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À Mesa da Ganância

Antigo Primeiro Ministro diz que o Banco Central Europeu ajudou a alimentar a crise. Testes de stress à banca ainda não começaram e já são alvo de críticas. Juiz americano suspende a condenação da Chevron por danos ao ambiente no Equador. Exploração petrolífera da Shell ameaça uma das maiores maravilhas do mundo. Estaremos a perder vista às verdadeiras causas das mortes em massa de animais? Milhões de sardinhas aparecem mortas na Califórnia.

Hoje havia muito por onde pegar para escrever. Podia pegar na situação de Portugal, na inflação, na “guerra” na Líbia, etc., mas acho que por vezes é mais importante afastar-nos dos temas que estão na “moda” e abordar vários temas aparentemente dispersos e tentar criar uma imagem mais fidedigna da podridão que por este mundo caminha…

Abro as hostes com a afirmação de John Bruton, antigo Primeiro Ministro irlandês de 1994 a 1997, que disse esta coisa digna de figurar nos anais das verdades mais inconvenientes:

(…)acusou os bancos franceses, ingleses, alemães e belgas de “empréstimos irresponsáveis… escudados na esperança que também eles pudessem lucrar com a bolha imobiliária irlandesa.” O Sr. Bruton afirmou num discurso na Escola de Economia de Londres que aos bancos “estava disponível muita informação referente ao crescimento em espiral dos preços das habitações na Irlanda.”
Foram supervisionados pelos seus bancos centrais e pelo Banco Central Europeu que “aparentemente não levantaram objecções a esses empréstimos.”
In CNBC

O almoço foi servido e todos se banquetearam como se não houvesse amanhã. O problema é que há sempre um amanhã e que quando chega, chega servido de realidade… realidade que expôs as ânsias de ganância da banca irlandesa, os olhos fechados do Banco Central irlandês, a corrida desenfreada dos bancos europeus a uma fatia do lucro da ilusão e um Banco Central Europeu que foi gradualmente baixando as taxas de juro para impulsionar de forma (in)directa esse banquete dos insanos.
Todos juntos, todos culpados, mas todos inocentes menos aqueles que deviam ter os árbitros à perna desde o início desta história, os bancos irlandeses, e principalmente o Zé Povinho irlandês que foi atraído para uma bem montada armadilha pelas acções do Banco Central Europeu.
Agora o Zé Povinho irlandês está a pagar pelos devaneios insanos dos seus casineiros e a pagar do seu bolso aos bancos franceses, alemães, ingleses e belgas que se banquetearam com a formação da desgraça e se continuam a banquetear da desgraça consumada, tudo isto com o apoio tácito do Banco Central Europeu e da comunidade bananeira da União Europeia.
Esta é a história da Irlanda, mas também é a da Grécia, a de Portugal, a de Espanha, a de todos os países em que os casineiros dos outros jogaram as cartas da desgraça.

E agora entro numa notícia que já devia estar a fazer parangona por todo o lado, tal a dimensão do dano que poderá causar aos países periféricos, à Europa… ao mundo:

Os critérios que servirão de base aos novos ‘stress tests’ à banca europeia deverão ser anunciados na próxima semana. No entanto, alguns dos pontos já conhecidos suscitam críticas no mercado. O responsável pelo principal instituto alemão de estudos económicos afirmou, este fim-de-semana, que os novos testes são demasiado negligentes e que não são melhores do que os realizados no ano passado, os quais foram amplamente criticados.
In Diário Económico

Portanto, vem aí mais areia para os olhos dos mercados e dos Zé Povinhos. Sabem uma coisa, ser enganado uma vez, acontece, duas vezes, é estupidez. Acham que os mercados irão cair na esparrela de serem novamente enganados por testes que aparentemente voltarão a ser teatros e encenações de princípios desvirtuados?
Não contem com isso!
Uma vez mais os casineiros deste mundo, talvez com um fundo por baixo da mesa, têm o apoio tácito da classe bananeira da Europa de modo a voltarem a conseguir esconder as suas verdades incómodas dos olhos dos mercados e dos dos Zé Povinhos.
Se a Grécia está mal, a Irlanda pouco melhor está, se Portugal para lá caminha, a Espanha agarrada está a um balão de oxigénio… como acham que irão ficar depois dos mercados voltarem a castigar as encenações de intenções destas classes de actores mentirosos, ou ilusionistas da verdade?

Seguindo…
Pois é, o dinheiro… essa coisa que compra tudo menos a alma do Homem moderno, talvez seja a razão principal deste juízo jurídico nos Estados Unidos:

Um juiz americano estendeu temporariamente a proibição à colecta da multa de 1,39 mil milhões de dólares devidos pela Chevron por danos, afirmando que o gigante petrolífero americano irá sofrer um dano irreparável se tiver de pagar a indemnização – ordenada por um tribunal equatoriano – por poluição em áreas da floresta tropical amazónica.
O Juiz Lewis Kaplan afirmou que existiam evidências que os advogados dos 30 mil queixosos equatorianos iam sem demora avançar para apreensão dos seus bens um pouco por todo o globo, incluindo em áreas em que a Chevron não conseguiria apresentar recurso no imediato. Afirmou que a sua decisão se justificava porque sem ela a Chevron poderia ver-se em risco de incumprir com “encomendas estratégicas”.
Mas Karen Hinton, a porta-voz dos equatorianos, disse que a incapacidade revelada pelo juiz Kaplan de levar em conta evidências chave, ou a marcação de uma audiência para se inteirar de mais factos, fora um “atropelo do processo” e “um inapropriado exercício do poder judicial.”
In The Independent

Esta é a vida vivida neste mundo corrompido por uma falsa imagem de justiça, por uma falsa imagem de democracia, por uma ilusão de igualdade. Esta demo-cracia vive a soldo… a soldo daqueles que têm a mais e que fazem o que mais lhes dá “na real-gana”.
Esta é a face desta demo-cracia ocidental que o ocidente tenta exportar, por vezes à força, para outras partes do globo. Meus senhores, isto não é nem democracia nem justiça, isto é dinheirocracia e justiçocracia, onde os que podem, safam-se, e os que não têm meios, pagam…

Talvez a notícia que expus acima também seja um sinal de um mundo que já não consegue defender o seu mundo natural sob pena de entrar em colapso total por falta do sangue que lhe faz bater o coração, o petróleo.
E, por sinal, hoje saiu uma notícia que poderá ser uma imagem mais fidedigna daquilo que acabei de escrever… e, antes de mais, gostava de salientar o “desprezo” informativo dos meios de comunicação em Portugal perante uma notícia que, digo eu, é significativamente importante:

A petrolífera Shell está debaixo de intensas criticas por planear uma exploração de petróleo e gás que poderá colocar em causa o recife de coral na costa da Austrália que está entre os ecossistemas marinhos mais importantes no planeta.
In The Independent

Esta notícia também devia ter referido o facto de a Shell só estar a planear isso porque os bananas australianos lhe deram autorização para tal. Mas, “prontos”, saltemos esse “pequeno” detalhe e avancemos direitos às palavras incómodas…
Existem Homens que tudo podem fazer neste e deste planeta, às custas de tudo o resto que vive nele. Talvez seja porque o sangue do mundo está a rarear, talvez… talvez seja apenas ganância, talvez… talvez seja apenas mais uma entre tantas vergonhas escondidas para impulsionar os lucros de uns quantos accionistas que se julgam maioritários em relação a este mundo. Mas o mundo não é dos accionistas privados dos grandes aglomerados económicos. O mundo é pertença de todos e principalmente parte dos outros seres vivos que não têm voz.
Irá este mundo ficar a olhar para mais uma destruição que mais tarde ou mais cedo irá, como quase tudo o mais, ser ligada ao aquecimento global como forma de retirar o peso da culpa destes grandes aglomerados económicos?

E quase como que a pedido, como forma de justificar as minhas últimas palavras, saiu uma notícia que devia dizer muito a este mundo… mas não, pelo menos em Portugal passou incógnita… talvez uma coincidência, talvez… mas talvez tenha sido mais um dos recorrentes silêncios impostos à sociedade pelos mesmos que se intitulam o garante da democracia. Como poderão ser um garante se eles próprios fecham muito do conhecimento num silêncio ensurdecedor?
Enfim… avencemos mas é direito à notícia em causa:

Incidentes (de mortes em massa) foram reportados um pouco por todo o mundo, mas agora depois do google ter mapeado os incidentes, ficou claro que a maioria dos casos estão concentrados na ponta sudeste dos Estados Unidos – bem ao lado do derrame no Golfo do México.
Depois da inexplicável morte de pássaros em Beebe, caíram do céu pássaros em Kentucky e em Louisiana. Incidentes com peixes mortos, inclusive de estrelas e outras vidas marinhas, foram reportados ao longo da corrente do Golfo por toda a costa oceanográfica ocidental. Até mesmo os casos de mortes em massa de caranguejos e peixes nas ilhas britânicas ocorreram no caminho da corrente do Golfo.
In Earth Times

Talvez não venha a acontecer o mesmo no recife de coral australiano, talvez… mas talvez venha a suceder o mesmo, e então quem depois irá pagar pela impagável destruição de vida? Quem? A Chevron? A Shell? A BP? Os juízes que constantemente defendem estes “meninos”? Quem? Os bananas?
Pagamos todos pelos erros de uma sociedade que é incapaz de analisar que a sua riqueza não é medida em numerário, mas sim em quantidade de vida e a qualidade com que é vivida em respeito pela a sua casa, pelo planeta Terra.
Talvez este mundo tenha de gritar a uma voz com a voz de todos os Zé Povinhos que nele habitam e dizer:
DEVOLVAM-NOS AQUILO QUE É DE TODOS!

E talvez por algo como tal estar em falta, ontem, uma vez mais…:

Milhões de sardinhas foram encontradas ontem mortas numa marina de Los Angeles, Califórnia. As operações de limpeza já começaram, mas ainda são desconhecidas as causas da morte dos peixes.
In Diário de Notícias

Conclusão:
À mesa da ganância só são servidas desgraças… e na mesa da ganância empanturram-se aqueles que afirmam não serem ímpios… e o no teste à sua ganância são ilusionistas, brincalhões, uns verdadeiros palhaços da concórdia corporativista… e de corporativismo está a justiça deste mundo cheia… cheia… parece um balão de dólares inflado por mentiras e inverdades putrefactas… putrefacção que ainda não chegou a todos os sítios… e talvez por isso a ganância dos mesmos corporativistas ilusionistas e brincalhões queira por lá mergulhar… mesmo que as águas que agora são ímpias já pouco para mais sirvam do que servir de bandeja para a morte chegar… que chega para incontáveis milhões… até ao dia em que o Homem será ele… também… parte do mexilhão…

Notícia da CNBC – ECB Helped Fuel Irish Bubble, Says Ex-PM
Notícia do Diário Económico – ‘Stress tests’ ainda não começaram mas já são alvo de críticas
Notícia do The Independent – US judge halts damages claim over pollution in Amazon
Notícia do The Independent – Shell oil exploration threatens one of the world’s great wonders
Notícia do Earth Times – Losing sight of the real causes of mass animal death?
Notícia do Diário de Notícias – Milhões de sardinhas encontradas mortas na Califórnia

Viva a Demo-Cracia!

FMI: A Irlanda não irá conseguir o objectivo do défice para 2015, existe o risco de não conseguir pagar. FMI desembolsa mais 2,5 mil milhões para a Grécia. Economistas dizem que a Grécia só conseguirá recuperar se a sua dívida for reestruturada. FMI: Portugal é o mais exposto à Irlanda. Portugueses investem cada vez mais em derivados. França e Alemanha querem uma união fiscal. UE precisa de obrigações europeias e imposto federal. Mariano Gago critica parlamento. Só precisa de 447.000 para entrar no clube dos mais ricos. Terá havido outra época melhor para ser rico?

Mais uns dias inundados de futuro, de quais as intenções e perspectivas no passado em relação a esse futuro, e a noção de como é cada vez melhor ser-se rico neste mundo.

Começo com o FMI e a Irlanda.
Um dia passado, vinco – 1 DIA!!!, depois do parlamento irlandês ter aprovado um empréstimo de 22,5 mil milhões de euros por parte do FMI, do qual o FMI nos disse ter passado meses a preparar o cenário de salvamento da Irlanda, e agora vem a terreiro dizer que tais medidas poderão ser insuficientes e que a Irlanda, por volta de 2015, irá necessitar de ainda mais milhões.
Que raio de estudo foi esse do FMI que bastou 1 DIA!!! para se alterar o cenário no qual se baseou o empréstimo?
Será mesmo que o FMI ajuda à salvação, ou a sua mera presença numa economia faz com que os indicadores económicos entrem em vertiginosa queda?

E no mesmo dia em que o FMI diz que o seu estudo para a Irlanda já está datado e ultrapassado, desembolsa mais 2,5 mil milhões para a Grécia. Não são apenas mais 2,5 mil milhões, são  2,5 mil milhões a mais para este ano, de forma que a Grécia não estoire já.
Ou seja, seis meses passados depois do estudo de ajuda à Grécia e já são necessários mais milhares de milhões de euros para corrigir desequilíbrios?
Que raio de estudo foi esse do FMI que bastaram meses para alterar o cenário do empréstimo?
Será mesmo que o FMI ajuda à salvação, ou a sua mera presença numa economia faz com que os indicadores económicos entrem em vertiginosa queda?

Para nos responder às perguntas que dupliquei nos casos irlandês e grego, nada melhor que as palavras dos especialistas (dizem eles ser)… ou seja, nada melhor que as palavras dos auto-denominados especialistas.

“Especialistas dizem que é inevitável o incumprimento por parte da Grécia do empréstimo de 95 mil milhões concedido pelo FMI e pela UE”

Theodore Pelagidis:
“A Grécia faça o que fizer, não será suficiente.”

Empresário que quis manter o anonimato:
“Não é preciso ser-se um Einstein para ver que os números não batem certo. Como iremos pagar a nossa dívida quando está a chegar a 160% do PIB numa economia que está em contracção e não produz nada?”

In The Guardian

Portanto podemos esperar que para o final de 2011 tanto a Grécia como a Irlanda tenham de pedir ainda mais milhares de milhões de ajuda de forma a manter a cabeça à tona.
Portanto, pode ser dito que o pacote de ajuda do FMI-UE não mais é que um rebuçado amargo, que a dívida e a contracção económica nas nações ajudadas é tanta que a salvação começa a ser vista mais sem ajuda do que com ajuda. Eu chamo-lhe a pretensa ajuda que esconde um imenso lucro directo e indirecto. Lucro directo nas taxas de juro que cobram, e lucro indirecto escondido na obrigatoriedade de privatização de muitos dos sectores económicos fundamentais dessas economias para as mãos de privados apoiados pelos dois monstros das bolachas esfomeados – FMI e EU.

Enquanto isso o (mesmo) FMI diz que Portugal é o país mais exposto à dívida soberana irlandesa, em 18,8% do PIB português, ou 33 mil milhões de euros.
Sem dúvida um comentário extraordinariamente oportuno de uma instituição que tem vindo a dizer que Portugal não irá necessitar de ajuda… é mesmo este tipo de informação que acalma os mercados…
Estará o lucro directo e indirecto na queda de mais uma economia acima de qualquer boa intenção que entretanto tenham demonstrado?
Enfim…
Mas por aqui há gato! E com um rabo de fora de um tamanho de levantar pêlo!
É-nos dito que Portugal tem usado a Irlanda como forma da banca beneficiar de impostos mais reduzidos… trocando isto por miúdos… a banca nacional tem usado a Irlanda para fugir aos impostos em território nacional!
A bela cara da graciosidade financeira dos “casineiros”… o despudor com que estas coisas são feitas é algo de bradar aos céus… ora seja, um belo esquema de lavagem de dinheiro, não fosse o mesmo ser perpetrado pela banca…

“A Irlanda, a par do Luxemburgo, é um destino muito procurado pelos bancos nacionais para domiciliarem operações de titularização de créditos, sobretudo obrigações hipotecárias (empréstimos à habitação). Isto significa que, embora os fluxos financeiros passem pela Irlanda, os activos subjacentes são créditos concedidos no mercado nacional. Por outras palavras, estas aplicações estarão expostas a activos portugueses e não irlandeses” (…)
in Jornal I

Simplificando… operações de titularização de créditos, é uma bela sequência de palavras para esconder a palavra proíba do momento: DERIVADOS.
Ou seja, o que a banca nacional, e não só, anda a fazer é a vender as receitas futuras capitalizando-as no presente através de derivados…
Como acham que irão ser os seus dividendos quando tiverem hipotecado todos os seus rendimentos futuros? (Se é que já não o fizeram)
Esta é a lógica inerente e subjacente a este sistema financeiro de doidos: Consumir hoje e esperar que o amanhã traga soluções para não sermos consumidos pela dívida.

E como tal universo (derivados) pode ser inadvertidamente apontado pelos mais incautos como estando em contracção depois do susto mundial apanhado nos últimos anos com esse mercado de doidos e para doidos, eis que nos chega a bela estatística de que o investimento de entidades portuguesas em derivados aumentou este ano 54%, num total negociado de 286,8 mil milhões de euros… ATENÇÂO: Este valor é superior ao PIB de Portugal!!!!

Enquanto isso, é-nos parcialmente confirmado o real objectivo por detrás de quase todas as medidas que a Europa tem vindo a tomar para combater a crise das finanças públicas: Uma União Fiscal.
Para os mais incautos, uma união fiscal é o fim da independência de Portugal e de todos os países da Europa. É o início da fundação da União Federal da Europa, onde o voto individual de cada português passará a contar aquilo que o voto dos alemães e franceses desejarem, pois eles valem quase meia Europa.
Dom Afonso Henriques deve mesmo estar a dar voltas na campa, vendo aquilo que com suor e sangue lutou para criar… vendido para que uns quantos iluminados do 1% possam ter uma vida ainda mais desafogada e regada a pobreza dos outros 99%!

Mas mantenham a calma, pois uma uma federação europeia irá inevitavelmente significar mais impostos, principalmente impostos federais que teremos de pagar para que os alemães e franceses levem a vida que mais auguram, enquanto nós mais pobres teremos de ficar, e mais isolados nesta pontinha da Europa Federal.
Estas não são apenas palavras minhas, são também do ex-conselheiro de François Mitterrand Jacques Attali.

E como que em resposta a esta confluência de interesses pouco interessantes para o Zé Povinho português, e digo, até mesmo europeu, Mariano Gago:

“A complacência, a cedência corporativa” (…)
“O que se está a passar é uma canibalização do mercado de trabalho em torno das profissões qualificadas, em que os que estão instalados criam uma fronteira para ninguém mais entrar. Ou melhor, talvez entre o filho de um deles.”

In Sol

Esta é uma boa explicação de uns dos “bananas” que faz parte do agrupamento de “bananas” que pululam na Assembleia da República… uma boa explicação para todas as cedências perante valores que não os valores de Portugal e para Portugal… o interesse corporativo acima do interesse nacional, a imagem do verdadeiro “bananal” que nos (des)governa!

E para fechar este rol de notícias, as quais interliguei de forma a desenhar um cenário que nos é contado aos bochechos e de forma solta pelos nossos (?) meios de comunicação social, a explicação de que os ricos, nas últimas duas décadas e meia, ficaram ainda mais ricos e pagam cada vez menos impostos.
Ficámos a saber que 1% da população mundial tem 43% de toda a riqueza, ou que 8% da população mundial tem 73,3% da riqueza mundial.
Esta é a mais perfeita das imagem da justiça de um sistema que cava um fosso cada vez maior entre os “eles” que são ricos e os outros que irão por acabar por ser quase todos pobres.
Ficamos também a saber que num mundo em que os impostos têm vindo a aumentar para os 99%, os 1 % têm vindo a ter direito a uma diminuição nos impostos que no caso dos Estados Unidos chega a uns fenomenais 20% menos daquilo que pagavam há três décadas.

Conclusão:
FMI, ou o Fundo Mundial de Injustiças, apoiado pela EU abotoam as suas ânsias de ganância à custa dos Estados que entraram de cabeça neste sistema mundial de despesismo em prol da dívida para com uns quantos iluminados, primordialmente da banca… FMI e EU que fazem contas de modo que elas dêem sempre errado para o lado do pagador de forma a ter de pagar ainda mais… um mundo em que Portugal será a próxima vitima dos mesmos sanguinários insanos… Portugal que já gastou hoje grande parte dos seus recursos futuros de modo a manter a forma de vida de muito poucos… uns “bananas” que por vezes abrem bem o pio e piam desalmadamente dizendo as verdades que a tanto custo tentam esconder… num mundo para muito poucos que se alimentam das desgraças de muitíssimos mais que do mundo têm apenas direito à subserviência social e económica, porque 1% guarda, tipo cãozinho, todos os ossos que apanha…
Viva a justiça social e económica! Viva a demo-cracia! Viva o 1% que há-de ficar a viver sozinho neste mundo! Viva!

Notícia do Earth Times – IMF: Ireland will miss 2015 deficit goal, risks it can’t repay loan
Notícia do Jornal de Negócios – FMI diz que Irlanda poderá precisar de mais cortes na despesa para atingir metas orçamentais
Notícia da Reuters – IMF disbursing 2.5 billion euros more to Greece
Notícia do The Guardian – Greece can only recover if its debt is restructured, say economists
Notícia do Jornal I – FMI. Portugal é o mais exposto à Irlanda. De propósito.
Notícia do Diário Económico – Portugueses investem cada vez mais em derivados
Notícia do Jornal I – Europa. França e Alemanha querem a união fiscal. Vai ser o debate de 2011
Notícia do Diário Económico – UE precisa de Obrigações europeias e imposto federal
Notícia do Sol – Mariano Gago critica parlamento
Notícia do Diário Económico – Só precisa de 447 mil euros para entrar no clube dos mais ricos
Notícia do The Atlantic – Has There Ever Been a Better Time to Be Rich?

Este Não é um Mundo Para Nós, é um Mundo Para os “eles”

A escravidão da dívida para os irlandeses. Pacote de ajuda à Irlanda protege os grandes investidores. Os bancos encontraram uma mina de ouro, os consumidores ficaram com o poço. Choque entre os países europeus sobre as taxas sobre a banca. BCE tenta acalmar os mercados prometendo liquidez ilimitada. Trichet diz que compra de dívida pública não vai comprometer a inflação.

Agora todos os dias é um vê se te avias de esclarecimentos sobre as verdadeiras linhas funcionais e decisórias das altas patentes que nos (des)governam, mas são publicados envoltos em prosa quase enganosa dos nossos meios de comunicação (anti)social.
Nestes dois últimos dias, as notícias que foram saindo mostram-nos a linhas gerais das decisões tomadas e qual a sua verdadeira direcção lógica.

Em mais um extraordinário texto jornalístico de Ambrose Evans-Pritchard, ficamos a saber – se é que é preciso escrever sobre isso – que os milhares de milhões da ajuda imposta à Irlanda pela Comissão Europeia e pelo BCE:

“(…)é uma imprudente ajuda aos banqueiros e credores britânicos, alemães, holandeses e belgas.”
“Os contribuintes irlandeses arcam com o fardo, e esvaziam o que resta do seu fundo de pensões de reserva para cobrir 1\4 dos custos.”

In The Telegraph

Aqui ficamos a conhecer quem serão “os meninos” que irão capitalizar até 7% de juros!!! (Valor significativamente superior ao pago pela Grécia)
Ficamos também a saber que uma vez mais os senhores “casineiros” são os beneficiados às custas de uma população que não sabe com que linhas coseram o seu destino… um verdadeiro bacanal carnal entre “casineiros” e “bananas”!

E para compreendermos melhor como por lá (Irlanda) as coisas foram conduzidas:

“Forçar perdas nos detentores de dívida sénior (dívida mútua entre instituições bancárias e fundos), temia-se que atingisse a Europa com a mesma força do colapso do Lehman Brothers nos Estados Unidos – espalhando dúvidas sobre um sistema com ramificações potencialmente globais se lançasse a Europa de novo para recessão ou colocasse em risco uma economia importante, como a alemã. (…)aos credores de aproximadamente 50 a 60 mil milhões de títulos de dívida (sénior) foi garantido que irão receber o seu dinheiro.”

In The Washington Post

Portanto, de forma a salvaguardar um sistema que nos conduziu – Zé Povinhos – até um ponto em que temos de ser nós – Zé Povinhos – a arcar com as custas para salvar esse mesmo sistema, que movimenta lucros astronómicos para as instituições que são ajudadas, directa e indirectamente, é algo no mínimo perverso, descabido e insultuoso!
As custas destes erros têm de ser fardo para quem os cometeu!!!

Para entendermos melhor a disparidade de acções em relação às conclusões:

“Com 2010 a chegar ao fim, parece que irá ser outro ano em grande para Wall Street: as seis maiores firmas denominadas “grandes demais para falir” tiveram lucros que rondaram os 35 mil milhões (cada) nos primeiros nove meses do ano, e estima-se que os bónus anuais ascendam a 144 mil milhões.”

In Yahoo Finance

A incongruente noção de precisarem de ajuda e ter de ser o Zé Povinho a providenciar essa ajuda é algo verdadeiramente ultrajante! É um engano do tamanho do mundo! É a lógica do: “são lucros recorde mas continuamos a necessitar de ajuda”, algo que ultrapassa tudo o que de lógico existe no mundo, quanto mais o bom senso!

Alguns ainda argumentarão que será para preservar uma economia que já nos deu muito…
É uma boa noção das coisas, sem dúvida, mas como em tudo na vida é preciso haver regras justas e distribuição de apoios e obrigações equitativas entre os vários sectores da sociedade… coisa que não acontece actualmente, muito pelo contrário…
Para termos uma melhor noção se tal está a ser trabalhado ou preparado:

A Comissão Executiva da Comissão Europeia quer chegar a um acordo sobre a forma como taxar a banca de forma igual em toda a Europa. (…)
Mas tal como aquando da crise com os vários países a adoptarem posições individuais, agora defendem individualmente o seu direito de decidir de que forma taxar a banca e gastar esse dinheiro”

In Bloomberg

É impressionante como os mesmos “bananas” que rapidamente chegaram a acordo para que os Zé Povinhos da Europa vissem reduzidos os seus direitos e os seus apoios sociais de modo a combater a crise, no caso da banca digladiam-se que nem abelhas atrás do pote de mel, o que neste caso pode ser descrito de forma mais concreta como: “«bananas» atrás do tesouro”.
Uma vez mais levanta a pergunta?
Para quem trabalham os políticos eleitos democraticamente???? Para quem?????

E sSeguindo a linha da lógica de defesa de um sistema que está cada vez mais desfasado da realidade e vivência dos Zé Povinhos, Trichet, o Jean-Claude das finanças europeias, promete liquidez ILIMITADA para tentar acalmar os mercados de dívida.
Elisabeth Afseth, da Evolution Securities:

(…)”pode estar em curso um programa de compra de título de dívida pública no valor de 1 a 2 biliões de euros.”

In The Guardian

O pacote de ajuda às economias europeias não é de 750 mil milhões?
De onde vêem esse biliões?
Quem os pagará?
Mas a Europa defende o controlo da despesa ou o gasto indiscriminado?
E a inflação que inevitavelmente criará?

Mais tarde ou mais cedo iremos ter respostas para estas perguntas… quer dizer, temos tido direito a respostas em formato de mentira… uma, pelo menos,  já anda a ser veladamente e verdadeiramente respondida… Jean-Claude Trichet:

“O BCE tem no seu mandato manter a inflação controlada, o que é entendido como tendo um valor próximo, mas inferior a, dois por cento ao ano. No final do mês passado, estava em 1,9 por cento, tal como em Outubro. Teoricamente, a injecção de liquidez na economia tem tendência a fazer subir preços. No entanto, com o crescimento anémico que se tem registado e a difícil situação financeira por todo o mundo ocidental, esse risco é menor, sobretudo se a quantidade disponibilizada não for muito elevada.”

In Público

Ora, 1 a 2 biliões de euros… a resposta velada está dada:
Preparem-se porque vem aí inflação “à séria”!!!!!!

O senhor Jean-Claude do mundo das finanças da Europa está uma vez mais a demonstrar ter uma visão de muito, mesmo muito curto prazo. Toda a injecção de liquidez no mercado conduz sempre à existência de mais dinheiro em circulação. Se existe mais dinheiro em circulação, há mais dinheiro para comprar o mesmo número de bens, o que conduz ao aumento dos preços, não devido ao aumento da procura, mas porque existe mais dinheiro para pagar por esses bens. Esta é uma regra BÁSICA do sistema económico que (des)governa as nossas vidas, e ainda mais importante, é uma regra quase incontornável a curto prazo (3 anos), quanto mais a médio prazo!
Uma pergunta em duas para o Jean-Claude.
O que acontecerá ao excesso de dinheiro em circulação quando a economia voltar a crescer?
O que acontecerá ao excesso de dinheiro em circulação quando a economia der o “peido”?
Sabem a resposta?
Não?
1º caso: Inflação galopante
2º caso: Inflação galopante – (este caso pode ser mais difícil de compreender mas na sua essência é muito simples: crise = contracção na aquisição de bens = redução do número de bens disponíveis… mais dinheiro em circulação para comprar cada vez menos bens disponíveis – este segundo caso começa com deflação nos preços…)

Portanto Sr. Jean-Claude, a quantidade que está a ser disponibilizada é monumental e o resultado final será o mesmo: Inflação galopante que se alimentará principalmente daqueles que já pouca margem de manobra têm para conseguir sobreviver neste sistema desconectado da realidade dos Zé Povinhos!

Voltando um pouco atrás até Ambrose Evans-Pritchard:

“Deixem-me dizer que o BCE tem conduzido uma politica monetária que tem sido demasiado permissiva até para a Zona Euro como um todo, mantendo a taxa de juro nos 2% até bem para lá do «boom» do crédito e permitindo que o fornecimento de dinheiro se expandisse 11% (quando o «target» era de 4,5%). O BCE violou todos os meses, durante uma década, o seu tecto de inflação.”

In The Telegraph

Portanto, ainda por cima o caso da pressão inflacionária já vem de há 10 anos para cá, no mínimo… agora, para quem não conseguia compreender, é fácil de entender o porquê do preço do pão (como exemplo) ter passado de 5 cêntimos em 2000 para os 12 cêntimos em 2010 – 120% de inflação… 12% de inflação ao ano!!!! Não os 1,9% que nos é relatado quase todos os meses!
Este Jean-Claude é um verdadeiro Van Damme das finanças… um artista cheio de músculos quando em frente às câmaras, e um fraco e dependente atrás delas… um mentiroso no seu ser!

E irão todas estas políticas (mentirosas) ajudar a salvar a Europa e o mundo?

“Em 2014, os juros que a Irlanda terá de pagar sobre a dívida pública (em 2014 – 120% do PIB – o valor actual de Portugal) serão 10 mil milhões, enquanto as receitas com impostos serão 36 mil milhões. Este rácio está bem acima do ponto de «default» de 22%, como calculado num estudo da Moody’s.”

In The Telegraph
Não!

Conclusão:
Um mundo de finanças que mais parece o circo das vaidades… um mundo em que apresentar lucros desmedidos é sinal de mais apoios… um mundo em que quem menos tem, tem de pagar os apoios a quem já tem demais… um mundo em que as soberanias individuais dos seus países não mais são do que lucro palpável para os “bananas” que os (des)governam… um mundo em que quem define as finanças do sistema, que já por si é perverso, mais parece um Van Damme cheio de músculos mas que no seu ser é um fraco, perdido, que continua a alimentar um sistema viciado na dívida com ainda mais dívida…
Este não é um mundo para nós, é um mundo para os outros, os “eles”…

Notícia do The Telegraph – Ireland’s Debt Servitude
Notícia do The Washington Post – Irish rescue shields top investors
Notícia do Yahoo Finance – Bailout Nation: Banks Got the Goldmine, Consumers Got the Shaft
Notícia da Bloomberg – European countries clash over taxing banks
Notícia do The Guardian – ECB tries to calm markets by promising unlimited liquidity
Notícia do Público – BCE diz que compra de dívida pública não vai comprometer a inflação

À Razão da Ração Para os Pobres

Cimeira de Cancún sobre o aquecimento global: cientistas pedem racionamento nos países desenvolvidos. Citigroup diz que Portugal está insolvente. Krugman: Portugal, Grécia e Irlanda são aperitivos, Espanha o prato principal. González: Bruxelas poderá ter de enfrentar novo resgate no espaço de dois meses. Bancos espanhóis têm de refinanciar 85 mil milhões em 2011. Banco Central Europeu pressionou a Irlanda e agora está a fazer o mesmo a Portugal.

Por muito que queira, não consigo deixar de ficar abismado com muitas das coisas que as consideradas mentes mais pródigas da nossa sociedade conseguem desenvolver. Também se pode analisar esse «mentes mais pródigas» e chegar à conclusão que mais parecem robôs a debitar texto que prodígios do pensamento… (assunto que ficará para outro dia)
Então em Cancún, debaixo dos coqueiros junto à praia, as mentes brilhantes que tentam encontrar uma solução para o aquecimento global do planeta – mesmo que hoje por aqui faça um frio de rachar -, chegaram à monumentalmente brilhante conclusão de que a melhor solução é usar o sistema de racionamento de bens utilizado aquando da 2ª Guerra Mundial.
Esperem lá!
Colocamos todo o mundo desenvolvido a senhas de alimentação?
Mas que raio, o Homem do mundo desenvolvido é o problema? A solução? Fazê-lo passar fome?
Hmmm…
Que tal direccionarem a vossa atenção (mentes brilhantes) para o sistema mundial de produção de bens?
Que tal voltar a impulsionar a agricultura local e a combater o despesismo de gasto de energia do sistema actual?
Não?
Que tal limitar o tamanho das multinacionais que devastam o planeta em busca de lucros fáceis?
Não?
Que tal “obrigar” as multinacionais a construir bens duradouros que não avariem no espaço de um ano – método usado para impulsionar o comércio mundial-?
Não?
Proibir o uso de carvão para gerar energia?
Não?
Portanto a solução encontrada para reduzir as emissões de dióxido de carbono é colocar os Zé Povinhos do mundo ocidental a penar fome… Pessoalmente não conseguia pensar em coisa mais estúpida, quase irracional, quando comparado com as verdadeiras causas para o aquecimento global… quer dizer… lá bem no fundo na mente deles talvez esteja que a solução ideal seja proibir que os Zé Povinhos do mundo ocidental respirem, e assim deixem de emitir dióxido de carbono… talvez… enfim…
Este é mesmo um mundo muito estranho quando visto pelos olhos das altas esferas da nossa sociedade…

Ah! Talvez a solução esteja na actual crise! Talvez o mundo seja salvo com o colapso das sociedades ocidentais!
Portugal vai ajudar nisso!
O Citigroup afirma hoje que Portugal está insolvente.
Hello! Está aí alguém? Portugal está insolvente faz anos!
O problema não é de hoje, não é dos mercados é da Europa, como afirma o nosso elefante branco Mário Soares. Se o problema é da Europa, então podemos dizer que entrámos em insolvência quando adoptámos o euro como nossa moeda e perdemos o destino e o controlo da nossa economia.
Isto não é de hoje, e só não viu quem preferiu acreditar que a Cinderela é real.
Mas como em quase tudo que assistimos nas nossas altas esferas… Qual é o problema? O euro! A solução? Não sair do euro… hmmm… ilógico não é? Resolver os problemas nunca atacando a causa dos problemas… a verdadeira arte de inventar soluções…

Aqui entra Paul Krugman, um aluno e seguidor brilhante da Escola keynesiana, que é a linha condutora do sistema económico-financeiro que (des)governa as nossas vidas.
Então Krugman afirma que Portugal, a Irlanda e a Grécia são aperitivos do prato principal que é a Espanha.
Então como aperitivos que somos temos de ser consumidos antes da Espanha de forma a não causarmos uma indigestão aos “casineiros”.
E porque está a Espanha a ser aventada como o prato principal na ementa dos “casineiros”?

“Porque está Espanha com um problema tão grande? Numa palavra, é o euro”

In Jornal de Negócios
Ah é o euro, a Europa… hmmm… vindo de um defensor intransigente das teorias keynesianas posso afirmar que o que ele diz vai contra tudo o que ele defende… Ai, como é tão usual estas mentes serem tão incongruentes… solução?

(…)”baixar os salários no sector privado e reduzir os preços”(…)

In Jornal de Negócios
Digo: Deixem de respirar e todos os problemas serão resolvidos!

E logo a seguir ao Krugman, aparece uma personagem que andava meio adormecida… Felipe González, antigo Primeiro-Ministro espanhol que nos diz:

(…)”a UE poderá, em dois meses, enfrentar uma situação idêntica há que já viveu com a Irlanda e com a Grécia.”
(…)”dentro de dois meses, Janeiro ou Fevereiro, a Europa voltará a viver a mesma sensação de emergência”

In Diário Económico
Estará a falar de Portugal ou de Espanha? Sinceramente tenho as minhas dúvidas…

Para corroborar as minhas dúvidas, nada melhor que sabermos que a banca do nosso país vizinho irá necessitar de angariar 85 mil milhões de euros de forma a cobrir os empréstimos que ganham maturidade no próximo ano.
Pegamos nesses 85 mil milhões e juntamos os juros e os outros milhões que necessitarão para manter a liquidez do sistema e… entretenham-se a fazer contas… digo apenas que são muitos mais milhões do que os aventados nessa notícia.
E 2011 até é um ano “pacífico” para a banca espanhola quando comparado com 2012, onde terá de refinanciar 30% de toda a dívida dos bancos… 30%…
Um pouco de especulação: 200 mil milhões? 500 mil milhões? 1 Bilião?

Seguindo com o Ministro irlandês da Justiça que diz:

“Claramente, houve pessoas de fora deste país que tentaram forçar-nos, a nós Estado soberano, a fazer o pedido [de ajuda financeira], fazendo de nós uns perdedores mesmo antes de termos sequer considerado essa hipótese enquanto governo” (…)
E se repararem, neste momento eles estão a fazer o mesmo com Portugal”

In Jornal de Negócios

Hmmm… estará o Banco Central Europeu desejoso que Portugal caia? Estará o Banco Central Europeu desejo de chegar até ao prato principal?
Esta perguntas são mais que válidas porque nem o resgate da Grécia e muito menos o resgate da Irlanda acalmaram os mercados, antes pelo contrário.
Qual o interesse do Banco Central Europeu no colapso destas economias?
Existe para ajudar ou para destruir?
Será a destruição o seu alimento?
Fazendo o BCE parte do grupo mais poderoso no mundo dos “casineiros”, capitalizará muito mais com a queda do que com a sobrevivência das suas sucursais: Portugal e Espanha.
Nham, nham… papinha…

E “prontos”, dei uma volta para chegar ao início, e agora poder escrever que as mentes pródigas da nossa sociedade andam a desenvolver solução para combater o aquecimento global, quando essas soluções já estão a ser aplicadas por uma Europa do euro que se está a alimentar das suas sucursais. O futuro da vida dos Zé Povinhos nessas sucursais do BCE, Portugal, Grécia, Irlanda, Espanha e mais uns quantos países, poderá vir a ser vivida à base de senhas de racionamento, não por falta de bens, mas porque os párias que são os pobres só se conseguirão alimentar com as senhas fornecidas pelas sucursais do BCE, ou seja, iremos viver à razão da ração para os pobres.

Notícia do The Telegraph – Cancun climate change summit: scientists call for rationing in developed world
Notícia do Diário Económico – Citigroup diz que Portugal está “insolvente”
Notícia do Diário Económico – “A União Europeia é o problema”
Notícia do Jornal de Negócios – Krugman: Grécia, Irlanda e Portugal são Tapas; Espanha o prato principal
Notícia do Diário Económico – Bruxelas poderá enfrentar novo resgate em “dois meses”
Notícia do Jornal de Negócios – Bancos espanhóis têm que refinanciar 85 mil milhões de euros em 2011
Notícia do Jornal de Negócios – BCE pressionou Irlanda e está agora a fazer o mesmo a Portugal

A Insaciedade Anti-social do Mundo FIAT

A Irlanda vai pagar juros de 5,8% pela ajuda de 85 mil milhões. Eurogrupo pede medidas concretas ao governo português. Portugal promete implementar reformas na saúde, transportes e mercado de trabalho. Ajuda externa pode não chegar para Portugal. Zapatero afirma que irá mexer nas leis do mercado de trabalho, nas pensões e na energia. Água nos privados fica mais cara mas é melhor.

O nosso mundo é um mundo FIAT (a sua terminologia exacta é moeda fiduciária)… não é a marca de automóveis, que por sinal também está a passar as passas do Algarve… é um mundo em que a dívida é o motor do crescimento económico.
Esta é uma frase que deixa muitos totalmente confusos, a qual não irei aprofundar porque senão não consigo acabar de escrever este texto. Serve para vocês indagarem o porquê de escrever tal “coisa”. Deixo só uma pista:
Quase 10% do PIB americano deste ano é resultado dos pacotes de estímulo à economia, e a economia americana só irá crescer (?), aproximadamente, 1,8%. Para onde terão ido os outros 8,2%?

Ficamos hoje a saber que a Irlanda vai receber 85 mil milhões de euros de ajuda(?)… acho que este valor irá aumentar significativamente nos próximos tempos… a uma taxa de juro de 5,8%!
Desculpem-me, mas uma taxa de juro de 5,8% não é ajuda! 5,8% é lucro acentuado de uma Europa que se intitula solidária com os seus parceiros mais frágeis!
5,8% é um valor superior ao que a Irlanda estava a pagar há três meses nos mercados!
Em jeito de conclusão desta ajuda (?)…
Todos os países da Europa que estão a ajudar a Irlanda irão ganhar $$$. A isto chamo a insaciedade social do nosso mundo FIAT, ou mais concretamente: “Eu ajudo-te mas quero lucrar (bastante) com a minha ajuda, porque sem lucro não ajudo.”

Continuando no mundo social da Europa, que é exactamente igual à lógica social praticada em todo o mundo ocidental, o Eurogrupo (Grupo dos países que usam o euro – moeda FIAT) exige que Portugal tome medidas no mercado de trabalho em desfavor dos privados assumirem parte das perdas de um país em caso de incumprimento.
O que quer dizer esta “coisa” dos «privados assumirem»?
Os privados é uma palavrinha muito jeitosa para nomear a banca que se alimenta da economia FIAT desse país.
Em jeito do conclusão:
O Eurogrupo apoia uma diminuição das políticas de defesa do trabalhador em vez de passar parte da carga de responsabilidade da vitalidade ou não das economias europeias para a banca. Ou seja, eles (banca) podem continuar a brincar aos casinos com o nosso dinheiro FIAT – que na sua essência já é todo deles.
Esta é apenas mais uma imagem da insaciedade social que grassa nesta selva FIAT.

A resposta do governo português ao chamamento do Euro(FIAT)grupo é consentânea com os seus pedidos em formato de exigências. Mas vai ainda mais longe… tão longe que para além das supracitadas alterações nas regras do mercado de trabalho, irá incorporar nessas medidas chamadas de desenvolvimento da economia FIAT – que é a economia da banca -, reformas na saúde e nos transportes.
Para um leigo, ou para os mais distraídos, reformas num mundo social FIAT significam:
Mercado de trabalho: Mais facilidade de despedimento, salários mais baixos e menos segurança social.
Saúde: Mais cara, menor capacidade de acesso e privatizações.
Transportes: Privatizações e consequente aumento exponencial dos preços.
Em jeito de conclusão:
Caso o Zé Povinho se continue a deixar envolver nesta trama de falsas verdades, até mentiras descaradas, do mundo social FIAT, irá continuar a ser o único a pagar os devaneios tresloucados e indecentes de uma classe política “bananeira” e os vícios insaciáveis de um sistema FIAT que é o alimento da banca.

Depois ficamos a saber que a ajuda prestada à Irlanda e à Grécia poderá não chegar para Portugal – Talvez não haja “pilim” suficiente.
Entretanto os nossos “bananas” irão continuar a aprovar medidas e soluções(?) para a economia FIAT que na sua raiz irão agravar ainda mais os problemas económicos do mundo FIAT deles, que por imposição também é o nosso.
Mesmo que esta notícia me cheire a informação “plantada”, pois quem ajuda lucra e lucra bem com a ajuda, nada melhor do que não retirar das hipóteses tal cenário, que por sinal, a meu ver, é melhor do que a ajuda, porque na sua génese está implícito que Portugal teria de sair do Eurogrupo e criar a sua moeda FIAT própria.
Em jeito de conclusão:
As “bananas” andam sempre a reboque dos “casineiros” e sua insaciadade social é a marca das suas falsas políticas sociais.

E para sabermos que as “bananas” são iguais em quase todo o lado, ficamos hoje a saber que o governo espanhol vai adoptar as mesmas medidas por lá… ou melhor, ficamos a saber que o sector das energias também é para privatizar.
Em jeito de conclusão:
O que nos espera, caso o Zé Povinho continue a se deixar envolver nesta trama de falsas verdades, é energia mais cara para pagar… a insaciadade social das economias FIAT.

E como um mal raramente vem só… neste caso já são quatro “males”… hoje saiu uma notícia no Jornal de Negócios que é uma verdadeira afronta à verdade.

“Água nas PPP fica mais cara mas é melhor”.

In Jornal de Negócios

Sempre que um serviço passa das mãos do Estado para os privados o preço e a qualidade tomam caminhos diametralmente opostos aos que tinham. Ou seja, o preço sobe e a qualidade do serviço diminui.
Poderão dizer que estou a escreve de cor… Meus senhores, em todos os países, sem excepção, em que as águas e a distribuição de energia passou para as mãos de privados a qualidade do serviço piorou significativamente acompanhado por um aumento monumental dos preços.
Caso continuem a achar isto que acabei de escrever pouco plausível, façam um favor a vós e vejam, só por exemplo, o que se passa em França, que é uma das economias mais desenvolvidas do mundo. Verifiquem quantos processos em tribunal existem contra as empresas de distribuição de água e energia por lá, e vejam se isso representa qualidade que justifique um aumento exponencial do preço do serviço prestado.

Em forma de conclusão:
A insaciedade social deste sistema FIAT é algo puramente monetária. Se houver dinheiro a ganhar, este sistema social FIAT irá dar a sua ajuda. Quando não existe dinheiro para ganhar, os pobres terão de ainda de ficar mais pobres, e se esperarem que o sistema os ajude… só mesmo tendo dinheiro, ou seja, não podem ser pobres. A pobreza não é equação que funcione neste sistema social FIAT depravado!
Se os pobres são párias num sistema social que está a criar cada vez mais párias, só existe um caminho para o futuro: “Sempre que alguém é excluído da sociedade isso conduz à revolta, seja revolta individual ou revolta colectiva”.

Notícia do Expresso – Irlanda pagará juros de 5,8% pela ajuda de €85 mil milhões
Notícia do Público – Eurogrupo pede “medidas concretas” ao Governo português
Notícia do Jornal de Negócios – Portugal promete implementar reformas na saúde, transportes e mercado de trabalho
Notícia do Diário Económico – Ajuda externa pode não chegar para Portugal
Notícia da Bloomberg – Zapatero Pledges to Change Spain’s Labor Rules, Pensions, Energy
Notícia do Jornal de Negócios – Água nas PPP fica mais cara mas é melhor

A Máquina Infernal

Portugal é o próximo cliente da máquina infernal da UEE. Mercados dizem que o salvamento da Irlanda foi um falhanço, devido à falta de transparência. Clube da bancarrota: Irlanda sobe ao 3º lugar. Mercados prevêem recurso de Portugal à ajuda internacional. Portugal e Irlanda são casos muito diferentes.

E aí vamos nós no 3º acto da novela: “gasto aquilo que não tenho e peço emprestado aquilo que não posso pagar”.
Depois do Lehmans e da Grécia, temos um terceiro acto totalmente preenchido com a Irlanda.
Irá ser o 4º acto dedicado a Portugal?
Aquando da queda da Grécia, a maioria dos analistas apontava Portugal como sendo a estrela para o 3º acto da peça, e conseguimos que a Irlanda nos roubasse o papel principal.
Conseguiremos que Espanha ou Itália, ou mesmo os Estados Unidos (dólar) nos roubem o protagonismo antecipado pela esmagadora maioria dos analistas?
Irá a Espanha ser consumida pela sua bolha imobiliária ou pela sua monumental dívida das regiões?
Irá a Itália, que tem passado quase despercebida, cair porque as suas contas e corrupção são uma imagem fidedigna da Grécia mas em escala incomparavelmente superior?
Os próximos seis meses o dirão…

Por enquanto, enquanto os nossos meios de comunicação para as massas continuam a fingir (na maioria das situações) fazer jornalismo “à séria”, temos de nos contentar com a explicação da nossa real realidade nas palavras de quem cá não está, nem tem responsabilidade cívica para o fazer: Ambrose Evans-Pritchard, a figura de proa da secção de economia do inglês The Telegraph.
Serão os nossos jornalistas assim tão mentalmente manipuláveis?
Até prova em contrário, estão a sê-lo!

Aos números do nosso Portugal:

Antes de lá entrarmos, vou primeiro escrever sobre a retórica que está a ser usada e abusada por quase todos os quadrantes político-bananeiros para descrever a situação de Portugal em relação à Irlanda e à Grécia, ou seja, aquilo que está servir de defesa a Portugal:
Olli Rehn, comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários (apenas como exemplo de um dos intervenientes que anda a usar a retórica “programada”):

“A «natureza dos problemas» da Irlanda é «muito diferente» da dos problemas portugueses.”

In Sol

Agora sim os números e as palavras de Ambrose Evans-Pritchard:

“Os Portugueses estão confusos – e feridos – que os investidores possam sequer comparar o seu país com a Grécia ou Irlanda. Temo que muito em breve tenham de enfrentar alguns factos muito pouco agradáveis.”
“Enquanto a maioria dos líderes europeus, que encontram conforto no facto da Grécia ser um caso especial porque trapaceou os números, e que a Irlanda é um caso especial porque permitiu que os seus bancos entrassem num frenesim de empréstimos, ainda não reconheceram a verdade mais profunda em que a União Europeia destabilizou insidiosamente grande parte da Europa e aprisionou vários países (quase) inocentes numa depressão.”

In The Telegraph

Estes parágrafos estabelecem o tom para a descrição da nossa real realidade, não apenas aquela realidade (?) que nos anda a ser transmitida aos bochechos pelos nossos malfadados meios de comunicação social.
E assim chegamos ao rol dos números dispostos em sequência:
Défice externo:
2010: 10,3%
2011: 8,8%
2012: 8%
(Dados da OCDE)

Como criar riqueza no país do mundo desenvolvido com o maior défice externo?
Este défice será pago com empréstimos… este valor é o verdadeiro valor da dívida da República, não as contas manipuladas e manipuladoras do défice das contas públicas (também mas não só).
O problema maior é que a torneira dos empréstimos a Portugal pode fechar a qualquer momento… e depois?
Bem… depois…
FMI:

“Quanto mais tempo se mantiver este desequilíbrio, maior será o risco que a correcção seja repentina e angustiante.”

In The Telegraph

E como estamos na fase das comparações dizendo que Portugal é substancialmente diferente da Irlanda e da Grécia, que tal analisar essas diferenças por este prisma:
A Irlanda irá ter um superavit de 0,7% em 2011 e 3,2% em 2012.
Somos realmente diferentes!

Dívida pública:
Dívida da República: 86% do PIB (A oposição no bananal diz ser 122%)
Dívida Privada: 239% do PIB (Em 2008 – A maior no mundo)

As comparações com a Grécia e a Irlanda:
Grécia com 126,8% do PIB (Estado) e Irlanda com 101%… em 2014!
Como no endividamento privado somos reis, e no público andamos lá por perto… sim, as diferenças são realmente significativas para pior

A Banca, o mercado de trabalho e o mercado imobiliário:
A banca portuguesa e o mercado imobiliário são realmente as principais diferenças entre Portugal, Irlanda e Grécia.
A banca portuguesa foi menos “brincalhona” no mercado da especulação, mesmo assim o seu endividamento externo ascende em média a 40% dos seus bens, e se a torneira dos empréstimos fechar…
É-nos dito que a legislação do mercado de trabalho em Portugal é a mais rígida na Europa e que os apoios sociais representam 22% do PIB.
Este é provavelmente o único ponto que discordo em todo o texto do Evans-Pritchard.
Gostava de destacar que a Noruega, que tem um sistema social muito mais pesado para o erário público do que o português, e uma legislação laboral ao nível de Portugal, é a nona classificada no ranking mundial da competitividade. A culpa não é da legislação, é da forma como os impostos não foram e não são canalizados para a economia do Zé Povinho, ainda para mais quando a Noruega é o país do mundo em que a desigualdade entre os quadros superiores e os inferiores é a menor, aproximadamente 1 para cada 4 euros.
O mercado imobiliário é também uma diferença. Em Portugal ainda não estoirou, volto a frisar… AINDA não estoirou. Os indicadores mais recentes começam a apontar para que tal venha a suceder, como a brutal contracção que o sector das obras públicas tem vindo a registar, agravado no último trimestre para uma queda de 16,4% nas novas encomendas!

Depois Pritchard pega numa afirmação do nosso incontornavelmente brilhante Ministro de Estado e das Finanças que disse: “Se Portugal não fizesse parte da UEE o risco de contágio seria menor”, para escrever:

“Senhor, se Portugal não fizesse parte da União Europeia, certamente não estaria nesta situação. O país, no início dos anos de 1990, tinha um superavit na sua balança de transacções. Foi impelido pelas ilusões do não risco da EEU até a uns vermelhos 109% do PIB. Se a sua moeda ainda fosse o escudo, nunca teria conseguido acumular tanta dívida externa, e agora teria a capacidade de reganhar riqueza com uma taxa de câmbio inferior.”

“A origem desta crise vem desde a fatal decisão de entrar para a União Europeia 20 anos mais cedo do que devia. Depois Lisboa falhou com um controlo insuficientemente das políticas fiscais e de endividamento de modo a contrabalançar uma queda nas taxas de juro de 16% para 3%, de forma a conseguir entrar para a UEE – se é que é possível contrabalançar um erro monetário em tal escala.”

Portugal viu a sua competitividade ser destruída pelo «boom», e nunca mais conseguiu recuperar. O país tem desde então vivido num estado de permanente declínio por causa de uma moeda Teutónica que está constantemente a exacerbar os desafios. Perdeu incontáveis indústrias de baixa tecnologia para os rivais chineses e da Europa de Leste mais rápido do que as industrias de alta tecnologia que conseguiu criar.”

Portugal tem, de certa forma, sido uma vítima a EEU, uma casualidade das ideologias, dos bons ideais, e de teorias académicas não comprovadas de laureados com prémios Nobel sobre a eficiência das uniões monetárias.”

In The Telegraph

Pouco mais à a acrescentar que dizer que o que ele escreveu é quase proibido nos nossos meios de comunicação social, tal o silêncio degradante que continuamos a vivenciar, e usou apenas a lógica e contas de somar… 1+1=2… nada que necessite de um curso ou saber de predestinado para ser desenvolvido… fez um verdadeiro trabalho de jornalista mais profundo do que os que por cá vivem… no mínimo desprestigiante para a classe que vive em Portugal (digo eu)…

Para o ano que vem:
4% do PIB serão consumidos pelo aperto fiscal e assistiremos a uma contracção da economia em 1,4%. (OCDE)
A dívida total deverá ficar nuns incomensuráveis, inacreditáveis, absurdos 325% do PIB!!!!!!!
Acreditem, isto é mesmo diferente dos casos irlandês e grego, mas para pior!

Agora talvez seja mais fácil de compreender o porquê dos mercados terem pura e simplesmente respondido que o resgate da Irlanda não vale de nada, com o risco da dívida irlandesa a continuar a subir na tabela, assim como o de Portugal e da Espanha.
Agora é certamente mais fácil de compreender que estamos num beco sem saída, que nos próximos seis meses iremos entrar no grupo das soberanias totalmente vendidas e dependentes de terceiros, que o nosso sistema bancário irá ser varrido por essa maré, assim como o nosso mercado imobiliário. Então, nesse dia, talvez as diferenças entre Portugal, Irlanda e Grécia venham a ser apenas: Somados todos os indicadores é Portugal que está em pior situação…
E depois?
Bem, depois…a máquina infernal da União Económica Europeia irá continuar a funcionar tipo monstro aglutinador de tudo e todos…

Notícia do The Telegraph – Portugal next as EMU’s Máquina Infernal keeps ticking
Notícia do Sol – Portugal e Irlanda são casos muito diferentes, diz comissário
Notícia do Sol – Mercados prevêem recurso de Portugal à ajuda internacional
Notícia do The Telegraph – Ireland bail-out: Markets brand rescue package a failure due to lack of detail
Notícia do Expresso – Clube da bancarrota: Irlanda sobe ao 3º lugar
Notícias de Apoio:
Notícia da Bloomberg – Most Competitive Economies 2010
Notícia do Jornal de Negócios – Irlanda compromete-se a reduzir défice para 9,25% em 2011
Notícia do Economia & Negócios – Dívida pública da Grécia atingiu 126,8% do PIB em 2009
Notícia do Público – Joseph Stiglitz põe a hipótese de Portugal ou Espanha falirem
Notícia do IOL – Dívida pública total ficou acima de 108% do PIB em 2009
Notícia do Público – Portugal vai ter o maior défice externo da OCDE no próximo ano

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