A Tempestade Perfeita

Muitos dias passaram desde a última vez que por aqui deixei um rasto do nosso mundo através da minha escrita pessoal… coisas da vida e tempo para pensar mais e melhor sobre o nosso presente em formato de futuro.

A meu ver este verão poderá vir a ser marcante para o nosso presente formatado para o futuro, tão marcante quanto inevitável se afigura a possível perfeita tempestade económica que se está a formar. Quase não há canto nem recanto na economia mundial que não esteja a ser abanada nas suas bases.

Vou começar por onde anda a maioria da cabeça das pessoas que vivem na Europa, a crise nos periféricos, a crise do euro:

“O problema da dívida nos países periféricos da Europa é estrutural. Não pode ser resolvido adicionando dívida à dívida já existente. Existe uma analogia a um sistema em pirâmide, onde cada vez mais dinheiro é injectado para evitar que o edifício em formato de pirâmide colapse. Ratio de dívida para o PIB aumenta com o tempo porque novos empréstimos são dados para pagar dívidas antigas e para financiar o buraco fiscal existente.”
In Yahoo Finance

Esta é a forma mais realista, sem subterfúgios, de descrever este sistema económico actual. Contrai-se dívida para pagar dívida ficando cada vez mais endividado. Mesmo que essa nova dívida ajude a salvar o hoje, amanhã será cada vez mais difícil de salvar os hojes futuros, porque nada no mundo real sustenta um crescimento eterno.
A Europa e o mundo estão num beco com muito poucas saídas e ainda menos tempo para se encontrar o caminho para fora desta espiral de dívida.
Mas voltando à Europa…
Quem senão primordialmente as políticas da UE colocou os países menos preparados à beira do abismo?
Não foi e é a UE que «obriga» a contrair dívida para receber fundos de apoio, eles próprios dívida?
Sem esses fundos de apoio estariam os países agora afectados tão endividados? Duvido convictamente!
A pirâmide da Europa foi montada ao ritmo da Alemanha, e de poucos mais, e todos os outros que não conseguem, conseguiram, nem irão alguma vez conseguir, acompanhar esse ritmo estão a ser sugados pela inevitabilidade de um sistema que traçou o caminho nessa mesma direcção, e só não o viu quem acredita, acreditou, que o mundo económico iria crescer para sempre de modo a com esse crescimento do PIB conseguir sustentar um volume de dívida que se tornaria, mais tarde ou mais cedo, incomensurável para muitos dos países envolvidos nesta experiência económica que se chama UE.
E em resposta a este problema os mesmos bananas que definiram as políticas da acumulação de dívida na UE, decidiram agora virar 180º e exigir austeridade às economias que não conseguiram acompanhar o ritmo.

“«As austeras medidas fiscais falharam em reduzir o défice ao ritmo desejado», disse o Chefe Global de Estratégia Devina Mehra numa nota de estudo.”
«Com juros cada vez mais elevados para pagar e um PIB em declínio, a Grécia apenas pode fantasiar sobre um rácio significativamente menor de dívida para o PIB,» disse Mehra.”
In CNBC

Um sistema viciado na dívida sustentado por uma contínua e constante expansão do PIB [riqueza] não sustenta qualquer medida de aperto do cinto, de redução de gastos, de aumento de impostos que coloquem em causa o aumento constante de investimento nas economias. O resultado já era o esperado, pelo menos para mim, logo no início da tragédia grega, assim como irá ser o mesmo para a Irlanda e para Portugal, pois os ritmos económicos e a dependência do crescimento são exactamente as mesmas.
E já que falei em Portugal:

“O Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa (NECEP) da Universidade Católica avançou esta quinta-feira que o consumo privado sofreu a sua pior contracção desde, pelo menos, 1978.”
In Agência Financeira

Acham que Portugal irá estar diferente da Grécia daqui a um tempo? Eu não, porque o sistema económico é o mesmo, as políticas são as mesmas, os sintomas são os mesmos, as reacções económicas são as mesmas… um caminho em direcção ao ponto sem retorno.
Mas se ainda assim acharem que não:

“Portugal teria de crescer ao ano 8% para conseguir em 2020 atingir um nível de dívida pública em relação ao PIB de 60% como o exige o Tratado de Maastricht. A estimativa foi feita por Christophe Donay, estratega-chefe da Pictet & Cie, um banco de gestão de fortunas sediado em Genebra, na Suíça.”
In Expresso

O barco da Europa anda à deriva e a tempestade está a adensar… trovões, raios e coriscos estão a caminho…

Mas se os problemas se cingissem à Europa a coisa ainda seria moldável pelo resto do mundo, mas… Jim rogers:

“«As dívidas que existem neste país estão a chegar ao céu,» disse. «Nos últimos três anos o governo gastou quantidades incríveis de dinheiro e a Reserva Federal está a assumir quantidades incríveis de dívida.
Quando os problemas voltarem a emergir… o que irão fazer?Não podem quadruplicar a dívida novamente. Não podem voltar a imprimir tanto dinheiro outra vez. Irá ser muito pior da próxima.»”

In CNBC

O mesmo ciclo de dívida que está a matar a Europa do euro está a comprimir os EU, e tanto que na China e na Alemanha já se baixa o rating dos EU, e as bolsas americanas, que costumam ser o recanto dos doidos -digo eu- que crescem mesmo quando tudo parece estar a ruir, desta vez já estão em queda há seis semanas:

“Os índices Dow Jones e Standard & Poor’s 500 cravaram a sexta semana de perdas nesta sexta-feira, conforme novos sinais de uma desaceleração econômica global preparam o cenário para mais perdas.”
In Reuters

Desaceleração económica global…
Enquanto isso os Estados Unidos começam agora a receber em moeda de troca os resultados das suas políticas de dinheiro fácil, as políticas da impressora rápida, do excesso de dinheiro no mercado, dos QEs:

“«Preços mais elevados devido a um dólar mais fraco são algo com que a economia terá de lidar daqui para a frente,» disse Russell Price, economista sénior da Ameriprise Financial Inc. em Detroit.”
In Bloomberg

Já não bastava a crise do euro, o excesso de dívida da economia americana e a isso ainda temos de juntar uma pressão inflacionária que condiciona ainda mais a geração de riqueza e o crescimento dos PIBs e por inerência a capacidade para pagar a dívida. O mesmo sistema que condiciona a Europa pressiona os Estado Unidos… o mesmo sistema viciado na dívida para pagar divida que exige um crescimento cada vez mais acentuado… mas num mundo que está a desacelerar…

Portanto, tem de se juntar ao barco à deriva da Europa o barco de leme partido dos Estados Unidos, ambos a enfrentarem uma tempestade que se está a adensar… aos trovões, raios e coriscos que estão a caminho se unem os ventos fortes e o granizo…

E a China, exemplo máximo dos mercados emergentes?

“O preço das casas novas na cidade capital caíram em Maio mais de 20% quando comparado com o ano passado, e os analistas dizem que outras cidades irão seguir essa tendência na segunda metade deste ano.”
In Peopel’s Daily

Lembram-se do que despoletou a crise de 2008 e a queda do Lehmans? Não? Uma bolha imobiliária, exactamente o mesmo que estamos a começar a assistir a acontecer na China.
Estará a fábrica do mundo a sentir as desventuras de um mundo que está a contrair, e principalmente a começar a contrair na criação de nova dívida, motor deste sistema económico?
Os sinais começam a ficar cada vez mais claros, tão claros quanto as deficiências estruturais que assolam a China, assim como a maioria dos países emergentes:

“Durante muitos anos, para atingir um crescimento económico acelerado, a China seguiu plena de fé políticas monetárias, fiscais e económicas expansivas. A fábrica do mundo baseou-se durante tempo demais nas exportações e no investimento para fazer crescer o seu PIB e reduzir a taxa de desemprego. De acordo com a agência noticiosa Xinhua, nos últimos dez anos, o suprimento de dinheiro na China aumentou 450% e atingiu as 2,6 vezes do seu PIB em Setembro de 2010. […] A China também tem o hábito de utilizar gastos fiscais e investimentos não prioritários de modo a estimular o crescimento económico quando começa a desacelerar, um belo exemplo disso foi o pacote de estímulo à economia de 4 biliões de yuans por parte do governo central em 2008. Também como dupla garantia contra a rápida desaceleração económica num mundo em crise económica, o governo central utilizou ferramentas políticas para guiar o sistema bancário a imprimir mais de 10 biliões de yuans em empréstimos em 2008 e 8 biliões em 2010.”
In Business Insider

Que políticas vem usando a China? As mesmas que estão a esmagar parte da Europa e a comprimir os Estados Unidos. Que futuro podemos esperar para a China tendo por base os ensinamentos passados do mesmo tipo de acções económicas?
Não augura mesmo nada de bom…
Mas podíamos ficar por aqui sobre a China, mas não. A inflação por lá é das mais prevalentes de todo o mundo. Para além dos biliões de yuans que foram injectados na economia para que o PIB chinês ajudasse o mundo a superar a crise de 2008, a maioria dos estímulos à economia lançados na Europa, nos Estados Unidos e no resto do mundo foi parar ao mercado chinês em forma de investimento estrangeiro, inundando ainda mais um mercado que já estava sobreaquecido por excesso de moeda sem levar em conta a moeda estrangeira, os dólares.
E agora?
Bem, agora o mundo vai pagar muito caro o desplante de ter criado dinheiro à doida para tentar suavizar a queda económica de 2008, pois se até 2008 a China servia como contra-peso para a inflação, principalmente no mundo ocidental com os seus produtos baratos, a partir de agora os produtos ainda baratos provenientes da China serão os que mais rapidamente irão subir de preço pelo mundo fora. O mundo vai perder nos próximos meses o seu colchão anti-inflação!
Duvidam?

“Produtos baratos «Made in China» encheram as prateleiras nos Estados Unidos e na Europa durante a última década. Mas agora, o aumento dos custos com a mão-de-obra em conjunto com a valorização do yuan têm ultimamente desafiado o estatuto da China como sendo a fábrica do mundo.
E ainda falta a última  palha, uma severa falta de energia, o que levou ao aumento dos preços e que é provável que pressione os preços de outras commodities, parece impossível que a segunda maior economia do mundo continue a ser um exportador de bens baratos.
Em vez disso, a inflação poderá ser adicionada à lista das mais recentes exportações do país, chegando até aos portos americanos com preços cada vez mais elevados para os produtos chineses.”

In China Daily

Portanto, aos barco à deriva da Europa e dos Estados Unidos temos de lhes juntar o barco da China em velocidade descontrolada, todos a enfrentarem uma tempestade que se está a adensar… aos trovões, raios e coriscos, os ventos fortes e o granizo, tem de se unir um furacão de força 4, ou 5, talvez 6, dependendo de onde tocar o solo com mais intensidade…

E então como está o sangue vital para esta economia de dívida exponencial?

“o mundo irá estar em falta de 1,73 milhões de barris de petróleo por dia– suficiente para suprir a procura de uma economia do tamanha de França — se a organização de países exportadores não aumentar a oferta.”
In Reuters

Hmmm… oferta, procura, falta… mas e se então formos um pouco atrás até ao passado, até 2007, e compararmos o consumo diário no mundo de petróleo, que números encontraremos?
Estão bem instalados?
Portanto, em 2007, a oferta por parte da OPEP foi de 35,3 milhões de barris por dia… Fonte: Departamento de Energia dos Estados Unidos

“No seu relatório mensal publicado da sexta-feira, a OPEP diz que a procura mundial pelo seu petróleo irá em média chegar aos 30,7 milhões de barris por dia, na segunda metade deste ano.”
In Reuters

Ok, o mundo está a consumir, pelo menos da produção da OPEP, menos 7 milhões de barris por dia. Pode ser que até achem isto normal, mas gostava de relembrar a quem já não se recorde que o preço do barril de petróleo em 2007 esteve sempre abaixo dos 100 dólares enquanto este ano andou até agora quase sempre acima dos 100 dólares. Ora, menos 7 milhões de barris consumidos por dia em comparação com 2007 mas a preços mais elevados. Portanto, a procura não aumentou quando se compara com 2007, indubitavelmente, a oferta é mais reduzida, indubitavelmente, quando se compara com 2007. Então isto levanta uma questão premente:
Porque razão está o barril de petróleo mais caro?
Será por culpa dos especuladores? Não, isso é apenas uma «desculpa» para tentar justificar algo muito mais simples, mesmo que tenha o seu peso no preço do petróleo mas não é o que o impulsiona. Será que os países produtores querem capitalizar lucros ao máximo? Em parte sim, mas não só e também não é o factor mais importante. Então qual a razão?

“Existem muitos factores a afectar o preço do petróleo para além dos objectivos de produção da OPEP. O principal de todos é o destino do dólar, a moeda com que é tabelado o petróleo.”
In Reuters

Portanto o mesmo factor que está a colocar em risco os Estados unidos, que está a ajudar a cozinhar em fogo bravo a inflação na China, que está a pressionar as economias europeias, é o mesmo que impulsiona o preço do petróleo pelo mundo fora, mesmo que possamos dizer, tal como foi confirmado pela AIE já este ano, que o pico de produção de petróleo atingiu o seu pico em 2006.
Portanto é quase seguro escrever que se o petróleo baixar de preço nos mercados então isso poderá ser sinal de que o mundo esteja a entrar em contracção no consumo, ou seja, a entrar em travagem, em recessão, porque não se afigura nos próximos tempos que a inflação que grassa pelo mundo impulsionada pelos dólares que saltitam pelo mundo, lançados pelo QE2 que termina este mês, venha a acalmar, poderá apenas abrandar em consequência de uma redução no consumo de petróleo e inerente baixa do preço, com ligação directa ao caminhar direito a uma recessão mundial.

Portanto, aos barco à deriva da Europa, dos Estados Unidos e da China, temos de lhes juntar o facto do combustível que  este mundo usa para manobrar os seus barcos estar a ficar fora de mão, ajudando a piorar a resposta a uma tempestade que se está a adensar… aos trovões, raios e coriscos, os ventos fortes, o granizo e o furacão temos de lhes juntar uma corrente frontal de ar quente…

E o que falta para juntar à tempestade?
O Japão!
Temos a fábrica do mundo, a China, a braços com problemas graves, mas então o que dizer da fábrica de tecnologia de ponta do mundo, o que dizer do Japão?

“A suspensão da produção de componentes electrónicos e de partes para automóveis desde o grande terramoto que afectou a zona Este do Japão conduziu a um recorde do défice comercial nos primeiros 20 dias de Maio.”
In Asahi

Isto não se cinge apenas ao Japão, quase todas as indústrias que necessitam de componentes electrónicos de ponta, ou as indústrias automóveis, estão a ser afectadas, quer seja pela falta das peças ou pelo aumento do custo das mesmas.
Que indústrias sobraram ao mundo desenvolvido depois deste ter despachado o seu tecido produtor para o país-fábrica China?
As indústrias de tecnologias de ponta e as indústrias automóveis — mais umas quantas, mas estas são das mais importantes.
Que áreas do globo estão a ser mais afectadas economicamente pelo terramoto\tsunami?
Os Estados Unidos e a Europa, os mesmos que já estavam a braços com problemas talvez sérios demais para os conseguirem resolver. Se haviam economias no mundo que dispensavam totalmente mais qualquer problema, eram essas.
Mas não termina por aqui… para onde estão a passar as pressões de produção depois do Japão ter ficado destruído?
Estão a passar para a China, na sua maioria, China ela que está a braços com falta de mão-de-obra, com inflação escalante no preço das matérias-primas e com falta de energia para suprir a demanda.
O que acham que vai acontecer aos preços desses bens?
Disparar.
O que acham que vai acontecer ao consumo nos mercados desenvolvidos?
Cair.
O que acontece neste sistema económico quando o consumo cai?
Essa já devem saber de cor…
Mas e se o acidente nuclear no Japão for muito mais grave que o de Chernobyl, como alguns especialistas já afirmam? Como irá ficar o mundo e a economia mundial?

“Combustível nuclear nos três reactores na central nuclear de Fukushima No. 1 terão possivelmente derretido através do sarcófago e acumulado no fundo das estruturas que albergam os reactores, de acordo com um relatório do governo obtido na terça-feira pelo Yomiuri Shimbun.
Um “melt-through”– quando existe uma fuga de combustível nuclear que derrete o fundo do sarcófago nuclear até atingir o compartimento exterior — é muito mais grave do que uma fusão do núcleo e é o pior cenário possível num acidente nuclear.”

In Daily Yomiuri

Bem, podia aprofundar o facto de depois do combustível nuclear ter derretido o seu caminho para fora do sarcófago, que é muitíssimo mais resistente e denso do que o revestimento exterior, ser uma hipótese bem real que combustível dos três reactores afectados tenham perfurado toda a estrutura e penetrado no solo… para quem ainda não tenha ouvido falar em tal, aconselho a leitura sobre o Síndroma da China, que vem tão a calhar com tudo o que por aqui escrevi até agora.
Mas indo apenas à economia… onde irá parar este nosso mundo se o Japão tiver de deixar até quase 1\3 do seu território inabitado e perder grande parte das suas indústrias?!?!? A tempestade perfeita????

Conclusão:
Até parece que a tempestade começou na periferia, nada mais enganoso, a tempestade foi plantada pelos Deuses do Olimpo europeu, e o barco que é a Europa navega à deriva em direcção ao olho da tempestade… enquanto nos Estados Unidos plantaram outra parte da tempestade, a da dívida que chega até à Lua e da inflação com que banharam o mundo, e agora terão de remar pois estão a ser vítimas do seu próprio engodo em direcção ao olho da tempestade… Na China quiseram copiar o mundo lá do ocidente e vão ter de colher a tempestade que quiseram copiar… E todos estes barcos estão quase secos, secos do sangue que é vida na economia, quase sem ouro negro… BRUUUMMMMM, troveja o destino… E o Japão? Pode vir a ser o centro do furacão que será o rastilho que criará a tempestade perfeita… de verão…

About minhamosca

Em busca de mais conhecimento

Posted on 11/06/2011, in Artigos, Economia, Energias. Bookmark the permalink. 4 comentários.

  1. O interregno fez-te bem.
    Artigo brilhante, infelizmente perdido no meio de tanto lixo internético. Um pouco no seguimento do que escreveste, o povo costuma dizer que “quem vai ao mar avia-se em terra” e os mais incautos irão certamente navegar por mares nunca dantes navegados.

    Juntava talvez uma pequena adenda que é o facto de o aumento no preço do crude se ir reflectir no aumento da procura por biocombustíveis e consequente aumento do preço de alimentos essenciais em países em vias de desenvolvimento que já por si são autênticos barris de pólvora.

    Grande abraço.

  2. Grande Fragha.

    Os custos dos alimentos são uma praga neste mundo mas poderão ser eles um dos beneficiados pela tempestade perfeita. O preço do petróleo tenderá a cair e poderá até mesmo ser uma queda a pique (depois da tempestade) e com ele o preço dos alimentos. Talvez os alimentos venham ainda a sofrer com a ruptura de linhas de comércio internacional e isso ainda venha a pesar no seu preço durante um tempo que, dependendo de país para país, poderá ser quase efémero ou prolongado.
    Eis a explicação de não ter entrado pela questão do preço dos alimentos, por poder ser um dos beneficiados.
    Existe um tema que realmente não toquei porque ainda não consegui entender em profundidade todos os interesses que estão em ebulição no Médio-Oriente e quem vai realmente à frente e para que direcção.
    Talvez esta notícia ajude a compreender mais um pouco: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1875918
    Conta-nos a História que antes da queda dos grandes impérios os mesmos impulsionam guerras em busca das últimas riquesas onde possam deitar a mão, e se este sistema económico estiver às portas do inferno…

    Um Grande abraço,

    minhamosca

  3. Teresa SIlva

    Bela divagação…. do nosso mundo, conturbado e doente.
    Boa pesquisa e concatenação de ideias.
    Bem explicito e objectivo q.b.

    O que fazer neste mundo globalizado e cheio de problemas?
    Iniciativa, pro-actividade, empreendorismo do povo.
    Bons politicos, sem interesses próprios mas sérios e honestos….

    Trabalhar, partilhar, ensinar, fazer, colaborar….. TODOS!

    • Olá Teresa.

      Obrigado pelas agradáveis palavras.

      Espero sinceramente que este texto seja apenas uma divagação, mesmo que o método que utilize para a construção destes «desenhos» a que chamo lado B informativo – informação constantemente renegada para segundo plano pelos meios de informação generalistas -, tente ser o mais realista nas tendências que envolvem o nosso mundo. Para isso utilizo sempre apenas informação «fresca» dos meios de informação generalistas de modo a tentar evitar que inadevertidamente seja eu a criar as tendências que movem este mundo e sim tentar sempre que a informação colocada nestes textos seja uma exposição das tendências que estão a ser colocadas a este mundo. No caso deste texto, escrito no dia 11, os links que utilizei para servir de sustento à condução do texto são datados de (Do primeiro para o último): Dia 10, dia 9, dia 9, dia 9, dia 8, dia 10, dia 10, dia 7, dia 10, dia 10, dia 10, dia 10, dia 10, dia 8. Peço perdão por este testamento de dias mas é para mim muito importante que se saiba que os textos não representam em si uma pesquisa por informação que se adequa àquilo que desejo escrever, mas antes os textos são sempre uma expressão da informação que saiu nos últimos dias, é essa informação «fresca» que faz nascer o que sai da minha escrita.
      Escrito isto…

      O que fazer?
      Primeiro tentarmos todos entender o melhor possível a raíz dos problemas, sem isso será apenas um encontrar os culpados mais fáceis, um acusar caras e não estruturas. Infelizmente aquilo a que assisto todos os dias é um acusar dos bananas (políticos), dos casineiros (banca), do capitalismo, da UE, da cochichina, no individual, quando este mundo é uma aldeia colectiva que sofre de males colectivos. Pessoalmente acho que um Zé Povinho sem uma noção mínima desse todo que o envolve arrisca-se a desenvolver iniciativas, pro-actividade, empreendorismo em vão, pois tenderá a exigir apenas a mudança de caras de bananas por outros novos bananas sem quase sequer fazer cócegas à estrutura que sustenta tal bananal.
      “Trabalhar, partilhar, ensinar, fazer, colaborar….. TODOS!”
      Não podia estar mais de acordo! Sem isso nunca se conseguirá passar do individual para o colectivo, do pensar reduzido para um ver alargado, de um ser uno para um sermos todos!
      Para fechar deixo o lema que acho estar muito em falta na forma de estar desta nossa sociedade: “O conhecimento governará para sempre a ignorância” que anda trocado por um, “vivemos do conhecimento que os outros nos desejam dar sem para tal ter de pensar”

      minhamosca

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