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Quem Nos Salva?

Taxa de juro aumenta 249% em 11 meses. Portugal irá necessitar de 20 anos para conseguir regularizar a dívida. Doze bancos espanhóis têm de reforçar capital em 15 mil milhões. Fitch: Bancos espanhóis precisam de pelo menos 38 mil milhões. Moody’s: Bancos espanhóis necessitam no mínimo de 40 mil milhões. Molycorp diz que a China em 2015 passará a ser importadora de elementos raros. A contaminação do plástico no oceano Atlântico. Japão vai rever a lei de mineração, para tentar chegar até aos 3,6 biliões em recursos subaquáticos. A doença do derrame de petróleo está a destruir vidas.

Portugal, Espanha, China e mundo de candeias às avessas, aos solavancos, aos trambolhões na insanidade de uns quantos.

Ficámos hoje a saber, não é que seja uma surpresa, pelo menos para quem tem andando minimamente atento, que os juros cobrados a Portugal aumentaram, desde Abril do ano passado, 249%249%!!!!!
Portanto, já todos(?) deverão estar cientes que Portugal irá ter de pagar em juros, simplisticamente falando, mais 249% em milhares milhões de juros, para além dos imensos milhares de milhões que tem em dívida.
Se acham que tal é pagável, quem sou eu para contrariar tal convicção, mas mesmo assim gostava de referir que os sonhos não são necessariamente passíveis de serem transformados em realidades…

A realidade é, como ficámos hoje a saber, que Portugal irá necessitar de pelo menos 20 anos, duas décadas, para conseguir regularizar a sua dívida de modo que esta fique abaixo de 60% do seu PIB.
Isto para mim é puramente um sonho dentro da actual funcionalidade deste sistema monetário. Teria de escrever imensas linhas para tentar justificar toda essa minha opinião, por isso irei utilizar apenas os dados mais facilmente palpáveis para a tentar justificar, baseando-me apenas e como sempre em notícias dos meios de comunicação generalistas que saíram nos dias mais recentes.

20 anos… duas décadas… Será que estão cientes que isso poderá significar que irão ser duas décadas de contracção económica, duas décadas de aumentos nos impostos, duas décadas de redução da qualidade de vida, duas décadas de redução no rendimento per capita disponível, duas décadas de perdas de direitos adquiridos, duas décadas de diminuição do Estado Social, duas décadas de aperto no cinto? Duas décadas! Vinte anos!
Estará o Zé Povinho disponível para aguentar a contracção deste sistema e a regressão no seu nível e qualidade de vida durante duas décadas, vinte anos?
O povo é sereno, dizem alguns… por isso, talvez… mas também talvez não…

E então se forem (muito) mais que apenas duas décadas, como pessoalmente considero que é o mais provável, dados os indicadores que temos actualmente disponíveis?
Comecemos por pegar nos indicadores que nos chegam de Espanha…
Então, ficámos hoje a saber que doze, 12!, bancos espanhóis chumbaram nos testes de stress desenvolvidos pelo governo de nuestros hermanos, e que terão de aumentar em 15 mil milhões de euros o seu capital.
Ok, nada de mais, poderão alguns pensar… Talvez peçam uns empréstimos e tapem esses buracos com numerário (ilusório)… talvez… ou talvez não…
E se o tamanho do buraco for como a Moodys e a Fitch anunciam?
E se o buraco for de até 100 mil milhões de euros, cinco vezes mais que o total que o Estado português necessita de financiamento para este ano? Hmmm… quando analisado desta forma as semelhanças com a Irlanda são realmente peculiares, no mínimo… e no mínimo o Estado espanhol irá cair… de joelhos…
Hmmm, com que então vinte anos para Portugal conseguir acertar as suas contas, mas essa análise baseia-se no facto que a Espanha se mantenha de pé. Então, se a Espanha ruir, quantos mais anos teremos de adicionar a esses vinte? (Isto sem sequer contemplar a hipótese de Portugal cair)

Seguindo…
E ontem conheci a Molycorp, a maior produtora de elementos raros do planeta fora da China, que disse esta coisinha importante que poderá escapar à mente dos mais incautos:

“Elementos do governo chinês alertam consistentemente sobre a intento da China continuar a restringir as exportações dos elementos raros, e a possibilidade da China se tornar importadora dessas elementos por volta de 2015,” afirmou a companhia com sede no Colorado, Greenwood Village, quando anunciava os seus resultados do quarto trimestre do ano que findou. “O consumo interno de elementos raros da China irá continuar a aumentar ao ritmo do crescimento do seu PIB.”
In Bloomberg

Como para muitos esta coisa dos elementos raros do planeta poderá ser território desconhecido, irei fazer uma pequena abordagem a eles (simplista).
1 – Quase tudo o que são tecnologias modernas necessitam deles, sem eles não seria possível o seu desenvolvimento – LCDs, telemóveis, todos os desenvolvimentos tecnológicos nas renováveis, carros eléctricos, etc, etc, etc, etc,…
2 – A China é o maior produtor e exportador mundial, com uma cota de produção de 95% de todos os elementos raros do planeta.
Pegando nestes dados verdadeiramente primários… depois do mundo ocidental ter “despachado” quase toda a indústria transformadora para a Ásia e ter ficado “apenas” com as indústrias de tecnologia de ponta, que são as grandes sorvedouras dos elementos raros do planeta, vê-se agora a braços com o seu mundo a ficar sem as matérias-primas que são a base funcional dessas indústrias. A China já começou este ano a reduzir e significativamente as suas exportações de elementos raros e em breve, segundo o relato disponibilizado, juntar-se-á a todo o restante mundo na luta pelos restantes 5% do total produzido não extraído no seu território.
Hmmmm… portanto, aquilo que temos ouvido recorrentemente dos nossos bananas, “Portugal está a investir nas indústrias de ponta, nas novas tecnologias”, será realmente algo com futuro e que poderá realmente ajudar na redução de dívida?
Hmmm… talvez sim, se descobertas muito em breve formas para contornar esse problema… mas talvez não… muito provavelmente, não, e dados os dados que temos em mão, Portugal, que é quase insignificante neste mundo, dado o seu tamanho geográfico, não irá conseguir angariar matéria-prima para sustentar as suas empresas de tecnologias de ponta.
Portanto, ainda consideram que em vinte anos, duas décadas, Portugal poderá conseguir reduzir a sua dívida?

Ainda temos o mar. A nossa costa marítima é a mais extensa da Europa. Poderá estar por aí o nosso futuro, poderão alguns pensar… e bem, diga-se de passagem…
É sem dúvida uma das formas de Portugal desenvolver a sua economia, mas infelizmente também cada vez mais os oceanos são a casa de banho, a lixeira e zona aberta das loucuras de uma sociedade que está dependente do petróleo e das matérias-primas, e que vive em estado de espiral crescente sofreguidão.

A imagem dos oceanos como a casa de banho e lixeira das sociedades humanas:

O SES recolheu mais de 6000 amostras de plástico(…). Um dos espólios mais chocantes foi efectuado durante uma recolha que durou 30 minutos em 1997, quando os cientistas recolheram 1069 pedaços nesse pequeno espaço de tempo. Calcularam que isso equivalia a 580 mil pedaços de plástico por quilómetro quadrado.
Os plásticos contêm também químicos que são gradualmente libertados nas águas e na atmosfera. Os peixes ao respirar esses químicos presentes na água acabam por ficar contaminados. Depois são capturados pelos pescadores e essa contaminação acaba por entrar na cadeia alimentar humana.
In Earth Times

Portanto, se em 1997 andavam à deriva nos oceanos 580 mil pedaços de plástico por quilómetro quadrado, passados 14 anos, como acham que estará o quilómetro quadrado nos mares?
Ainda teremos mar, disso não restam dúvidas, mas que mar teremos e em que estado estará para ajudar a aliviar a dívida nacional?

Talvez por lá exista para Portugal o mesmo que os japoneses estão a pensar conseguir amealhar:

O ministro do Comércio japonês planeia simplificar a lei de mineração dos recursos marinhos, pela primeira vez desde 1950, para ajudar no desenvolvimento da exploração de recursos subaquáticos que poderão ascender a 300 mil milhões de yenes.
In Bloomberg

Talvez também tenhemos por lá ouro e outros minerais que tal. Mas quais poderão ser as consequências para o futuro da riqueza marinha e para a saúde da nossa população?
Talvez a melhor forma de se analisar isso seja tentar entender que danos foram até agora estabelecidos como causa directa do derrame e dos dispersantes usados para tentar controlar o desastre da BP no Golfo do México:

“Os dispersantes estão a diluir-se na água e a deixar solúveis os compostos químicos, que são depois transportados pelo ar, que chegam a terra através das águas da chuva.”
“Estou assustado com o que tenho descoberto. Estes compostos cíclicos misturam-se com o Corexit [dispersante] e geram outros compostos cíclicos que não são nada bons. Esta é uma catástrofe ambiental sem precedentes.”
In AlJazeera

Este é o resultado dos sonhos e vícios do Homem em sociedades que não medem as consequências dos seus actos para o seu futuro. O investimento nos oceanos, tal como é analisado por esta estrutura económico-social actual, resulta num perigo monumental para a natureza, para o Homem e para o planeta.

“Sr. Presidente, a minha preocupação é que estes componentes tóxicos lesivos ainda estejam a ser utilizados e que irão, a longo prazo, criar um grave problema ao nosso Estado, aos nossos cidadãos, ao nosso ecossistema, à nossa economia, à nossa indústria pesqueira, à nossa vida marinha e à nossa cultura.” Senador da Luisiana, AG Crowe.
“Não seremos enganados a acreditar que o petróleo e as toxinas já desapareceram. Como os dispersantes tóxicos foram, e ainda estão em uso actualmente, o petróleo está a descer até às colunas submarinas de água e entrar num ciclo interminável na corrente do Golfo afectando de forma adversa o nosso meio-ambiente.”
In AlJazeera

A corrente do Golfo passa mesmo aqui ao lado…
Nos oceanos não existem fronteiras, assim como no ar… a poluição e destruição causadas noutros pontos do planeta chegam quase sempre à nossa costa… e como poderá Portugal desenvolver uma solução económica para si próprio quando aquilo que julga ser seu é na realidade de todos? E pior, é na realidade a casa de banho do mundo…

Portanto, vinte anos poderá ser uma previsão no mínimo muito optimista, para não escrever mesmo sonhadora.
Não irão ser apenas vinte anos de prisão económica, de retracção social, irão ser muitos mais a não ser que todo este mundo em que vivemos comece a olhar para o seu mundo com olhos de gente realmente preocupada.
Só será possível em vinte anos se as desigualdades entre classes forem rebatidas, se os Estados aumentarem os apoios à união social através de estudos para todos, se os seus Zé Povinhos passarem a ser o seu maior bem e se a natureza que nos envolve passar a ser mais que apenas matéria-prima para ajudar nos ganhos pessoais, lucro, de uns quantos, muito poucos, homens que vivem como se não houvesse amanhã.

Conclusão:
O juro cobrado à nossa vida é medido pela taxa de loucura de uns quantos, muito poucos, que viveram e vivem num presente sem futuro… e que sem uma mudança radical na sua forma de viver a vida que é de todos, nem 40, nem 30, nem 20 anos mais haverão… até pode ser que os quantos, muito poucos, dos nuestros hermanos que viveram e vivem nesse presente sem futuro consigam desencantar mais uns anos para nós… mesmo que os árbitros das finanças dos loucos digam que os anos estão já contados para eles… até pode ser que o crescimento continuado da loucura chinesa nos possa vir a ajudar, mesmo que a sofreguidão com que cresce faça decrescer as esperanças de uma vida vivida para além deste presente… e talvez os mares nos salvem… mas… primeiro… temos todos de salvar os mares que vivem hoje ao ritmo de uma vida sem futuro…
Ao fim ao cabo, afinal de contas, quem nos salva… a nós… e ao mundo?

Notícia do Correio da Manhã – Taxa de juro dispara 249% em 11 meses
Notícia do Diário de Notícias – Portugal vai demorar 20 anos para regularizar dívida
Notícia do Diário Económico – Doze bancos espanhóis forçados a reforçar capital em 15 mil milhões
Notícia do Destak – Bancos espanhóis precisam de pelo menos 38 mil milhões de euros- Fitch
Notícia da Reuters – Moody’s reduz nota da Espanha e cita custo para recuperar bancos
Notícia da Bloomberg – Molycorp Says China May Become Net Importer of Rare-Earth Minerals by 2015
Notícia da Earth Times – Plastic Contamination in the Atlantic Ocean
Notícia da Bloomberg – Japan to Revise Mining Law, Seeking $3.6 Trillion in Undersea Resources
Notícia da AlJazeera – Gulf spill sickness wrecking lives

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Um Vazio Sepulcral

HSBC desaponta com lucros de apenas 13,2 mil milhões de dólares. Lucros do HSBC quase triplicam. Avaliação das casas sobe pela primeira vez em seis meses. Banca aproxima avaliação dos preços reais dos imóveis. Avaliação bancária dos imóveis desce 3,3%. Testes de resistência foram suficientes. Capitalização da banca é “confortável”. BDP sugere que vendam activos. Teixeira dos Santos pede à banca para reforçar capital. Moody’s está preocupada com a banca nacional.

Estes últimos dias têm sido verdadeiramente profícuos em notícias pintalgadas de cor-de-rosa nos nossos meios de comunicação social.
Os leitores menos atentos poderão ter caído na esparrela de muita da informação enganosa que anda a saltitar por entre as linhas escritas, por vezes descritas como verdades, que pouco mais são que roteiros programados para afastar do real a mente do Zé Povinho… talvez mentirinhas sagazes com um timing perfeito…

Escrito isto, vamos a elas…

O Jornal de Negócios – apenas um dos exemplos de como tal informação foi noticiada em Portugal – deu lugar de parangona a isto: HSBC desaponta com lucros de 13,2 mil milhões de dólares, e nos meios de informação europeus o que fez parangona foi isto: Os lucros do HSCB quase triplicaram.
Temos aqui em mão uma dualidade de leituras da mesma informação no mínimo extremada. Por isso o melhor é analisar qual das duas realidades é mais “notícia”:
– Lucro que os analistas estimavam:

Ainda assim, o número ficou aquém dos 13,72 mil milhões de dólares para que apontavam as estimativas dos 15 analistas consultados pela Bloomberg.
In Jornal de Negócios

Hmmm… então quer dizer que o lucro do HSBC ficou 500 milhões abaixo do esperado… hmmm… realmente significativo no seu total… sem dúvida…

– Crescimento do lucro:

O resultado líquido do HSBC foi de 13,2 mil milhões de dólares (9,59 mil milhões de euros) em 2010 e mais do que duplicou relativamente aos 5,83 mil milhões do ano anterior.
In Jornal de Negócios

Hmmm… portanto é muito mais parangona o facto de ter crescido menos 500 milhões de dólares que o esperado, do que o facto de ter aumentado o seu lucro em 7,37 mil milhões… hmmm… nada desequilibrado… hmmm…

Seguindo…

O Diário Económico dá lugar de destaque a isto: Preço das casas sobe pela primeira vez em seis meses … Seria realmente uma excelente notícia para a economia nacional, principalmente porque afastava a possibilidade de um cenário de colapso do mercado imobiliário… mas… o mesmo diário económico, passado um dia, apresenta uma outra notícia sobre o assunto que explica um pouco melhor o porquê de tal situação ter acontecido: Banca aproxima avaliação ao valor real dos imóveis

Ainda que ligeira, esta foi a primeira subida dos últimos seis meses, o que pode ser interpretado, segundo os especialistas, como um sinal de que os bancos estão a aproximar as avaliações ao real valor dos imóveis.
In Diário Económico

Hmmm…
Mas não termina por aqui… hoje no diário gratuito Oje saiu uma notícia que explica ainda melhor o que se passa: Avaliação bancária da habitação desce 3,3%

A avaliação bancária de apartamentos e moradias recuou 3,3% em Janeiro em termos homólogos, embora tenha subido 0,2% face a Dezembro, fixando-se em 1133 euros por metro quadrado, indicou ontem o Instituto Nacional de Estatística (INE).
In Oje

Hmmm… então o único sinal positivo a retirar disto tudo é que a banca está a analisar a realidade de forma mais próxima do mundo real, contrariando muito daquilo que descrevem muitas das linhas gastas em paleio de circunstância pelos nossos(?) meios de comunicação social… e, infelizmente, os sinais negativos continuam a fazer caminhar o mercado imobiliário em direcção ao abismo, a agravar-se de modo consistente e permanente…

Continuando…

Carlos Costa, Presidente do Banco de Portugal, apareceu hoje em parangona no jornal SOL a dizer isto: Presidente CGD: testes de resistência foram ‘suficientes’. Para já pode ser dito que depois de todas as criticas em relação aos testes terem sido mais que insuficientes, com tal é facilmente constatável pelo facto de passado menos de um ano se ir realizar outros testes de stress mais rigorosos, esse comentário é no mínimo dúbio, ou na melhor das hipoteses um pouco desprendido da realidade… mas:

«Estes testes trouxeram informação importante aos mercados e, em relação à banca portuguesa, vieram demonstrar que os seus níveis de capitalização e a sua solidez eram inquestionáveis»
In Sol

Tal convicção é digna de registo, tal como é a que está presente numa notícia do jornal Oje: Capitalização da banca é “confortável”

Os responsáveis dos principais bancos portugueses afirmaram ontem que a capitalização da banca é confortável, uma garantia que ocorre dois dias antes de a Comissão Europeia apresentar a metodologia da nova ronda de testes de stress ao sector na Zona Euro.
In Oje

Mas não é que o mesmo Carlos Costa, e no mesmo dia, afirmou que: BdP sugere aos bancos que vendam activos, notícia que faz parangona na Agência de Notícias…

Carlos Costa diz que bancos nacionais têm de mostrar que conseguem superar eventuais chumbos nos testes de stress.
In Agência de Notícias

Hmmm… no mínimo esta afirmação não liga lá muito bem com a que teve lugar de parangona no Sol, pois não?
Hmmm…
E então se ficarmos a saber que o Diário Económico deu lugar de parangona a isto: Teixeira dos Santos e Carlos Costa pedem à banca para reforçar capital

Reforçar capitais e desalavancar. Foi esta a mensagem passada ontem pelo ministro das Finanças e pelo governador do Banco de Portugal, quase em uníssono, à banca nacional.
In Diário Económico

Hmmm… e não está sozinho na afirmação de que a banca nacional tem de vender para aumentar o seu capital líquido em caixa de forma a não chumbar nos novos testes de stress… hmmm…
Talvez toda esta indefinição do Sr. Carlos Costa e dos nossos(?) meios de comunicação social tenha a ver com o facto de hoje o Diário Económico escrever que: Moody’s está preocupada com saúde da banca portuguesa

A forte dependência dos bancos nacionais do Banco Central Europeu para obter financiamento está no centro das preocupações da Moody’s, que ouviu também com apreensão os recados do ministro das Finanças e do governador do Banco de Portugal para os bancos reforçarem capitais, em vésperas de novos ‘stress tests’ na Europa.
In Diário Económico

Ah!!!… Já percebi, foi tudo apenas um erro de interpretação do passado quando comparado a este presente, em que a banca não consegue financiamento nos mercados e está quase totalmente dependente da boa vontade do Banco Central Europeu… hmmm… Mas então porque razão os nossos(?) meios de comunicação deram lugar de parangona ao passado? E porque razão nenhum foi capaz de questionar o porquê de tanta incongruência no discurso do Sr. Carlos Costa? Já não faz parte do jornalismo fazer as perguntas incomodas? Será o jornalismo apenas um copiar sem questionar?
Hmmm…

Estes foram três “pequenos” exemplos, consoante a interpretação de cada um, de como a realidade de um mundo pode ser mentira no mesmo impulsionada pela ausência de jornalismo no jornalismo…
Três “pequenos” exemplos de como os meios de comunicação social podem ser veículos de textos programados, de imagens distorcidas e de mentiras encapotadas.
Três “pequenos” exemplos de como a nobre arte de fazer jornalismo deu lugar a um quase e exclusivo copy\paste de afirmações não confirmadas, a parangonas desonestas na forma como abordam a informação, e a realidades invertidas para “ficarem” mais de acordo com o tom cor-de-rosa “pedido” por alguns dos interesses que pululam por aí… tipo bonitas carochinhas às bolinhas a quem ninguém lhes pode fazer mal…
Por onde andam o jornalismo e os jornalistas?!?!?!?!?!?!?!

Conclusão:
Lucros que são prejuízo nas parangonas… realidade que invertida é para vender o sonho da mentira de alguns… e senhores que falam, falam, falam, e pouco mais dizem que pequenas e constantes mentirinhas de modo a irem pintando o mais cor-de-rosa possível o nosso pequeno e quase sequestrado mundo…
Jornalismo! Ei! Jornalismo! Jornalistas? Ei! Alguém? Está por aí alguém?…
Um vazio sepulcral…

Notícia do Jornal de Negócios – HSBC desaponta com lucros de 13,2 mil milhões de dólares
Notícia do The Telegraph – HSBC profits near triple to $19bn
Notícia do Diário Económico – Preço das casas sobe pela primeira vez em seis meses
Notícia do Diário Económico – Banca aproxima avaliação ao valor real dos imóveis
Notícia do Oje – Avaliação bancária da habitação desce 3,3%
Notícia do Sol – Presidente CGD: testes de resistência foram ‘suficientes’
Notícia do Oje – Capitalização da banca é “confortável”
Notícia da Agência Financeira – BdP sugere aos bancos que vendam activos
Notícia do Diário Económico – Teixeira dos Santos e Carlos Costa pedem à banca para reforçar capital
Notícia do Diário Económico – Moody’s está preocupada com saúde da banca portuguesa

Mentira à Déspota

Bancos garantem não necessitar de reforçar capital. Moody’s e Fitch alertam sobre bancos portugueses. Portugal é o terceiro país da UE com mais precários. Conheça os novos pobres: Jovens desempregados e mal pagos. Despedir para gerar trabalho, indemnizar com dinheiros públicos. UE gasta milhões de euros em abundante repasto para debater a pobreza. China impulsiona cobre e fragiliza o ouro. Joseph Stiglitz: O QE2 americano é consideravelmente perigoso para a economia. China ordena aos bancos que aumentem as reservas de forma a combater a inflação.

Hoje vou escrever sobre os mentirosos… quer dizer, sobre eles já escrevo quase todos os dias… por isso hoje, para variar, vou escrever sobre os déspotas mentirosos.
Antes demais… Despotismo é:

O Despotismo é uma forma de governo em que o poder se encontra nas mãos de apenas um governante. Nesta, os súbditos são tratados como escravos. Diferentemente da ditadura ou da tirania, este não depende de o governante ter condições de se sobrepor ao povo, mas sim de o povo não ter condições de se expressar e auto-governar, deixando o poder nas mãos de apenas um, por medo e/ou por não saber o que fazer. No Despotismo, segundo Montesquieu, apenas um só governa, sem leis e sem regras, arrebata tudo sob a sua vontade e seu capricho.

In Wikipédia

Hoje, os nossos bancos dizem não necessitar de reforçar o seu capital e que estão preparados para enfrentar o agravamento da conjectura económica em Portugal.
Sim senhor, uns verdadeiros valentões de pêlo no peito e tatuagem no braço esquerdo a dizer “Amo-te Ultramar”.
Cá por mim vai ser por eles e por causa deles que vamos bater no fundo… não é que esta seja uma convicção lá muito original, principalmente quando a Moodys, a Fitch e a Standard & Poor’s (as três!!!) dizem que a probabilidade do Estado ter de vir a APOIAR os nossos “casineiros” ser muito bem provável.
Portanto, um destes déspotas mente… seguramente, tal a contradição de posições.
Em jeito de micro conclusão:
Sendo eu um déspota – banca – quero é que me paguem a mim por gastar aquilo que não é meu… não quero ter de poupar aquilo que é meu para assegurar o futuro de todos… a verdadeira lógica de um déspota que vive sem escrutínio e faz aquilo que bem entende.
Lá vamos nós uma vez mais ficar a assistir ao destronar da democracia em prol de uns quantos déspotas sem que estes sejam OBRIGADOS a respeitar a conduta de vivência numa sociedade democrática – igualdade de direitos e igualdade de responsabilidades…

E como vivemos numa sociedade que pratica a igualdade de direitos e responsabilidades(?), ficámos hoje a saber que Portugal é o terceiro país da UE com o maior número de trabalhadores precários, 22%.
Depois desta informação, restam poucas dúvidas que Portugal necessita mesmo de liberalizar e flexibilizar o mercado de trabalho, para facilitar o despedimento.
Esta é mais uma mentira de um Estado déspota, que vive e sobrevive quase sem escrutínio das suas acções, tal o estado de ignorância em que é mantido o Zé Povinho que lhe pede: “Por favor tomem conta de nós!
… e eles… aí não que não tomam… tomem lá mais trabalho precário!
Em jeito de mini conclusão:
Portugal necessita mesmo de aligeirar as suas leis laborais… talvez assim ajude a baixar a (falsa) taxa de desemprego, pois como já todos devem saber, um trabalhador temporário, vulgo, a recibo verdes, não tem direito a fundo de desemprego, e como se trabalhar 15 dias num ano não é considerado desempregado…
É só benefícios para este Estado déspota!

E o resultado deste despotismo indecente e leviano, com a conivência de um Zé Povinho amorfo e muitíssimo mal informado, ao contrário daquilo que o quadradinho mágico o faz crer, é que os nossos pobres, aqueles que passam fome, são agora predominantemente os jovens desempregados e mal pagos.
Desempregados? Não, pois não entram nas estatísticas, pois quase todos trabalham a recibos verdes – dois três meses por ano -, e com salários abaixo e por vezes bem abaixo do salário mínimo nacional, que já é uma vergonha.
Mais uma mentira de um Estado déspota, que vive longe, afastado, desligado, desprendido, desconexo da realidade do Zé Povinho que inutilmente continua a colocá-los na cadeirinha do poder… Hoje votam azul, amanhã amarelo, depois azul, e a seguir amarelo… amarelo, azul, amarelo, amarelo, azul… e vamos ver a cor é a cor do despotismo, seja qual for a escolhida, mesmo que um dia acabem por preferir o lilás…

Neste Estado déspota, a última ideia brilhante dos nossos “bananas”, que são os mais ferrenhos impulsionadores desta falsa democracia, é criar um fundo para ajudar as empresas nos despedimentos colectivos…
MONUMENTAL! INACREDITÁVEL! QUASE SOBRE-HUMANO!
Ora vejamos…
Criam um fundo, comparticipado pelas empresas e por DINHEIROS DO ESTADO, para facilitar os despedimentos de forma a não sobrecarregar monetariamente as entidades patronais PRIVADAS!
DÉSPOTAS!!!! MENTIROSOS!!!!
Uma vez mais – estou farto de escrever esta sequência de palavras – os nossos “bananas” dão a cara pelo despotismo e propõem algo que tenderá a aumentar o desemprego, os custos com subsídios de desemprego e gastos do Estado, o trabalho precário e os baixos salários… Verdadeiramente excepcional esta visão do mundo! Verdadeiramente desconectada da realidade da vida do Zé Povinho… muito bom, sem dúvida alguma!
DÉSPOTAS!!!

E como nós temos tendência a deixar isto passar porque pensamos que é a comunidade internacional que assim o exige – quer dizer… somos um Estado independente deste os tempos de Dom Afonso Henriques… ou se calhar… já éramos -, nada melhor que verificar então qual é a postura dos que dão a cara pela comunidade internacional.
Reza a história que a a União Europeia gastou TRÊS MILHÔES de euros na organização de uma conferência para se debater os problemas da pobreza. Belo repasto!… … … … … … … … … … … déspotas… … … … … … … … … déspotas.
Portanto, tentar defender os nossos déspotas dizendo que eles seguem instruções de outros déspotas é o mesmo que, como há una anos Paulo Futre disse: “A minha vida deu uma volta de 360º
… ou seja, é o mesmo que defender o despotismo condenando apenas caras, que podem mudar consoante a situação… e é o mesmo de ter comichão e coçar a borbulha de outra pessoa… e também poderá ser o mesmo de olhar para um poço e saltar logo lá para dentro…

E já que estou nos saltos, saltemos para outro tipo de déspotas, aqueles que o são e dizem não ser e aqueles a quem apontam ser e que dizem que não o são…
Para não variar, o Jornal de Negócios lá deu lugar de destaque a uma notícia com uma parangona verdadeiramente escabrosa, tal a inversão de factos que suscita:
China impulsiona cobre e fragiliza ouro
Uma mentira descarada e uma inverdade… ou duas mentiras… ou duas inverdades… escolham o que melhor vos convier…
Isto é notícia para defender déspotas acusando outros déspotas…
e aí vem Paulo Futre: “A minha vida deu uma volta de 360º“.
A China poderá estar a impulsionar o preço do cobre sim senhor, mas desta vez um negociante misterioso – mais tarde soube-se quem foi – comprou 80% do cobre no mercado de Londres… 80% de todo o cobre!
Essa acção, que alguns chamam especulativa, – eu chamo-lhe a anuência social perante o despotismo -, é a razão efectiva do aumento exponencial do preço do cobre nestas últimas semanas, não a China!
E para ficarmos a saber o nome do déspota… foi a JP Morgan. (São sempre os mesmos, com as cores azul e amarela…)
Pela primeira vez vou fazer uma citação de mim próprio… minhamosca:

Lá vamos nós uma vez mais ficar a assistir ao destronar da democracia em prol de uns quantos déspotas sem que estes sejam OBRIGADOS a respeitar a conduta de vivência numa sociedade democrática – igualdade de direitos e igualdade de responsabilidades…

In minha mOsca

Portanto senhores do Jornal de Negócios, que já mais parece o Jornal O Crime, a verdade é substancialmente diferente da representada nas vossas linhas, tão substancialmente diferente que posso dizer que mentem quando escrevem que o outro déspota é que é o mau… ainda para mais quando a defendida pela inversão é a JP Morgan, um dos maiores “casinos” do mundo, onde os déspotas se banham nas desgraças alheias!

Em relação ao segundo assunto, o preço do ouro, vou pegar nas palavras de Joseph Stiglitz, que por sinal é um déspota que defende déspotas, que ontem nos disse:

“Toda esta liquidez que estão a criar não está a fazer crescer a economia americana mas sim a ir parar à Ásia e a outros mercados emergentes onde não é desejada.
A maioria dos países afectados já começaram a reagir. Criaram controlos de capital, intervieram na cotação da moeda, criaram novas taxas para os fluxos de capital – uma multiplicidade de intervenções.”

In The Telegraph

Senhores do Jornal de Negócios, pelo menos aprendam a mentir porque o que está a levar à desvalorização do ouro é o aumento da procura de dólares por parte dos bancos chineses depois da obrigatoriedade, imposta pelos déspotas no poder central na China, de terem de aumentar o seu capital de reserva para 18,5% de forma a combater a inflação, inflação gerada pelo excesso de dólares em circulação nas economias emergentes, porque é por lá que estão a ser realizados os maiores investimentos. O mesmo se passa no Brasil, na Índia, etc., em todos os mercados emergentes… Inflação!
A desvalorização do ouro deve-se apenas à noção do dólar vir a perder parte da liquidez, assim como o preço actual do ouro se deve quase exclusivamente à desvalorização do valor do dólar devido a excessiva liquidez.

Dei esta volta toda para retornar ao ponto de abertura deste texto… os nossos bancos déspotas que não precisam de aumentar o capital porque são uns “machos latinos”.
Esta onda inflacionária que está a aparecer em todas as economias mundiais emergentes, causa do excesso de dólares em circulação, mais cedo ou mais tarde, vai chegar à nossa costa – é inevitável, ao contrário daquilo que nos andam a querer vender -, e quando chegar, os nossos bancos vão ser varridos como castelos de areia à beira-mar construídos, porque as suas reservas vão-se evaporar sobre a pressão inflacionária do dólar… num instante…

Conclusão:
Num mundo de déspotas, com um Zé Povinho amorfo e pseudo informado, os déspotas reinam e reinam a seu belo prazer, destruindo aos poucos o pouco que ainda sobra de uma sociedade que se começou a desenvolver como Portugal desde tempos já quase imemoriais, alimentando-se, tipo canibais, do sangue e sofrimento de quem lhes dá poiso e comércio – lucro… apoiados por uma comunicação (anti)social que defende déspotas de déspotas falseando informação para pintalgar mentiras com a verdade de outras histórias… esta é uma imagem daquilo a que chamo de mentiras à déspota para Zé Povinho amorfo!

Notícia do Diário Económico – Bancos garantem que não precisam de reforçar capital
Notícia do Diário de Notícias – Moody’s e Fitch lançam alerta sobre bancos portugueses
Notícia do Sol – Portugal é ó terceiro país da UE com mais precários
Notícia do Jornal I – Conheça os novos pobres: jovens desempregados e mal pagos
Notícia do Jornal I – Emprego. Despedir para gerar trabalho, indemnizar com dinheiros públicos
Notícia do The Telegraph – EU wastes millions of euros on lavish anti-poverty meeting
Notícia do Jornal de Negócios – China impulsiona cobre e fragiliza ouro
Notícia do The Telegraph – Mystery trader captures 80pc of London’s copper market
Notícia do The Telegraph – JP Morgan revealed as mystery trader that bought £1bn-worth of copper on LME
Notícia do The Telegraph – Joseph Stiglitz: America’s QE2 poses ‘considerable’ risks
Notícia do The Telegraph – China orders banks to raise reserves to fight inflation

Voltando à Hungria

Governo húngaro deseja controlar as políticas monetárias. Moody’s baixa rating da dívida da Hungria.

A hungria é palco de uma verdadeira guerra entre o status quo financeiro do mundo e um governo que quer rasgar as amarras que o mundo financeiro lhe tem imposto.

Uma vez mais a Moody’s baixa o rating da Hungria como retaliação ao desaforo do governo húngaro… desta vez devido à tentativa de nacionalização – atenção à palavra NACIONALIZAÇÂO – do Conselho de Políticas Monetárias, que é quem define as taxas de juro no país.
Para além desta instituição, quer nacionalizar todos os fundos privados de pensões, que na sua maioria, senão mesmo a sua totalidade, estão nas mãos dos grandes aglumerados financeiros.
Nesta história entra outra parte interessada, que costuma escapar quase impunemente das linhas informativas apresentadas pela comunicação (anti)social, o Banco Central Europeu, que tem direito de veto sobre legislação que afecte Estados membros. Sublihando… o BCE é o responsável pela definição das políticas económicas de todos os Estados membros da União Europeia.

O que o governo húngaro está a fazer é algo digno de registo num mundo político-bananeiro subserviente ao poder financeiro, retirando das mãos dos privados – atenção à palavra PRIVADOS – a definição das linhas económicas do seu país.

O caminho tomado pela Hungria é muito mais importante para nós, mundo ocidental, do que todas as outras formas de luta que têm surgido para combater o sistema vigente. A Hungria está a atacar o sistema onde mais lhe dói, nacionalizando-o… tirando-lhes o poder e o poder de gerirem o país… por inerência o Zé Povinho húngaro.

Gostava de criar um paralelismo entre as acções do governo húngaro e a proposta de revolução (que está na moda) para que as pessoas levantem amanhã todo o seu dinheiro dos bancos – Cantona.
Uma é uma acção estrutural e estruturante. A outra, uma acção superficial e potencialmente desviadora das atenções do fulcral da questão.

E como é com estes temas que se “apalpa” a independência dos nossos meios de comunicação (anti)social, é extraordinário verificar que os silêncios em relação ao que não convêm o Zé Povinho saber são execravelmente comuns, e em contraciclo, o Copy\paste vergonhoso e indecente é quase a regra quando se referem a temas que podem ser fracturantes para o status quo, como se pode verificar com a forma como a notícia da baixa do rating da Hungria pela Moody’s é representada nos nossos meios de comunicação (anti)social.
Jornal de Negócios, Diário Económico, Oje, etc… escrevem exactamente o mesmo, na exacta sequência com os termos exactamente iguais… como se o mundo fosse pensado exactamente da mesma forma… uma uniformização de pensamento que cria uma unidade informativa obsolutamente redutora, ainda para mais porque omitem as políticas que a Hungria está a adoptar. Gostava de salientar, uma vez mais, a forma manipuladora como o Jornal de Negócios se refere a este assunto:
Moody”s baixa “rating” da dívida devido a “recentes temores” em torno da situação orçamental.
– É uma mentira declarada! Na melhor das hipóteses, é informação enganosa!

Conclusão:
Sempre que o governo Húngaro toma medidas que atacam o feudo financeiro do país – como o reduzir do salário do Presidente do Banco Central – a Moody’s e outras agências financeira baixam o rating do país logo no dia seguinte.
Esta é uma batalha entre o poder financeiro PRIVADO e o reganhar do poder ESTATAL por parte de um governo democraticamente eleito.
Nesta guerra dão a cara os poderes PRIVADOS que (des)governam o nosso mundo e controlam o sistema em que vivemos, e são: Agências de notação, FMI, BCE, UE, etc… todos estes poderes estão sériamente preocupados com a direcção das políticas húngaras.
Ester conflito é excelente para analisar a dependência, a quem eles chamam independência, dos meios de informação generalistas a poderes, que sabemos bem quais são mas, que são complicados de individualizar.

“Caguem” para as revoluções que não o são nem nunca o irão ser – Cantona – e coloquem a vossa atenção sobre a Hungria, que é onde está realmente a acontecer uma revolução contra o status quo financeiro do mundo ocidental.

Este artigo é o continuar da história presente em:
Filhos (Bancos) Pedem Ajuda ao Pai (FMI)
Hungria e FMI às Turras (E Reuters a Comer Parágrafos – VERGONHA!)
Hungria… Onde os Bancos Realmente Pelam (Que Inveja)
Os Dois Poderes Na Hungria

Notícia do The Wall Street Journal – Hungarian Government Seeks to Take Over Monetary Policy
Notícia do Jornal de Negócios – Moody”s baixa “rating” da dívida devido a “recentes temores” em torno da situação orçamental
Notícia do Diário Económico – Moody’s corta ‘rating’ da Hungria, Bolsa cai 2%
Notícia do Oje – Moody’s baixa rating da dívida da Hungria
Notícias de Apoio:

Notícia do The Economist – Who’s in charge of Hungary’s money?

Já Somos Uma Província de Espanha

Juros da dívida Portuguesa voltam para os níveis verificados antes dos stress testes depois da Moody’s avisar que deve baixar o rating da Espanha.

Ao contrário os mercados internacionais não aumentaram a pressão sobre os título de dívida espanhola.

Contradições? Não, apenas o confirmar de dois pontos muito importantes que têm sido quase descurados pelos analistas e meios de comunicação em Portugal.

Primeiro, qualquer espirro da economia espanhola causa uma constipação na economia Portuguesa, porque grande parte do nosso tecido produtivo e comercial está nas mãos de capital espanhol.

Segundo, a resposta em relação aos resultados dos stress testes à banca em Portugal e em Espanha.
Espanha utilizou os requisitos mais apertados de todos os países da Zona Euro na condução dos stress testes, o que passou uma imagem aos mercados internacionais menos boa que a maioria dos outros países europeus, mas mais importante passou uma imagem real, e agora começam a colher os dividendos sobre essa forma de agir. É essa imagem real que está a defender agora a Espanha. Ao invés, Portugal apresentou resultados nos stress testes que cheiram mesmo a charada, e agora os mercados internacionais vão-nos fazer pagar por isso.

E relembrar, se a Espanha baixar mais um degrau na Moody’s é apenas uma questão de dias, semanas, até o mesmo acontecer com Portugal, e poderá ser mais do que apenas um degrau abaixo…

Somos, sem grande margem para dúvidas, já uma província espanhola, anexada não através da força das armas, mas através da incapacidade dos sucessivos “bananas” que passaram pela Assembleia da República ao longo dos anos, que venderam a desbarato a economia Portuguesa para capitalizarem o seu presente hipotecando o nosso futuro…

Notícia do Público – Juros da dívida portuguesa disparam após aviso da Moody’s a Espanha

Hungria… Onde os Bancos Realmente Pelam (Que Inveja)

O bancos húngaros pedem para que a taxa especial termine rapidamente. Hungria diz ao FMI que não deseja o acordo proposto, e em risco está o acordo com a União Europeia. Moody’s ameaça baixar o rating da Hungria.

Ah, como é bom ver alguém pegar no poder que lhe é conferido pelo Zé Povinho e usá-lo para tirar dos mais ricos para equilibrar as contas da sua nação. O caso da Hungria é tão raro que para mim quase merece o Prémio Nobel da democracia.

Se compararmos isto com os 4,3% de IRC que a banca portuguesa pagou em 2009 é verdadeiramente uma lufada de ar fresco. O governo húngaro está fazer aquilo que eu chamo bom senso – se foi a banca privada que andou a brincar no casino da economia mundial e perdeu dinheiro porque há-de ser o Zé Povinho a pagar por isso?
Espero estar vivo para um dia assistir a isto no meu país, em que as medidas não sejam sempre para proteger a banca e empobrecer cada vez mais o Zé Povinho.

Mas nesta demo-cracia levantam-se logo as vozes que dizem que isto é uma loucura, que tal não pode ser feito, que a economia vai pelo cano abaixo, etc…
A Moody’s ameaça já baixar o rating à Hungria, exemplo de como as instituições saem a terreiro para defender os seus interesses, e os dos seus “amigos”…

Gostava de dizer que a economia de um país começa nas suas pessoas, no Zé Povinho, elas é que são o core da sua economia não os bancos privados, tanto mais que todos os estados podem (e deviam) cunhar a sua moeda, ao contrário do que actualmente acontece em que interesses privados assumem essa responsabilidade, uma das mais importantes responsabilidades de todos os estados que são realmente independentes.

Pensem só nisto. Se Portugal cunhasse a sua moeda – mesmo o Estado, nada de bancos privados pelo meio, não teria problemas com as taxas de juro pois seria ele o banco. Estamos actualmente num ciclo vicioso em que é pedido dinheiro emprestado para pagar os juros de empréstimos já contraídos… isto é um buraco sem fim… um esquema em pirâmide que está destinado a falhar, ou no pagamento, ou na continuada delapidação da riqueza do país e do seu Zé Povinho, que cada vez terá um maior fardo de impostos que arcar.

Ah Hungria… sabe tão bem ver um pouco de justiça no mundo…

Notícia da CNBC – Hungary’s Banks Want Special Tax Ended Soon

Notícia do Dinheiro Digital – Moody´s ameaça baixar rating da Hungria

Notícia da CNBC – Hungary Signals IMF Deal Over; EU Goal in Doubt

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