Como comparação, o Bárdarbunga faz do vulcão Eyjafjallajökull um anão, o mesmo que encerrou o espaço aéreo no ano passado, depois das suas cinzas terem coberto o continente europeu.
In The Telegraph

Desenvolvam já um imposto para que a Islândia pague pelos danos que os vulcões possam causar!!!!!

Conclusão:
Certezas que são teorias expostas pela sobranceria de uns quantos homens que analisam o mundo como se este girasse em torno do Homem… coitado do Galileu Galilei que tanto lutou para conseguir explicar que o mundo é que girava em torno do Sol… Sol e planeta que podem ser a verdadeira causa para o frio, calor, vento e chuva que demarcam os nossos tempos de vida… vida que uns quantos homens utilizam para que tudo, até mesmo o ar que expiramos, sirva de sustento à sua ânsia de ganância… e enquanto isso, o planeta Terra não segue as leis criadas pelo Homem, continua a avançar no seu passo de imperturbável mudança, mudança, mudança… mudança…
Apetece-me exclamar: Por vezes mais vale ser (meio) são do que acreditar piamente em Adão

Notícia do The Wall Street Journal – The Weather Isn’t Getting Weirder
Notícia do Pravda – Panic stations! New theory behind climate change
Notícia da Earth Times – Climate tax on meat and milk could help reduce Europe’s carbon footprint
Notícia do Expresso – Presidente da Martifer defende imposto sobre CO2
Notícia do The Telegraph – Icelandic volcano ‘set to erupt’

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