Keynes, Bananas e o Precipício Consciente

John Maynard Keynes talvez seja um nome desconhecido para a maioria das pessoas comuns mas não para a grande maioria dos bananas e dos casineiros que nos desgovernam (suponho eu).
Vivemos num sistema económico que se rege quase cegamente pelas teorias de Keynes, teorias que se moldam num emaranhado de encruzilhadas, decisões em cima do joelho e opções em tudo questionáveis. Esse é o nosso mundo.
Antes de avançar e de modo a dar a conhecer Keynes da forma mais simples possível, aconselho vivamente que primeiro se deleitem com os 10 minutos deste pequeno vídeo em formato de canção. É a forma mais simples que encontrei para dar a entender umas coisas; quais as teorias base de Keynes e que neste sistema económico coexistem teorias diferentes: (P.S: Quem não conhece as teorias de Keynes e não vir o vídeo dificilmente irá entender algumas das comparações e associações que irão ser feitas no texto abaixo)
Fight of the Century: Keynes vs. Hayek Round Two

P.S: Quem desejar ler sobre as teorias de Hayek aplicadas na realidade: Um Sonho Que é Realidade

Depois de passados esses belos 10 minutos de entretenimento que servem de contextualização para o que irei tentar descrever a seguir, o que dizer disto?

“«Não há plano B para a Grécia»”
In Diário de Notícias

Eu digo… há plano B, não existe é vontade para enfrentar a realidade das encruzilhadas nas teorias de Keynes que são aplicadas nesta economia que se julga moderna.
Mas porque razão não existe essa vontade?
Tentarei responder a isso lá mais para o fim deste texto, antes disso a Grécia:

“Albert Einstein afirmou que insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes. Segundo esse padrão, o novo acordo com a Grécia é insensato. […] A questão que se coloca sobre as perspectivas para a Grécia não é se o país vai entrar em incumprimento. Em minha opinião, nada poderia estar mais perto da verdade. A questão que se coloca é se o incumprimento será suficiente para a economia recuperar uma certa prosperidade. Tenho sérias dúvidas. […] O principal requisito neste momento é reconhecer a desagradável realidade. Não se pode tornar o incrível crível com sucessivos e intermináveis adiamentos. Isso só vai tornar o reconhecimento da realidade mais doloroso quando finalmente ocorrer. Chegou a hora de reconhecer a realidade das dificuldades gregas e de agir imediatamente sobre as consequências que daí possam advir para os seus parceiros.”
In Diário Económico

Este é um excelente texto mas que está em falta de umas coisitas que são realmente importantes para se tentar compreender o porquê de um incumprimento poder até já ser tarde demais para a Grécia.  Falta-lhe os porquês da Grécia ter chegado ao estado em que chegou.
Primeiro as imposições de uma UE que determina o que cada país deve produzir, facto facilmente verificável na agricultura de um qualquer país europeu pertencente à UE, reduzindo drasticamente a sua capacidade produtora e a sua diversidade, deixando as economias dependentes de alguns poucos sectores económicos que ao mais pequeno problema colocam esse país de gatas. A diversidade numa economia é sinal da sua vitalidade e não o contrário. As políticas económicas da Europa são encruzilhadas de keynes que deixam muito pouco espaço de manobra em caso de problemas.
Depois, nenhuma economia sobrevive sem o seu principal factor e motor de desenvolvimento, as pessoas:

“Oito em cada dez agregados familiares gregos cortaram radicalmente nas suas despesas, até mesmo nos gastos com a alimentação,”
In Ekathimerini

Não existe economia sã sem um consumo em alta pelas pessoas que a compõem!

“Até 2015, a Grécia deve cortar 25% dos gastos com funcionários, o que equivale ao salário de 150 mil servidores.”
In Economia&Negócios

Será impossível salvar a Grécia enquanto a sua força motriz principal, as pessoas, forem sendo esmagadas por uma lógica política assente em teorias que são descabidas no seu essencial, verdadeiras encruzilhadas no bom senso e na lógica, até mesmo contraditórias com elas próprias, contraproducentes!
Para além de não ajudarem em nada na recuperação da economia, antes pelo contrário, ainda trazem consigo outro factor ainda mais perigoso, factores que quando somados transformam o futuro da Grécia num mais que inevitável buraco sem fim:

“Um estudo recente da Transparency International na Grécia aponta que 9 em cada 10 gregos acreditam que os seus políticos são corruptos, e 80% dizem que o parlamento perdeu a credibilidade.”
In The New York Times

Um barril de pólvora…
Serão 90% dos políticos gregos corruptos?
Não creio… mas acho que até mais de 90% dos bananas gregos estarão corrompidos mentalmente pelas lógicas de Keynes, tão corrompidos que nem se apercebem que estão cada vez mais longe da realidade dos seus Zé Povinhos, tão longe que são quase seres de outro mundo que vivem e tomam decisões com base nesse outro mundo que não é nem real nem lógico para a vasta maioria do Zé Povinho.

E Portugal? Que difere Portugal da Grécia para além de serem países diferentes, culturas diferentes que vivem em meridianos diferentes?
Muito pouco ou quase nada! As mesmas lógicas de encruzilhadas económicas que estão a rasgar a Grécia e a sua sociedade estão a fazer exactamente o mesmo por cá… keynes é também por cá o rei.
Os problemas são tão os mesmos que as tentativas mais básicas para tentar voltar a dinamizar a nossa economia chocam de frente com as mesmas políticas que encarceraram a Grécia na sua espiral descendente:

“«Consumo de produtos nacionais é prioritário”»
In Diário Económico

Que produtos nacionais quando a grande maioria do tecido produtor foi deslocado para zonas do mundo com mão-de-obra mais barata? Que produtos nacionais quando a UE dá subsídios aos agricultores para não produzirem determinadas culturas? Que produtos nacionais quando grande parte da produção nacional se destina à exportação para tentar que a economia se mantenha à tona, onde as empresas recebem apoios para exportar e não para investir no mercado nacional? Que produtos ainda temos que sejam realmente portugueses?
Temos de agradecer às políticas europeias e aos nossos bananas por terem destruído a vitalidade da nossa economia, que pouco mais é que um conjunto de monoculturas tão precárias quanto as gregas. Obrigado pelo quase nada que nos deixaram!
Mas mais nadas desta lógica ilógica de políticas sustentadas pelas teorias das encruzilhadas de keynes, nos têm sido impostas como solução para um futuro mais próspero:

“temos praticamente 1,5 milhões de trabalhadores precários em Portugal.”
In Correio da Manhã

Como recuperar uma economia se o seu sangue está a ser consumido pelas lógicas de um sistema que não pensa em Portugal?
Como recuperar a nossa economia se nem mesmo o seu factor principal de dinamismo é aproveitado?
Como recuperar uma economia se as políticas do bananal fogem cada vez mais da realidade do dia-a-dia do seu Zé Povinho?
Como?
Assim só será possível com ajuda externa… mas essa ajuda, infelizmente, está cada vez mais distante da ajuda à REAL economia e sim cada vez mais próxima da ajuda às economias paralelas, à banca!
E essa mesma ajuda externa, que é uma imposição mais, é tratada desta forma pelos nossos bananas:

“O novo Executivo não terá muito tempo para estudar dossiês. Assim que a equipa estiver completa, tem de começar a tomar decisões. O calendário acordado com a troika é rigoroso e apertado.”
In Jornal de Negócios

Conclusão… ser um banana responsável é nem sequer analisar a fundo os prós e contras de políticas que nos são impostas de fora?!?!?! Isso é ser-se responsável?!?!?!
Desculpem-me o descaramento… os portugueses não têm sequer voz na Europa, que nos dizem ser de todos nós, para exigir uma análise mais atempada e cuidada das políticas que nos estão a ser impostas? Nada?!?!?!
Será que na sua essência os bananas preferem  que poucos possam ter tempo para compreender suficientemente bem a profundidade das políticas que nos estão a ser impostas?
Lá mais para o fim deste texto talvez consiga responder a esta questão…
É nestas alturas que me lembro recorrentemente de Dom Afonso Henriques e seus pares e nos largos séculos e centenas de gerações que lutaram pela independência e soberania de Portugal… e fico triste quando uma geração «vende» quase tudo isso em menos de nada e por, desculpem-me a ousadia, quase nada!

“A ex-conselheira da União Europeia Maria João Rodrigues alertou que os limites da democracia estão a ser postos à prova em alguns países ameaçados pela crise das dívidas soberanas, como é o caso da Grécia. E teme que a situação se alastre a países como Portugal, o que pode colocar em causa o projecto europeu.”
In Público

Que projecto europeu é esse que não tem os seus Zé Povinhos como o pilar base da sua condução?!?!?
Isso não é um projecto europeu, é um projecto financeiro!!! E projectos financeiros é coisa para a banca!!!
E claro, onde fica a democracia nisto tudo quando esta é envolta principalmente nos ritmos do dinheiro???
Quase deixa de existir democracia quando a base das políticas se cinge quase exclusivamente ao lado financeiro, ainda mais quando assente nas lógicas de Keynes. A democracia é sinónimo de liberdade e as finanças são na sua essência sinónimo de dependência… e não existe liberdade na dependência, nem nunca isso virá a ser sinónimo de independência! Nunca!!!

Então, entrando em Bruxelas… qual está a ser a nova solução aventada para ajudar(?) os países que estão em dificuldades na Europa?

“É uma gota num oceano de dívidas mas a antecipação de fundos estruturais parece ser o último recurso à disposição de Bruxelas para atenuar o impacto nocivo da política de austeridade que a Grécia terá de aplicar como contrapartida da ajuda financeira que está a receber.”
In Diário Económico

Mais uma solução à medida de Keynes. Quando será que irão compreender que mais dívida para saldar dívida não é salvação nem ajuda, sim apenas mais um passo em direcção ao precipício?
Os apoios estruturais providenciados pela UE são dívida, e mais dívida é exactamente o que estas economias menos desejam pois já ultrapassaram a barreira da sua sustentabilidade! Não dá para encaixar mais, quer dizer, a não ser que o objectivo seja mesmo esse… a ruína…
Cada vez mais fico com a sensação que não existe interesse nenhum em salvar o que quer que seja nestas economias, antes deixá-las lentamente ruir…

“vão fazer tudo o que estiver ao seu alcance para «assegurar a estabilidade financeira da Zona Euro como um todo».”
In Jornal de Negócios

Sempre na lógica financeira!!! Ainda há pouco escrevi: “Quase deixa de existir democracia quando a base das políticas se cinge quase exclusivamente ao lado financeiro”
Onde está a base de toda a economia, onde está a parte social desta economia? Sem isso não existe economia, existe apenas uma estrutura financeira que por este andar terá de se auto-sustentar sem pessoas num mercado não real de modo a conseguir sobreviver dentro de um sistema que de lógica choca de frente com toda a força com a realidade da vida vivida!
Há muito mais do que apenas o lado financeiro!!! O mundo é muito mais que apenas bancos, ou transacções, ou mercados de capitais, ou fundos sem fundo da Europa, ou mais do que a inflação programada, certamente muito mais que o mercado de derivados e seus afins políticos e financeiros! O mundo é a sociedade, é o Zé Povinho e quem disso se esquece irá garantidamente ser esquecido pela realidade.
E como já sabemos que a Europa irá fazer de tudo para assegurar a sua estabilidade financeira, gostava de comentar a nomeação do Sr. Draghi como novo Presidente do Banco Central Europeu e os paralelismos com a posição de força da Comunidade europeia em relação à estabilidade financeira:

“Draghi foi vice-presidente e director executivo da Goldman Sachs International e membro do comité internacional da empresa [2002-2005]. Existiu uma controvérsia sobre as suas responsabilidades enquanto empregado da Goldman Sachs. Pascal Canfin afirmou que Draghi esteve envolvido em movimento de swaps para governos europeus, principalmente para a Grécia, que tentaram disfarçar o estado económico desses países. Draghi respondeu que esses negócios «aconteceram antes de entrar para a Goldman Sachs [e] que nada tinha tido a ver com eles, em 2011 nas audições de nomeação para o cargo no BCE no Parlamento Europeu.”
In Wikipédia

Passei semanas à espera que a informação sobre o passado de Draghi na Goldman Sachs e as dúvidas que o acompanham no envolvimento da cobertura ao encobrimento da realidade das contas públicas gregas fosse alvo de algum destaque nos meios de informação… NADA!!!!
Talvez a culpa seja minha e isso não tenha mesmo nenhuma importância, nem seja mesmo digno de ser mencionado, ou talvez possa ser um caso de polícia tal a dimensão desse silêncio. Mas seja o que for, é no mínimo uma nomeação ou precipitada ou então a desejada…
Mas sito dá direito a uma pergunta: O Sr. Draghi irá defender os interesses económicos da Europa, da Goldman Sachs, de ambos, de quem?

“ninguém parece saber realmente, em larga medida por o mundo dos derivados ser tão obscuro. Mas a possibilidade de que uma companhia algures tenha segurado milhares de milhões de dólares de dívida europeia adicionou uma nova tensão ao debate das dívidas soberanas. […] As incertezas que se agigantam são se esses contractos — que seguram contra a possibilidade de um default da Grécia — estejam concentrados nas mãos de apenas algumas companhias, e se essas companhias serão capazes de pagar os milhares de milhões de dólares para cobrir essas perdas durante um default. […] O total da exposição, por alto, dos cinco países europeus em maiores dificuldades — Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha — é de aproximadamente 616 mil milhões de dólares. E um número efectivo e total dos derivados desses países é ainda desconhecido. […] «É por isso que os europeus avançaram com esta opção ridícula, porque não fazem ideia do que anda por aí. Temem um default. A indústria ainda se recusa a providenciar a informação necessária para se entender isto. Eles mantêm-nos reféns. […] O processo é controlado de forma restrita por um pequeno grupo de banqueiros num grupo intitulado de Associação Internacional de De Swaps e Derivados.”
In CNBC

Hmmm, 1+1 costuma ser igual a 2, quer dizer, neste sistema keynesiano nem sempre 1+1 é 2, por vezes transforma-se num múltiplo elevado do dois!
Goldman, Draghi, Grécia, derivados… Hmmm
E a Europa?

“Será possível que o que era tão óbvio para tantos tenha escapado aos olhos do exército de analistas especializados do Eurostat? Claro que sim, se por lá existir vontade em tapar os olhos. […] descobri que a contabilidade das contas do tesouro da UE não eram credivelmente auditadas há mais de uma década. Alertei os meus superiores e pedi reformas. Fui afastada. […] O segredo aberto que corre nos corredores da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu é que há época da entrada da Grécia no euro, o Eurostat e o Comissário dos Assuntos Financeiros de então, Pedro solbes, sabiam que qualquer voz que alertasse sobre a entrada da Grécia no euro seria silenciada. […] os arquitectos e guardiões do euro em Berlim, Paris,no Luxemburgo e principalmente em Bruxelas tinham um forte incentivo para expandir a moeda a qualquer custo. O euro é a forma mais rápida na direcção de uma integração federal e política mais profunda entre as nações europeias.”
In The Wall Street Journal

Hmmm, Goldman, Draghi, Grécia, derivados, silêncio, encobrimento, euro…
Mas qual poderá ser o objectivo, qual o interesse, porquê tais opções? Serão mesmo todos corruptos como aponta a estudo realizado na Grécia, ou poderá existir algo mais além nestas promiscuidades estratégicas e perigosas para a democracia?

“a grande estratégia que é perseguida em Bruxelas. Tem como objectivo atingir, sem o recurso à guerra, a realização de um sonho por efectivar desde a queda de Roma, o primeiro império pan-europeu. […] A criação de uma moeda comum, ou para ser mais correcto, da única moeda, o euro, não foi apenas um meio para atingir um fim, mas uma arma para alcançar por meios económicos um governo europeu. Foi com objectivos políticos, não económicos. […] Por isso não demorará muito tempo para que o imperador colectivo em Bruxelas anuncie que Tebbit esteve todos estes anos correcto quando disse ao Chanceler Clarke que nenhuma moeda podia ter dois, quanto mais uma dúzia de chanceleres e que tinha de existir Um euro, Um chanceler, Um Ministro das Finanças, Uma taxa unificada de impostos e Uma economia europeia.”
In The Telegraph

Estaremos todos a ser engolidos pela maior mentira contada nos tempos modernos? Estará o sistema de keynes a servir de colchão a todas  estas jogadas de bastidores?
Sempre me fez muita confusão a ignorância colectiva no mundo bananeiro em relação às limitações das teorias keynesianas e suas encruzilhadas na aplicação prática à realidade das economias. Tenho preferido sempre pensar que não seria nada mais que um desejo, um sonho de um futuro de crescimento eterno que toldava as mentes que por obrigação tinham de estar mais despertas, a mente dos bananas. Terei estado enganado este tempo todo? O tempo o dirá… mas…

Conclusão:
A Grécia suspensa num precipício montado por keynes… ou não?
A ignorância dos bananas gregos e europeus deve-se a keynes… ou não?
Os Zé Povinhos revoltam-se, na sua essência, contra Keynes… ou não?
É o mundo de keynes que se esquece do Zé Povinho… ou não?
Portugal será vítima do mesmo Keynes… ou não?
Mais dívida para saldar dívida é por Keynes… ou não?
Não?!?!
Não é que o precipício é amigo de Draghi e da Goldman… e não é que Draghi é amigo da Grécia e dos seus trafulhas… e não é que os mesmos derivados que enterraram o Lehmans na escuridão de um colapso económico mundial poderão ser eles o mover deste bananal… e não é que nem sempre aquilo que aparenta ser o é… e não é que keynes poderá ser uma vítima de outros sonhos que não dos seus erros… e não é que cada vez menos a democracia é uma imagem visível reflectida no espelho do nosso futuro?????
Keynes e bananas… sonhos de uns, pesadelos para o geral… tudo isto cada vez mais se assemelha a um precipício conscientemente cavado no colchão de keynes e na ignorância dos Zé Povinhos…

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Em busca de mais conhecimento

Posted on 26/06/2011, in Artigos, Banca, Corrupção, Economia. Bookmark the permalink. 2 comentários.

  1. Ainda iremos conhecer uma nova forma de escravatura. Uma onde não receberemos dinheiro mas sim comida e ficaremos contentes por isso. Uma onde os nossos credores irão comprar todas as nossas companhias de bens de 1º necessidade, geridas pelo estado, irão roubar-lhes toda a tecnologia e maquinaria, usando isso como método de chantagem para nos obrigar a trabalhar para os seus proveitos…
    Seremos todos escravos dos nossos credores, não porque não nos conseguiremos revoltar, mas porque não iremos querer revoltar com medo de andar para trás 20-30-40 anos, porque simplesmente não teremos os meios nem recursos para reconstruir toda a nossa industria…

    • Boas Claymore.

      Infelizmente essa é uma das possibilidades em aberto. Só o facto de se pensar dessa forma ajuda a entender que algo vai muito mal com a nossa democracia, com o nosso sistema económico, enfim, com o nosso mundo. Mas existem soluções e caminhos diferentes daqueles que estão a ser agora percorridos. Eles não estão à mão de semear nem serão fáceis, mas a sociedade humana é extremamente versátil e adaptável desde que para isso seja obrigada, ou como acho que seja o desejo da maioria, ganhe consciência que nem tudo no mundo se cinge a dinheiro e poder… Roma antes de ruir era dinheiro e poder e dos seus escombros floresceram imensas sociedades vibrantes, activas e ricas em todos os sentidos. Por vezes é preciso enfrentar o fim para se abrir caminho a um novo início…

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