As Últimas Fronteiras

O nosso mundo está a chegar até às últimas fronteiras… às fronteiras económicas, às fronteiras sociais, às fronteiras alimentares e às fronteiras energéticas. Todas estas fronteiras foram durante este último século da nossa civilização sendo protegidas pela abundância de energia barata e acessível no planeta. Mas agora este mundo começa a ter de lidar com o facto de já não conseguir providenciar energia suficientemente barata, em quantidade e acessível para assegurar os pilares que estruturaram este planeta em que vivemos. Estaremos já hoje a olhar para um passado que já o terá sido?
Quase todos os dias somos bombardeados com informação de que existem soluções e que essas soluções servirão para cobrir o que iremos perder nos próximos tempos, e que ainda por cima essas soluções irão ser melhores para o planeta e para a vida… por consequência, então não nos teremos de preocupar com o futuro porque ele já está assegurado neste presente. Mas será isso realmente real?

Vivemos num sistema económico-social quase totalmente dependente do petróleo – para além do carvão e do gás natural… petróleo que, ficámos este ano oficialmente a saber, atingiu o seu pico de produção em 2006. A qualidade do petróleo por extrair continua a decair, as reservas descobertas nas últimas décadas não cobrem nem de perto o nível de quebra na produção, a extracção é cada vez mais onerosa e tecnicamente mais difícil. Isto é uma realidade sentida e vivida por todos nós no dia-a-dia nos preços do bens que consumidos e na energia que necessitamos.
As principais soluções para tentar suprir essa diminuição na oferta do petróleo chegam-nos através das renováveis, segundo nos querem fazer crer.
Mas quanto disso é realidade, quanto é fantasia e quanto é insensível mentira?

“Há dois anos, pesquisadores das Nações Unidas afirmavam que custaria «no máximo 600 mil milhões de dólares por ano durante a próxima década» para se conseguir efectuar a transição para as energias verdes. Agora, um novo relatório das Nações Unidas mais que triplica esse valor para os 1,9 biliões de dólares por ano durante 40 anos. Por isso vamos fazer as contas: Isso representa um total de 76 biliões de dólares, durante 40 anos — ou mais do que cinco vezes o produto interno bruto dos Estados Unidos (14,66 biliões por ano). Isto é parte de uma «remodelação tecnológica» «à escala da primeira revolução industrial»
In Fox News

Como está economicamente o nosso mundo?
Não muito bem, correcto?
O nosso mundo necessita de estar economicamente vibrante para conseguir levar a cabo uma revolução tecnológica como a que é exigida que ocorra nas próximas décadas, e 1,6 biliões de dólares de investimento por década, sem contabilizar a inflação, não me parece de todo viável actualmente, mas… o Homem por vezes consegue superar as dificuldades que lhe são impostas com muito engenho, mas… analisemos então se esse engenho está actualmente a conseguir superar as realidades económicas…

“Pesquisas demonstram que o investimento na Europa em renováveis caiu mais de 1\5 em 2010 enquanto nos países em desenvolvimento cresceu. […] No ano passado, o investimento nas renováveis cresceu mais de 1\3 para um recorde de 211 mil milhões de dólares, com um aumento significativo do investimento na China, principalmente em energia eólica.”
In The Guardian

Não! No mundo desenvolvido, que está a mãos com uma contracção da sua realidade económica, o tão indispensável investimento em renováveis está a acompanhar de perto as dores da economia e a contrair. Por outro lado, no outro lado do mundo, nas economias dos países em desenvolvimento, o investimento continua a acompanhar as vibrantes economias e a crescer. 1+1=2… economia em alta, investimento em alta, economia em baixa, investimento em baixa… uma lei económica deste sistema em que vivemos.
Qual o futuro que se apresenta mais provável para a economia mundial?
Como já tentei responder a isso noutros artigos recentes nem sobre tal me irei debruçar, apenas deixar aqui a ressalva que até mesmo as economias em desenvolvimento estão a começar a abrandar, e quando a economia abranda o mesmo acontece com o investimento… por isso, para o ano ainda teremos um crescimento no investimento nas renováveis ao nível do que se verificou em 2010 nas economias emergentes?
A resposta fica convosco…

Mas imaginemos que o mundo irá no futuro continuar economicamente a crescer sem sobressaltos… até que ponto é realmente viável o futuro de renováveis tal como nos andam a querer pintar?
Existe um ponto singular que é quase constantemente «banido» de todas as informações que nos chegam sobre o futuro das energias verdes… esse ponto é qual a abundância das matérias-primas que servem de base à tecnologia?

“Canada Lithium Corp. (CLQ), a construir uma mina no Quebec, afirmou que a oferta poderá ser inferior à procura global por volta de 2015, porque a China irá necessitar de mais baterias que contêm o metal. […] o país asiático planeia construir 5 milhões de carros eléctricos por ano, o que irá requerer a triplo da produção actual de lítio. […] A procura por lítio irá crescer para uso nos computadores portáteis e telemóveis, assim como para os projectos de energia eólica e solar que venham a incorporar baterias para armazenamento de energia”
In Bloomberg

Hmmm… não são lá muito abundantes, correcto?
O futuro já não parece ser assim tão azulinho e simples, correcto?
E vejamos, esta notícia só incorporou a China na sua análise. Qual será realmente a realidade do lítio para as tecnologias verdes e para as tecnologias de ponta?
A realidade é que não existe lítio para tudo, pelo menos não em quantidade de produção.
Das duas uma, um investimento enorme terá de ser feito na extracção e desenvolvimento de lítio de modo a acomodar a revolução verde que anda a ser apregoada aos sete ventos, e já no imediato o que iremos assistir é a um aumento do preço do lítio e consequente aumento de todas as tecnologias dependentes dele… tudo isto num mundo que não anda lá muito bem economicamente.

Ah, mas isso foca-se apenas num metal – lítio – e o engenho do Homem conseguirá contornar esse «pequeno» obstáculo, poderão alguns de vós afirmar. Concordo, mas infelizmente essa escassez é hoje em dia visível em quase todos os elementos raros do planeta, metais que dão vida a toda a revolução verde que este mundo necessita para conseguir sobreviver ao declínio do petróleo.
Ah, mas alguns de vós poderão indicar que mesmo há pouco tempo foram descobertas vastas quantidade desses elementos, o que é verdade, mas…

“Foram descobertos no fundo do oceano abundantes e ricos depósitos de materiais que são usados para construir a electrónica moderna, sugerindo que a China poderá perder o controlo apertado que mantém sobre a oferta mundial.
A China controla actualmente 97% da produção mundial de elementos raros e do metal yttrium, […] Conforme foi crescendo a procura pelos elementos, a China tem vindo a aumentar as taxas e colocando restrições às exportações. O preço dos elementos raros cresceu aproximadamente 700% na última década.”

In CBC

Num mundo que economicamente anda meio cambaleante, a solução para a produção abaixo do par de elementos raros no planeta é explorá-los nas vastas profundezas dos oceanos?!?!? O nosso futuro estará então dependente de um colossal investimento em tecnologia que ainda não existe, ou a existir é imensamente mais onerosa que a utilizada em terra, para explorar áreas que nunca foram exploradas e com condicionalismos ao nível – quase – da ida à Lua?!?!?!
Sabem, acho que tal só irá ser economicamente viável quando quase deixar de existir esses elementos à superfície do planeta e com isso muito do futuro das tecnologias verdes e de ponta fica dependentemente dependente de um futuro aparentemente muito pouco animador ou até mesmo parcialmente utópico quando aplicado à real realidade que as envolve.

Então que futuro nos espreita? Onde nos podemos agarrar enquanto sociedade e sistema económico?

“Uma guerra de trinta anos pelo domínio? Não se deseja tal coisa nem num planeta desesperado. Mas é para onde nos estamos a dirigir, e não existe como voltar atrás. […] Porquê 30 anos? Porque é o tempo que irá demorar para que os sistemas experimentais de energia como o hidrogénio, o poder das ondas, o combustível de algas e os reactores nucleares avançados passem do laboratório para um desenvolvimento em larga escala. […] Isto será uma guerra porque o lucro, até mesmo a sobrevivência, das corporações mais poderosas e ricas do mundo estará em risco, e porque todas as nações têm uma competição potencialmente de vida ou de morte. […] Quando passarem estas três décadas, tal como aconteceu com o tratado de Westphalia, o planeta terá muito provavelmente as fundações de um novo sistema de organização – desta vez em torno das necessidades energéticas.”
In The Guardian

Esta é uma visão muito mais negra quando comparada com o constante ribombar de soluções milagrosas que estão aí mesmo ao virar da esquina. Mas esta sociedade já não necessita apenas de esperança, tem é de começar a enfrentar a realidade de modo a conseguir devolver a esperança a um sistema económico-social que está décadas atrasado no estudo e desenvolvimento de soluções para contornar as dores que se advinham causadas pelo petróleo, pelo carvão e pelo gás natural. Este mundo deixou para o amanhã aquilo que já devia ter feito há muito, onde até mesmo as actuais soluções estão quase totalmente presas a matérias-primas que não conseguem suprir as necessidades! Chegou a hora de apertar o cinto e enfrentar a realidade, e a realidade é esta:

“A Rússia afirmou que vai entregar um pedido formal à ONU (Organização das Nações Unidas) no próximo ano para redesenhar o mapa do Ártico, ficando, assim, com uma fatia maior.”
In A Folha

Uma corrida às últimas fronteiras do planeta! Para além do fundo dos oceanos, o Ártico. Mas no Ártico não é em busca dos elementos raros é atrás do petróleo, atrás das últimas réstias de esperança para estender no tempo e encontrar tempo para desenvolver as tecnologias que actualmente são apenas paliativos quando perante o tamanho da montanha que terão de escalar.
Poderemos estar a assistir ao delinear de um retornar aos tempos da Cortina de Ferro, a um recrudescer das lutas por recursos, ao início de um início já muitas vezes visto na História desta sociedade humana?

“Os Estados Unidos estão a colocar-se ao centro do debate sobre o futuro do extremo Norte numa época em que estamos a assistir a uma nova «corrida fria» ao petróleo e minerais […] O movimento da marinha americana acontece depois da Rússia ter aumentado os testes balísticos com mísseis na região e a Noruega ter deslocado a sua principal base militar mais para Norte. […] Os interesses comerciais em competição no Ártico são complexos por falta de um acordo abrangente sobre quem é dono do quê.”
In The Guardian

O mundo já presenciou isto! Isto é um déja vu!
Um mundo em que as soluções verdes, renováveis, pouco mais possam ser que quase meros contos de fadas, ou apenas um pequeno alívio para algumas das elites vigentes, tal a sua limitada capacidade de acção, é o petróleo, ou o que resta dele – se é que por lá irão encontrar algo que seja realmente significativo – que continua a movimentar esta sociedade, este sistema económico e tudo o resto que ainda não passa de quase meras balelas sonhadoras num mundo que volta a trilhar um caminho verdadeiramente déja vu, em direcção a um possível escalar de tensões, para uma nova corrida aos armamentos, tudo isto em simultâneo com o mesmo mundo a entrar em verificável forte contração económica!
Alguns poderão estar achar estes últimos parágrafos um acentuado exagero, por isso:

“Com a missão canadiana de combate no Afeganistão a retroceder, os militares estão a preparar uma grande mostra de força no Alto Ártico […] «Tudo isto tem muito a ver com o alargar da nossa pegada numa permanente presença sazonal no Norte», afirmou o Sr. Mackay. «É algo que nós enquanto governo temos intenção de continuar a investir.»”
In The Globe and Mail

Enquanto a tecnologia verde, ou melhor, a tecnologia de substituição for apenas um paliativo, o mundo não irá investir realmente no seu desenvolvimento, irá continuar a tentar garantir o que neste último século garantiu a riqueza e poder das nações do mundo, o acesso ao petróleo. Poderemos estar perante o arrancar de uma nova página negra na História do Homem, com homens que se mantiveram cegos, surdos e mudos por opção enquando os conspiracionistas do passado, agora pessoas com a razão, avisavam sobre os potenciais perigos de se tentar esconder a todo o custo o futuro que era inevitável acontecer a uma sociedade que mais tarde ou mais cedo teria de dar de caras com a realidade. Agora a realidade poderá ser um desviar dos já de si parcos fundos para o imensamente atrasado desenvolvimento das mais que necessárias soluções para reduzir a dependência do petróleo para um aparatoso aparato militar que se começa a vislumbrar estar a começar a entrar em acelerada rotação.

Conclusão:
Pelo mar, pela terra e pelo ar, as esperanças destes homens sem visão são sempre soluções completas… mas na realidade estão quase sempre totalmente e completamente desfasadas do real… um real que poderá significar uma nova e irreal guerra… seja ela fria, ou um pouco mais quente… uma guerra que a sê-lo será uma guerra aberta ao futuro de um sistema sócio-económico já de si suspenso e com o futuro no limbo…
É no fundo do mar!!! É no Ártico!!! Grita de salvação esta sociedade!!! Mas a realidade é que nas últimas fronteiras só se costuma vislumbrar que o fim… fica mesmo bem ali ao lado…

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Em busca de mais conhecimento

Posted on 10/07/2011, in Ambiente, Bélico, Economia, Energias. Bookmark the permalink. 4 comentários.

  1. A Fox News é de longe uma referência credível em termos jornalísticos. Já foi mais que provado que é uma empresa que apoia firmemente o Partido Republicado e também, uma forte oponente ao aquecimento global, considerando-o no passado e ainda no presente, como “alterações climáticas”. É normal que eles deturpem as noticias relativas a tecnologias verdes. Os Estados Unidos não são bom exemplo nessa área, estão muito atrasados… basta comparar a rede energética Americana com a Portuguesa.. A nossa é de longe… muito mas muito superior em termos tecnológicos.

    A Investigação é e sempre foi feita, à medida da sua necessidade. Quando à uma forte necessidade, há um forte investimento. Se irá ser necessário um investimento tão grande? Lol.. duvido… a Investigação a nível mundial, é das áreas de trabalho mais mal pagas em relação ao valor do produto que gera, o conhecimento. Eu próprio sou investigador e sei que a tecnologia que ajudo a desenvolver, pode gerar lucros na ordem dos milhões…

    Guerras pelos recursos do planeta? Uma grande parvoíce… o petróleo em si já é pouco, vão gastar ainda mais a mover máquinas militares ? Chegam ao fim e gastaram mais do que ganharam… já para não falar dos recursos necessários para alimentar a própria guerra em si (comida, metais comuns, nobres e raros, energia, vidas humanas)… enfim…

    à uns anos, a Russia colocou uma bandeira no fundo do Ártico, pelo que me lembro. Ao que parece, a zona é deles. Quem lá vai meter o bedelho, os States? Vão criar mais uma frente de guerra? Com que recursos? Com que dinheiro? Os soldados americanos lutam enquanto receberem, não arriscam a vida sem ganhar dinheiro… Especialmente contra um país cuja máquina de guerra está tecnologicamente mais próxima da americana (em certos casos superior). Guerra entre eles? Duvido…talvez umas trocas de palavras mas nada de mais… não há espaço para guerras, pelos motivos que já indiquei… perdem-se demasiados recursos…
    Nem a China quer ouvir falar em guerras… era logo a principal prejudicada, com a quebra imediata das suas exportações, devido a desvio de recursos para sustentar a máquina de guerra.

    As guerras futuras, serão simplesmente económicas e como tal, silenciosas e mortíferas… Não se usam armas, usam-se canetas e papel. Como já disseram à séculos, “a caneta é mais forte que a espada”… Como tinham razão!

    • Boas Claymore.

      Fox ou não Fox – pessoalmente acho a sua linha editorial do mais fraco que existe – não é isso que realmente importa, importante é saber se a informação é verificável – coisa que faço com todos os links que utilizo para sustentar artigos, e neste caso a informação nem é realmente da Fox, apenas usei o link da Fox, a informação é da AFP: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5il9dJjaQGeIF3vzyIxxQKqGGuhew?docId=CNG.62875ee35cc28aa30725ee1bfd4cfbde.391
      Em relação ao restante que escreveste, pessoalmente não concordo na sua grande maioria, mas como todos temos direito a opiniões pessoais, ela é tão válida como o meu não concordar. Fiquei apenas com a sensação de não teres lido com atenção a informação presente nos links que coloquei a sustentar o que está escrito no artigo, porque grande parte das palavras usadas no artigo são uma representação, mais pessoal e somada, por vezes quase uma descrição das histórias que estavam dispersas em várias notícias, que sairam na última semana, sobre o tema retratado.
      Pessoalmente nunca “deito fora” informação até prova em contrário, pois considero que isso seria reduzir o meu mundo apenas ao que eu gostava que ele fosse e não à realidade de como ele é… que por norma é injusta e madrasta para os desejos individuais…

      Um abraço,

      minhamosca

  2. Claymore, longe de querer servir de analista militar, deixo-te um link para o orçamento para 2012 dos Estados Unidos que, lembro, continuam no Afeganistão, no Iraque e na Líbia.
    http://www.warresisters.org/sites/default/files/FY2012piechart-color.pdf

    A guerra económica já decorre e irá intensificar-se nos próximos anos. As guerras físicas e belicistas servem e servirão para reajustar posicionamentos geoestratégicos e tomar o controlo dos recursos vitais para perpetuar sistemas sociais obsoletos. Hoje não são precisos milhares de tanques, aviões e soldados para conquistar territórios. Basta esbracejar com o espectro dos bichos-papões e continuar a estupidificar as pessoas através da propaganda. A ignorância e o medo fazem o resto.

  3. Desde a queda da cortina de ferro que o mundo não assistia a uma corrida tão intensa aos armamentos – as indústrias do sector estão a bater recordes de lucros, pelo mundo fora. O que estamos a assistir é a um potencial início de uma década que não começa a augurar nada de muito boa memória para gurdar nos livros de História.

    Área 1 – Tunísia, Líbia, Marrocos, Egipto, Jordânia e Síria… todos às portas da Europa… petróleo e gás natural a rodos, e Egipto e Jordânia são o canal do Suez… Síria mais petróleo e interesse geoestratégico… Só “falta” a Argélia para que os países que fazem fronteira com a europa no mediterrâneo Sul estejam todos em polvorosa… TODOS! – Coincidências
    – Neste grupo ficaram a faltar o Sudão,Bahrain e Iémen… fronteira com a Arábia Saudita e posicionamento geoestratégico para a passagem do petróleo para o mundo através do oceano.

    Esta é a área que está na “moda” nos escaparates do meios de comunicação social. As outras que têm vindo a aquecer nos últimos tempos são:

    Área 2 – China, Vietenam, Malásia, Indonésia, Filipinas, Coreia do Sul, Japão e Rússia — Mar do Sul da China… Petróleo, gás, e elementos raros. (Tem vindo a aquecer fortemente nos últimos tempos)

    Área 3- Estados Unidos, Canadá, Rússia, Dinamarca, Noruega — Ártico, petróleo (A área que abordei no artigo)

    Área4- Mal se ouve falar nesta zona mas grande parte das reservas de matérias-primas por explorar no mundo estão situadas nesta zona, na euroásia, às portas do Irão e da Rússia, um verdadeiro barril de pólvora: Azerbeijão, Turquemenistão, Uzebequistão, Qazaquistão, Quirgistão e Tajiquistão.

    Todos os países nomeados, sem excepção, e mais alguns que aparentemente não estão directamente envolvidos nestas áreas de luta por recursos, têm nos últimos anos vindo a investir cada vez mais dos seus recursos em armamentos. Alguns analistas já apontam esta época como a de maior investimento em armamentos desde a Segunda Guerra Mundial…Se ainda não é, em breve o será, porque não aparenta mesmo nada que as coisas nestas 4 áreas do planeta tenham tendência a acalmar nos próximos tempos…

    Ah, e como as pessoas têm tendência a esquecer-se muito depressa do passado, deixo então aqui o que escrevi no passado sobre o futuro contado pela voz da Bundeswehr: https://minhamosca.wordpress.com/2010/09/06/a-alemanha-e-a-energia-nuclear-a-banca-e-o-pico-do-petroleo/
    Notícia de leitura importante: http://www.spiegel.de/international/germany/0,1518,715138,00.html

    Por vezes até era bom que o mundo fosse tão branco ou tão preto como o retratado pelo Claymore, mas infelizmente não é…

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