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Quem Nos Salva?

Taxa de juro aumenta 249% em 11 meses. Portugal irá necessitar de 20 anos para conseguir regularizar a dívida. Doze bancos espanhóis têm de reforçar capital em 15 mil milhões. Fitch: Bancos espanhóis precisam de pelo menos 38 mil milhões. Moody’s: Bancos espanhóis necessitam no mínimo de 40 mil milhões. Molycorp diz que a China em 2015 passará a ser importadora de elementos raros. A contaminação do plástico no oceano Atlântico. Japão vai rever a lei de mineração, para tentar chegar até aos 3,6 biliões em recursos subaquáticos. A doença do derrame de petróleo está a destruir vidas.

Portugal, Espanha, China e mundo de candeias às avessas, aos solavancos, aos trambolhões na insanidade de uns quantos.

Ficámos hoje a saber, não é que seja uma surpresa, pelo menos para quem tem andando minimamente atento, que os juros cobrados a Portugal aumentaram, desde Abril do ano passado, 249%249%!!!!!
Portanto, já todos(?) deverão estar cientes que Portugal irá ter de pagar em juros, simplisticamente falando, mais 249% em milhares milhões de juros, para além dos imensos milhares de milhões que tem em dívida.
Se acham que tal é pagável, quem sou eu para contrariar tal convicção, mas mesmo assim gostava de referir que os sonhos não são necessariamente passíveis de serem transformados em realidades…

A realidade é, como ficámos hoje a saber, que Portugal irá necessitar de pelo menos 20 anos, duas décadas, para conseguir regularizar a sua dívida de modo que esta fique abaixo de 60% do seu PIB.
Isto para mim é puramente um sonho dentro da actual funcionalidade deste sistema monetário. Teria de escrever imensas linhas para tentar justificar toda essa minha opinião, por isso irei utilizar apenas os dados mais facilmente palpáveis para a tentar justificar, baseando-me apenas e como sempre em notícias dos meios de comunicação generalistas que saíram nos dias mais recentes.

20 anos… duas décadas… Será que estão cientes que isso poderá significar que irão ser duas décadas de contracção económica, duas décadas de aumentos nos impostos, duas décadas de redução da qualidade de vida, duas décadas de redução no rendimento per capita disponível, duas décadas de perdas de direitos adquiridos, duas décadas de diminuição do Estado Social, duas décadas de aperto no cinto? Duas décadas! Vinte anos!
Estará o Zé Povinho disponível para aguentar a contracção deste sistema e a regressão no seu nível e qualidade de vida durante duas décadas, vinte anos?
O povo é sereno, dizem alguns… por isso, talvez… mas também talvez não…

E então se forem (muito) mais que apenas duas décadas, como pessoalmente considero que é o mais provável, dados os indicadores que temos actualmente disponíveis?
Comecemos por pegar nos indicadores que nos chegam de Espanha…
Então, ficámos hoje a saber que doze, 12!, bancos espanhóis chumbaram nos testes de stress desenvolvidos pelo governo de nuestros hermanos, e que terão de aumentar em 15 mil milhões de euros o seu capital.
Ok, nada de mais, poderão alguns pensar… Talvez peçam uns empréstimos e tapem esses buracos com numerário (ilusório)… talvez… ou talvez não…
E se o tamanho do buraco for como a Moodys e a Fitch anunciam?
E se o buraco for de até 100 mil milhões de euros, cinco vezes mais que o total que o Estado português necessita de financiamento para este ano? Hmmm… quando analisado desta forma as semelhanças com a Irlanda são realmente peculiares, no mínimo… e no mínimo o Estado espanhol irá cair… de joelhos…
Hmmm, com que então vinte anos para Portugal conseguir acertar as suas contas, mas essa análise baseia-se no facto que a Espanha se mantenha de pé. Então, se a Espanha ruir, quantos mais anos teremos de adicionar a esses vinte? (Isto sem sequer contemplar a hipótese de Portugal cair)

Seguindo…
E ontem conheci a Molycorp, a maior produtora de elementos raros do planeta fora da China, que disse esta coisinha importante que poderá escapar à mente dos mais incautos:

“Elementos do governo chinês alertam consistentemente sobre a intento da China continuar a restringir as exportações dos elementos raros, e a possibilidade da China se tornar importadora dessas elementos por volta de 2015,” afirmou a companhia com sede no Colorado, Greenwood Village, quando anunciava os seus resultados do quarto trimestre do ano que findou. “O consumo interno de elementos raros da China irá continuar a aumentar ao ritmo do crescimento do seu PIB.”
In Bloomberg

Como para muitos esta coisa dos elementos raros do planeta poderá ser território desconhecido, irei fazer uma pequena abordagem a eles (simplista).
1 – Quase tudo o que são tecnologias modernas necessitam deles, sem eles não seria possível o seu desenvolvimento – LCDs, telemóveis, todos os desenvolvimentos tecnológicos nas renováveis, carros eléctricos, etc, etc, etc, etc,…
2 – A China é o maior produtor e exportador mundial, com uma cota de produção de 95% de todos os elementos raros do planeta.
Pegando nestes dados verdadeiramente primários… depois do mundo ocidental ter “despachado” quase toda a indústria transformadora para a Ásia e ter ficado “apenas” com as indústrias de tecnologia de ponta, que são as grandes sorvedouras dos elementos raros do planeta, vê-se agora a braços com o seu mundo a ficar sem as matérias-primas que são a base funcional dessas indústrias. A China já começou este ano a reduzir e significativamente as suas exportações de elementos raros e em breve, segundo o relato disponibilizado, juntar-se-á a todo o restante mundo na luta pelos restantes 5% do total produzido não extraído no seu território.
Hmmmm… portanto, aquilo que temos ouvido recorrentemente dos nossos bananas, “Portugal está a investir nas indústrias de ponta, nas novas tecnologias”, será realmente algo com futuro e que poderá realmente ajudar na redução de dívida?
Hmmm… talvez sim, se descobertas muito em breve formas para contornar esse problema… mas talvez não… muito provavelmente, não, e dados os dados que temos em mão, Portugal, que é quase insignificante neste mundo, dado o seu tamanho geográfico, não irá conseguir angariar matéria-prima para sustentar as suas empresas de tecnologias de ponta.
Portanto, ainda consideram que em vinte anos, duas décadas, Portugal poderá conseguir reduzir a sua dívida?

Ainda temos o mar. A nossa costa marítima é a mais extensa da Europa. Poderá estar por aí o nosso futuro, poderão alguns pensar… e bem, diga-se de passagem…
É sem dúvida uma das formas de Portugal desenvolver a sua economia, mas infelizmente também cada vez mais os oceanos são a casa de banho, a lixeira e zona aberta das loucuras de uma sociedade que está dependente do petróleo e das matérias-primas, e que vive em estado de espiral crescente sofreguidão.

A imagem dos oceanos como a casa de banho e lixeira das sociedades humanas:

O SES recolheu mais de 6000 amostras de plástico(…). Um dos espólios mais chocantes foi efectuado durante uma recolha que durou 30 minutos em 1997, quando os cientistas recolheram 1069 pedaços nesse pequeno espaço de tempo. Calcularam que isso equivalia a 580 mil pedaços de plástico por quilómetro quadrado.
Os plásticos contêm também químicos que são gradualmente libertados nas águas e na atmosfera. Os peixes ao respirar esses químicos presentes na água acabam por ficar contaminados. Depois são capturados pelos pescadores e essa contaminação acaba por entrar na cadeia alimentar humana.
In Earth Times

Portanto, se em 1997 andavam à deriva nos oceanos 580 mil pedaços de plástico por quilómetro quadrado, passados 14 anos, como acham que estará o quilómetro quadrado nos mares?
Ainda teremos mar, disso não restam dúvidas, mas que mar teremos e em que estado estará para ajudar a aliviar a dívida nacional?

Talvez por lá exista para Portugal o mesmo que os japoneses estão a pensar conseguir amealhar:

O ministro do Comércio japonês planeia simplificar a lei de mineração dos recursos marinhos, pela primeira vez desde 1950, para ajudar no desenvolvimento da exploração de recursos subaquáticos que poderão ascender a 300 mil milhões de yenes.
In Bloomberg

Talvez também tenhemos por lá ouro e outros minerais que tal. Mas quais poderão ser as consequências para o futuro da riqueza marinha e para a saúde da nossa população?
Talvez a melhor forma de se analisar isso seja tentar entender que danos foram até agora estabelecidos como causa directa do derrame e dos dispersantes usados para tentar controlar o desastre da BP no Golfo do México:

“Os dispersantes estão a diluir-se na água e a deixar solúveis os compostos químicos, que são depois transportados pelo ar, que chegam a terra através das águas da chuva.”
“Estou assustado com o que tenho descoberto. Estes compostos cíclicos misturam-se com o Corexit [dispersante] e geram outros compostos cíclicos que não são nada bons. Esta é uma catástrofe ambiental sem precedentes.”
In AlJazeera

Este é o resultado dos sonhos e vícios do Homem em sociedades que não medem as consequências dos seus actos para o seu futuro. O investimento nos oceanos, tal como é analisado por esta estrutura económico-social actual, resulta num perigo monumental para a natureza, para o Homem e para o planeta.

“Sr. Presidente, a minha preocupação é que estes componentes tóxicos lesivos ainda estejam a ser utilizados e que irão, a longo prazo, criar um grave problema ao nosso Estado, aos nossos cidadãos, ao nosso ecossistema, à nossa economia, à nossa indústria pesqueira, à nossa vida marinha e à nossa cultura.” Senador da Luisiana, AG Crowe.
“Não seremos enganados a acreditar que o petróleo e as toxinas já desapareceram. Como os dispersantes tóxicos foram, e ainda estão em uso actualmente, o petróleo está a descer até às colunas submarinas de água e entrar num ciclo interminável na corrente do Golfo afectando de forma adversa o nosso meio-ambiente.”
In AlJazeera

A corrente do Golfo passa mesmo aqui ao lado…
Nos oceanos não existem fronteiras, assim como no ar… a poluição e destruição causadas noutros pontos do planeta chegam quase sempre à nossa costa… e como poderá Portugal desenvolver uma solução económica para si próprio quando aquilo que julga ser seu é na realidade de todos? E pior, é na realidade a casa de banho do mundo…

Portanto, vinte anos poderá ser uma previsão no mínimo muito optimista, para não escrever mesmo sonhadora.
Não irão ser apenas vinte anos de prisão económica, de retracção social, irão ser muitos mais a não ser que todo este mundo em que vivemos comece a olhar para o seu mundo com olhos de gente realmente preocupada.
Só será possível em vinte anos se as desigualdades entre classes forem rebatidas, se os Estados aumentarem os apoios à união social através de estudos para todos, se os seus Zé Povinhos passarem a ser o seu maior bem e se a natureza que nos envolve passar a ser mais que apenas matéria-prima para ajudar nos ganhos pessoais, lucro, de uns quantos, muito poucos, homens que vivem como se não houvesse amanhã.

Conclusão:
O juro cobrado à nossa vida é medido pela taxa de loucura de uns quantos, muito poucos, que viveram e vivem num presente sem futuro… e que sem uma mudança radical na sua forma de viver a vida que é de todos, nem 40, nem 30, nem 20 anos mais haverão… até pode ser que os quantos, muito poucos, dos nuestros hermanos que viveram e vivem nesse presente sem futuro consigam desencantar mais uns anos para nós… mesmo que os árbitros das finanças dos loucos digam que os anos estão já contados para eles… até pode ser que o crescimento continuado da loucura chinesa nos possa vir a ajudar, mesmo que a sofreguidão com que cresce faça decrescer as esperanças de uma vida vivida para além deste presente… e talvez os mares nos salvem… mas… primeiro… temos todos de salvar os mares que vivem hoje ao ritmo de uma vida sem futuro…
Ao fim ao cabo, afinal de contas, quem nos salva… a nós… e ao mundo?

Notícia do Correio da Manhã – Taxa de juro dispara 249% em 11 meses
Notícia do Diário de Notícias – Portugal vai demorar 20 anos para regularizar dívida
Notícia do Diário Económico – Doze bancos espanhóis forçados a reforçar capital em 15 mil milhões
Notícia do Destak – Bancos espanhóis precisam de pelo menos 38 mil milhões de euros- Fitch
Notícia da Reuters – Moody’s reduz nota da Espanha e cita custo para recuperar bancos
Notícia da Bloomberg – Molycorp Says China May Become Net Importer of Rare-Earth Minerals by 2015
Notícia da Earth Times – Plastic Contamination in the Atlantic Ocean
Notícia da Bloomberg – Japan to Revise Mining Law, Seeking $3.6 Trillion in Undersea Resources
Notícia da AlJazeera – Gulf spill sickness wrecking lives

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Vãs Memórias de um Passado Recente

A Agência Alimentar americana avisa os países produtores de alimentos em relação ao controlo das exportações. Especulação alimentar: Morrem pessoas de fome enquanto os bancos enchem o pote. Wall Street banqueteia-se em Davos no desvancer do temor da crise. Peter Schift prevê um pesadelo inflacionário nos Estados Unidos, made in China. Jim Rogers: O barril de petróleo pode chegar aos 200 dólares. Sauditas assinam acordo nuclear para reduzir o uso de combustíveis fósseis.

Os últimos dias foram passados e preenchidos com informações sobre as revoluções induzidas pelo aumento do preço dos alimentos – inflação-, e não só, no Norte de África, no Médio Oriente e na África Central.
Estará o mundo a entrar numa nova fase social revolucionária induzida pelo cada vez menor excedente de matérias primas?

Um dos principais medos do mercado, quase totalmente desregulado de matérias primas, é o da regulamentação, devido a isso a Agência Alimentar americana veio a terreiro avisar, em tom de temor, os países produtores para não cederem à tentação de reduzirem as exportações das suas produções de alimentos.
Decompondo o que esta agência está a “pedir”…
Pede aos países produtores que não invertam a tendência inflacionária que começa a surgir nos seus mercados internos de forma a não causar maior tendência inflacionária no resto do mundo.
Irão as populações locais aceitar que os outros possam pagar menos e que eles tenham de pagar mais por causa dos outros?
Irão as elites que governam esses países colocar em causa o seu status quo e deixar os preços dos alimentos disparar para que o resto do mundo possa pagar menos por eles?
Não esquecer que as elites bananeiras fazem de tudo de forma a perpetuar o poder, por isso, digo, o mais provável é o mundo começar a assistir a medidas de controlo das exportações. Quando tal acontecer, a palavra inflação irá em pouco tempo ceder lugar à palavra hiperinflação.

Mas o aviso da agência americana trás consigo um busílis do mercado, os especuladores. Talvez não seja má ideia dizer a essa agência americana que grande parte da responsabilidade do aumento exponencial do preço dos produtos alimentares é culpa de membros da sua sociedade, e que a limitação das exportações por parte dos países produtores não mais será que uma consequência das políticas usadas por esses destacados membros da sua estrutura social.

“(…)entre os negociantes e economistas está a emergir uma nova teoria. Os mesmos bancos, fundos de investimento e financiadores cuja especulação nos mercados financeiros conduziu à crise imobiliária são agora os principais suspeitos pelos preços dos alimentos andarem tipo yo-yo a inflacionar. São acusados de se estarem a aproveitar dos mercados serem desregulamentados para capitalizarem milhares de milhões na especulação dos alimentos, levando a miséria a todo o mundo.”
In The Guardian

Podemos daqui retirar uma pequena mas profunda conclusão: se os mercados voltarem a ser regulamentados o mundo poderá voltar a ter alimentos a preços mais acessíveis.
Porque será que a agência americana não faz menção a este ponto tão significativo?
Estará a soldo dos mesmos interesses que batalharam durante décadas pela eliminações das regulamentações dos mercados internacionais?

“(…) depois de intenso lóbie nos Estados Unidos e em Inglaterra por parte da banca, dos fundos de investimento e de políticos defensores da desregulamentação dos mercados, as regulações nos mercados de matérias primas foram sendo paulatinamente abolidas. Os contratos para compra e venda de alimentos foram transformados em “derivados” que podiam ser comprados e vendidos entre negociantes que nada tinham que ver com a agricultura. Como resultado disso nasceu um novo e irreal mercado de “especulação alimentar”. Cacau, sumos de fruta, açúcar, fibras têxteis, carne e café são hoje em dia matérias primas globais, a par do petróleo, ouro e outros metais.”
In The Guardian

Se não estiver a soldo dos mesmos interesses que têm uma relação directa e evidente com o aumento do preço dos alimentos, então é mais uma instituição internacional composta maioritariamente por pessoas incapazes e incompetentes.

Enquanto tudo isto está a acontecer bem à frente dos nossos olhos, chega-nos o retrato de que em Davos os maiores casineiros do nosso mundo andam de peito feito, quase em festa, pois este ano chegam à reunião anual para debate da economia mundial com lucros recorde e sem o temor da aplicação de novas regulamentações e taxas aos seus movimentos de capital.

“Finucane e outros banqueiros sénior dizem que as lições da crise financeira não foram esquecidas. Dizem também que o processo de reformas ainda não terminou. Muitas das regras exigidas na legislação financeira americana Dodd-Frank têm ainda de ser escritas, e que Basileia ainda tem de desenvolver regras para os bancos denominados “demasiado grandes para falir” e para o nível de capital requerido às unidades financeiras.”
In Bloomberg

Portanto, daqui pode ser concluido que o cancro que se foi desenvolvendo nas últimas décadas continua a crescer sem que haja tratamento para ele, e principalmente que a cura para tal maleita continua a ser adiada na esperança que o doente se cure por si só.

E outro dos factores que a agência americana deixou no recanto do silêncio foi a relação da quantidade de dólares em circulação e a inflação…
Peter Schift:

“A inflação «é consequência dos passos que o governo tomou para tentar estimular a economia», disse, em referência aos gastos com os pacotes de ajuda à economia. Basicamente, o Fed teve de imprimir dinheiro de forma a pagar o enorme défice do país, o que por sua vez fez aumentar o preço de quase tudo o que é tabelado em dólares, que continua a ser a moeda de reserva mundial.”
In Yahoo Finance

Portanto, uma vez mais, as agências internacionais fazem cócegas à verdadeira profundidade dos problemas, fingindo soluções e preocupações, quando na realidade não são nada mais do que representantes dos interesses que ganham com o perpetuar dos problemas sobre os quais afirmam estar preocupadas.
Querem continuar a dar crédito às vozes que de lá palram?
Façam favor…

E vou fechar o texto de hoje com Jim Rogers, a Arábia Saudita e o petróleo…
Jim Rogers, um dos maiores casineiros do mundo diz que o preço do barril de petróleo poderá, ainda este ano, chegar aos 200 dólares.
Jim Rogers:

“(…) o mundo tem cada vez menos reservas de petróleo. Talvez ainda haja muito petróleo no mundo mas, a existirem, não sabemos onde estão ou como o extrair.”
In BBC

Vindo de quem vem e da forma desprendida como o disse… meus senhores agarrem bem o vosso cinto de segurança que a descida da montanha russa irá ser provavelmente violentamente atribulada…

E para reconfirmar um pouco as palavras do Jim, que tal esta coisa estranha da Arábia Saudita andar a assinar acordos de energia nuclear para reduzir a sua dependência dos combustíveis fósseis?
O que me dizem disso?
Talvez seja para ajudar a reduzir o aquecimento global, poderão pensar alguns, levados pela onda de histeria que o assunto está a gerar, mas talvez não faça mal nenhum levantarem esta questão:
Porque razão o país, que nos é dito ter as maiores e mais duradouras reservas de petróleo do mundo, está a gastar parte do seu excedente financeiro e técnico numa energia em que a matéria prima não existe por lá quando tem petróleo a brotar por todos os poros do seu território?
Será a opção da Arábia Saudita pelo nuclear a confirmação não oficial de que o petróleo não é assim tão abundante como o proclamado?
Deixo-vos com esta pergunta…

Conclusão:
Mais uma agência internacional que fala, fala, fala, mas o que diz é apenas e quase só balelas… balelas essas que são apenas e só palavras que o vento vai levar, porque os países que produzem não irão querer ter os outros a comer aquilo que é deles, quando lhes começar a faltar… e isso irá fazer a palavra inflação morrer trucidada pela violência de uma torrente chamada hiperinflação… hiperinflação que será pasto e regalo para os olhos e bolsos dos casineiros que sugam o tutano de um mundo que levantou todas as suas fronteiras para que eles possam passear à vontade a sua ganância e insensibilidade… e por causa deles a montanha russa da hiperinflação poderá estar mais perto do que se imaginava… e aqueles que dizem banharem-se em ouro negro poderão na realidade estar apenas a mergulhar em vãs memórias de um passado recente…

Notícia da NewsDaily – FAO warns against food export curbs
Notícia do The Guardian – Food speculation: ‘People die from hunger while banks make a killing on food’
Notícia da Bloomberg – Wall Street Partying in Davos as Crisis Angst Fades
Notícia do Yahoo Finance – Brace Yourself: Peter Schiff Predicts U.S. “Inflationary Nightmare”, Made in China
Notícia da BBC – Oil ‘could hit $200 a barrel’ says investor Jim Rogers
Notícia do Arabian Business – Saudi signs nuclear deal in bid to cut fossil fuel use

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