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Um Vazio Sepulcral

HSBC desaponta com lucros de apenas 13,2 mil milhões de dólares. Lucros do HSBC quase triplicam. Avaliação das casas sobe pela primeira vez em seis meses. Banca aproxima avaliação dos preços reais dos imóveis. Avaliação bancária dos imóveis desce 3,3%. Testes de resistência foram suficientes. Capitalização da banca é “confortável”. BDP sugere que vendam activos. Teixeira dos Santos pede à banca para reforçar capital. Moody’s está preocupada com a banca nacional.

Estes últimos dias têm sido verdadeiramente profícuos em notícias pintalgadas de cor-de-rosa nos nossos meios de comunicação social.
Os leitores menos atentos poderão ter caído na esparrela de muita da informação enganosa que anda a saltitar por entre as linhas escritas, por vezes descritas como verdades, que pouco mais são que roteiros programados para afastar do real a mente do Zé Povinho… talvez mentirinhas sagazes com um timing perfeito…

Escrito isto, vamos a elas…

O Jornal de Negócios – apenas um dos exemplos de como tal informação foi noticiada em Portugal – deu lugar de parangona a isto: HSBC desaponta com lucros de 13,2 mil milhões de dólares, e nos meios de informação europeus o que fez parangona foi isto: Os lucros do HSCB quase triplicaram.
Temos aqui em mão uma dualidade de leituras da mesma informação no mínimo extremada. Por isso o melhor é analisar qual das duas realidades é mais “notícia”:
– Lucro que os analistas estimavam:

Ainda assim, o número ficou aquém dos 13,72 mil milhões de dólares para que apontavam as estimativas dos 15 analistas consultados pela Bloomberg.
In Jornal de Negócios

Hmmm… então quer dizer que o lucro do HSBC ficou 500 milhões abaixo do esperado… hmmm… realmente significativo no seu total… sem dúvida…

– Crescimento do lucro:

O resultado líquido do HSBC foi de 13,2 mil milhões de dólares (9,59 mil milhões de euros) em 2010 e mais do que duplicou relativamente aos 5,83 mil milhões do ano anterior.
In Jornal de Negócios

Hmmm… portanto é muito mais parangona o facto de ter crescido menos 500 milhões de dólares que o esperado, do que o facto de ter aumentado o seu lucro em 7,37 mil milhões… hmmm… nada desequilibrado… hmmm…

Seguindo…

O Diário Económico dá lugar de destaque a isto: Preço das casas sobe pela primeira vez em seis meses … Seria realmente uma excelente notícia para a economia nacional, principalmente porque afastava a possibilidade de um cenário de colapso do mercado imobiliário… mas… o mesmo diário económico, passado um dia, apresenta uma outra notícia sobre o assunto que explica um pouco melhor o porquê de tal situação ter acontecido: Banca aproxima avaliação ao valor real dos imóveis

Ainda que ligeira, esta foi a primeira subida dos últimos seis meses, o que pode ser interpretado, segundo os especialistas, como um sinal de que os bancos estão a aproximar as avaliações ao real valor dos imóveis.
In Diário Económico

Hmmm…
Mas não termina por aqui… hoje no diário gratuito Oje saiu uma notícia que explica ainda melhor o que se passa: Avaliação bancária da habitação desce 3,3%

A avaliação bancária de apartamentos e moradias recuou 3,3% em Janeiro em termos homólogos, embora tenha subido 0,2% face a Dezembro, fixando-se em 1133 euros por metro quadrado, indicou ontem o Instituto Nacional de Estatística (INE).
In Oje

Hmmm… então o único sinal positivo a retirar disto tudo é que a banca está a analisar a realidade de forma mais próxima do mundo real, contrariando muito daquilo que descrevem muitas das linhas gastas em paleio de circunstância pelos nossos(?) meios de comunicação social… e, infelizmente, os sinais negativos continuam a fazer caminhar o mercado imobiliário em direcção ao abismo, a agravar-se de modo consistente e permanente…

Continuando…

Carlos Costa, Presidente do Banco de Portugal, apareceu hoje em parangona no jornal SOL a dizer isto: Presidente CGD: testes de resistência foram ‘suficientes’. Para já pode ser dito que depois de todas as criticas em relação aos testes terem sido mais que insuficientes, com tal é facilmente constatável pelo facto de passado menos de um ano se ir realizar outros testes de stress mais rigorosos, esse comentário é no mínimo dúbio, ou na melhor das hipoteses um pouco desprendido da realidade… mas:

«Estes testes trouxeram informação importante aos mercados e, em relação à banca portuguesa, vieram demonstrar que os seus níveis de capitalização e a sua solidez eram inquestionáveis»
In Sol

Tal convicção é digna de registo, tal como é a que está presente numa notícia do jornal Oje: Capitalização da banca é “confortável”

Os responsáveis dos principais bancos portugueses afirmaram ontem que a capitalização da banca é confortável, uma garantia que ocorre dois dias antes de a Comissão Europeia apresentar a metodologia da nova ronda de testes de stress ao sector na Zona Euro.
In Oje

Mas não é que o mesmo Carlos Costa, e no mesmo dia, afirmou que: BdP sugere aos bancos que vendam activos, notícia que faz parangona na Agência de Notícias…

Carlos Costa diz que bancos nacionais têm de mostrar que conseguem superar eventuais chumbos nos testes de stress.
In Agência de Notícias

Hmmm… no mínimo esta afirmação não liga lá muito bem com a que teve lugar de parangona no Sol, pois não?
Hmmm…
E então se ficarmos a saber que o Diário Económico deu lugar de parangona a isto: Teixeira dos Santos e Carlos Costa pedem à banca para reforçar capital

Reforçar capitais e desalavancar. Foi esta a mensagem passada ontem pelo ministro das Finanças e pelo governador do Banco de Portugal, quase em uníssono, à banca nacional.
In Diário Económico

Hmmm… e não está sozinho na afirmação de que a banca nacional tem de vender para aumentar o seu capital líquido em caixa de forma a não chumbar nos novos testes de stress… hmmm…
Talvez toda esta indefinição do Sr. Carlos Costa e dos nossos(?) meios de comunicação social tenha a ver com o facto de hoje o Diário Económico escrever que: Moody’s está preocupada com saúde da banca portuguesa

A forte dependência dos bancos nacionais do Banco Central Europeu para obter financiamento está no centro das preocupações da Moody’s, que ouviu também com apreensão os recados do ministro das Finanças e do governador do Banco de Portugal para os bancos reforçarem capitais, em vésperas de novos ‘stress tests’ na Europa.
In Diário Económico

Ah!!!… Já percebi, foi tudo apenas um erro de interpretação do passado quando comparado a este presente, em que a banca não consegue financiamento nos mercados e está quase totalmente dependente da boa vontade do Banco Central Europeu… hmmm… Mas então porque razão os nossos(?) meios de comunicação deram lugar de parangona ao passado? E porque razão nenhum foi capaz de questionar o porquê de tanta incongruência no discurso do Sr. Carlos Costa? Já não faz parte do jornalismo fazer as perguntas incomodas? Será o jornalismo apenas um copiar sem questionar?
Hmmm…

Estes foram três “pequenos” exemplos, consoante a interpretação de cada um, de como a realidade de um mundo pode ser mentira no mesmo impulsionada pela ausência de jornalismo no jornalismo…
Três “pequenos” exemplos de como os meios de comunicação social podem ser veículos de textos programados, de imagens distorcidas e de mentiras encapotadas.
Três “pequenos” exemplos de como a nobre arte de fazer jornalismo deu lugar a um quase e exclusivo copy\paste de afirmações não confirmadas, a parangonas desonestas na forma como abordam a informação, e a realidades invertidas para “ficarem” mais de acordo com o tom cor-de-rosa “pedido” por alguns dos interesses que pululam por aí… tipo bonitas carochinhas às bolinhas a quem ninguém lhes pode fazer mal…
Por onde andam o jornalismo e os jornalistas?!?!?!?!?!?!?!

Conclusão:
Lucros que são prejuízo nas parangonas… realidade que invertida é para vender o sonho da mentira de alguns… e senhores que falam, falam, falam, e pouco mais dizem que pequenas e constantes mentirinhas de modo a irem pintando o mais cor-de-rosa possível o nosso pequeno e quase sequestrado mundo…
Jornalismo! Ei! Jornalismo! Jornalistas? Ei! Alguém? Está por aí alguém?…
Um vazio sepulcral…

Notícia do Jornal de Negócios – HSBC desaponta com lucros de 13,2 mil milhões de dólares
Notícia do The Telegraph – HSBC profits near triple to $19bn
Notícia do Diário Económico – Preço das casas sobe pela primeira vez em seis meses
Notícia do Diário Económico – Banca aproxima avaliação ao valor real dos imóveis
Notícia do Oje – Avaliação bancária da habitação desce 3,3%
Notícia do Sol – Presidente CGD: testes de resistência foram ‘suficientes’
Notícia do Oje – Capitalização da banca é “confortável”
Notícia da Agência Financeira – BdP sugere aos bancos que vendam activos
Notícia do Diário Económico – Teixeira dos Santos e Carlos Costa pedem à banca para reforçar capital
Notícia do Diário Económico – Moody’s está preocupada com saúde da banca portuguesa

Mentira à Déspota

Bancos garantem não necessitar de reforçar capital. Moody’s e Fitch alertam sobre bancos portugueses. Portugal é o terceiro país da UE com mais precários. Conheça os novos pobres: Jovens desempregados e mal pagos. Despedir para gerar trabalho, indemnizar com dinheiros públicos. UE gasta milhões de euros em abundante repasto para debater a pobreza. China impulsiona cobre e fragiliza o ouro. Joseph Stiglitz: O QE2 americano é consideravelmente perigoso para a economia. China ordena aos bancos que aumentem as reservas de forma a combater a inflação.

Hoje vou escrever sobre os mentirosos… quer dizer, sobre eles já escrevo quase todos os dias… por isso hoje, para variar, vou escrever sobre os déspotas mentirosos.
Antes demais… Despotismo é:

O Despotismo é uma forma de governo em que o poder se encontra nas mãos de apenas um governante. Nesta, os súbditos são tratados como escravos. Diferentemente da ditadura ou da tirania, este não depende de o governante ter condições de se sobrepor ao povo, mas sim de o povo não ter condições de se expressar e auto-governar, deixando o poder nas mãos de apenas um, por medo e/ou por não saber o que fazer. No Despotismo, segundo Montesquieu, apenas um só governa, sem leis e sem regras, arrebata tudo sob a sua vontade e seu capricho.

In Wikipédia

Hoje, os nossos bancos dizem não necessitar de reforçar o seu capital e que estão preparados para enfrentar o agravamento da conjectura económica em Portugal.
Sim senhor, uns verdadeiros valentões de pêlo no peito e tatuagem no braço esquerdo a dizer “Amo-te Ultramar”.
Cá por mim vai ser por eles e por causa deles que vamos bater no fundo… não é que esta seja uma convicção lá muito original, principalmente quando a Moodys, a Fitch e a Standard & Poor’s (as três!!!) dizem que a probabilidade do Estado ter de vir a APOIAR os nossos “casineiros” ser muito bem provável.
Portanto, um destes déspotas mente… seguramente, tal a contradição de posições.
Em jeito de micro conclusão:
Sendo eu um déspota – banca – quero é que me paguem a mim por gastar aquilo que não é meu… não quero ter de poupar aquilo que é meu para assegurar o futuro de todos… a verdadeira lógica de um déspota que vive sem escrutínio e faz aquilo que bem entende.
Lá vamos nós uma vez mais ficar a assistir ao destronar da democracia em prol de uns quantos déspotas sem que estes sejam OBRIGADOS a respeitar a conduta de vivência numa sociedade democrática – igualdade de direitos e igualdade de responsabilidades…

E como vivemos numa sociedade que pratica a igualdade de direitos e responsabilidades(?), ficámos hoje a saber que Portugal é o terceiro país da UE com o maior número de trabalhadores precários, 22%.
Depois desta informação, restam poucas dúvidas que Portugal necessita mesmo de liberalizar e flexibilizar o mercado de trabalho, para facilitar o despedimento.
Esta é mais uma mentira de um Estado déspota, que vive e sobrevive quase sem escrutínio das suas acções, tal o estado de ignorância em que é mantido o Zé Povinho que lhe pede: “Por favor tomem conta de nós!
… e eles… aí não que não tomam… tomem lá mais trabalho precário!
Em jeito de mini conclusão:
Portugal necessita mesmo de aligeirar as suas leis laborais… talvez assim ajude a baixar a (falsa) taxa de desemprego, pois como já todos devem saber, um trabalhador temporário, vulgo, a recibo verdes, não tem direito a fundo de desemprego, e como se trabalhar 15 dias num ano não é considerado desempregado…
É só benefícios para este Estado déspota!

E o resultado deste despotismo indecente e leviano, com a conivência de um Zé Povinho amorfo e muitíssimo mal informado, ao contrário daquilo que o quadradinho mágico o faz crer, é que os nossos pobres, aqueles que passam fome, são agora predominantemente os jovens desempregados e mal pagos.
Desempregados? Não, pois não entram nas estatísticas, pois quase todos trabalham a recibos verdes – dois três meses por ano -, e com salários abaixo e por vezes bem abaixo do salário mínimo nacional, que já é uma vergonha.
Mais uma mentira de um Estado déspota, que vive longe, afastado, desligado, desprendido, desconexo da realidade do Zé Povinho que inutilmente continua a colocá-los na cadeirinha do poder… Hoje votam azul, amanhã amarelo, depois azul, e a seguir amarelo… amarelo, azul, amarelo, amarelo, azul… e vamos ver a cor é a cor do despotismo, seja qual for a escolhida, mesmo que um dia acabem por preferir o lilás…

Neste Estado déspota, a última ideia brilhante dos nossos “bananas”, que são os mais ferrenhos impulsionadores desta falsa democracia, é criar um fundo para ajudar as empresas nos despedimentos colectivos…
MONUMENTAL! INACREDITÁVEL! QUASE SOBRE-HUMANO!
Ora vejamos…
Criam um fundo, comparticipado pelas empresas e por DINHEIROS DO ESTADO, para facilitar os despedimentos de forma a não sobrecarregar monetariamente as entidades patronais PRIVADAS!
DÉSPOTAS!!!! MENTIROSOS!!!!
Uma vez mais – estou farto de escrever esta sequência de palavras – os nossos “bananas” dão a cara pelo despotismo e propõem algo que tenderá a aumentar o desemprego, os custos com subsídios de desemprego e gastos do Estado, o trabalho precário e os baixos salários… Verdadeiramente excepcional esta visão do mundo! Verdadeiramente desconectada da realidade da vida do Zé Povinho… muito bom, sem dúvida alguma!
DÉSPOTAS!!!

E como nós temos tendência a deixar isto passar porque pensamos que é a comunidade internacional que assim o exige – quer dizer… somos um Estado independente deste os tempos de Dom Afonso Henriques… ou se calhar… já éramos -, nada melhor que verificar então qual é a postura dos que dão a cara pela comunidade internacional.
Reza a história que a a União Europeia gastou TRÊS MILHÔES de euros na organização de uma conferência para se debater os problemas da pobreza. Belo repasto!… … … … … … … … … … … déspotas… … … … … … … … … déspotas.
Portanto, tentar defender os nossos déspotas dizendo que eles seguem instruções de outros déspotas é o mesmo que, como há una anos Paulo Futre disse: “A minha vida deu uma volta de 360º
… ou seja, é o mesmo que defender o despotismo condenando apenas caras, que podem mudar consoante a situação… e é o mesmo de ter comichão e coçar a borbulha de outra pessoa… e também poderá ser o mesmo de olhar para um poço e saltar logo lá para dentro…

E já que estou nos saltos, saltemos para outro tipo de déspotas, aqueles que o são e dizem não ser e aqueles a quem apontam ser e que dizem que não o são…
Para não variar, o Jornal de Negócios lá deu lugar de destaque a uma notícia com uma parangona verdadeiramente escabrosa, tal a inversão de factos que suscita:
China impulsiona cobre e fragiliza ouro
Uma mentira descarada e uma inverdade… ou duas mentiras… ou duas inverdades… escolham o que melhor vos convier…
Isto é notícia para defender déspotas acusando outros déspotas…
e aí vem Paulo Futre: “A minha vida deu uma volta de 360º“.
A China poderá estar a impulsionar o preço do cobre sim senhor, mas desta vez um negociante misterioso – mais tarde soube-se quem foi – comprou 80% do cobre no mercado de Londres… 80% de todo o cobre!
Essa acção, que alguns chamam especulativa, – eu chamo-lhe a anuência social perante o despotismo -, é a razão efectiva do aumento exponencial do preço do cobre nestas últimas semanas, não a China!
E para ficarmos a saber o nome do déspota… foi a JP Morgan. (São sempre os mesmos, com as cores azul e amarela…)
Pela primeira vez vou fazer uma citação de mim próprio… minhamosca:

Lá vamos nós uma vez mais ficar a assistir ao destronar da democracia em prol de uns quantos déspotas sem que estes sejam OBRIGADOS a respeitar a conduta de vivência numa sociedade democrática – igualdade de direitos e igualdade de responsabilidades…

In minha mOsca

Portanto senhores do Jornal de Negócios, que já mais parece o Jornal O Crime, a verdade é substancialmente diferente da representada nas vossas linhas, tão substancialmente diferente que posso dizer que mentem quando escrevem que o outro déspota é que é o mau… ainda para mais quando a defendida pela inversão é a JP Morgan, um dos maiores “casinos” do mundo, onde os déspotas se banham nas desgraças alheias!

Em relação ao segundo assunto, o preço do ouro, vou pegar nas palavras de Joseph Stiglitz, que por sinal é um déspota que defende déspotas, que ontem nos disse:

“Toda esta liquidez que estão a criar não está a fazer crescer a economia americana mas sim a ir parar à Ásia e a outros mercados emergentes onde não é desejada.
A maioria dos países afectados já começaram a reagir. Criaram controlos de capital, intervieram na cotação da moeda, criaram novas taxas para os fluxos de capital – uma multiplicidade de intervenções.”

In The Telegraph

Senhores do Jornal de Negócios, pelo menos aprendam a mentir porque o que está a levar à desvalorização do ouro é o aumento da procura de dólares por parte dos bancos chineses depois da obrigatoriedade, imposta pelos déspotas no poder central na China, de terem de aumentar o seu capital de reserva para 18,5% de forma a combater a inflação, inflação gerada pelo excesso de dólares em circulação nas economias emergentes, porque é por lá que estão a ser realizados os maiores investimentos. O mesmo se passa no Brasil, na Índia, etc., em todos os mercados emergentes… Inflação!
A desvalorização do ouro deve-se apenas à noção do dólar vir a perder parte da liquidez, assim como o preço actual do ouro se deve quase exclusivamente à desvalorização do valor do dólar devido a excessiva liquidez.

Dei esta volta toda para retornar ao ponto de abertura deste texto… os nossos bancos déspotas que não precisam de aumentar o capital porque são uns “machos latinos”.
Esta onda inflacionária que está a aparecer em todas as economias mundiais emergentes, causa do excesso de dólares em circulação, mais cedo ou mais tarde, vai chegar à nossa costa – é inevitável, ao contrário daquilo que nos andam a querer vender -, e quando chegar, os nossos bancos vão ser varridos como castelos de areia à beira-mar construídos, porque as suas reservas vão-se evaporar sobre a pressão inflacionária do dólar… num instante…

Conclusão:
Num mundo de déspotas, com um Zé Povinho amorfo e pseudo informado, os déspotas reinam e reinam a seu belo prazer, destruindo aos poucos o pouco que ainda sobra de uma sociedade que se começou a desenvolver como Portugal desde tempos já quase imemoriais, alimentando-se, tipo canibais, do sangue e sofrimento de quem lhes dá poiso e comércio – lucro… apoiados por uma comunicação (anti)social que defende déspotas de déspotas falseando informação para pintalgar mentiras com a verdade de outras histórias… esta é uma imagem daquilo a que chamo de mentiras à déspota para Zé Povinho amorfo!

Notícia do Diário Económico – Bancos garantem que não precisam de reforçar capital
Notícia do Diário de Notícias – Moody’s e Fitch lançam alerta sobre bancos portugueses
Notícia do Sol – Portugal é ó terceiro país da UE com mais precários
Notícia do Jornal I – Conheça os novos pobres: jovens desempregados e mal pagos
Notícia do Jornal I – Emprego. Despedir para gerar trabalho, indemnizar com dinheiros públicos
Notícia do The Telegraph – EU wastes millions of euros on lavish anti-poverty meeting
Notícia do Jornal de Negócios – China impulsiona cobre e fragiliza ouro
Notícia do The Telegraph – Mystery trader captures 80pc of London’s copper market
Notícia do The Telegraph – JP Morgan revealed as mystery trader that bought £1bn-worth of copper on LME
Notícia do The Telegraph – Joseph Stiglitz: America’s QE2 poses ‘considerable’ risks
Notícia do The Telegraph – China orders banks to raise reserves to fight inflation

Voltando à Hungria

Governo húngaro deseja controlar as políticas monetárias. Moody’s baixa rating da dívida da Hungria.

A hungria é palco de uma verdadeira guerra entre o status quo financeiro do mundo e um governo que quer rasgar as amarras que o mundo financeiro lhe tem imposto.

Uma vez mais a Moody’s baixa o rating da Hungria como retaliação ao desaforo do governo húngaro… desta vez devido à tentativa de nacionalização – atenção à palavra NACIONALIZAÇÂO – do Conselho de Políticas Monetárias, que é quem define as taxas de juro no país.
Para além desta instituição, quer nacionalizar todos os fundos privados de pensões, que na sua maioria, senão mesmo a sua totalidade, estão nas mãos dos grandes aglumerados financeiros.
Nesta história entra outra parte interessada, que costuma escapar quase impunemente das linhas informativas apresentadas pela comunicação (anti)social, o Banco Central Europeu, que tem direito de veto sobre legislação que afecte Estados membros. Sublihando… o BCE é o responsável pela definição das políticas económicas de todos os Estados membros da União Europeia.

O que o governo húngaro está a fazer é algo digno de registo num mundo político-bananeiro subserviente ao poder financeiro, retirando das mãos dos privados – atenção à palavra PRIVADOS – a definição das linhas económicas do seu país.

O caminho tomado pela Hungria é muito mais importante para nós, mundo ocidental, do que todas as outras formas de luta que têm surgido para combater o sistema vigente. A Hungria está a atacar o sistema onde mais lhe dói, nacionalizando-o… tirando-lhes o poder e o poder de gerirem o país… por inerência o Zé Povinho húngaro.

Gostava de criar um paralelismo entre as acções do governo húngaro e a proposta de revolução (que está na moda) para que as pessoas levantem amanhã todo o seu dinheiro dos bancos – Cantona.
Uma é uma acção estrutural e estruturante. A outra, uma acção superficial e potencialmente desviadora das atenções do fulcral da questão.

E como é com estes temas que se “apalpa” a independência dos nossos meios de comunicação (anti)social, é extraordinário verificar que os silêncios em relação ao que não convêm o Zé Povinho saber são execravelmente comuns, e em contraciclo, o Copy\paste vergonhoso e indecente é quase a regra quando se referem a temas que podem ser fracturantes para o status quo, como se pode verificar com a forma como a notícia da baixa do rating da Hungria pela Moody’s é representada nos nossos meios de comunicação (anti)social.
Jornal de Negócios, Diário Económico, Oje, etc… escrevem exactamente o mesmo, na exacta sequência com os termos exactamente iguais… como se o mundo fosse pensado exactamente da mesma forma… uma uniformização de pensamento que cria uma unidade informativa obsolutamente redutora, ainda para mais porque omitem as políticas que a Hungria está a adoptar. Gostava de salientar, uma vez mais, a forma manipuladora como o Jornal de Negócios se refere a este assunto:
Moody”s baixa “rating” da dívida devido a “recentes temores” em torno da situação orçamental.
– É uma mentira declarada! Na melhor das hipóteses, é informação enganosa!

Conclusão:
Sempre que o governo Húngaro toma medidas que atacam o feudo financeiro do país – como o reduzir do salário do Presidente do Banco Central – a Moody’s e outras agências financeira baixam o rating do país logo no dia seguinte.
Esta é uma batalha entre o poder financeiro PRIVADO e o reganhar do poder ESTATAL por parte de um governo democraticamente eleito.
Nesta guerra dão a cara os poderes PRIVADOS que (des)governam o nosso mundo e controlam o sistema em que vivemos, e são: Agências de notação, FMI, BCE, UE, etc… todos estes poderes estão sériamente preocupados com a direcção das políticas húngaras.
Ester conflito é excelente para analisar a dependência, a quem eles chamam independência, dos meios de informação generalistas a poderes, que sabemos bem quais são mas, que são complicados de individualizar.

“Caguem” para as revoluções que não o são nem nunca o irão ser – Cantona – e coloquem a vossa atenção sobre a Hungria, que é onde está realmente a acontecer uma revolução contra o status quo financeiro do mundo ocidental.

Este artigo é o continuar da história presente em:
Filhos (Bancos) Pedem Ajuda ao Pai (FMI)
Hungria e FMI às Turras (E Reuters a Comer Parágrafos – VERGONHA!)
Hungria… Onde os Bancos Realmente Pelam (Que Inveja)
Os Dois Poderes Na Hungria

Notícia do The Wall Street Journal – Hungarian Government Seeks to Take Over Monetary Policy
Notícia do Jornal de Negócios – Moody”s baixa “rating” da dívida devido a “recentes temores” em torno da situação orçamental
Notícia do Diário Económico – Moody’s corta ‘rating’ da Hungria, Bolsa cai 2%
Notícia do Oje – Moody’s baixa rating da dívida da Hungria
Notícias de Apoio:

Notícia do The Economist – Who’s in charge of Hungary’s money?

Com os “Timings” Perfeitos (Actualizado)

Armas nucleares tácticas: a nova doutrina da NATO. A Coreia do Norte tem uma incrível nova instalação nuclear. NATO «condena fortemente» bombardeamento de ilha sul-coreana. Seul está a considerar voltar a ter armas nucleares americanas. Porta-aviões americano a caminho das águas coreanas. Coreia do Sul e Estados Unidos realizam exercício conjunto sob a ameaça de mísseis norte-coreanos. Coreia do Norte posiciona mísseis terra-ar SA-2 junto à fronteira com o Mar Amarelo. China avisa os Estados Unidos em relação ao recrudescer da tensão nas Coreias. Os média estão a deixar escapar algo verdadeiramente importante na equação das Coreias.

Estava eu a seguir atentamente a cimeira da NATO realizada em Lisboa, principalmente a definição da nova doutrina de defesa colectiva com o regredir (oficial) em direcção ao armamento nuclear, quando para surpresa minha – quer dizer, surpresa não foi – sai, nos meios de informação generalistas, a extraordinária coincidência, ou seja, com um “timing” perfeito, que na Coreia do Norte tinha sido descoberta uma nova instalação nuclear de tecnologia de ponta, algo que o Ocidente pensava ser impensável existir lá por aquelas bandas.
Lembro-me de na altura ter pensado:
“Estes «timings», estas coincidências no tempo são mesmo certeiras!”
E dei mais uns passos nesse pensamento, aventando:
“Agora só falta uma guerra para justificar com mais solidez o escudo estupidomíssil!”

Voltando à descoberta da nova instalação nuclear norte-coreana:

“O cientista, Siegfried Hecker, disse num relatório apresentado no Domingo passado (dia 14), que na sua última visita ao complexo industrial norte-coreano de Yongbyon foi conduzido até a uma pequena instalação de enriquecimento de urânio. Tinha 2 mil centrifugadoras operacionais, e o Norte disse-lhe que estava a enriquecer urânio para um novo reactor nuclear.”

In Associated Press

Vamos por partes que esta notícia é das coisas mais ridículas que já li na minha vida…
(Actualização – Erro no dia da semana, corrigido) Primeiro, o “Domingo passado” é a semana anterior à publicação desta notícia!
– Deve ser o primeiro segredo militar a ser revelado quase sem verificar a sua veracidade, pois uma “semanita” é coisa pouca quando se brinca com coisas sérias, mal dando tempo ao Pentágono de se certificar que a informação era correcta, ou será que desejava verificar?! (Brincamos?)
Um pouco mais de seriedade nisto tudo não faria mal nenhum… é mais que óbvio que o “timing” foi cuidadosamente escolhido para acertar em cheio na cimeira da nata da NATO…

Depois, o Sr. cientista foi conduzido até às instalações nucleares do Norte?
– Mas que raio, não é o Norte tão hermético que não deixa ninguém entrar no país? Como pode alguém, principalmente alguém que iria revelar desbocadamente os seus segredos, ter acesso às suas áreas mais sensíveis e com uma visita guiada?
Esta notícia é apenas e só incongruências e coisas estranhas, a única coisa que não é estranha foi o seu “timing”…. digo eu… pois para além de me parecer uma notícia “plantada”, porque esta coisa do Norte realizar visitas guiadas de ocidentais às suas instalações nucleares vai contra tudo o que ouvimos falar deles, é obviamente perfeita para justificar o escudo estupidomíssil – digo eu.

E “prontos”, quando terminou a cimeira da NATO, logo na altura fiquei de escrever sobre esta estranha notícia, mas fiquei com a sensação que ela poderia ser o “desenho” inicial de algo mais que estaria por chegar, por isso guardei-a à espera do dia… dia esse que foi mais rápido do que esperava… dia 23! Mais um “timing” perfeito?
Serão os norte-coreanos tão estúpidos – digo eu – ao ponto depois de revelado um dos seus maiores segredos (só pode ser) atacarem logo o Sul? Estarão assim tão desesperados? Talvez quem sabe, mas talvez quem sabe não seja apenas na sua essência uma nova Baía dos Porcos… quem sabe…
Os “timings” são perfeitos demais, digo eu…

No próprio dia a NATO condenou fortemente o ataque…
seguindo…

Dia 22. A Coreia do Sul diz estar a repensar a sua estratégia em relação às armas nucleares tácticas, estando a reflectir se irá voltar a pedir aos Estados Unidos o reposicionamento no seu território de armas nucleares apontadas ao Norte, como resposta à descoberta (?) da sofisticada instalação nuclear norte-coreana.
Todos estas notícias e os seus “timings” são exactamente aquilo que é necessário para a NATO justificar a existência de um escudo estupidomíssil… “timings” e coincidências temporais a mais – digo eu.

Dia 24. Já temos um porta-aviões americano (nuclear) a caminho das águas coreanas… (Há quem diga que já lá estava…)

Dia 26. A China avisa o Estados Unidos que a coisa está feia e que não está a achar graça nenhuma que, logo neste momento de alta tensão, os americanos e os sul-coreanos realizem exercícios militares conjuntos no dia 28. (Há quem diga que já estavam a ser conduzidos…)

Dia 28 (hoje). Iniciam-se os exercícios militares conjuntos e o Norte posiciona mísseis terra-ar junto à fronteira com o Mar Amarelo (China e Coreia do Sul)).

Agora, a história contada do outro lado da barreira, a versão não ocidental da história:
É-nos dito que no dia 22, os Estados Unidos e a Coreia do Sul iniciaram um exercício militar conjunto com munições reais junto à ilha da discórdia, que duraria oito dias até ao dia 30… coincidências?
É-nos dito que foram disparados dúzias de obuses que penetraram nas águas do território do Norte.
E:

“Subsistem poucas dúvidas que este incidente foi orquestrado de forma a garantir novamente a aceitação por parte da Coreia do Sul do “chapéu de chuva” nuclear americano. Assim como o recente afundamento de um navio sul-coreano pode ser apontado ao desejo de Okinawa aprovar a continuação das bases americanas no seu solo. Forneceu aos Estados Unidos o que necessitava para superar todas as objecções.”

In Pravda

E se esta for a verdade desta história?
Baia dos Porcos parte 2?
Atenção que o mundo gira, gira, gira, mas as mentes dos homens permanecem imutáveis… e a História é cíclica e recorrente…

Tudo este desenrolar de acontecimentos, de “timings”, de coincidências, abre espaço à especulação e irá ser alimento para teorias da constipação, mas existe algo que é inacreditavelmente recorrente… os seus “timings”… e mais “timings” virão, pois depois da aprovação do “chapéu de chuva” nuclear, o vulgarmente chamado escudo estupidomíssil, os posicionamentos estratégicos das (execráveis) mentes bélicas irá ser fundamento recorrente…
Bons “timings” para todos…

Notícia do The Guardian – Nato’s tactical nuclear weapons: the new doctrine
Notícia da Associated Press – Scientist: NKorea has ‘stunning’ new nuke facility
Notícia da TVI24 – NATO «condena fortemente» bombardeamento de ilha sul-coreana
Notícia do China Daily – Seoul may consider bringing back US nuke arms
Notícia da Bloomberg – U.S. aircraft carrier heads for Korean waters
Notícia do The Korean Herald – S. Korea, U.S. conduct joint drill amid NK’s threats of rockets
Notícia da Yonhap News Agency – N. Korea deploys SA-2 surface-to-air missiles near Yellow Sea border
Notícia do The Wall Street Journal – China Warns U.S. as Korea Tensions Rise
Notícia do Pravda – Media seriously missing something from the Korea equation

Os Depositários da Dívida Nacional

BCE volta a comprar dívida portuguesa para travar juros. Risco português é o que mais baixa no mundo. Juros altos levam Governo a vender dívida no Médio Oriente.

Hoje ficamos a saber que ontem o BCE voltou a comprar dívida soberana portuguesa de modo a aliviar a pressão dos juros.
Muito bem, dirão os mais incautos. Verdadeiramente perigoso, dizem os mais atentos.
Num mundo em que somos bombardeados diariamente com a noção da livre circulação dos capitais, dos perigos que representam a manipulação dos Estados sobre essa circulação de capitais, o estrangulamento que causam à livre circulação de capitais as empresas públicas, eis que o Nosso Senhor Banco Central Europeu, centro dessas ideologias que destaquei, faz exactamente o oposto e manipula os preços de mercado.
Mas “prontos”, foi por uma boa causa: salvar Portugal da bancarrota…
Se desejarem acreditar nisso força, mas aquilo que está a ser feito é a compra às postas de Portugal que terá de pagar com contrapartidas; os sectores produtivos rentáveis ainda do Estado. Vamos aguardar, mas os sectores da energia e das águas públicas são demasiado apetecíveis para os tubarões…

Mas analisemos a forma como a notícia da participação do BCE na compra de dívida é reportada nos meios de comunicação para as massas:

O travão na escalada dos juros relacionados com as Obrigações do Tesouro a 10 anos foi dado ainda pelo BCE, que foi ontem ao mercado comprar dívida portuguesa. Ainda que tenha adquirido poucos montantes, a verdade é que essa operação ajudou a explicar o «alívio» verificado a partir da tarde de ontem e que continua esta sexta-feira.

In Agência Financeira

Certo é que a evolução intra-diária dos juros das obrigações do Tesouro português a 10 anos teve uma queda bastante significativa entre as 14h e as 15h, depois de durante a manhã terem batidos novos máximos acima dos 7,3%.

In Jornal de Negócios

Agora vou pegar em duas frases desses textos e criar um parágrafo:
Ainda que tenha adquirido poucos montantes, certo é que a evolução intra-diária dos juros das obrigações do Tesouro português a 10 anos teve uma queda bastante significativa entre as 14h e as 15h.
Curioso o resultado final deste parágrafo, não é verdade?
Pois então os baixos montantes investidos pelo BCE na compra de dívida portuguesa levaram a que os juros entrassem em retracção. Imaginemos lá então se os montantes tivessem sido elevados, podemos então especular que os juros cobrados podiam voltar quase imediatamente para valores irrisórios?

Estes nossos meios de comunicação são uma farsa pegada, uns vendedores de montes de banda da cobra. É mais que óbvio que para mexer com os valores dos juros o BCE teve de entrar e em força no mercado!
Palhaçada!

Mas agora já surgiu outra desculpa para os juros estarem a baixar: Os resultados que emanaram da reunião dos G20 (hoje!). Quanto apostam que amanhã os juros estarão a baixar apenas devido aos resultados da reunião dos G20, e que os nossos meios de comunicação social voltam uma vez mais ao silêncio sobre as manobras manipuladoras do BCE no mercado.
Portanto os juros estão a baixar porque:

E divulgaram uma declaração conjunta para tentar recuperar a confiança dos mercados, inquietos com a situação política e financeira da Irlanda, mas também de Portugal.

In Agência Financeira

Rir!

Continuando com o BCE, Jean Claude Trichet veio a terreiro dizer:

O Banco Central Europeu (BCE) quer que os bancos portugueses dependam menos dos seus empréstimos, diversificando as suas fontes de financiamento. A revelação foi feita na quarta-feira à noite pelo presidente da Caixa Geral de Depósitos, Faria de Oliveira, no discurso de encerramento da conferência promovida pelo banco público e pelo Diário Económico em Vila Nova de Gaia.

In Diário Económico

Não façam o que eu faço, façam o que eu digo.
Rir!
Para além de que, grande parte do dinheiro pedido ao BCE pela banca nacional tem servido para comprar dívida nacional.
Rir!
Portanto, o BCE manipula o mercado por dentro e por fora. Isto é que é poder de manipulação!

No sistema actual todas as manipulações de mercado acabam por sofrer correcções dolorosas, e todas estas acções não servirão para mais nada do que adiar o problema e principalmente agudizar a reacção final dos mercados ao problema das dívidas públicas. No dia em que a bomba estoirar, Portugal, Irlanda, Espanha e Grécia irão ser violentamente massacrados por causa desta acção de manipulação do mercado.

Por isso, o meu, teu e nosso querido amigo BCE será de todas as instituições mundiais aquela que mais ganhará com a nossa falência, porque todos os empréstimos e todas as manipulações no mercado, são acções executadas sob garantias dadas pelo Estado português.
Boa sorte Portugal.

E para fechar… as viagens dos nossos vendedores ambulantes de dívida.
Ficamos hoje a saber que os nossos “bananas” realmente não nos governam, são eleitos para funcionarem como vendedores ambulantes da dívida soberana nacional.

Sócrates e Vieira da Silva vão para Macau vender dívida e outra comitiva do Governo parte hoje para Arábia Saudita, Emirados Árabes e Qatar.

In Diário Económico

Isto é verdadeiramente caricato, os nossos “bananas” a venderem uma das poucas coisas que Portugal produz: Dívida, em vez de trabalharem naquilo para o qual foram eleitos: trabalhar em prol do Zé Povinho.
Cada vez que estes senhores fazem isso, quem compra essa dívida faz inevitavelmente uma pergunta:
O que nos têm para oferecer para aceitarmos essa proposta?
O que tem Portugal para oferecer ao mundo?
Tem-nos a nós… porque cada um de nós é o depositário de toda a dívida de Portugal…

Notícia do Diário Económico – BCE volta a comprar dívida portuguesa para travar juros
Notícia da Agência Financeira – Juros da dívida aliviam com G20 e BCE
Notícia do Expresso – Juros/Dívida: Risco português é o que mais alivia no mundo com taxa a baixar barreira dos 7%
Notícia do Expresso – Risco de bancarrota diminui nos ‘PIGS’
Notícia do Diário Económico – Trichet pressiona banca portuguesa
Notícia do Diário Económico – Juros altos levam Governo a vender dívida no Médio Oriente

Às Contas Com as Contas Deles

Preços aumentam 2,5% em Outubro. Inflação aumenta 2,3% em Outubro. A taxa de inflação foi de 2,9% em Outubro. Teixeira dos Santos diz que não serão emitidas mais obrigações do tesouro este ano. IGCP emite bilhetes do tesouro na próxima semana. Tribunal europeu contra as golden shares na EDP. Bruxelas diz que TGV tem de avançar. Ministros da UE irão negociar o aumento do orçamento da UE.

Quase sempre que um simples mortal tenta entender como se processam as contas deles (bananas) depara-se com situações verdadeiramente caricatas, quer dizer, seriam caricatas se isso não influísse directamente na nossa qualidade de vida, por isso posso chamar sem pudor a essas situações de mentiras e manipulações.

Começo pelas contas apresentadas pelos nossos meios de informação para as massas sobre o nível de inflação no mês de Outubro.
– Jornal Sol: Inflação cresce 2,5%
– Jornal Oje: Inflação cresce 2,3%
– Jornal Destak: Inflação cresce 2,3%
– Jornal Diário de Notícias: Inflação cresce 2,9%

Ou andam todos a mandar “bitaites” para o ar, ou o caso cheira mesmo a manipulação dos números.
Seria um caso de somenos importância caso o valor da inflação não servisse de balizamento ao aumento das pensões sociais, ao aumento dos salários e ao controlo da economia real do Zé Povinho. Portanto: Meus senhores, vocês estão a brincar com uma coisa muito séria para ser tratada com tal leviandade!
Este é apenas mais um sinal do descalabro na confiança nas nossas instituições e nos nossos (falsos) garantes da liberdade de expressão.

Continuando…

O nosso mais que tudo Teixeira dos Santos, Ministro do Estado e das Finanças, disse ontem após a emissão de mais 1,242 milhões de euros de dívida:

«a última emissão de Obrigações do Tesouro em 2010»

In Jornal Digital

Hoje o IGCP, o instituto que gere a emissão de dívida de Portugal, diz que na próxima quarta-feira, dia 17 de Novembro, irá emitir mais 750 milhões de euros de dívida soberana.
Mas a quantas ficamos?
Eu sei a quantas! Ficamos com as mentiras e com os mentirosos a gozar na nossa cara o prato de poderem fazer o que bem lhes apetece, já que os nossos (falsos) garantes da liberdade de expressão são cegos, muitas das vezes mudos e verdadeiramente surdos para o Zé Povinho!

Mas há mais…

Mais uma vez o Tribunal de Contas da UE, com a alegria estampada no rosto dos “bananas” que pululam em Bruxelas, considerou que as golden shares do Estado português violam o direito europeu de livre circulação de capitais. Desta a vez a golden share na EDP.
Posso fazer uma pergunta? Sim?
Então essa deliberação não viola os direitos constitucionais de Portugal que tem na sua constituição a palavra soberania como base central da sua constitucionalidade?
Deixem-me dizer que este é mais um sinal de que a nossa soberania é pasto que arde e vai ardendo nas mãos de terceiros que defendem os capitais financeiros às custas de irem passando consecutivas penas capital à soberania de Portugal e ao seu Zé Povinho.

E também ontem da UE emanou um comunicado que diz que o TGV tem de ser construído o mais rápido possível em Portugal.
Nas palavras deles: “Caguem lá para a dívida pública, o TGV é mais importante que tudo isso pois pode colocar em causa a abusiva circulação de capitais que vocês já não têm!”
Este tipo de comunicados ao país que vão emanando da UE, para mim, são verdadeiros contra-sensos mentais… mas se vocês acharem que são correctos, quem serei eu para discordar de tal coisa…

E para fechar, ainda com a UE, nada melhor do que continuar a bater na mesma tecla da histeria mental dos “bananas” que passam férias em Bruxelas.
Numa época em que uma boa fatia dos países da UE atravessa uma grave crise financeira, os meninos “bananas” na UE do alto do seu pedestal estão a debater a aprovação de um aumento de 6,2% ao seu orçamento.
Ou somos nós que somos parvos, ou então eles sofrem de grave esquizofrenia mental.
As palavras deles: “Aumentem os impostos aos Zé Povinhos de forma a controlar a despesa corrente e aumentem a despesa corrente de forma a controlar o aumento da dívida!”
Não, não me enganei a escrever esta última frase… é exactamente isso que eles não dizem mas é o que estão a fazer: Uma verdadeira esquizofrenia mental…

Concluindo:
Andar às contas com as contas deles é um exercício de louco e para loucos, onde a falta de coletes de força mental para conter a esquizofrenia e os histerismos são instrumentos que estão fora de moda, moda essa que é montada e programada pelos nossos (falsos) garantes da liberdade de expressão, vulgo, meios de comunicação social para as massas.
Em quem acreditar?
Nos “bananas”? Nos (falsos) garantes?
Temos é de começar a acreditar mais nos nossos instintos de forma a começarmos a fazer ver a essas bostas ambulantes que os seus histerismos e crises de esquizofrenia são doenças que têm de ser tratadas!

Notícia do Sol – Preços aumentaram 2,5% em Outubro
Notícia do Oje – Inflação acelera 2,3% em Outubro
Notícia do Destak – Preços crescem 2,3% em Outubro
Notícia do Diário de Notícias – Preços dos transportes, habitação e alimentação disparam
Notícia do Jornal Digital – Teixeira dos Santos diz que não serão emitidas mais OTs em 2010
Notícia do Jornal de Negócios – IGCP emite bilhetes do tesouro na próxima semana
Notícia do Oje – Tribunal Europeu contra golden shares do Estado na EDP (actualizada)
Notícia do Diário Económico – Bruxelas diz que TGV tem de avançar em Portugal
Notícia do Wall Street Journal – EU Ministers, Parliament to Negotiate Budget Increase

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